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O GARI aqui foi ontem ao Circo Voador, no Rio de Janeiro, assistir ao show do Bloc Party. Como todos esperavam, foi um showzasso! Como nem todos esperavam, foi ao vivo. Conseguiram se redimir muito bem do mico pago no mês passado, durante a premiação da MTV Brasil.

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Diferente daquela aura de falsidade fria que o playback conferiu aos caras no VMB, desta vez a apresentação foi bastante visceral. A gente percebia que o quarteto estava ali. O vocal e a guitarra de Kele Okereke sofria intervenções de samples, sintetizadores e pedais, ao vivo. Bem como a guitarra de Russell Lissack, que fazia os riffs mais “eletrônicos”. O tímido Gordon Moakes, com seu baixo discreto, foi o que menos apareceu, já que o batera Matt Tong parecia ser daqueles tímidos que gostam de parecer enturmados. O “figurino” dele, se é que se pode chamar uma samba-canção de figurino, provocou risos na platéia.

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O show começou pouco depois das 23h, com o Kele Okereke falando, em português: “Olá. Nôs sômos os Bloc Party”. A primeira música, Hunting For Witches, foi uma das três faixas do disco A Weekend In The City, lançado no ano passado e considerado o mais fraco dos três álbuns da banda, apesar de ter outros dois singles muito bons, que também estavam no repertório do show: The Prayer e Song For Clay (Disappear Here).

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Do disco de estréia, Silent Alarm (2005), foram oito faixas e do recém-lançado Intimacy, o Bloc Party tocou sete músicas. Entre elas, os hits que tocaram nas pistas das festas mais hypadas dos últimos três anos, Banquet e Helicopter. Esta, aliás, encerrou o primeiro bis, de forma caoticamente organizada. Explico! Quando a banda abandonou o palco pela primeira vez, voltou para o bis e informou que nem sempre eles voltavam, mas enfim… Tocaram quatro músicas e, na hora que iam sair, viram o palco ser invadidor por umas 20 pessoas. Uma confusão! Minutos antes, logo no começo de Helicopter (veja o vídeo a seguir), Kele Okereke já havia se livrado de um fã mais exaltado que derrubara o microfone.

E não é que depois de toda essa confusão o Bloc Party ainda voltou para uma segundo bis? Dessa vez, com duas faixas que não estavam no repertório: Price of Gas e She’s Hearing Voices, que encerrou o show. Neste encerramento, aliás, o Kele teve o auxílio luxuoso de uma fã que fez uma dancinha digna de uma “Mama África”. “Rendia um clipe”, observou o DJ-radialista-produtor-etc José Roberto Mahr.

Claro que o público também invadiu o palco neste, que foi o final de verdade. No vídeo acima, o vocalista Kele Okereke, faz jus ao ditado de que “o artista deve estar onde o povo está” e se joga no meio do público, antes que o pessoal invadisse opalco novamente. Olha só quanta gente em cima do palco! Isso lembrou o show dos Stooges no Claro Q É Rock de 2005.

Já passava de meia-noite e meia quando a festa acabou e o fôlego do público também. Ou não? O importante é que eles conseguiram tirar a má impressão e mostraram que sabem mandar bem. Que voltem logo ao Brasil!

Eis o setlist.

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Para ver as fotos e o setlist em tamano maior, é só clicar em cima das imagens.

A pergunta que não quer calar: quem pagar R$ 130 pra ir ao Planeta Terra ou R$ 120 pra ver no Rio também ouvirá o Bloc Party mandando playback, que nem a Britney?

Medo da resposta.

Bom, o assunto rendeu e nós batemos nosso recorde histórico. Somente este post sobre o VMB foi visto mais de oitocentas vezes. Valeu, pessoal!!!

Vamos reproduzir abaixo o relato do show do Bloc Party no VMB feito por uma pessoa que estava lá. É a Maira Domingues, autora do blog escrituras.:

começo: entra a banda ok, premiação acontecendo de um lado e eu olhando a banda de outro, o guitarra ficou bem na minha direção e eu fiquei olhando pra ele (não, ele não tão bonito assim, provavelmente eu estava pensando na morte da morsa), até que ele me dá um sorriso sem dentes e um tchau e eu retribuí e pensei: que fofo! a banda começa e há algo estranho no ar, eu penso: nããããão, nãããããão, não é possível. mas sim, meu povo, foi possível, block party fez PLAY BACK! e eu pensei: mas por que? por que play back?! daí eu percebi que estavam todos chapados quando o batera estava tocando, foi jogar a baqueta e uma delas foi parar no chão, do seu lado esquerdo, com a música rolando o batera saiu da bateria, resgatou a pobre baqueta e continuou tocando com um sorriso de orelha a orelha. o guitarra era o único “sóbrio” então eu concluí que aquele sorriso fofo foi um sorriso de: merda, o que eu tô fazendo aqui?! saco, bando de bêbados do caralho! e como se não bastasse ele cantaram 2 (duas) músicas. com a vaia  do público no fim da primeira música, a banda esculachou de vez na segunda. o vocalista foi pra platéia, tentando fazer com que o pessoal se animasse, e chegou a cair. sim, ele não caiu de propósito, e nem o baixista. ah! como se não bastasse (pela segunda vez) no final da segunda música, o batera jogou a bateria no chão, pegou o pedestal dos pratos e veio bem na minha (nossa, porque haviam mais pessoas lá, lógico.) direção e ameaçou jogar o pedestal em cima de mim. daí levantei o braço para pegar e ainda, olhando pra mim ele disse: fuck you.

fiquei totalmente sem reação. queria ter usado todo estoque de palavrões que eu aprendi em 7 anos de inglês, mas não consegui e só com ele lá longe eu gritei de volta: fuck you. que me deixou bem constrangida por sinal.

enfim… este show, este foi muito ruim. muito mesmo. decepcionante.

Confessamos que adoramos ter feito sucesso com a desgraça alheia. No caso, desgraça do Bloc Party, que se queimou a um mês dos shows em São Paulo (8 de novembro, no Planeta Terra, R$ 130) e no Rio de Janeiro (10 de novembro, no Circo Voador, R$ 120). Se fosse no Tibete…

E ta lá na Folha Online:

O tenor italiano Luciano Pavarotti, que morreu em 2007, cantou em playback durante a cerimônia de abertura da Olimpíada de Inverno de 2006, em Turim, revela um livro publicado hoje na Itália escrito pelo maestro e pianista Leone Magiera, que acompanhou o artista durante toda a sua carreira.

“Nos últimos anos, a figura de Luciano tinha piorado, assim como suas escolhas musicais”, escreve Magiera no livro intitulado “Pavarotti Visto da Vicino” (“Pavarotti Visto de Perto”, em tradução livre), no qual conta sua trajetória profissional ao lado do tenor.

“Apesar das dores cada vez maiores que sofria –provavelmente aviso da doença que o levou ao túmulo– e de ser obrigado a se movimentar em uma cadeira de rodas, Pavarotti quis participar do espetáculo de abertura dos jogos de Turim”, diz um trecho do livro.

“Todos acharam que era uma transmissão ao vivo, mas na verdade foi muito diferente”, afirma o maestro.

Magiera narra então como gravou com a orquestra a ária “Nessun Dorma”, de Giacomo Puccini, e depois levou o registro a um estúdio de Modena, cidade natal de Pavarotti.

Segundo o pianista, o tenor cantou sobre a gravação da orquestra com uma voz quase intacta e que o fez sentir calafrios.

“Na noite do espetáculo de abertura, a orquestra fingia tocar para o público, eu fingia conduzir e Luciano fingia cantar”, disse Magiera.

Magiera é casado com Lidia La Marca, ginecologista, que era amiga íntima de Pavarotti. La Marca assegurou à imprensa que Pavarotti lhe confessou pouco antes de morrer que sua mulher, Nicoletta Mantovani, o “atormentava”.

Após as declarações, Mantovani processou La Marca por difamação.

 

Mas é claro que tinha que processar, né? Agora, veja só: sempre tem um Zé Espertão pra tentar ganhar uma grana com a decadência dos outros. Isso não acontece só com as pessoas, não. Tem gente que ganha dinheiro escrotamente escrevendo livro para detonar instituições, emissoras de TV e de rádio, empresas… Bom, neste caso o alvo foi um dos maiores intérpretes do século XX: Luciano Pavarotti.

Você acredita nessa história? Olha, pode até ser verdade, mas não tira o mérito que só Pavarotti possui por ter popularizado a música erudita, em apresentações solo, com os outros dois tenores ou com astros da música pop, que vão de Frank Sinatra a Mariah Carrey, passando por U2, Queen, Bom Jovi e até o “Rei” Robertão.

E, se foi realmente playback, que se dane! Quem já não fez um playback na vida? Quem já não fingiu trabalhar, fingiu estudar… Tem gente que finge até… Xá pra lá!

Sim! Estamos defendendo o Paratti! Veja a apresentação em questão. Logo depois, a mesma música numa apresentação de 1980.

Jogos de Inverno, Itália (2006)

Nova Iorque (1980)