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A rapaziada carioca do site Galo Frito, que já havia lançado os vídeos hilários da Dança do Lula e Dança do Obama, strikes again e me aparece com a Aprenda a dançar com o Sarney:

E se você não viu ainda…


Boa semana a todos!

O recesso do Senado Federal acabou na sexta-feira, dia 31/7, pelo menos de acordo com a Constituição Federal. Bom, mas sabemos que o forte ali no Congresso não é exatamente respeitar a Carta Magna, né? Felizmente ainda há bons parlamentares. São poucos, bem poucos, mas existem. Então, os escândalos devem continuar hoje, mas o trabalho, que é bom, só amanhã. Ou depois. Se fosse no Tibete…

Agora, vejamos um filme DE FICÇÃO sobre o que se passa nos bastidores do Poder. Qualquer semelhança com a realidade é mera coincidência.

Certa vez entrevistei a jornalista Cristiana Mesquita e ela me disse que, durante o tempo que cobria Venezuela para a CNN, era odiada pelo governo Chavez e também pela oposição. Isto lhe dava a certeza de que estava fazendo um bom trabalho. Sem dizer com estas palavras, pra ela, o bom trabalho jornalístico é aquele que incomoda, inquieta.

Pois bem: o pessoal do CQC registrou esta semana dois preocupantes casos de violência. O mais recente, ocorrido na noite desta quarta, dia 1º, não tem a ver com esta historinha que eu contei, mas é inaceitável. O repórter Felipe Andreolli estava cobrindo a final da Copa do Brasil, entre Internacional e Corinthians, quando foi agredido pela torcida do Colorado.

O caso mais grave também ocorreu na quarta, mas durante o dia. O repórter Danilo Gentilli foi agredido, empurrado no chão e ainda foi acusado de ter armado tudo. O problema é que as agressões (registradas pela equipe de TV) partiram dos seguranças do presidente do Senado, José Sarney, que está afundado em uma crise sem precedentes, depois de ter escondido patrimônio da Justiça Eleitoral e ter empregado ao menos uma dezena de familiares no Legislativo através dos chamados “atos secretos”. Até o mordomo da filha se deu bem nessa.

Curioso o pessoal do Sarney fazer isso mesmo após a Folha informar que o programa sofrera censura, exatamente favorável aos políticos. Ou seja, se a censura (desmentida pela Band) realmente existir, pode-se dizer que foi um “tiro no pé”.

Ao menos sabemos que o CQC incomoda. Incomoda os políticos, incomoda até a própria emissora. Bom trabalho, pessoal!

Artigo Resposta a um pulha, publicado na revista Cruzeiro

Artigo "Resposta a um pulha", publicado na revista Cruzeiro

Pois é. Concordem ou não, o Brizola foi um grande fazedor de política e o debate – desculpem a redundância – político perdeu muito com a morte dele. Por isso, espero que o Maluf não morra tão cedo, porque esta nova geração de políticos não sabe manter o debate. Sei lá, o Brizola, o ACM, o Covas, o Ulisses e o Enéas morreram e o Dornelles sumiu. Resta quem? Maluf, Sarney e o Quércia. Mais alguém?

Não, né?

Pois bem. Não vamos entrar em discussões filosóficas, se Fulano era de extrema direita, direita, centro-direita, centro, centro-esquerda, esquerda ou extrema esquerda. Em discussão, apenas a oratória. A capacidade do cara te convencer que ele está certo e de, na eleição seguinte, sempre conquistar uma quantidade expressiva de votos. Todos os citados acima tinham/têm esta capacidade e isso é algo que está desaparecendo da política, infelizmente. Isso dava “graça” a uma coisa que, para muitos, é chata e inútil.

Vejamos, por exemplo, dois trechos do debate que ocorreu na TV Bandeirantes em 1989, entre os candidatos a presidente da República. Notem o nível do bate-boca, o sangue frio do Maluf e a capacidade do Brizola falar e ninguém conseguir interrompê-lo:

Quando voltou do intervalo, Marília Gabriela cometeu um daqueles deslizes para os quais os professores da faculdade sempre nos alertam. Foi o calor do momento:

Então, faz falta gente assim. Não por ser o Brizola, o Maluf ou o Enéas, mas por dar um ao debate político um ar que os americanos definiriam como “sexy” (não encontrei um termo em português que conseguisse traduzir apropriadamente).

Eis um outro exemplo de um politicão desses ainda vivo, que deixou o Heródoto Barbeiro numa situação bem parecida com a da Gabi, com direito a uma palhinha do Brizola:


Nossos comerciais, por favor!

Estandarte

Estandarte

Eu não curto Carnaval. Mas recebi por e-mail email (reforma ortográfica!) do Rafa Maia e compartilho com vocês o samba do bloco Imprensa Que Eu Gamo. Trata-se de um famoso bloco carnavalesco aqui do Rio, formado por profissionais da imprensa – daí o trocadilho.

Como jornalista trabalha nos dias de folia, o jeito foi botar o bloco na rua antes. Então, a quem interessar possa, o Imprensa Que Eu Gamo sai neste sábado, dia 7, em Laranjeiras. A concentração é ao meio-dia, no Mercadinho São José e a saída, às 14h.

Eis o samba:

No Carnaval do Imprensa, quem dá ordem é o Rei Momo
(Barack Obama, Osama Bin Laden, Elton John, Madonna, Jesus, Cícero do Capela e mendigos da Cinelândia)

O Imprensa vem lançar a utopia
Manchetes para este Carnaval
Que bom se não fosse fantasia
Rei Momo editor do meu jornal

Obama toma um porre com Osama
E seu Fidel saiu chamando o Raul
Nós vamos mandar “paz” pra Bagdá
A Zona Norte abraçou a Zona Sul

Que papo é esse? Cada um no seu quadrado?
No Mercadinho, “tamu junto e misturado”
Que maravilha, pode aplaudir
Ô abre alas, nosso bloco vem aí

A chuva cai, mas não inunda
Nada de crise, cerveja abunda
Até o Lula é meu leitor
Não tem mais choque e meu Rio é só amor

Imprensa que eu Gamo, e como!
Em Laranjeiras quem dá ordem é o Rei Momo
Sarney de novo, mas que mancada
Lá em Brasília tá faltando sapatada