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Madrugada de sábado pra domingo começando e o GARI aqui… em casa! Fazer o quê, né? Montei um mixtape e espero que curtam:

O setlist é o seguinte:

1. 3Oh!3 – Richman
2. Chew Lips – Salt Air (Suds and Soda Clash Up)
3. Cut Copy – Lights and Music
4. Marina and The Diamonds – Hollywood (French Soler remix)
5. Depeche Mode – Dream On
6. The Gossip – Pop Goes The World
7. MSTRKRFT feat. Freeway – 1000 Cigarettes
8. Cage The Elephant – Lotus
9. White Stripes – Seven Nation Army (Tim Deluxe Bootleg remix)
10. Justice – DVNO (Sunshine Brothers mix)
11. Pet Shop Boys – Love Etc. (Beautiful Dub)
12. Friendly Fires – On Board
13. Hot Chip – Take It In
14. Moby – Natural Blues (Mike D remix)

Tuíte-nos: http://wp.me/pdGj4-FF

SERÃO 48 HORAS DE MANIFESTAÇÕES ARTÍSTICAS, EM EVENTO INSPIRADO NA ‘VIRADA’ PAULISTANA. DESTACAMOS OS SHOWS MUSICAIS

O Rio de Janeiro vai ferver neste fim de semana. Se é que isso é possível, com o frio que está fazendo. A Prefeitura do Rio programou uma série de atrações (a maior parte gratuita) e incorporou outras que já estavam marcadas (quase todas pagas) para atingir o objetivo de ter 48 horas ininterruptas de atividades culturais pela cidade. A festança se baseia na Virada Cultural paulistana, que ocorre há cinco anos.

carlos_lyraApesar de existem atrações programadas desde o início da tarde, o Viradão Cultural só começa oficialmente às 21h desta sexta (5), com a bossa nova de Carlos Lyra, ao vivo e com entrada franca, na Praça 15, no Centro. No mesmo instante, Sandra de Sá homenageia Tim Maia, junto com a Banda Original, Hildon e Tony Garrido, na Lona Cultural de Santa Cruz (Rua 12 – Praça do Lote, 219 – Cj. Guandu 1); o Simpatia É Quase Amor leva o Carnaval pra Lona de Campo Grande (Estrada Rio do “A”, 220); e a Lona de Vista Alegre (Av. São Félix, 601, Parque Orlando Bernardes) recebe um tributo a Wilson Simonal, com direito a Elza Soares e Farofa Carioca; enquanto isso, no Leme, Marina Lima e Luiza Possi fazem dobradinha no palco sobre rodas; ainda na noite de sexta tem Dudu Nobre e Beth Carvalho na Praça 15  e Rita Ribeiro na Lona de Bangu (Praça 1° de Maio, s/n). Tudo gratuito. Na sexta, vale a pena pagar R$ 5 + 1kg de alimento não-perecível pra conferir Ganeshas e Tom Zé no Galpão Aplauso (Rua General Luís Mendes de Moraes, 50 – Santo Cristo), a partir das 21h.

adriana_calcanhottoSábado (6) é dia de chegar às 13h ao Teatro Carlos Gomes (Praça Tiradentes, s/n, Centro) para garantir o ingresso (gratuito, porém cada pessoa só pode pegar um bilhete) para o show da Adriana Calcanhotto, que começa uma hora depois. Mesmo esquema e horário pra quem quiser ver Bena Lobo na Sala Baden Powell (Av. Nossa Senhora de Copacabana, 360 – Copa). Já quem curte funk vai poder ver Perla, às 15h, na Praça 15, enquanto os saudosistas estarão no Planetário (Rua Vice-Governador Ruben Bernardo, 100 – Gávea) vendo o Planeta 80, com Biafra(!), Rosana(!!), Sullivan(!?) e Dalton(?!). Agora, os funkeiros saudosistas devem marcar nas agendas: 16h tem os MCs Marcinho (dos “clássicos” Atrevida, Glamourosa, Pavaroti – ê Bernardo! -, Rap do Solitário…), Cidinho (Rap das Armas, Estrada da Posse, Rap da Cidade de Deus e Rap da Felicidade) e Cacau. Boa sorte a quem for!

elbaramalhoAinda no sábado, o malandro Dicró leva o Piscinão de Ramos para o Teatro Café Pequeno (Av. Ataulfo de Paiva, 269), no Leblon, às 16h, e um encontro de sambistas anima o sempre espetacular pôr-do-sol no Arpoador, com direito a Monarco, Dona Ivone Lara, Noca da Portela, Velha Guarda Musical da Vila Isabel e muitos outros, a partir das 17h. Pra quem faz questão de festa junina, vai rolar uma na Rua do Mercado, no Centro, a partir das 18h. No mesmo horário, a galera antenada e destemida sobre Santa Teresa pra ver o evento VJ Nights, com dois VJs e dois DJs, entre eles Marcelinho da Lua, no belíssimo e inseguro Parque das Ruínas (Rua Murtinho Nobre, 169), ou, então, segue para a Batalha de DJs na Praça Tiradentes, no Centro. Às 20h tem Elba Ramalho na Lona de Realengo (Av. Marechal Fontenelle, 5000) e às 21h é Zélia Duncan se apresenta ali perto, na Praça da Guilherme, em Bangu, antes do Moska (23h) e da Blitz (1h). Também praquelas bandas de Bangu, mas às 22h, os angolanos do Bwèmix apresentam o famoso kuduro. De volta à Praça 15, às 22h tem o Hermano mais chatinho, Marcelo Camelo. Uma hora e meia depois Mart’nália toma conta do mesmo palco.

lulusantosPra quem ainda resistir, o domingão (7) do Viradãoô lôco, meu! – tem mistura de música e teatro com o grupo Be Bossa Kids às 10h na Quinta da Boavista. No mesmo lugar, às 13h, é a vez do Bossacucanova e, depois, Eletrossamba (15h). Às 14h, dois combos misturam tudo: uma banda de jazz faz improvisações com participação de Dudu Nobre, repentistas nordestinos e rappers, degustando feijoada no Galpão Aplauso (o ingresso custa uma lata de leite em pó), enquanto em Santa Teresa tem roda de chorinho com os grupos Panela di Barro (Pixinguinha), Balança Teresa (Ataulfo Alves) e Trio Carioca (Villa-Lobos), no Centro Cultural Laurinda Santos Lobo (Rua Monte Alegre, 306). Já em Bangu, na Praça da Guilherme, tem show de Milton Nascimento às 17h. Uma hora depois Alceu Valença invade a quadra da Portela (Rua Clara Nunes, 81 – Madureira). Aí, vai começando o encerramento. Às 19h, Martinho da Vila se apresenta na Praça da Guilherme, onde o último show está marcado para as 21h, com O Rappa. O encerramento oficial será na Praça 15: tem Pedro Luís e A Parede às 19h e Lulu Santos às 21h.

São as nossas democráticas dicas. Para ver a programação completa e mais informações sobre o Viradão Cultural Carioca, acesse o site oficial: http://www.viradaocarioca.com.

Esta noite eu tive um sonho. Esquisitíssimo, mas ainda assim foi um sonho. Se você mora em Niterói e tem uma banda que ensaia há mais de três meses, provavelmente vai entender 100%. Se não, pode continuar lendo, que você vai entender 95%. Tá no lucro, né?

Espaço Convés: 'point' underground de Niterói

Espaço Convés: Niterói underground

Foi assim: eu tava lá nas minhas andanças por Nikiti (eu acho) quando – oh! – vi que o U2 (!) estava entrando num lugar tipo o… Convés. Pior: pra fazer um show. Pior ainda: local v-a-z-i-o. hauahauahauahaua Juro que não estou inventando nada. Apenas relato o que me lembro.

Sei que tinha um cara que ficava do lado de fora, distribuindo singles em vinil de 12 polegadas coloridos e transparentes, com faixas comemorativas. Não lembro o que comemoravam, mas comemoravam. O esquema era o seguinte: comprou ingresso pro show, ganhou disquinho. Aí, eu que não entro em show vazio, pedi um vinil. O cara me deu dois, de tão vazio que estava. Resolvi entrar, então, pra pedir autógrafos pra banda. Nem fiquei pro show, porque ia rolar ensaio da Tijolo de Vera e eu ainda precisava ligar pro cara do estúdio pra marcar. Sorte a nossa que eu liguei pro estúdio Start (!) e o cara disse que podia marcar. Isso tipo… No meio da tarde. Aí, o cara do estúdio ainda manda essa: “Posso marcar, sim. Eles só não podem atrasar, porque depois do ensaio eu vou casar”.

E então… Dream is over. Assim mesmo, sem muita conclusão.

Capa do disco 'No Line...'

Acordei pensando em guardar isso pra mim, mas lembrei que há umas duas semanas baixei o disco novo do U2, No Line On The Horizon, mas me faltou coragem para escrever uma resenha decente. Primeiro porque eu sou fã dos caras. Segundo porque eu banquei, junto com a nossa Gari, o elogio ao disco Pop, ao comparar o single Get On Your Boots às músicas daquele álbum. Terceiro porque veio o Carnaval e me deu u-ma-pre-guiiiii-ça!

Aí, neste fim de semana eu fui ao shopping e vi que o disquinho já tava na prateleira das Lojas Americanas, por R$ 34,90 (o lançamento mundial tava marcado pra amanhã, mas tudo bem…). Olha, acho que não vale quanto pesa, não. Desculpem-me, fãs como eu, mas me decepcionei bastante. Cara, o U2 me promete reinventar o rock e me vem com esse disco que, eventualmente soa como “obra” do Roxette? Tá tirando com a minha cara, mêu? Ouvi e fiquei esperando aparecer embaixo aquela tarja do João Kleber: “Pedestre compra disco novo do U2 e toma o maior susto”.

Vamos lá! Faixa a faixa (no esquema ala a ala). Imaginem a Glenda e o Kleber Machado narrando, ok? Vem chegando o U2, com o enredo No Line On The Horizon. A comissão de frente, homônima ao enredo, poderia ter vindo no desfile de 1991, quando o enredo foi Achtung Baby, de preferência, colado à ala Mysterious Ways. A faixa (ou ala) Magnificent também soa muito 90’s. Se estivesse no Zooropa (1993), talvez até virasse single. Chega então a primeira alegoria da Acadêmicos do U2: Moment Of Surrender tem 7min20seg, que eu “editaria” em algo com uns 3min, no máximo. É meio sacal, parece coisa de Joãozinho Trinta na Beija-Flor, sabe? Exagero demais. A menos que você esteja num momento beeem zen, é impossível ouvir no carro ou no iPod, a caminho do trabalho. Dá um sono…

Soa meio antigo

Soa meio antigo

Unknown Caller é quase uma “velha-guarda” e vai mais pra trás ainda e lembra o U2 do final dos anos 80. Na real, o disco não soa como reinvenção alguma, mas como uma grande revisão da carreira dos caras, que têm aí três décadas de estrada. Em vez de relançarem faixas antigas, preferiram fazer músicas novas, aproveitando apenas a sonoridade retrô. Soa muito caça-níqueis. Chega então a ala das crianças, com I’ll Go Crazy If I Don’t Go Crazy Tonight, que soa como algo novo de fato. Nada muito sensacional. Talvez porque veio depois de tanta música com paumolecência (que, é claro, se opõe à paudurecência).

É a vez da bateria – aquela que nunca decepciona -, com a faixa que se tornou o primeiro single do álbum, Get On Your Boots, que tem um post exclusivo aqui e, claro, conta com uma batida bacana. Stand Up Comedy é praticamente o primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira. Também não decepciona, mas não tem a pegada popular da bateria. É mais nobre. Se fosse eu, colocava como segundo single fácil. A ala dos passistas chega em seguida e se chama Fez – Being Born, com direito a sampler da “bateria” com “let me in the sound, let me in the sound” como som incidental no começo da música. Parece uma vinheta, porque depois a faixa dá uma virada, parece que vem aí um Led Zeppelin, mas acaba se revelando um Roxette, com aquele tecladinho típico. Afe!

Calma, que tá acabadando. Lá vem o tripé White As Snow, que não chega a ser uma alegoria, mas vem dar uma melhorada às alas que vêm pela avenida. Som viajante, setentista. Quem chegou até aqui não vai poder reclamar de som viajante NENHUM! De repente, susto! Quando a gente menos esperava, surge a musa da escola de samba, Breathe, novinha, com muita sensualidade e competência. Pena que só apareceu no finzinho, quando o primeiro lugar já está praticamente na mão da rival, que faturou os últimos três campeonatos. Mas, pelo menos, nos dá um motivo pra acreditar. Pra fechar, a ala Cedars Of Lebanon, formada pela comunidade. Comunidade de fãs, que vão querer me bater, mas, na verdade, não passa de mais uma baladinha com pegada messiânica, ótima pros momentos do show em que o telão mostra imagens da tríade guerra-fome-peste, que é “sucesso” desde a Idade Média, pelo menos.

Show no terraço para promover disco novo

Show no terraço para promover disco novo

Bom, ouvi pouco de Robert Plant e nada de Jack White, mas se o U2 diz que está estão lá… Resta esperar que o próximo desfile seja melhor e que o os irlandeses aprendam que não dá pra prometer um Sgt. Pepper’s e apresentar um U2 Revisited. Pelo jeito, a banda se preocupou muito mais com a aparência (formatos diferentes para o álbum, show no terraço de um edifício) e esqueceu do som.

Faixas de No Line On The Horizon:
1. No Line On The Horizon
2. Magnificent
3. Moment Of Surrender
4. Unknown Caller
5. I’ll Go Crazy If I Don’t Go Crazy Tonight
6. Get On Your Boots
7. Stand Up Comedy
8. Fez – Being Born
9. White As Snow
10. Breathe
11. Cedars Of Lebanon

É a gente tentando trazer o melhor do lixo pop pra vocês, em primeira mão! Descobri que o novo clip do U2, da música Get On Your Boots, pintou por aí. E como nós tínhamos falado dessa música… No Youtube, retiraram por violação e blá blá blá. Vamos ver se eu consigo por outro método…

Grrrrr… o WordPress não colabora! Tenta aqui. Ou aqui.

O diretor é Alex Courtes, que já trabalhou com eles em Vertigo, City Of Blinding Lights e também dirigiu o acachapante Seven Nation Army, dos White Stripes. Fica a pergunta: porque resolveram fazer um clipe tão… kitsch (pra não dizer brega).

Bom, se bem que isso vai muito de gosto… Mas fui com a opinião do blog “Cegos, Surdos e Loucos”, que disse:

Eu pessoalmente achei que cairia melhor num clipe do Falcão – afinal, só faltou um girassol pendurado na camisa do Bono Vox.

Basicamente a banda toca no espaço (o mundo não é o bastante para o U2) e várias imagens em profusão – mulheres (de botas!), bocas, caveiras, bigodes, Davi de Michelângelo, maçãs-do-amor, Virgem Maria enrolada na bandeira dos EUA, coisas do tipo… e com iluminação avermelhada! Exercício de Teoria da Percepção pra vocês: sentido é coisa que importa? Reflitamos.

Eu particularmente acho meio complicada essa fórmula de clipe “banda + imagens ao fundo”. E não adianta ser o maior dos diretores. Olha só esse “comercial de perfume” que o Luc Besson dirigiu (não é piada não, é véro!):

Só não gostei da Folha Online falando mal do Pop. Porque esse é um blog cujos garis não têm nada contra o Pop, poxa! Sobre GOYB, aqui, dizem que “a canção conta com pitadas eletrônicas, mas está longe de qualquer música de “Pop”, lançamento desastroso de 1997“. Ah, maldade!

Kele Okereke, do Bloc Party, dá pinta vestindo WBA

Sem preconceito: Kele Okereke, do Bloc Party, dá pinta vestindo TWBA

Certa vez alguém comentou comigo, em tom pejorativo, que “não existe nada mais alemão que uma banda de Berlim chamada The Whitest Boy Alive“. A ironia (que alguns podem até tomar como algo de extremo mau gosto) até faz sentido histórico, mas não musical, uma vez que a sonoridade que mistura elementos eletrônicos, pops e dançantes não combina muito com a selvageria que caracterizou as correntes neonazistas do punk e os skinheads.

O Garoto Mais Branco Ainda Vivo usa o paradoxo da violência: transforma essa raiva em doçura cantanda pelo vocalista e guitarrista Erlend Øye (que, junto com Eirik Glambek Bøe também forma o Kings Of Convenience) e num groove irresistivelmente dançante – dançante para casa e não para a pista da boate – que permeia todo o disco. Esta batida, aliás, é tão constante que dá uma certa monotonia ao disco. Não precisa dizer, então, que nem de longe lembra o metal do Edguy ou do Rammstein. E, apesar de não ficar muito claro, rola uma influência básica do Kraftwerk, já que o som tem elementos eletrônicos – e acho que só por isso.

thewhitesteboyalive_rulesRules, álbum que será lançado no dia 3 de março e sucede a elogiada estréia com Dreams (2006), é um disco fraco. Talvez o principal problema esteja no fato de não apresentar nenhuma novidade. Nem para a cena músical (o que se espera de uma banda nova), nem para a própria carreira. Isso é ruim, porque eles perdem visibilidade frente seus contemporâneos do Arctic Monkeys, Franz Ferdinand, Kaiser Chiefs e Killers, por exemplo.

A impressão que dá é que o TWBA “colou” algo do Hot Chip com alguma coisa do Rapture – os fãs vão querer a minha cabeça – e deu um ritmo um pouco diferente, suingado, que, por sua vez, ficou “a cara” do Maritime (que também repete a fórmula há três discos). E o que foi que eles fizeram no disco de estréia? Rigorosamente a mesma coisa. Ou seja, não bastasse copiar os coleguinhas, o TWBA incorreu no pior erro que um artista não-retrô pode cometer: a banda copiou a si própria.

thewhitesteboyalive_dreamsDreams, que também era branca e também trazia ilustrações de portas na capa (ao lado), tinha duas canções muito boas: Fireworks e Burning. As outras músicas, em geral, eram boas, mas não acrescentavam nada. Não incomodavam. Rules é basicamente todo assim. Nem mesmo o single de lançamento, Island, é capaz de empolgar. Na verdade, a melhor faixa é a terceira, Courage. Mas não é que o disco seja ruim. Não é. Só não soa como novidade e isso, sim, não é nada bom para uma banda que está começando a construir uma história e conquistar seu espaço. As músicas são legais, mas o valor artístico de uma cópia de si mesmo pode ser questionado. Ou não? Acho que pode.

Em geral, isso ocorre ou porque os caras se acomodaram e não pensam em sair de uma fórmula bem-sucedida, ou porque eles não sabem fazer nada diferente. Normalmente ocorre a primeira opção.Ouvindo Rules, lá pra quinta música, rola aquela impressão de que se trata de uma banda francesa cantando em inglês. Talvez, se o quarteto (além de Øye, tem o baixista Marcin Öz, o pianista Daniel Nentwig e o baterista Sebastian Maschat) compusesse letras em francês, conseguiriam essa aura de originalidade, já que a melodia é manjadíssima. Ainda aproveitariam o filão, já que nenhuma banda francesa desse estilo conseguiu o reconhecimento do TWBA.

são do tipo que fazem amigos bebendo leite

The Whitest Boy Alive pegam leve: são do tipo que já fizeram amigos bebendo leite

Como já expliquei, não se trata de um disco ruim. Rules é ideal, por exemplo, para juntar os amigos em casa, pegar aqueles jogos de tabuleiro, fazer uma reuniãozinha low-profile, entupindo-se de aperitivos e com uma inseparável taça de vinho tinto que nunca fica vazia.

Sugiro que experimentem.

Faixas de Rules:

1. Keep a Secret
2. Intentions
3. Courage
4. Timebomb
5. Rollercoaster Ride
6. High on the Heels
7. 1517
8. Gravity
9. Promise Less or Do More
10. Dead End
11. Island

Perfect Symmetry

Perfect Symmetry

O trio inglês (Tim Rice-Oxley, no baixo, na guitarra e no vocal, Richard Hughes, na bateria e Tom Chaplin no vocal e na guitarra) lançou oficialmente na última segunda-feira (13) o disco Perfect Symmetry (Island Records), nas lojas da Europa. Trata-se de um petardo muito bem produzido, com sons maduros e que mostra uma evolução considerável na sonoridade da banda que passeava entre o modismo do indie rock e a melancolia do Coldplay.

Desta vez, arriscaram mais e deu certo. Por quê beber da fonte da banda de Chris Martin (Somewhere Only We Know, do disco de estréia Hopes and Fears, de 2004) se o U2 ainda está aí pra influenciar? Por quê apostar num som que parece Strokes (Is it Any Wonder?, do segundo álbum, Under the Iron Sea, de 2006) se você pode criar algo tão bom quanto?


Spiralling (radio edit)

Provavelmente foi nisso que eles pensaram quando decidiram fazer de Spiralling o single de lançamento, distribuído por alguns dias gratuitamente no site da banda. O som, animadíssimo, não lembrava de forma alguma aquela banda que, quando passou pelo Brasil, fazia sucesso com Crystal Ball. Em compensação, pras pistas, me parece melhor até que o já citado Is it Any Wonder?. A versão “álbum” de Spiralling, inclusive, soa tão boa e tão “pista” quanto a do single, apesar de ter 51 segundos de música a mais. Na verdade, parece que são duas músicas diferentes, já que a versão completa não fica parecendo a “radio edit com mais instrumentais”. Isso é ótimo!

Claro que Spiralling faz as honras da casa e abre o CD, que logo depois baixa o bpm ao som de Lovers Are Losing, que, assim como Black Burning Heart, tocaria mole em qualquer lounge descolado na noitada. Da safra influenciada pelo U2, podemos citar a faixa-título, que é bem pop, You Don’t See Me, que é mais lentinha, com uma bateria calma, uma percussão de leve e um vocal que é a cara do Bono. Como eu gosto dos irlandeses, achei ótimo! O legal é que antes a gente ouvia algumas coisas do Keane e pensava: “é o Coldplay?” e agora pensamos: “parece U2, mas tem personalidade diferente; quem será?” Pretend That You’re Alone segue a mesma linha mais tranqüila.


Lovers Are Losing

Além de Spiralling, há outras duas faixas mais animadinhas – mas não tanto quanto ela: Better Than This, Again & Again, ambas com palminhas, e ainda You Haven’t Told Me Anything, que parece boa pra pistas alternativas, como a da Casa da Matriz, no Rio (mais precisamente aos sábados).

E, se o Keane decidiu agradar a todos os gostos dessa vez, é claro que rolam umas baladinhas lentinhas, que lembram os dois discos anteriores. Uma é Playing Along e a outra é Love is The End, que, adivinhe, fecha competentemente o CD.

Eis a lista de faixas do álbum Perfect Symmetry, previsto pra chegar às prateleiras brasileiras somente no dia 28 de outubro, mas disponível desde o dia 7 na internet:

1. Spiralling
2. Lovers are Losing
3. Better Than This
4. You Haven’t Told Me Anything
5. Perfect Symmetry
6. You Don’t See Me
7. Again & Again
8. Playing Along
9. Pretend That You’re Alone
10. Black Burning Heart
11. Love is The End

Sim, Lucas, você errou!

E aí? Já ouviu o disco novo do Keane, Perfect Symmetry, lançado na última segunda lá na Inglaterra? Nós já! Na verdade, desde o vazamento, no dia 7. Mas essa parte é melhor não contar, pra não pintar sujeira. Dá uma ouvida aí no MySpace do Keane que, ainda hoje, a gente vem aqui contar o que achou. Ah, se bobear, a gente dá o link pro download do disco inteiro, se você não for bom disso… hehehe. Te interessa?

Mesmo porque o disco só sairá por aqui no dia 28. Será o penúltimo país onde o petardo será lançado, ficando à frente apenas de Taiwan. Que coisa!

E aí? Curte ficar descobrindo bandas novas no MySpace? A gente, por aqui, se amarra.

Então, seguem dicas de boas bandas gringas novas que estão rolando por lá (depois fazemos uma lista das brazucas, tá?):

The Days num momento “pintou sujeira!”

The Days: pop / rock / alternativa, do Reino Unido
Pop rock indie muito, muito legal. Lembra Libertines, mas não soa como uma cópia.

Cold Hands: parece nu-metal emo. Mas não é

Cold Hands: indie / rock / new wave, do Tennessee, EUA
Passeia entre estilos e adere à onda new rave, com músicas ideais para festas. Já pra pista!

Anton Mink: blasé cool

Anton Mink: rock / indie / alternativa, de Kentucky, EUA
O vocal, feminino, lembra a Karen O., do Yeah Yeah Yeahs, e o jeitão dance pop metidão soa como brit pop. É a evolução do Cansei de Ser Sexy. Sacou?

Skank Sinatra: electro / house / big beat, do Reino Unido
Já vale pelo trocaralho do cadilho. É o batidão do Sinatra. Som eletrônico, que em alguns momentos resvala no rock. Voltemos à pista!

Zoot Woman: não é o Echo & The Bunnymen disfarçado

Zoot Woman: alternativa / pop / eletrônica, de Londres, RU
Infelizemente não está no MySpace a ótima versão que eles fizeram para “Das Model / The Model”, do Kraftwerk, mas tá valendo. Já sacou a onda, né? Som novo com ótimas influências de Kraftwerk, Joy Division, Soft Cell, Depeche Mode… Já gostei!

Tinha mais duas indicações, mas vou deixar pra outro dia, só pra poder atualizar mais aqui. Mesmo porque estes links aí já são suficientes para te divertir durante este fim de semana.

Aproveite o rock. E aproveite também pra ir tomar um solzinho e ativar sua vitamina D, pra não ficar velho logo. Eu tô indo.

Valeu!

O Fernando Faccioli, paulista gente boa que se prepara para fazer parte da equipe de inauguração do braço carioca do blog Urbanistas (ex-Sampaist), enviou a programação da próxima Virada Cultural, que vai rolar em Sampa, das 18h do dia 26 até as 18h do dia 27 de abril. Muita gente boa na programação e o Fernando ainda dá a dica: até o dia 4 de abril, a Varig está com passagens em promoção, a R$ 48 o trecho para os vôos domésticos (ida e volta). Eis a programação da Virada Cultural:

Palco São João (ao lado da Praça Júlio de Mesquita)
> 18h – Cesária Évora
> 21h – Gal Costa
> 00h – Zé Ramalho
> 03h – Mutantes
> 06h – The Gladiators
> 09h – O Teatro Mágico
> 12h – Marcelo D2
> 15h – Orquestra Imperial
> 18h – Jorge Ben Jor

Teatro Municipal
> 18h – Luiz Melodia – Pérola Negra (1973)
> 21h – Egberto Gismonti e Naná Vasconcelos – A Dança das Cabeças (1977)
> 00h – Sá, Rodrix e Guarabyra – Passado, Presente, Futuro (1972)
> 03h – O Som Nosso de Cada Dia – Snegs (1973)
> 06h – Pepeu Gomes – Geração do Som (1978)
> 09h – Hamilton de Holanda e Danilo Brito – Vibrações de Jacob do Bandolim (1967)
> 12h – Márcia, Eduardo Gudin E Paulo César Pinheiro – O Importante É que a Nossa Emoção Sobreviva (1974)
> 15h – Paulo Vanzolini – Onze Sambas e Uma Capoeira (1967)
> 18h – Jair Rodrigues, Fabiana Cozza & Zimbo Trio – O Fino da Bossa (1964)

Baile do Arouche
> 19h – Nelson Ned
> 21h – Havana Sax
> 23h – Roberto Luna
> 01h – Antonio Carlos e Jocafi – Antonio Carlos e Jocafi (1973)
> 03h – Maria Alcina – Maria Alcina (1974)
> 05h – Lafayette e Os Tremendões
> 07h – Quasímodo e convidado
> 09h – André Busic – Let’s Get Lost de Chet Baker (1959)
> 11h – The Jordans
> 13h – Evaldo Gouveia e Altemar Dutra Junior
> 15h – Miele
> 17h – Wilson Simoninha – Alegria Alegria vol.2 de Wilson Simonal (1967)

Rock República (Praça da República)
> 18h – O Terço
> 20h – Terreno Baldio
> 21h30 – Casa De Máquinas
> 23h30 – Harppia
> 01h – Paul Di’Anno – Killers (1981)
> 03h – Derrick Green, Andreas Kisser e Convidados
> 04h30 – Overdose
> 06h – Volcano
> 07h30 – Vodu
> 09h – Korzus
> 10h30 – Bando do Velho Jack
> 11h45 – Los Goiales All Stars
> 12h – Cachorro Grande
> 14h – Arnaldo Antunes
> 16h – Lobão
> 18h – Ultraje a Rigor – Nós Vamos Invadir Sua Praia (1981)

Festivais Independentes (Pateo do Colégio)
> 18h – Vítor Araújo (PE)
> 18h45 – Mundo Livre S.A. (PE)
> 19h30 – Macaco Bong (MT)
> 20h30 – Luísa Mandou um Beijo (RJ)
> 21h15 – Petro Massa (MG)
> 22h15 – Estrume’n’tal (MG)
> 23h – Los Porongas (AC)
> 23h45 – Sick Sick Sinners (PR)
> 00h30 – Mechanics (GO)
> 01h30 – Vanguart (MT)
> 02h15 – Retrofoguetes (BA)
> 03h – Trilöbit (PR)
> 04h – Fóssil (CE)
> 04h45 – Unidad Imaginária (RJ)
> 05h – Mestre Kuca (TO)
> 06h30 – Filo Medusa (AC)
> 07h15 – Boddah Diciro (TO)
> 08h15 – Coveiros (RO)
> 09h – Diego de Moraes (GO)
> 09h45 – Porcas Borboletas (MG)
> 10h30 – Linha Dura e DJ Taba (MT)
> 11h30 – Costa a Costa (CE)
> 12h15 – Do Amor (RJ)
> 13h – Rivotrill (PE)
> 14h – Bugs (RN)
> 14h45 – Supergalo (DF)
> 15h30 – The Sinks (RN)
> 16h30 – Superguidis (RS)
> 17h15 – MQN (GO)
> 18h – Siba e Fuloresta (PE)

Baile Chique (Parque D.Pedro)
> 18h – Apresentações de: João Break e L. Zee, Nelson Triunfo, Ninja e Mc Jack, Potencial 3, De Repente, Região Abissal, Detroit Power Moves, Crazy Crew, Street Warriors, Potencial 3, De Repente, Região Abissal, Detroit Power Moves, Crazy Crew, Street Warriors, Frank Bruno (Black Juniors), História Mike e Pepeu, Do Código 13, Tempo DJ Helio Branco, Bom Grupo Funk & Cia, Soul Sisters, Face Negra, Marcelinho e Back Spin Crew, Thaíde, Luna, Eletric Boogie, Matéria Rima, Radicais Do Peso, Produto de Rua, Fábio Rogério, Roney Yo Yo, Doctor MCs, DJ Hum
> 00h – Banda Black Rio e Convidados
> 01h30 – Musicaliando
> 02h – Skowa e A Máfia
> 03h30 – Tony Hits
> 04h – Luis Vagner – Guitarreiro (1976)
> 05h30 – Chic Show
> 06h – Bebeto
> 08h – Z’África Brasil
> 09h – Xis
> 11h – Rappin’ Hood e Sinfonieta
> 13h – Thaíde
> 15h – Motirô
> 17h – Afrika Bambaata e Zulu Nation Brasil

Palco das Meninas (Av. Ipiranga, esquina com Rua Araújo)
> 18h – Mariana Aydar
> 20h – Tatiana Parra
> 22h – Marina De La Riva
> 00h – Andrea Dias
> 02h – Joana Duah
> 04h – Clara Moreno
> 05h45 – Aline Muniz
> 07h30 – Bia Góes
> 09h15 – Giana Viscard
> i 11h – Malu Magalhães
> 13h – Bruna Caram
> 15h – Verônica Ferriani
> 17h – Fernanda Takai