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A gravadora Sony-BMG, uma das maiores gravadoras do mundo – não que isso valha tanto quanto já valeu há uns tempos, parece querer resgatar a áurea época do mercado fonográfico: a empresa anunciou que voltará a comercializar discos de vinil no Brasil.

A ideia da coleção Meu Primeiro Disco é  relançar títulos raros, que só podiam ser encontrados em sebos e fizeram história na Sony, BMG e seus respectivos selos como os primeiros trabalhos de Chico Science e Engenheiros do Hawaii.

O preço médio dos novos lançamentos da Sony será de  “salgados”  R$ 90. De acordo com a gravadora o valor é justificável já que o produto virá com o CD original, também remasterizado, além de um texto falando sobre o disco, clipping de matérias da época e as letras das músicas.

Uma dúvida minha: onde serão produzidos tais LPs? A Sony possui uma fábrica no país ou recorrerá  à Polysom, único local onde ainda são geradas as bolachas em território nacional?

A fábrica que fica em Belford Roxo, na Baixada Fluminense, pelo que sei, foi adquirida pela Decksic – corrijam-me se estiver enganado.

Bem, eles que são empresários já devem ter bolado algum esquema para essa produção. De qualquer forma, me parece uma decisão interessante. As gravadoras – que hoje são dinossauros imersos em uma lógica de mercado mesozóica – precisam buscar alternativas, nichos de mercado e multiplicar a oferta de produtos, visto que o CD se tornou pouco atraente com a popularização do mp3.

A nossa Gari Natalia Weber levantou uma questão a respeito do comércio de música digital que provavelmente interessa aos demais leitores aqui do LIXEIRA DO POP.

A dúvida é sobre a existência de lojas brasileiras de músicas, tipo o iTunes. Por aqui, algumas gravadoras vendem arquivos para download. Se minha memória não me engana, a primeira a fazer isso em larga escala no Brasil foi a Deck. Depois vieram Universal, SonyBMG, EMI, Trama, Biscoito Fino… Fato é que as grandes gravadoras – conhecidas como majors – tem muito dinheiro em jogo, muitos funcionários e, consequentemente, muitos diretores. E isso, de uma forma ou de outra, acaba fazendo com que todas elas sejam muito conservadoras. Uma pena.

Além das gravadoras, muitas bandas já negociam suas músicas online e, claro, foram criadas lojas virtuais para realizar este comércio. Alguns sites se destacam. Tem o Sonora, do Terra, o Megastore, do UOL, o Musig, do iG, além do iMusica, o mais especializado – provavelmente o melhor. É possível ainda comprar arquivos de áudios ou discos inteiros em sites não especializados em música. Por exemplo, Americanas.com e Submarino. Ou seja, apesar de algumas boas opções, ainda estamos muuuito longe de termos algo parecido com Amazon, Hard To Find, HMV e iTunes.

Resta esperar e torcer para que a burocracia não nos atrapalhe muito mais.