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*Livremente traduzido do NME.com

Paul McCartney contou para o NME.com que ele está doido para botar as músicas dos Beatles para download na rede.

O trabalho dos Fab Four tem estado fora dos serviços oficiais de download [porque no 4shared e no Torrent não faltam opções], mas o baixista e compositor disse que ele e a banda têm fome de disponibilizar tudo online – e culpou a gravadora EMI pela demora.

“Nós tivemos problemas com os downloads no iTunes – bem, não o iTunes, a EMI era o problema -, que nós gostaríamos de disponibilizar porque há muitas pessoas que querem nossas músicas”, explica McCartney.

De qualquer maneira, o legendário sugeriu que a banda tomasse conta da parada toda, inclusive para evitar problemas com o novo jogo The Beatles: Rock Band, que chega hoje ao mercado.

“Acho que já superamos [os problemas com download] porque agora qualquer mulambo pode fazer isso no Rock Band”, disse. “Sempre curti isso, quando você pensa que já viu de tudo nessa vida de ó meu Deus, o mundo gira de repente e tudo muda”.

O Beatle acrescentou que sua maior pontuação no jogo atualmente é… “zero”, porque ele ainda não jogou. Dããã.

“Nem tentei”, admitiu. “Quando você pega uma demonstração, a molecada joga e eu fico naquela de ‘Céus, isso parece cabuloso!'”

A entrevista com Paul McCartney está no NME desta semana, numa edição especial dedicada aos Beatles, que chega também hoje às bancas do Reino Unido, com nada menos que treze opções de capa. Cada uma com uma capa de disco dos rapazes de Liverpool. E ainda vem com um CD de versões. Eu quero!!!

E também hoje será lançado o catálogo dos Beatles digitalmente remasterizado. Tem muito fã que tá com vontade de quebrar uma guitarra na cabeça de alguém por causa disso.

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Há 35 anos a banda The Wings, que Paul McCartney formou com a então mulher Linda após o fim dos Beatles, lançava um single que até hoje encanta admiradores do bom rock. O riff da guitarra é marcante, o vocal é marcante, a virada da bateria é marcante. Eu, pelo menos, não me canso de ouvir. E juro que me emociono cada vez que ouço. Que nem esses brasileiros sortudos que viram o Macca chamar o Dave Grohl pra levar este som há um ano e uma semana, em Liverpool:

Band On The Run, uma parceria do ex-Beatle com Linda, tem o mesmo nome do disco lançado no finalzinho de 1973. Disco este que, nos EUA, alcançou o topo das paradas e foi o mais vendido de 1974, recebendo naquele ano o certificado de platina tripla (3 milhões de cópias vendidas). Inteiramente gravado na Nigéria, o álbum rendeu o Grammy de melhor performance de vocal pop de um grupo, em 1975, estava em 75º lugar na lista dos 100 melhores discos britânicos de todos os tempos da respeitada revista Q e em 418ª posição no ranking dos 500 melhores álbuns de sempre da revista Rolling Stone.

O single Band On The Run não fez por menos: no dia 8 de junho de 1974 alcançou o topo da lista pop dos EUA e ficou lá, quietinho, sem ninguém incomodar, durante nada menos que 13 semanas. O compacto havia sido lançado em abril na França e nos EUA e naquele mês na Inglaterra. De cara, foi “disco de ouro”, com mais de 500 mil cópias vendidas. Além disso, ano passado a música apareceu, como você vê acima, no game Guitar Hero: World Tour. Diz aí: quanta grana Sir Paul McCartney já não colocou debaixo do colchão só com esta música, hein?

É claro que várias bandas fizeram e ainda fazem cover desta faixa, mas a versão que aparentemente mais agradou Macca (vide o primeiro e o terceiro vídeos deste post) foi feita pelo Foo Fighters para a coletânea Radio 1. Established 1967, lançada em 2007 para comemorar os 40 anos da Radio 1, da BBC (aliás, recomendo o download; trata-se de um álbum duplo, com versões ótimas e outras nem tanto, mas que valem a pena ouvir).

Termino, então, com o vídeo da canção original. Deleite-se e boa semana! The Wings, Band On The Run.

A queridíssima Selma Boiron indicou o vídeo que a Mara publicou no blog Mente que Bloga, num post que dizia assim:

É emocionante! as pessoas foram convocadas a aparecer na Trafalgar Square – Londres, sem saber o motivo (quem sai de casa sem motivo? eu não teria ido e me arrependido!) e foram surpreendidas com os microfones…

eu amo Hey, Jude, e sempre lembro de um documentário sobre os Beatles que vi há muito tempo, onde o Paul dizia da sua emoção ao cantar essa música, pois ele estava escrevendo, e o Lennon do nada adicionou o lindo verso “don´t carry the world upon our shoulder”. Ele disse que foi uma frase tão tocante que toda vez que os Beatles apresentavam essa música, nesse trecho os dois se olhavam… não é lindo?

Fica a lição… não carregue o mundo nos seus ombros!

Tá dado o recado! (Ou, como diria o cara do Kibeloco: ficadica)

E não fui eu quem disse isso. Tá lá no clássico American Pie, do Don McLean:

Ah, achava que era da Madonna, né? Mas não é, não.

A música, traduzida aqui, faz referência ao dia 3 de fevereiro de 1959, quando o músico Buddy Holly – Pai do Rock (lembrem-se que Elvis é o Rei, mas não o Pai) – morreu, vítima de um acidente de avião. Ele tinha apenas 22 anos de idade e já havia composto clássicos como Peggy Sue, que você vê a seguir, numa rara gravação ao vivo, em Nova Iorque, em 1958:

Bob Dylan conta que tinha 16 ou 17 anos quando foi ver Buddy Holly tocar: “Eu estava lá, a um metro dele… e ele olhou pra mim… Buddy Holly era um poeta – muito à frente do seu tempo”. Paul McCartney certa vez admitiu que pelo menos 40 músicas dos Beatles foram compostas com influências de Buddy Holly. Quanto ao John, a influência foi além da música: Lennon usava óculos numa boa, porque Buddy Holly também o fazia. Já Bruce Springsteen precisa tocar músicas de Holly sempre antes de entrar no palco, para se sentir “honesto”. Eric Clapton acredita que, “de todos os heróis da música de todos os tempos, Buddy Holly era o mais acessível, e era uma coisa real… Era um de nós”.

Pra terminar, em 1994, o Weezer lançou um single em homenagem ao cara, chamado Buddy Holly:

Viva Buddy Holly!