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Era com esta interjeição que os repórteres do jornal onde fiz meu primeiro estágio anunciavam um furo (dado ou tomado). “Calça” significava “calça arriada”. Quem deu a “calça”, então, furou. E quem levou a “calça”, foi furado.

Ontem, no início da madrugada, lançamos com exclusividade aqui no LIXEIRA DO POP o vídeo Leave Belchior Alone, que acabara de ser publicado no YouTube por nossa GARI Natalia Weber.

Já no final da tarde, o G1 (sim, furamos o G1 mais uma vez) publicou uma reportagem sobre o assunto, que você confere aqui.

Para twittar: http://wp.me/pdGj4-BY

Depois de 20 dias de hiato, estamos de volta. Piores do que nunca.

Podem twittar. Ó o link: http://wp.me/pdGj4-BJ

Como fazer um webhit? Era a pergunta que eu me fiz logo após fazer upload do meu vídeo no Youtube, o “Como fazer uma monografia pseudointelectual” (é, aparentemente agora é junto). Aqui no Lixeira eu já discorria sobre a dificuldade de emplacar um vídeo no mundo cibernético, regido pela mão-invisível do viral, com um vídeo de quase 10 min, de conteúdo altamente segmentado e nenhuma criança bêbada, tartaruga tarada, acidente tosco e celebridade em situação embaraçosa no seu conteúdo.

Pois bem, nós mandamos o vídeo no Youtube no começo de março e começamos uma forte divulgação boca-a-boca virtual. Utilizamos Twitter, Orkut, MSN, blog, mandamos e-mails pra pessoas que iam se interessar pelo tema. A cada feedback positivo, a gente pedia pra repassar pros amigos. Nosso vídeo conseguiu, em 2 meses, 2.000 views. Uma marca boa, mas nós queríamos mais.

Ficamos encafifadas, pensando em tudo que poderia fazer o vídeo decolar. Mandamos para os professores divulgar. Alguns realmente o fizeram. Pensamos em sair em jornais de DA, pensamos em pessoas de influência, mas os e-mails que mandei pro Marcelo Tas e pro Kibeloco não surtiram efeito algum.

Nesse meio tempo as pessoas que viam o vídeo sempre elogiavam a iniciativa. E era isso que nos fazia continuar a divulgação.

Eis que minha amiga Priscila teve a grandíssima idéia de mandar um release pra Megazine. Tudo a ver, espaço jovem, falando sobre educação. seria uma pauta coerente. Mas não deveria ser qualquer release, um release da produtora, a grande “Eu&OsMeus Produções”, que, por enquanto, só existe naquela logo do pôster. E um release profissa, completo, com direito a opinião de uma professora da UFF, entusiasta do curta, pra dar uma credibilidade. Com o e-mail da repórter responsável nas mãos, enviei o treco e não esperei mais nada. E lá vem a Priscila: “Como assim você só mandou? Release só funciona com follow-up!” (pra quem desconhece os termos jornalísticos, é a prática de ligar pro repórter e confirmar o recebimento do e-mail. O que é chato pra ambas as partes). Eu num quis fazer follow-up de coisíssima nenhuma, eu sou uma pseudo-jornalista com vergonha de falar ao telefone (sério!), e o nosso vídeo é um vídeo no Youtube! Desde quando vamos fazer alarde assim para um vídeo no Youtube?

Mas o coração de mãe fala mais forte, e eu fiquei com culpa de não ter feito o bendito follow-up. Eis que o universo resolveu conspirar a favor poucos dias depois. Escutem essa, crianças e pessoas discrentes: advinhem quem me manda um scrap no orkut querendo apurar uma matéria sobre jovens que gostam de coisas retrô? Ela mesma, a tal repórter da Megazine, que me achou na comunitade “Atari Lovers”! Foi a deixa pra eu tomar coragem, passar a mão no telefone e ligar pra criatura! Falei que amava Atari, mas que não tinha um tem uns 10 anos, e que, falando nisso, mandei um release sobre um filme, você viu? Monografia pseudointelectual?… “Ah, vi sim, vou ver aqui, levar pra reunião de pauta…” Depois disso, mais umas semanas de silêncio. É, achamos que não o povo (quer dizer, O Globo) não gostou.

Corta pra eu almoçando com a galera do trabalho. Telefone toca de um número privado. Era a repórter, querendo fazer a matéria com a nossa “produtora”. E eu “ahn?” Ferrou, que produtora, cara pálida? A única coisa que podemos falar, é do vídeo em si. “Onde poderia ser a entrevista? Onde fica a produtora de vocês? Um lugar, com a ilha de edição?” Ilha de edição??? Você quer dizer o laptop do meu pai com Vegas 8.0 versão trial (já expirada) instalado? Ferrou… Aí eu mando a seguinte pérola: “Aqui, é que nosso vídeo foi feito de forma muito artesanal. Pode ser na ECO (Escola de Comunicação da UFRJ, onde minhas amigas se formaram e onde pegamos TODOS os referenciais do filme)?” Beleza, fechamos pro dia seguinte. Conhece o Laguinho? “Claro, estudei lá!”

Ih, tá no papo! Esperando no Laguinho (ponto de encontro muito conhecido de quem estuda lá), nós percebemos que a nossa repórter era uma ex-ECOína que sabia muito bem da pseudice que a gente estava falando. E o papo transcorreu muito bem, com muitos “lembra daquele professor? Nossa, que maaala!!” e nossas críticas contundentes aos pseudos que dificultam tudo pra nós.

Não sem antes tirar um milhão de fotos com um fotógrafo pau da vida com a luz ruim daquela tarde nublada. Sem nenhum objeto pra ilustrar a cena, nós começamos a fazer mil palhaçadas pra câmera, fingindo que tava maquiando, filmando com a mão, observando o ângulo. E toma clique! E muda de lugar! E vai pra lá! E começamos a fazer cara de intelectual… e eis que ele manda a gente se dependurar pra fora da grade daquela varanda (pra quem não conhece o Laguinho, é um local aberto em uma construção do século retrasado, mais baixa. Do corredor aberto pro plano daquele jardim de inverno, devíamos estar a 4 metros de um senhor estabaco). Minha amiga Mariana tem medo de altura, Priscila estava de saia e eu de vestido, e pra chegar onde ele queria a gente tinha que pular uma grade alta. T-u-d-o pela ARTE!

Sem falar nos alunos todos, olhando, olhando…

E depois? Depois ficamos esperando aquela semana passar pra ver o resultado. E pouco antes recebo um e-mail da repórter, dizendo que só iria sair na oooutraaa edição. Fiquei com medo até de divulgar… vai que a pauta caía? Mas, terça-feira, dia 28 de abril, lá estávamos nós, fazendo cara de intelectual e divulgando nosso trabalho…

O próximo passo? Sei lá! Continuamos aguardando a mão-invisível virótica da internet se mover a nosso favor…
Nós no jornalão, clique pra ver maior.

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Nós na versão online.

Parabéns a todos nós, que escrevemos, lemos, comentamos e citamos o LIXEIRA DO POP por este primeiro aniversário. É… Hoje faz um ano que estamos no ar. Para comemorar, uma série de posts especiais.

E chega de conversa que todo mundo quer saber qual presente o blog aniversariante apresenta hoje. Uma coisa que eu realmente gosto é um bom mash-up, saca? Juntar, sobrepor, mixar, mesclar, samplear duas, três, centas músicas para fazer um algo completamente novo. Aliás, talvez foi por ter puxado tanto o assunto de mash-ups com o Victor que ele teve a idéia de me chamar pra cá. Bom, seja como for, eu, parte da comunidade Get Your Bootleg On, já gastei muuuuitas horas garimpando coisas legais por aí. E, catando mash-ups, eu acabei conhecendo muitas bandas legais.

A técnica começou a chamar atenção em 2004, com o trabalho do DJ Danger Mouse (não estranhou o nome? O cara é a metade mais magra do Gnarls Barkley e também produz – no currículo ele tem, por exemplo, o último e maravilhoso álbum do Beck, Modern Guilt). Ele juntou os vocais do Black Album, do Jay-Z, com uma mescla de instrumentais do White Album, dos Beatles. Formou-se então o The Grey Album, disponível para download em torrent aqui.

Um mash-up não é coisa simples de se fazer. É preciso encontrar músicas que se encaixem, ou fazer um esforço modificando o tempo, recortando, remontando e adequando os ritmos. O mash-up mais clássico é aquele em que o instrumental de uma música é colocado com os vocais de outra. Mas os mais legais são aqueles em que é tudo recortado, misturado e colado para formar algo realmente criativo e inovador. E você saberá quando um mash-up for realmente bom quando sentir falta das intervenções ao escutar uma música original. Por exemplo, meu favorito é do DJ Party Ben: Hung Up On Soul, Madonna vs. Death Cab For Cutie (sim, um mash-up sempre é apresentado como uma música versus a outra, e o novo título é uma mistura das músicas envolvidas). Pois bem, hoje eu não consigo mais ouvir Soul Meets Body do Death Cab, música utilizada no mash-up, sem cantarolar “hung up…” no refrão.

A cena mash-up lá fora é bem mais desenvolvida. As festas Bootie têm edições em NY, Los Angeles, Paris, Munique e por aí vai. No Rio de Janeiro, eu mesma já fiz uma! Ok, era uma festinha de aniversário, mas eu só toquei mash-ups e a galera curtiu… Ah, e por que “bootie”? É abreviação de bootleg, algo escamoteado, pirata, contrabandeado. No mundo dos booties, as músicas alheias são utilizadas à vontade para produzir algo completamente novo, e os downloads são abundantes pela net. Os DJs disponibilizam mesmo, o legal é distrubuir o trabalho, testar com a galera se está bom, divulgar seu nome.

Parece-me que o modo mais “fácil” ou básico de fazer um mash-up (digo isso porque é o que mais se vê por aí) é juntar os vocais de um hip-hop com alguma música rock ou pop rock. Fica ok, mas na maioria das vezes peca na falta de inovação (e é chato se você não curte hip-hop). Se uma música é hit por aí, geralmente todo mundo corre pra fazer o mash-up clássico (vocal de um + instrumental de outra) com qualquer uma que combine mais óbviamente (o tempo é semelhante, etc). Músicas pop tipo fabricação dão mash-ups corretos, mas também sem muita graça (vide o tanto de mash-up com I Kissed a Girl e Bleeding Love). Acaba como se fosse mais um remix da música de sucesso. Interessante é juntar músicas que não têm mesmo nada a ver, mas que encontram uma harmonia surpreendente. Vai do talento e da criatividade do DJ mesmo.

Eis o desfile de alguns selecionados:

Da série “separados no nascimento”, um exemplo de músicas feitas uma para a outra: Divide & Kreate juntaram Do Something, da Britney Spears com Supermassive Black Hole, do Muse.

Um exemplo de um mash-up com o “a capella” de uma e o instrumental de outra… eis Back to Virginity, do DJ Phil Retrospector, que une Like a Virgin, da Madonna, com Back To Black, da Amy Winehouse. Resultado bem interessante…

O DJ Earworm é mestre em pegar umas 20 músicas e encaixar tudinho numa só. E fica bom! Nessa ele reúne as 25 top músicas das paradas americanas em 2007 sobre a base de uma delas, Umbrella, da Rihanna. E se você ouvir algumas vezes, você decora e fica cantando elas juntas como se fossem uma música só mesmo.

Eu gosto muito desse mash-up, porque junta quatro músicas pra fazer uma completamente inédita. O ritmo formado nesse instrumental é uma aglutinação de Do You Think I’m Sexy, do Rod Stewart, Sexyback, do Justin Timberlake, e um remix de Deceptacon, do Le Tigre. Todas elas músicas contribuem nos vocais em certos momentos, mas a maior parte é tirada de Move Along, da banda All American Rejects, um poperô dessa nova leva (tenho medo de cometer algum erro grave se chamá-los de emo, mas tudo bem) até um bocado deprê no original, mas vira uma música super felizinha nessa salada.

Um tipo de mash-up muito comum é o hip-hop + música que originalmente não teria nada a ver. Juntar In Da Club, do 50 Cent, com Stayin Alive, do Bee Gees, acabou ficando bem legal.

Talento brazuca na área! FarOFF ainda tem muito arroz, feijão e farofa pra comer, mas já está despontando como um grande nome do mash-up. Radicado nos EUA, tocou na edição de março da festa Bootie NY. E isso é bem legal! Já recebi reclamações que não há mash-ups com músicas brasileiras, e isso é um crime. Esse cara já usou CSS, mas aí num vale… os DJs brasileiros têm que começar a entrar nesse negócio e usar a produção nacional. Imaginem quanta coisa legal ia rolar. Bom, essa une Beatles, Kinks, Daft Punk e LCD Soundsystem.

E pra tocar na comemoração de um ano do Lixeira! Dj Immuzikation juntou Time to Pretend, do MGMT, com One More Time, do Daft Punk, e fez uma pérola dançante.

Have fun!

Sucesso profissional é difícil. Sucesso na vida amorosa, ô… Sucesso é coisa que todo mundo quer, e com a internet e a democratização dos meios de produção, todo mundo tem vontade de emplacar um sucesso. A era prevista por Andy Warhol chegou: dá pra todo mundo ter 15 minutos de fama… Mas como conquistar o seu? Estaremos todos à mercê das regras ocultas da viralização cibernética? Porque uns blogs são muito acessados, enquanto outros – muitas vezes com maior qualidade – são levados ao ostracismo?

Tipo, quão bom é o blog do Eri Johnson? Complicado…

Vamos ver o que tem se tornado webhit hoje em dia… O menino David doidão depois do dentista, a pobre tartaruga copulando com um tênis, o garotinho de 1 ano gritando “Gol do Santos”. O que as pessoas que postaram esses vídeos fizeram? Somente passaram para seus amigos, que movidos de profundo interesse repassaram pra outros amigos e aí a coisa vai, vai e toma proporções absurdas. A fama vem mas sempre haverá um novo webhit nos próximos dias.

Tenho pensado em como forjar um webhit quando eu mesma coloquei um vídeo no Youtube. De cara, minhas pretensões cairam na real: o tema é segmentado demais, nem todo mundo acha graça/entende, não tem nenhum bebê ou animal fazendo palhaçada (apesar de ter um cachorro medroso!). Estamos fazendo o máximo na divulgação e contando com a ajuda das pessoas para indicar e repassar, mas ainda não atingimos o ponto de desequilíbrio, se um dia o atingiremos… No fim das contas, nós nos divertimos muito nas gravações, e ainda rimos bastante quando vemos o querido videozinho.

Mas e você? É, você! Vai que você acha engraçado! É, sei lá! Ficou interessado? Aviso que é uma produção mambembe e humilde… mas faz graça com os pseudo-intelectuais acadêmicos! Maneiro né? Quer ver? Quer ver??? Ah, legal! Vou mostrar pra você! Eba!

Luciene Albuquerque (Priscila Biancovilli) é uma aluna do último período de Comunicação Social com dificuldades para escrever sua monografia. Eis que, misteriosamente, uma entidade pseudo-intelectual chamada Maria Ephigênia Bombonière (Natalia Weber) surge em sua casa para auxiliá-la nessa árdua tarefa. Com muito didatismo e vocabulário impecável, Bombonière explica o passo-a-passo de uma monografia nota 10 e guia a estudante pela sua apresentação perante os intelectuais professores responsáveis por sua avaliação.

Mais infos e curiosidades, aqui: http://monografiapseuda.blogspot.com. Reparem na trilha sonora, hein!

p.s.: Você sabia que o pai do Davis (o do dentista) tem um blog e tá tentando faturar com seu webhit? É, tem que tirar o máximo, o cara tá tentando estender seus 15 munitos para uns, sei lá, 16… O cara tá produzindo uma camisas com as frases “de efeito” (ou sob efeito, hehe). Sei não, eu num usaria uma camisa escrito “David After Dentist” (com referência ao Youtube em vermelho – que gênio!), mas vai que você gosta? Aqui.

A gente já colocou aqui, e você deve ter sido uma das 6,7 milhões de pessoas que viram o coitado do menino doidão depois do dentista…Webhit total. Surfando por aqui, conferi, entre os milhares de remixes e releituras do vídeo do tal menino (tipo, Darth Vader after dentist e etc), um vídeo que junta o moleque sedado com o áudio do piti que o ator Christian Bale (o Batman Begins, o Dark Knight, aquele mesmo) deu no set de filmagens do filme Terminator: Salvation.

Se você tá por fora, é assim: aparentemente um tal assistente do set fez a marcação errada, ou algo do tipo. Estragou a cena, o Christian Bale deu um piti daqueles, xingou mil palavrões. O piti foi gravado e claro, caiu no Youtube. Agora dá pra brincar…

Why so serious? Why so angry?

Why so serious? Why so angry?

Tem gente até falando que era assim que ele tratava o pobre do Heath Ledger antes de… é, humor negro.

Agora, o melhor disso é que o DJ  americano Lucian Piane fez um remix com o piti, no melhor estilo “na pista”. Em uma semana, o vídeo já levou 2 milhões de acessos no Youtube. Para o Jornal do Brasil, matéria aqui, o DJ declarou: “A gravação original era tão rica em musicalidade que não pude resistir”.

O remix ficou hilário e super bem feito (com participação especial surpresa!). E bem feito pro Bale, quem sabe ele toma juízo e para de dar piti por aí. O cara nem tinha muita razão, ficou xingando o pobre do assistente mandando um fcknfckfcnk atrás do outro sem nenhum argumento.

Se vocês se lembram, o intérprete do Morcegão já foi parar na polícia acudado de agredir… a mãe! (Bat-mãe! A piada mais pronta que há!) Ou seja, já tem histórico, o rapaish… tsc tsc. Anger management djá!

Olha o vídeo do remix aí, gente!

É a gente tentando trazer o melhor do lixo pop pra vocês, em primeira mão! Descobri que o novo clip do U2, da música Get On Your Boots, pintou por aí. E como nós tínhamos falado dessa música… No Youtube, retiraram por violação e blá blá blá. Vamos ver se eu consigo por outro método…

Grrrrr… o WordPress não colabora! Tenta aqui. Ou aqui.

O diretor é Alex Courtes, que já trabalhou com eles em Vertigo, City Of Blinding Lights e também dirigiu o acachapante Seven Nation Army, dos White Stripes. Fica a pergunta: porque resolveram fazer um clipe tão… kitsch (pra não dizer brega).

Bom, se bem que isso vai muito de gosto… Mas fui com a opinião do blog “Cegos, Surdos e Loucos”, que disse:

Eu pessoalmente achei que cairia melhor num clipe do Falcão – afinal, só faltou um girassol pendurado na camisa do Bono Vox.

Basicamente a banda toca no espaço (o mundo não é o bastante para o U2) e várias imagens em profusão – mulheres (de botas!), bocas, caveiras, bigodes, Davi de Michelângelo, maçãs-do-amor, Virgem Maria enrolada na bandeira dos EUA, coisas do tipo… e com iluminação avermelhada! Exercício de Teoria da Percepção pra vocês: sentido é coisa que importa? Reflitamos.

Eu particularmente acho meio complicada essa fórmula de clipe “banda + imagens ao fundo”. E não adianta ser o maior dos diretores. Olha só esse “comercial de perfume” que o Luc Besson dirigiu (não é piada não, é véro!):

Só não gostei da Folha Online falando mal do Pop. Porque esse é um blog cujos garis não têm nada contra o Pop, poxa! Sobre GOYB, aqui, dizem que “a canção conta com pitadas eletrônicas, mas está longe de qualquer música de “Pop”, lançamento desastroso de 1997“. Ah, maldade!

Quando vi isso

Hope, por Shephard Fairey

… eu pensei: “Esse homem é uma diva pop”! Entrar no mérito do gerenciamento de marca, marketing político, uso da internet, efeito na sociedade dá uma monografia que eu tenho o sonho de fazer um dia e não sei se será possível. Obama é um menino tão cool! Ganhou “esse eu apoio”, “é nesse que eu vou” e “esse eu (a)garanto” de Jessica Alba, Scarlett Johansson, Will.I.Am, Oprah and the list goes on… Isso sem falar na ObamaGirl!!! (miacabo de rir quando vejo isso…)

Poizé, ainda tem os virais no Youtube (12,5 de views da ObamaGirl não é fichinha), aplicativos pro Facebook, mensagens para iPhone, ou seja, uma máquina muito esperta para jogar em tudo que é pop e bombante.

Mas a notícia pop e bombante é que o bye-bye de Bush/o hello de Obama é uma coisa tão maneira que merece festeenha com Bruce Springsteen, Beyoncè, Stevie Wonder e U2, entre outros! O QUÊÊÊÊ??? É a ObamaFest, man!!!

<Momento desabafo> ai, meu Senhor… DC vai estar tão bombante e eu não creio que eu não estou lá pra ver isso, que tristeza, que depressão…</Momento desabafo>

Então, o Gigwise confirma aqui que essa galera vai tocar dia 18 de janeiro (dois dias antes da posse) no Memorial do Lincoln (lembra aquela cena que o Forrest Gump seacha numa manifestação contra a guerra do Vietnã e encontra a Jenny versão hippie? É ali…). Conta que está todo mundo animadão, que o Obama vai lá. E mais, o produtor da festividade diz que não é só um showzinho, mas algo pra ficar enraizado na história! oO

Uhm, ouvi dizer que o Gigwise tem muita bizarrice, eu só acredito vindo do Washington Post. Peraê, vou procurar…

… é, o Post confirma! Aqui!

Céus, e a coisa aumenta! O nome do ObamaFest é, na verdade, We Are One. Vai ser exibido em transmissão especial da HBO (dá pra ver aqui do Brasil?) e os artistas vão lá pra cantar covers de músicas de “ressonância histórica” ou relacionadas ao tema.

Aê, dá pra levantarmos algumas músicas “relacionadas ao tema” ou de “relevância histórica”? Será que a Beyoncè vai cantar Blowing in the wind? Ou vai fazer uma versão <Simone> de Imagine? Mais provável a segunda opção…

Pra completar, dia 19 a Disney (sim, você leu certo) vai organizar um outro evento, o Kids’ Inaugural. Aí você pode jogar Jonas Brothers e Miley Cyrus na parada… Não sabe quem são? Sorte sua…

Obama é música? É sim, curta aí o super mashup do DJ Wax Audio que junta:

Justice – Waters Of Nazareth
The Beatles – Come Together
Barack Obama – ‘We have to come together’
Martin Luther King Jr – ‘I have a dream’

Baixe: Come To Nazareth (MLK-Obama Mix)

A editora Warner vai retirar os vídeos da Madonna, do Red Hot Chili Peppers e de outros artistas da companhia hospedados noYoutube.

De acordo com o jornal britânico The Independent, o problema está na quantia paga pelo Google à Warner por cada vez que os vídeos dos seus artistas são vistos no YouTube. Atualmente, a Warner recebe cerca de um centavo por cada visualização de um dos seus vídeos.

Ainda segundo o Independent, o caso pode abrir um precedente e levar a medidas semelhantes por parte de outras grandes editoras.

Bem, os garis aqui tem uma leve impressão de que o povo da internet vai dar um jeito para burlar isso, como sempre acontece.

A direção da EMI mandou dizer que está fula da vida com a disseminação de uma apresentação da cantora Lily Allen fazendo cover do single Womanizer, da Britney Spears. Ela executou a música no programa de rádio do produtor Mark Ronson. É óbvio que os fãs copiaram a apresentação e distribuíram nas redes sociais. Muito mole achar este áudio em boa qualidade. Está na capa do canal do selo Parlophone (mesmo selo do Coldplay, Gorillaz e Radiohead) no Youtube (veja logo, porque a EMI tá tirando todos os vídeos do ar),  por exemplo:

Lily Allen fez este cover no último sábado, dia 13, e disse que foi assim: o Mark Ronson pediu alguma coisa que nunca tivesse tocado no programa dele e a cantora tinha a faixa no celular. Aí, pediu que o produtor comentasse e tal, mas não ripasse a música. Mark Ronson mandou ver e só restou à Lily Allen agradecê-lo por metê-la nessa confusão com a própria gravadora.

A cantora jura que só fez o cover porque realmente ama a Britney e as músicas dela. Fofa, não?

Bom, pra quem esqueceu – ou nem ficou sabendo – a Lily Allen e o Mark Ronson já foram parceiros num outro projeto: o disco Version. Nele, o produtor selecionou algumas canções para dar uma outra cara. Valerie, do Zutons, que a Amy Winehouse já tocava por aí, ganhou uma nova mixagem. Toxic, da Britney Spears (olha a Britta aí de novo!), Apply Some Pressure, do Maxïmo Park, e The Only One I Know, dos Charlatans UK, são apenas algumas das faixas que foram relidas para este disco. Outra, que acabou ganhando um clipe sensacional, com direito a participação dos pais da obra e tudo, foi Oh, My God, sonzasso do Kaiser Chiefs, que no disco do Mark Ronson foi interpretado pela Lily Allen. O clipe ficou assim: