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E não é que a gente se empolgou com esse lance de mixtape? Dessa vez foi a menina-multimídia Natalia Weber quem fez aquela seleção “ichpéarta”. Ouve só!

Eis o setlist:

1. Yeah Yeah Yeahs – Gold Lion
2. Beck – Walls
3. DJ Lobsterdust – DeCexyLong (All American Rejects vs. Le Tigre vs. Rod Stewart)
4. The Illuminoids – Teenage Electric Lobotomy (MGMT vs. Justice vs. The Ramones)
5. Party Ben – Hung Up On Soul (Death Cab For Cutie vs. Madonna)
6. Tahiti 80 – Chinatown
7. The Shins – Australia
8. The Kills – Cheap and Cheerful
9. Oasis – The Hindu Times
10. Spoon – Don’t You Evah
11. Cake – Love You Madly
12. Eagles of Death Metal – Cherry Cola
13. Mark Ronson – Stop Me Medley (feat. Daniel Merriweather)
14. Kid Cudi Ft. MGMT & Ratatat – The Pursuit of Happiness
15. Rilo Kiley – Dreamworld
16. The Bees – Listening Man
17. David Bowie – Golden Years
18. T-Rex – Get It On (Bang-A Gong)
19. Whitest Boy Alive – Fireworks
20. Junior Senior – I Love Music (W.O.S.B.)

Agora, é só ouvir e contar pra quem te segue no Twitter, nos blogs, no Orkut, no MSN ou pelos becos das quebras da metrópole: http://wp.me/pdGj4-FX

Ah, se você fizer um mixtape e quiser divulgar, é só deixar um comentário com o link; mas só serve link no SoundCloud, porque o WordPress é meio frescurento.

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Kele Okereke, do Bloc Party, dá pinta vestindo WBA

Sem preconceito: Kele Okereke, do Bloc Party, dá pinta vestindo TWBA

Certa vez alguém comentou comigo, em tom pejorativo, que “não existe nada mais alemão que uma banda de Berlim chamada The Whitest Boy Alive“. A ironia (que alguns podem até tomar como algo de extremo mau gosto) até faz sentido histórico, mas não musical, uma vez que a sonoridade que mistura elementos eletrônicos, pops e dançantes não combina muito com a selvageria que caracterizou as correntes neonazistas do punk e os skinheads.

O Garoto Mais Branco Ainda Vivo usa o paradoxo da violência: transforma essa raiva em doçura cantanda pelo vocalista e guitarrista Erlend Øye (que, junto com Eirik Glambek Bøe também forma o Kings Of Convenience) e num groove irresistivelmente dançante – dançante para casa e não para a pista da boate – que permeia todo o disco. Esta batida, aliás, é tão constante que dá uma certa monotonia ao disco. Não precisa dizer, então, que nem de longe lembra o metal do Edguy ou do Rammstein. E, apesar de não ficar muito claro, rola uma influência básica do Kraftwerk, já que o som tem elementos eletrônicos – e acho que só por isso.

thewhitesteboyalive_rulesRules, álbum que será lançado no dia 3 de março e sucede a elogiada estréia com Dreams (2006), é um disco fraco. Talvez o principal problema esteja no fato de não apresentar nenhuma novidade. Nem para a cena músical (o que se espera de uma banda nova), nem para a própria carreira. Isso é ruim, porque eles perdem visibilidade frente seus contemporâneos do Arctic Monkeys, Franz Ferdinand, Kaiser Chiefs e Killers, por exemplo.

A impressão que dá é que o TWBA “colou” algo do Hot Chip com alguma coisa do Rapture – os fãs vão querer a minha cabeça – e deu um ritmo um pouco diferente, suingado, que, por sua vez, ficou “a cara” do Maritime (que também repete a fórmula há três discos). E o que foi que eles fizeram no disco de estréia? Rigorosamente a mesma coisa. Ou seja, não bastasse copiar os coleguinhas, o TWBA incorreu no pior erro que um artista não-retrô pode cometer: a banda copiou a si própria.

thewhitesteboyalive_dreamsDreams, que também era branca e também trazia ilustrações de portas na capa (ao lado), tinha duas canções muito boas: Fireworks e Burning. As outras músicas, em geral, eram boas, mas não acrescentavam nada. Não incomodavam. Rules é basicamente todo assim. Nem mesmo o single de lançamento, Island, é capaz de empolgar. Na verdade, a melhor faixa é a terceira, Courage. Mas não é que o disco seja ruim. Não é. Só não soa como novidade e isso, sim, não é nada bom para uma banda que está começando a construir uma história e conquistar seu espaço. As músicas são legais, mas o valor artístico de uma cópia de si mesmo pode ser questionado. Ou não? Acho que pode.

Em geral, isso ocorre ou porque os caras se acomodaram e não pensam em sair de uma fórmula bem-sucedida, ou porque eles não sabem fazer nada diferente. Normalmente ocorre a primeira opção.Ouvindo Rules, lá pra quinta música, rola aquela impressão de que se trata de uma banda francesa cantando em inglês. Talvez, se o quarteto (além de Øye, tem o baixista Marcin Öz, o pianista Daniel Nentwig e o baterista Sebastian Maschat) compusesse letras em francês, conseguiriam essa aura de originalidade, já que a melodia é manjadíssima. Ainda aproveitariam o filão, já que nenhuma banda francesa desse estilo conseguiu o reconhecimento do TWBA.

são do tipo que fazem amigos bebendo leite

The Whitest Boy Alive pegam leve: são do tipo que já fizeram amigos bebendo leite

Como já expliquei, não se trata de um disco ruim. Rules é ideal, por exemplo, para juntar os amigos em casa, pegar aqueles jogos de tabuleiro, fazer uma reuniãozinha low-profile, entupindo-se de aperitivos e com uma inseparável taça de vinho tinto que nunca fica vazia.

Sugiro que experimentem.

Faixas de Rules:

1. Keep a Secret
2. Intentions
3. Courage
4. Timebomb
5. Rollercoaster Ride
6. High on the Heels
7. 1517
8. Gravity
9. Promise Less or Do More
10. Dead End
11. Island