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Rolou nesta sexta, no Rio de Janeiro, e vai rolar neste domingo, em São Paulo, os shows de Los Hermanos, Kraftwerk e Radiohead, no festival Just a Fest. É claro que os GARIS foram ontem à Praça da Apoteose, no Rio, conferir as apresentações. Como um curtia mais o Los Hermanos, o outro, Kraftwerk, e o outro, Radiohead, a gente achou que seria legal mostrar diferentes pontos de vista sobre o festival.

Cada um vai descrever suas impressões sobre os três shows. Esperamos que vocês curtam esse esquema de resenha coletiva, que se tudo der certo, será publicada neste domingo, como aquecimento pro show em São Paulo.

Antes disso, vamos aos setlists:

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Foto: Alexandre Durão/AGNews/G1

LOS HERMANOS – das 19:00 às 20:20 (aproximadamente)

1. Todo Carnaval tem seu fim
2. O vencedor
3. Retrato para Iaiá
4. Último romance
5. Morena
6. Além do que se vê
7. O vento
8. Cher Antoine
9. A outra
10. Primeiro andar
11. Casa pré-fabricada
12. Deixa o verão
13. Cara estranho
14. Assim será
15. Condicional
16. Sentimental
17. Cadê teu suin?
18. A flor

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Foto: Alexandre Durão/AGNews/G1

KRAFTWERK – das 20:45 às 21:50 (aproximadamente)

1. The Man Machine
2. World of Vision
3. Numbers
4. Computerworld
5. Tour de France 2003
6. Autobahn
7. The Model
8. Showroom Dummies
9. Radio-activity
10. Trans Europa Express
11. The Robots
12. Aerodynamik
13. Music Non-Stop

radiohead_rio_lucianofaberFoto: Luciano Faber

RADIOHEAD – das 22:30 à 0:40 (aproximadamente)

1. 15 step
2. Airbag
3. There There
4. All I Need
5. Karma Police
6. Nude
7. Weird Fishes/Arpeggi
8. The National Anthem
9. The Gloaming
10. Faust Arp
11. No Surprises
12. Jigsaw Falling Into Place
13. Idioteque
14. I Might Be Wrong
15. Street Spirit (Fade Out)
16. Bodysnatchers
17. How To Disappear Completely

Bis 1
18. Videotape
19. Paranoid Android
20. House of Cards
21. Just
22. Everything In It’s Right Place

Bis 2
23. You And Whose Army?
24. Reckoner
25. Creep

MAIS!!!

Show do Radiohead foi “do caralho!”
Eles são robôs, cara!
Eles sabem fazer carnavais melhores

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O GARI aqui foi ontem ao Circo Voador, no Rio de Janeiro, assistir ao show do Bloc Party. Como todos esperavam, foi um showzasso! Como nem todos esperavam, foi ao vivo. Conseguiram se redimir muito bem do mico pago no mês passado, durante a premiação da MTV Brasil.

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Diferente daquela aura de falsidade fria que o playback conferiu aos caras no VMB, desta vez a apresentação foi bastante visceral. A gente percebia que o quarteto estava ali. O vocal e a guitarra de Kele Okereke sofria intervenções de samples, sintetizadores e pedais, ao vivo. Bem como a guitarra de Russell Lissack, que fazia os riffs mais “eletrônicos”. O tímido Gordon Moakes, com seu baixo discreto, foi o que menos apareceu, já que o batera Matt Tong parecia ser daqueles tímidos que gostam de parecer enturmados. O “figurino” dele, se é que se pode chamar uma samba-canção de figurino, provocou risos na platéia.

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O show começou pouco depois das 23h, com o Kele Okereke falando, em português: “Olá. Nôs sômos os Bloc Party”. A primeira música, Hunting For Witches, foi uma das três faixas do disco A Weekend In The City, lançado no ano passado e considerado o mais fraco dos três álbuns da banda, apesar de ter outros dois singles muito bons, que também estavam no repertório do show: The Prayer e Song For Clay (Disappear Here).

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Do disco de estréia, Silent Alarm (2005), foram oito faixas e do recém-lançado Intimacy, o Bloc Party tocou sete músicas. Entre elas, os hits que tocaram nas pistas das festas mais hypadas dos últimos três anos, Banquet e Helicopter. Esta, aliás, encerrou o primeiro bis, de forma caoticamente organizada. Explico! Quando a banda abandonou o palco pela primeira vez, voltou para o bis e informou que nem sempre eles voltavam, mas enfim… Tocaram quatro músicas e, na hora que iam sair, viram o palco ser invadidor por umas 20 pessoas. Uma confusão! Minutos antes, logo no começo de Helicopter (veja o vídeo a seguir), Kele Okereke já havia se livrado de um fã mais exaltado que derrubara o microfone.

E não é que depois de toda essa confusão o Bloc Party ainda voltou para uma segundo bis? Dessa vez, com duas faixas que não estavam no repertório: Price of Gas e She’s Hearing Voices, que encerrou o show. Neste encerramento, aliás, o Kele teve o auxílio luxuoso de uma fã que fez uma dancinha digna de uma “Mama África”. “Rendia um clipe”, observou o DJ-radialista-produtor-etc José Roberto Mahr.

Claro que o público também invadiu o palco neste, que foi o final de verdade. No vídeo acima, o vocalista Kele Okereke, faz jus ao ditado de que “o artista deve estar onde o povo está” e se joga no meio do público, antes que o pessoal invadisse opalco novamente. Olha só quanta gente em cima do palco! Isso lembrou o show dos Stooges no Claro Q É Rock de 2005.

Já passava de meia-noite e meia quando a festa acabou e o fôlego do público também. Ou não? O importante é que eles conseguiram tirar a má impressão e mostraram que sabem mandar bem. Que voltem logo ao Brasil!

Eis o setlist.

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Para ver as fotos e o setlist em tamano maior, é só clicar em cima das imagens.