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Na noite em que Brasília conheceu seu novo governador – o quinto, somente este ano – 30 mil pessoas ocuparam a área externa do Museu da República para assistir à abertura da etapa brasileira da tour Wait For Me. A capital cinquentenária está em clima de festa e o show, no último sábado (17), teve entrada franca. O passe da área vip custou R$ 13, revertidos para compra de mudas de ávores nativas do cerrado, para reflorestamento. A iniciativa faz sentido quando o artista em questão também adere à causa. Só tem um detalhe: a área vip foi projetada para tantas pessoas, que quem não pagou teve de se contentar com um palco a mais de 100 metros de distância, com um bar, uma torre de som e duas grades de isolamento na frente.

Quem assistiu à passagem da excursão Hotel (2005) por aqui vai notar que, apesar de o álbum Wait For Me (Little Idiot Records, 2009) soar etéreo demais para um show, desta vez a gig vem com mais energia. O advogado Rodrigo Machado, de 29 anos, considerou esse show “mais dançante, mais animado do que o anterior”, que ele viu no Rio. Mas gongou a vocalista Leela James, ao compará-la com a cantora Laura Dawn: “A anterior tinha uma voz hipnotizante, que esta não tem”. Leela traz, no entanto, uma espontaneidade que, até quando dá errado, dá certo. Por exemplo, quando a introdução pré-programada de Disco Lies entrou, mas a vocal deu uma vacilada, mostrou ao público que a base até poderia ser playback, mas a voz era ao vivo.

Dos sucessos da carreira, quase todos estavam no setlist: Porcelain (dedicada a Brasília), Bodyrock, Go, We Are All Made Of Stars, Why Does My Heart Feel So Bad, In My Heart, Flower, Natural Blues, In This World, Raining Again e Disco Lies. Muita gente na plateia pediu Lift Me Up e Beautiful, mas não rolaram. Das novas, a banda tocou A Seated Night (que abre os shows dessa turnê), Mistake e Pale Horses. Normalmente cada setlist inclui apenas um cover, mas em Brasília foram dois: Walk On The Wild Side, do Lou Reed, e Whole Lotta Love, do Led.

O encerramento, com jeitão de grand finale, foi ao som de Feeling So Real, que começou como bossa nova.

Fácil pra quem viu de graça falar, mas fica a dica para o pessoal de Porto Alegre (20), Curitiba (21), São Paulo (23) e Rio de Janeiro (24), que vai desembolsar entre R$ 80 e R$ 400 pela entrada. Mas vale, viu?

Setlist – Moby em Brasília (17/4)
A Seated Night
Extreme Ways
In My Heart
Mistake
Flower
Bodyrock
Go
Why Does My Heart Feel So Bad?
Pale Horses
Porcelain
We Are All Made Of Stars
Walk on the Wild Side (Lou Reed cover)
Natural Blues
Raining Again
Disco Lies
The Stars
Bis:
In This World
Honey
Whole Lotta Love (Led Zeppelin cover)
Feeling So Real
Esse texto foi publicado originalmente no blog do Rio Fanzine (e eu esqueci de pedir pra linkar pra cá… hahaha).

Direto do blog Bloody Pop:

Sim, o Beirut vem ao Brasil e a turnê vai passar por 3 cidades (Salvador, São Paulo e Rio de Janeiro) em 5 datas, quem informa é o Uol. Os soteropolitanos verão Zach Condon e sua trupe nos dias 04 e 05 de setembro no Teatro Castro Alves, parte do Panorama Percussivo Mnudial[sic]. No Rio, os show acontecem no Teatro Oi Casa Grande nos dias 08 e 09. A turnê aparentemente termina na capital paulista no dia 11 no Via Funchal, mas como o boato original ainda falava em Recife e por esses dias rolará por lá o No Ar Coquetel Molotov, eu não descartaria a possibilidade.

Pra entrar no clima, você pode acessar o site do Beirut e baixar gratuitamente a faixa nova (valeu, filopucpos!), A Sunday Smile, do disco The Flying Club Cup (gravadora Ba Da Bing!, 2007). É só clicar. Não precisa nem se cadastrar, nem nada. A seguir, a faixa que estava na abertura da série Capitu, da TV Globo, e fez a fama dos caras por aqui. A música se chama Elephant Gun e o clipe é sensacional:

Por RODRIGO BAPTISTA, fã de Radiohead

O dia 20 de março de 2009 preencheu o coração dos cariocas fãs de Radiohead, Kraftwerk e Los Hermanos. O primeiro estreou nos palcos brasileiros com direito ao repertório completo da atual turnê, além de Creep (uma espécie de Anna Júlia, ou seria Pierrot dos Los Hermanos?).

O quinteto britânico da cidade universitária Oxford apresentou um setlist irrepreensível. Claro que os fãs adorariam ouvir outros sons como High and Dry, Fake Plastic Trees, Lucky, aliás, acho que os fãs ficariam amarradões em ouvir todas as músicas da banda formada por Thom Yorke (vocais, guitarras, piano – com uma bandeira do Tibet – e dançinhas estranhas), Ed O´Brien (guitarras, percussão e efeitos eletrônicos), Johnny Greenwood (guitarra, teclados, percussão, sintetizadores, harmônica, xilofone), Colin Greenwood (guitarra e palminhas), Phil Selway (bateria) se assim ela fizesse. Olha só o setlist:

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O GARI que escreve esta resenha também é fã de Los Hermanos e curtiu o show, mas o som baixo, o eco ouvido na arquibancada e a ansiedade pelo show do Radiohead não lhe permitiram prestar tanta atenção ao show de retorno dos barbudinhos. Se quiser saber mais sobre a apresentação da banda carioca, leia o texto do GARI Maurício.

Já a performance do Kraftwerk foi bastante interessante do ponto de vista visual. O grupo apresentou diversas músicas consideradas clássicas pelos fãs, mas o show pareceu datado, e o gari aqui ficou torcendo pra acabar logo e começar a banda de Thom Yorke. Uma visão menos enfadonha sobre a vinda dos homens-robô, você encontra na resenha do GARI Victor.

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Quando os cinco rapazes estranhos entraram no palco, a galera foi à loucura. Afinal, desde o lançamento do primeiro álbum Pablo Honey em 1993, que os brasileiros sonham em conferir um dos grupos mais criativos de sua geração ao vivo. Os caras têm a capacidade de alternar momentos extremamente pops a sonoridades de deixar músicos do rock progressivo com inveja.

Eles abriram o show com 15 step, música do mais recente trabalho, In Rainbows (2007), álbum que foi a base do show. Thom Yorke é um daqueles vocalistas que consegue dominar o público mesmo sem se esforçar muito. Ele oscila entre a melancolia das baladas “radioheadianas” e dançinhas nervosas no melhor estilo Ian Curtis.

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A partir das primeiras notas de Airbag, música que abre Ok Computer, disco considerado a obra prima do Radiohead, o público brasileiro mostrou que tem as letras na ponta da língua e cantou junto quase todas as músicas da apresentação.

Destaco a música Nude, talvez a performance vocal mais sexy de Thom Yorke, Karma Police, No Surprises, Bodysnatchers e Idioteque – som comum em boates alternativas do Rio.

A banda se mostrou afinada e afiadíssima. Os integrantes deixaram o palco e voltaram para o primeiro bis quando mandaram a delicada Videotape e clássicos como Paranoid Android e Just, ponto alto da apresentação para o GARI aqui.

No segundo bis, foi a vez de – entre outras – Creep, música que os tornou famosos mundialmente e que – apesar de não fazer parte do repertório atual precisava constar no set-list  do primeiro show em terras brasileiras.

Durante o show, Ed O´Brien resumiu muito bem – num português com sotaque britânico – o sentimento dos fãs: “Bom pra caralho!”.

MAIS!!!

Eles são robôs, cara!
Eles sabem fazer carnavais melhores
Setlists
As fotos usadas neste post eu encontrei neste Flickr
E os vídeos do Radiohead estão aqui

Por VICTOR RIBEIRO, fã de Kraftwerk

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Decidi ir ao show em cima da hora, por uma série de motivos. O principal era que, quando o New Order veio aqui em 2006, no dia do show eu até pensei em ir, mas achei que eles voltariam logo ao Brasil. Meses depois a banda anunciou que estava encerrando as atividades. Quando pensei nisso e lembrei que restou apenas um integrante da formação original do Kraftwerk e que, em 2004, quando eles vieram ao Tim Festival, eu ganhei ingresso e acabei não indo… Não tive escolha: provavelmente seria minha última chance de vê-los com alguém da formação clássica, tocando, por exemplo, Autobahn:

ou

Como rapadura é doce, mas não é mole, antes foi necessário encarar uma apresentação do Los Hermanos. Não que eu não goste dos barbudos. Meu problema é com o público. Eu cheguei à Marquês de Sapucaí às 16h (horário marcado para a abertura dos portões, o que ocorreu somente uma hora depois) e, no caminho para a bilheteria, passei pela entrada, onde a fila virava uma aglomeração de pessoas com aparência de Mallu Magalhães, entoando músicas dos Hermanos. Pensei: “Sujou!”.

Entrei a tempo de ouvir a excessivamente eclética discotecagem de Maurício Valladares, o cara do RoncaRonca. Teve desde Patti Smith fazendo cover do Nirvana até um sambinha lá, pasando por Jeff Buckley (que teria inspirado Fake Plastic Trees, do Radiohead). Esquisito. A cara do público do Los Hermanos. Às 18h58min as luzes apagaram, a música do DJ parou, entrou um tema instrumental e às 19h em ponto a ovação popular não deixava dúvida: Los Hermanos no palco.

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Som baixo, repertório manjado, tropeço em uma ou duas letras, desafinação do Camelo e do Amarante, apelo visual praticamente zero. Não teve bis, porque banda de abertura não faz bis. E a explicação do som baixo… Bom, de acordo com o tecladista Bruno Medina, do Los Hermanos, o volume do som durante o show deles foi mais baixo por uma imposição da organização do festival, já que eles eram, “apenas”, a banda de abertura. hauahauahauahaua Desculpem-me, fãs, mas não consegui segurar. Os caras se acham a última bolacha do pacote. Dá nisso!

No intervalo do Los Hermanos pro Kraftwerk, recebi uma ligação do Jornal do Brasil, para pegar uma opinião minha sobre o fim da comunidade Discografias, no Orkut. Alguém de lá havia lido sobre o assunto aqui no LIXEIRA. Lindo, né? Saiu hoje (clique na figura para ver grande e ler o que foi transcrito pelo repórter do JB):

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Quando as luzes apagaram novamente, o Kraftwerk entrou ao som Man Machine e, de cara, disse a que veio:

Os efeitos visuais nos telões transformaram o show com 13 músicas e que durou cerca de 1h10min num grande espetáculo. O show foi marcado pelos sucessos da fase áurea da banda – os anos 70. Claro que faltaram alguns clássicos, como Poket Calculator, Vitamin e Computer Love, de onde saiu o sample que o Coldplay usou em Talk. Mas não dava pra querer que um repertório tão curto tivesse tanta música. Teve, por exemplo, The Model, Aerodynamik, Tour de France (versão de 2003) e Trans Europa Express:

O ponto alto desses efeitos visuais foi durante a execução de We Are The Robots, quando a banda saiu e, em seu lugar, quatro robôs tipo aqueles manequins de lojas d0s anos 80 realizaram até coreografias no palco. Ótimo de ouvir, lindo de ver:

O Kraftwerk se despediu ao som de Music Non-Stop, quando se vestiram de neon (ou algo que valha). Eram tantos os elementos visuais, que nos fizeram lembrar que há um mês o mesmo lugar servira de palco para os desfiles das escolas de samba:

Se teve alguma coisa que poderia ser melhor, essa coisa é o idioma. Quem já ouviu as gravações do Kraftwerk em alemão sabe que a vibe é um pouco diferente do que a gente conhece em inglês. Eu, particularmente, prefiro as bandas cantando em sua língua original. Não só as bandas, mas as artes, em si, mudam quando você troca este elemento de identidade. Atentei pra isso quando fui ver o Eduardo Galeano recitar suas poesias. Em espanhol. Mas foi showzasso.

Em seguida o Radiohead entrou e provou por que era a atração principal. Não tenho palavras pra descrever o que eu vi. Cheguei lá conhecendo apenas os sucessos: Creep, Fake Plastic Trees, High and Dry, Paranoid Android, Karma Police e Idioteque. Não duvidava de que eles fariam um ótimo show, mas não imaginava que seria tão bom. Também usaram bastante efeitos visuais. Tudo lindo!

Posso dizer que os shows do Radiohead e do Kraftwerk valeram cada centavo. Valeram ficar uma hora e pouca em pé ouvindo Los Hermanos. Valeram pagar R$ 5 pelo copo de água.

Logo mais é a vez de São Paulo. Bom show pra vocês!

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Show do Radiohead foi “do caralho!”
Eles sabem fazer carnavais melhores
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As fotos usadas neste post eu encontrei neste Flickr

Por MAURÍCIO RAMOS, fã de Los Hermanos

Uma noite histórica reuniu um reencontro, uma lenda viva e uma primeira vez. Em uma excelente atmosfera, a Praça da Apoteose recebeu gente de vários lugares do país além de cults, alternativos , playboys, celebridades , sub-celebridades e meus amigos de escola (foi muito bom revê-los).

O festival começou com o DJ Maurício Valladares, mas, por causa do engarrafamento na Ponte Rio-Niterói, não consegui curtir nada da discotecagem. Cheguei com vontade de ir ao banheiro e assim que a saciei fui para o meio da galera. Exatamente às 18h59min , o momento mais esperado pra mim: Los Hermanos. O público foi ao delírio.

Todos se sentiam fazendo parte da história. O show começou com Todo Carnaval Tem Seu Fim e foi demais. O clima de devoção estava no ar. O povo cantava em uníssino e os Hermanos demonstravam o prazer em estar no palco de novo, juntos. A empolgação dos integrantes era visível (exceto do jogador de bocha Bruno Medina, que resolveu tocar teclado). Camelo, Amarante, Bubu (o 5º elemento) e Barba mostraram a energia que é habitual nos shows. Foi uma hora de um grande show, porém estranho.

Sim, estranho. Eles tocaram todos os sucessos como O Vento , O Vencedor, Sentimental e Além do Que Se Vê mas senti falta de músicas mais lado-B, como foi prometido durante a semana. Para os que queriam curtir o momento alternativo , Cher Antoine foi um dos pontos altos do show, já que foi a primeira vez que eles tocaram a música ao vivo. Mesmo com 18 músicas no total, o show foi curto pra quem esperou dois anos por esse momento. Rolaram pedidos de “Volta, Los Hermanos” (Com a bela resposta de “Tamo aqui, uai” do Amarante) e de bis, que não foi atendido.

Excelente show apesar de burocrático. Não achei que foi de propósito. Acho que a ferrugem atrapalhou um pouco mas foi histórico pros fãs! Nota 8 (perdeu pontos pela duração , falta de lados-B e falta do bis).

O Segundo show foi o que eu menos esperava ver: Kraftwerk. Sinceramente era aquele esquema de “já que eu estou ali mesmo, eu vou ver”. Ainda bem que estava ali. Que showzasso!!! Sensacional! Usaram com maestria efeitos eletrônicos, imagens no telão e luz! Um show de produção. Me mostraram o que é música eletrônica de verdade. O visual predominantemente vermelho, os integrantes com seus laptops formando quatro figuras iguais , como se fossem produtos em série, demonstraram que a Alemanha marcou uma baita presença. E ainda terminou , ironicamente , com Music Non-Stop. Ponto pra eles! Nota 9 (só porque eu realmente não curto tanta música eletrônica).

O ponto alto da noite foi o show do Radiohead. Souberam empolgar a galera. Abriram o show com muita energia e o público foi ao delírio. O som estava muito melhor que nos outros dois shows e isso, unido com uma bela imagem de quatro câmeras que acompanhavam os integrantes e projetavam as imagens no telão além do jogo de luzes foda demais (isso pode escrever aqui? Ah , foda-se ,escrevi) fez com que o show fosse um verdadeiro espetáculo. Não sou fã do Radiohead mas foi o típico show que, mesmo não conhecendo as músicas, eu saberia que o investimento seria bem feito. Pros fãs o ponto alto foi quando tocaram músicas como Karma Police e Paranoid Android. Pra mim , foi quando tocaram Idioteque (quando todos dançaram aos movimentos epiléticos). Pra todo mundo, o melhor foi o final com Creep. Sensacional!!! Demais!!! Só faltou Fake Plastic Trees. Deram mole mas não deveram em nada. Ao contrário, abusaram do bis. Dooois?? É meio sacanagem, né? Mas mesmo assim ganharam nota 10 e mostraram que são do caralho!!!

Organização: Nota 9 . Um lugar acessível e bonito, templo do samba , a Apoteose recebeu um festival de rock e música eletrônica. Com banheiros, bares, posto médicos de fácil acesso, tudo estava nos conformes. A pontualidade dos shows e a qualidade dos sons me surpreenderam . Excelentes! Porém, também fiquei surpreso com a falta de lixeiras. Sinceramente, não lembro de ter visto nenhuma. Assim, muito lixo ficou nos cantos, infelizmente.

E hoje tem show em São Paulo e, reza a lenda, o Multishow vai transmitir tudo ao vivo.

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Setlists

Rolou nesta sexta, no Rio de Janeiro, e vai rolar neste domingo, em São Paulo, os shows de Los Hermanos, Kraftwerk e Radiohead, no festival Just a Fest. É claro que os GARIS foram ontem à Praça da Apoteose, no Rio, conferir as apresentações. Como um curtia mais o Los Hermanos, o outro, Kraftwerk, e o outro, Radiohead, a gente achou que seria legal mostrar diferentes pontos de vista sobre o festival.

Cada um vai descrever suas impressões sobre os três shows. Esperamos que vocês curtam esse esquema de resenha coletiva, que se tudo der certo, será publicada neste domingo, como aquecimento pro show em São Paulo.

Antes disso, vamos aos setlists:

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Foto: Alexandre Durão/AGNews/G1

LOS HERMANOS – das 19:00 às 20:20 (aproximadamente)

1. Todo Carnaval tem seu fim
2. O vencedor
3. Retrato para Iaiá
4. Último romance
5. Morena
6. Além do que se vê
7. O vento
8. Cher Antoine
9. A outra
10. Primeiro andar
11. Casa pré-fabricada
12. Deixa o verão
13. Cara estranho
14. Assim será
15. Condicional
16. Sentimental
17. Cadê teu suin?
18. A flor

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Foto: Alexandre Durão/AGNews/G1

KRAFTWERK – das 20:45 às 21:50 (aproximadamente)

1. The Man Machine
2. World of Vision
3. Numbers
4. Computerworld
5. Tour de France 2003
6. Autobahn
7. The Model
8. Showroom Dummies
9. Radio-activity
10. Trans Europa Express
11. The Robots
12. Aerodynamik
13. Music Non-Stop

radiohead_rio_lucianofaberFoto: Luciano Faber

RADIOHEAD – das 22:30 à 0:40 (aproximadamente)

1. 15 step
2. Airbag
3. There There
4. All I Need
5. Karma Police
6. Nude
7. Weird Fishes/Arpeggi
8. The National Anthem
9. The Gloaming
10. Faust Arp
11. No Surprises
12. Jigsaw Falling Into Place
13. Idioteque
14. I Might Be Wrong
15. Street Spirit (Fade Out)
16. Bodysnatchers
17. How To Disappear Completely

Bis 1
18. Videotape
19. Paranoid Android
20. House of Cards
21. Just
22. Everything In It’s Right Place

Bis 2
23. You And Whose Army?
24. Reckoner
25. Creep

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Show do Radiohead foi “do caralho!”
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bicicletas_sp3Enquanto o mundo se une contra o aquecimento global, apontando a substituição de veículos movidos a combustíveis fósseis por bicicletas, a prefeitura do Rio, que desde o dia 5 de janeiro (estreia efetiva da administração Eduardo Paes) está causando com seus choques de ordem, anda na contramão.

Nesta segunda (ontem), por exemplo, os fiscais da secretaria de Ordem Pública recolheram bicicletas que estavam presas a postes nos bairros do Catete e Flamengo, na Zona Sul. Acredite se quiser: dentre as bicicletas recolhidas e levadas para o depósito da Companhia de Limpeza Urbana (Comlurb), estavam cinco usadas exclusivamente para entregas em domicílio. Ou seja, a prefeitura, que não instala bicicletários pela cidade e reconhece a carência deste tipo de estrutura, parece preferir que a locomoção das pessoas seja feita em carros ou motos, que ajudam a poluir o ar, além de não oferecerem nenhuma vantagem do ponto de vista do condicionamento físico.

Estas operações do Choque de Ordem, aliás, já foram classificadas de marketeira. Um texto equilibrado sobre o assunto foi postado no blog Nepôsts. Trata-se de um assunto polêmico e bastante abrangente, já que as ações da prefeitura compreendem desde a apreensão de bicicletas até a derrubada de imóveis irregulares, passando pelo recolhimento da população de rua e a detenção de pessoas que urinam nas ruas.

bicicletas_sp4

Na véspera deste recolhimento, ocorreu em São Paulo a 2ª Pedalada Pelada (ou World Naked Bike Ride, no título oficial, em inglês), para chamar a atenção do poder público para a necessidade de se criar uma infraestrutura capaz de permitir que as pessoas que quiserem levar uma vida mais  saudável – e menos poluente – possam usar a bicicleta para ir estudar, trabalhar e se divertir. Sobre isso, o grande Tom Leão escreveu em fevereiro, no blog dele, Na Cova do Leão.

As fotos que ilustram este post foram feitas durante a manifestação de domingo e estão no blog Ecologia Urbana.

Dizem que c* de bêbado não tem dono mas alguns fazem questão de demonstrar quem é o proprietário do seu… errr… buraco. Nesse Carnaval o mole da vez foi dado pelo ex-jogador do São Paulo e da seleção Raí. O galã bobeu e demonstrou que não passou o carnaval em branco. Ele veio ao rio e pintou o sete de verde e rosa ao declarar o seu amor e deixar bem claro que é sãopaulino “desde criancinha”.

Ééé, Raí… Como dizem no vídeo : “bambiou , dançou”.

nomusicdaycartazImagine se você fosse um músico escocês, que criasse um selo musical responsável por impulsionar a carreira daquele que é o segundo maior quarteto de Liverpool. Depois, você formasse uma dupla de muito sucesso na Europa. Muito mesmo. Tanto que, um belo dia, sem saber o que fazer com tanta grana (e se sentindo culpado, por talvez não achar que seu trabalho valha tanto – afinal, quantos bons músicos não morreram pobres?), resolvesse queimar um milhão de libras numa pequena ilha da Escócia. Bom, você pode dizer que jamais faria isso, mas é porque seu nome não é Bill Drummond.

O cara foi responsável por lançar ninguém menos que o Echo & The Bunnymen (aquela banda de Lips Like Sugar, The Killing Moon, Bring On The Dancing Horses e It’s Alright, entre outras – clique em cima para ver o clipe) e, em 1990, criou a dupla de eletro-rock KLF, que estourou no Velho Continente com What Time is Love?, 3 a.m. Eternal e Last Train to Trancentral. A cena dele queimando dindim faz parte de um documentário sobre a história do KLF e o traileraqui.

Mas então… Agora que você já sabe a historinha, posso dizer que esse cara, Bill Drummond, organiza há quatro anos, sempre no dia 21 de novembro (ou seja, HOJE!), o Dia Sem Música (No Music Day). Por quê? Porque ele acha que nossas músicas contemporâneas andam muito caídas. Tem muito lixo musical tocando por aí e as pessoas meio que perderam o critério: escutam qualquer coisa. Como dia 22 de novembro é o Dia de Santa Cecília, padroeira da música (conseqüentemente é o Dia do Músico), Drummond achou por bem que, se fizesse um jejum na véspera, para podermos expiar nossos pecados. Os músicos, por fazerem qualquer coisa. O público, por aceitar ouvir qualquer coisa.

cartaznapaulistaCartaz do Dia Sem Música numa esquina da Paulista

Desta vez, a cidade-sede escolhida é São Paulo. É a primeira vez que a base do Dia Sem Música fica fora da Europa (em 2005 foi Liverpool, em 2006, Londres, e no ano passado, Gretna Green, na Escócia, com direito a apoio da rádio BBC local e tudo). Dentre as ações organizadas está prevista uma espécie de blitz na Avenida Paulista, para incentivar os pedestres a desligarem tocadores de mp3 e rádios, além de usarem os celulares exclusivamente para conversar. Nada de música hoje!

O protesto anual do Dia Sem Música tem uma data para acabar: 21 de novembro de 2009. A sede ainda não foi escolhida, mas não seria nada mal que fosse uma cidade nos Estados Unidos. Aliás, uma parte muito grande o lixo musical da atualidade vem de lá.

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JR Mahr na extinta Bunker 94

É hoje, pessoal!

O grande José Roberto Mahr (que já foi chefe dos dois GARIS e atualmente é nosso amigo), enfim, volta ao rádio. Desta vez, em rede, para nove cidades.

A partir das 22h ele faz remixes no programa Na Pista – New Rock, da rede Oi FM. A emissora funciona nas seguintes freqüências:
Rio de Janeiro – 102,9
São Paulo – 94,1
Belo Horizonte – 93,9
Vitória – 105,7
Recife – 97,1
Fortaleza – 101,7
Santos – 102,1
Ribeirão Preto – 94,1
Uberlândia – 101,9

Também dá pra ouvir no site da rádio.

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Ah, os vinis!

Aproveitando o serviço, quem quiser ver o cara ao vivo, com seus CDs e vinis sensacionais, vale a pena acessar o site dele e ver a agenda. Normalmente ele discoteca às quintas na Nuth Lounge e aos sábados no 00, ambos no Rio. Mas volta e meia ele está em São Paulo, Porto Alegre, Salvador e Recife.

Merda pra você, DJ!!!

E vem mais novidade por aí, mas, por enquanto, não podemos contar.