Posts com Tag ‘Sepultura’

Sim, senhores! Desta vez é o intrépido Maurício Ramos quem entra pra equipe desta LIXEIRA. Sobe na traseira do caminhão, joga o saco preto na caçamba, desce, pega mais lixo do pop, sobe de novo e joga na caçamba. E assim vai. Clin? Comlurb? Limpurb? SLU? Quem sabe?

Cantor, percussionista, tecladista, compositor e dançarino da banda Tijolo de Vera, Maurício não “pertence ao jornalismo” como os outros três GARIS (além de ser músico, estuda medicina), mas é tão escroto quanto nós – e isso é bom. Ele já colabora há um tempo com este blog opinando, sugerindo e já até escreveu uma resenha sobre o disco novo do Sepultura, publicada na primeira quinzena de dezembro que, até agora, dois meses depois, permanece na lista dos dez posts mais lidos por aqui.

Já era um GARI informalmente. Agora, está efetivado (o primeiro post oficialmente dele foi este sobre a casa de vidro do Big Brother). Seja benvindo, Maurício!

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Por MAURÍCIO RAMOS

O Sepultura mostra que o bom trash metal nunca morre. Ao contrário, apresenta um álbum que deixa bem claro: está em boa forma. E cada vez mais antenado. Isso porque além de continuar com a mesma pegada que a consagrou, a banda mineira também participou das homenagens à Bossa Nova. Bom para todo mundo: para um novo público, que teve uma visão menos preconceituosa, e para a mídia, que vem aprendendo a dar o valor merecido à banda e ao próprio Sepultura. Tentando se desfazer das sombras dos Cavalera, Derrick Green mostra que tem carisma ao cantar em português no comercial de carro e no Grammy Latino e Jean Dolabella honra o sobrenome e mostra que é bom de porrada e espanca a bateria provando que Iggor Cavalera faz falta, mas não é insubstituível.

A-Lex (“Sem Lei”, em latim) é a prova viva da fase que vive o Sepultura. Inspirado no livro Laranja Mecânica, a banda mistura seu tradicional trash metal com violões e piano além da nova estratégia de adotar um repertório estruturado com poucos refrões. As músicas surgiram de improvisações em estúdios e talvez por isso haja um excesso de temas instrumentais (A- Lex I, II, III e IV além de Ludwig Van) que não passam perto do clássico Kaiowas.

O álbum pode ser considerado um dos melhores da nova fase da banda (leia-se sem Max Cavalera) e pode mostrar ao Brasil e ao mundo que We’ve Lost You e The Experiment são dois petardos com selo de qualidade Sepultura.

Notas dos GARIS
1. O disco foi apresentado aos jornalistas em agosto e será lançado somente no dia 26 de janeiro, mas já vazou na internet.
2. Na próxima segunda-feira, dia 15, o Sepultura vai gravar em São Paulo o clipe da faixa We’ve Lost You. Os 30 primeiros fãs que mandarem e-mail para clipe@sepultura.com.br, com nome e telefone, poderão participar da filmagem, que vai rolar das 15h às 21h na Av. Eng Luis Carlos Berrini. É óbvio que, se você não estiver em São Paulo na segunda-feira, não vai se inscrever, né?

sepultura-a-lex1O Did It Leak? informa: acaba de vazar o comentadíssimo disco novo do Sepultura, A-Lex (lê-se “ei-lex”, do latim “sem lei”). O álbum (capa à esquerda) traz 18 faixas, gravadas durante jam sessions que rolavam nos ensaios para as gravações. De acordo com os músicos, as composições se baseiam no clássico da literatura Laranja Mecânica e soam diferente de tudo o que eles fizeram até agora.

O lançamento de A-Lex estava marcado para novembro, mas foi adiado para o final de janeiro. Dia 27, mais precisamente. Desde ontem já épossível encontrar o petardo nas redes sociais e nos sites de torrents.

fob_fadTambém esta semana vazou o CD novo do Fall Out Boy, Folie a Deux (capa à direita). Mas e você, que não é emo nem nada, com isso? É que a banda convidou três artistas de peso para participações especiais. Já se comentava (e até já havia vazado também) a faixa What a Catch, Donnie, com participação especial de Elvis Costello. Os outros dois convidados, que pouca gente sabia, eram o hypado rapper Lil’ Wayne, em Tiffany Blews, e a grande dama do punk Debbie Harry, em West Coast Smoker, faixa de encerramento do álbum. Bom adiantar que todas as participações especiais são beeem discretas. Não vá ouvir procurando o Blondie, que você não encontrará. O lançamento oficial de Folie a Deux está marcado para o dia 16 deste mês.

Ah, quase esqueci de escrever: muito suspeitos esses dois ursinhos. Seria isso um “abraço do urso” por trás? Náááásssssaaaaa!

Parece que os 50 anos da Bossa Nova estão fazendo a cabeça do Sepultura. Depois da banda aparecer em um comercial tocando uma música no melhor estilo “um banquinho, um violão”, o grupo de trash-metal (ainda?) mandou Girl From Ipanema, versão em inglês de Garota de Ipanema na edição brasileira do Grammy Latino que rolou essa semana no Auditório Ibirapuera, em São Paulo.

Mas os fãs que se assustaram com o início “lentinho”, logo puderam conferir We´ve Lost You, faixa do novo álbum A-Lex previsto para sair em janeiro. O disco conceitual é baseado na obra Laranja Mecânica de Anthony Burgess, que virou filme pelas mãos de Stanley Kubrick.

Primeira pergunta: O Sepultura vai misturar bossa nova e trash metal no próximo disco?

Segunda:  A banda vai conseguir sair finalmente da sombra de Max Cavallera com o novo álbum?

A banda carioca Maldita manda avisar que vem aí o terceiro disco. A novidade é que a produção do sucessor de Paraíso Perdido (independente, lançado em agosto de 2007) deve ser assinada por ninguém menos que Andreas Kisser, guitarrista do Sepultura.

A informação partiu do pianista da Maldita, o gente boa Canibal, que também está feliz da vida, com a 62ª posição que a banda alcançou na parada de sucessos da Argentina. De acordo com o vocalista Erich, não há previsão para lançamento do próximo disco, mas o tema já foi escolhido: Nero. O famoso imperador que incendiou a cidade-natal, Roma:

– Aquele que, no século I, com a medicina nem um pouco desenvolvida, fez a primeira operação de tirar o sexo de um de seus escravos… Aquele que teve relações incestuosas com a própria mãe… O Nero – contextualizou Erich em recente entrevista.

Pode-se dizer que o disco novo da Maldita, no mínimo, promete.