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Bono – o criador -, que nunca reclamou de um pernilongo atrapalhando seu sono, disse que Chris Martin – a criatura – era um punheteiro… hauahuahaua. Juro! Palavras dele. Em rede nacional no Reino Unido. De acordo com a Folha Online:

A entrevista com Bono foi ao ar no dia 27 e, segundo o “Daily Mail”, no mesmo dia seis reclamações foram recebidas pela rede. Na manhã daquele dia, Bono, em entrevista na Radio 1 para a DJ Jo Whiley chamou Martin de uma palavra vulgar que quer dizer “masturbador”.

A DJ imediatamente pediu que Bono se desculpasse. Ele o fez, mas complementou dizendo que Martin tinha um caráter cretino e que os comentários eram uma brincadeira.

Diz que perguntaram se o líder do U2 considerava Martin tão bom músico quanto Paul McCartney. Queriam que respondesse o que, né? Ele falou que Chris Martin até era bom de melodia, mas também é um wanker (vocábulo censurado no Reino Unido). Ou seja, as atitudes paunocu do vocalista do Coldplay tiraram até o Bono do sério. E olha que o Martin é o maior Bono wannabe. Shame on you Chris Martin!

Ah, bom lembrar que o disco novo do U2, No Line On The Horizon, está bem fraquinho e o Bono, marqueteiro do jeito que é, precisa aproveitar qualquer espaço pra aparecer na mídia e dizer que o disco é revolucionário e tal. Então, vale tudo, fia! Até baixaria com o seu imitador de luxo, mister Martin. Nós somos contra divulgar este tipo de baixaria, mas como o alvo era o Chris Martin, abrimos uma exceção.

O frontman do Coldplay, aliás, ainda não comentou o insulto. A última postagem no blog da banda é das oito e pouca da noite do próprio dia 27 de fevereiro, mas passa longe de tratar do assunto.

Esta noite eu tive um sonho. Esquisitíssimo, mas ainda assim foi um sonho. Se você mora em Niterói e tem uma banda que ensaia há mais de três meses, provavelmente vai entender 100%. Se não, pode continuar lendo, que você vai entender 95%. Tá no lucro, né?

Espaço Convés: 'point' underground de Niterói

Espaço Convés: Niterói underground

Foi assim: eu tava lá nas minhas andanças por Nikiti (eu acho) quando – oh! – vi que o U2 (!) estava entrando num lugar tipo o… Convés. Pior: pra fazer um show. Pior ainda: local v-a-z-i-o. hauahauahauahaua Juro que não estou inventando nada. Apenas relato o que me lembro.

Sei que tinha um cara que ficava do lado de fora, distribuindo singles em vinil de 12 polegadas coloridos e transparentes, com faixas comemorativas. Não lembro o que comemoravam, mas comemoravam. O esquema era o seguinte: comprou ingresso pro show, ganhou disquinho. Aí, eu que não entro em show vazio, pedi um vinil. O cara me deu dois, de tão vazio que estava. Resolvi entrar, então, pra pedir autógrafos pra banda. Nem fiquei pro show, porque ia rolar ensaio da Tijolo de Vera e eu ainda precisava ligar pro cara do estúdio pra marcar. Sorte a nossa que eu liguei pro estúdio Start (!) e o cara disse que podia marcar. Isso tipo… No meio da tarde. Aí, o cara do estúdio ainda manda essa: “Posso marcar, sim. Eles só não podem atrasar, porque depois do ensaio eu vou casar”.

E então… Dream is over. Assim mesmo, sem muita conclusão.

Capa do disco 'No Line...'

Acordei pensando em guardar isso pra mim, mas lembrei que há umas duas semanas baixei o disco novo do U2, No Line On The Horizon, mas me faltou coragem para escrever uma resenha decente. Primeiro porque eu sou fã dos caras. Segundo porque eu banquei, junto com a nossa Gari, o elogio ao disco Pop, ao comparar o single Get On Your Boots às músicas daquele álbum. Terceiro porque veio o Carnaval e me deu u-ma-pre-guiiiii-ça!

Aí, neste fim de semana eu fui ao shopping e vi que o disquinho já tava na prateleira das Lojas Americanas, por R$ 34,90 (o lançamento mundial tava marcado pra amanhã, mas tudo bem…). Olha, acho que não vale quanto pesa, não. Desculpem-me, fãs como eu, mas me decepcionei bastante. Cara, o U2 me promete reinventar o rock e me vem com esse disco que, eventualmente soa como “obra” do Roxette? Tá tirando com a minha cara, mêu? Ouvi e fiquei esperando aparecer embaixo aquela tarja do João Kleber: “Pedestre compra disco novo do U2 e toma o maior susto”.

Vamos lá! Faixa a faixa (no esquema ala a ala). Imaginem a Glenda e o Kleber Machado narrando, ok? Vem chegando o U2, com o enredo No Line On The Horizon. A comissão de frente, homônima ao enredo, poderia ter vindo no desfile de 1991, quando o enredo foi Achtung Baby, de preferência, colado à ala Mysterious Ways. A faixa (ou ala) Magnificent também soa muito 90’s. Se estivesse no Zooropa (1993), talvez até virasse single. Chega então a primeira alegoria da Acadêmicos do U2: Moment Of Surrender tem 7min20seg, que eu “editaria” em algo com uns 3min, no máximo. É meio sacal, parece coisa de Joãozinho Trinta na Beija-Flor, sabe? Exagero demais. A menos que você esteja num momento beeem zen, é impossível ouvir no carro ou no iPod, a caminho do trabalho. Dá um sono…

Soa meio antigo

Soa meio antigo

Unknown Caller é quase uma “velha-guarda” e vai mais pra trás ainda e lembra o U2 do final dos anos 80. Na real, o disco não soa como reinvenção alguma, mas como uma grande revisão da carreira dos caras, que têm aí três décadas de estrada. Em vez de relançarem faixas antigas, preferiram fazer músicas novas, aproveitando apenas a sonoridade retrô. Soa muito caça-níqueis. Chega então a ala das crianças, com I’ll Go Crazy If I Don’t Go Crazy Tonight, que soa como algo novo de fato. Nada muito sensacional. Talvez porque veio depois de tanta música com paumolecência (que, é claro, se opõe à paudurecência).

É a vez da bateria – aquela que nunca decepciona -, com a faixa que se tornou o primeiro single do álbum, Get On Your Boots, que tem um post exclusivo aqui e, claro, conta com uma batida bacana. Stand Up Comedy é praticamente o primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira. Também não decepciona, mas não tem a pegada popular da bateria. É mais nobre. Se fosse eu, colocava como segundo single fácil. A ala dos passistas chega em seguida e se chama Fez – Being Born, com direito a sampler da “bateria” com “let me in the sound, let me in the sound” como som incidental no começo da música. Parece uma vinheta, porque depois a faixa dá uma virada, parece que vem aí um Led Zeppelin, mas acaba se revelando um Roxette, com aquele tecladinho típico. Afe!

Calma, que tá acabadando. Lá vem o tripé White As Snow, que não chega a ser uma alegoria, mas vem dar uma melhorada às alas que vêm pela avenida. Som viajante, setentista. Quem chegou até aqui não vai poder reclamar de som viajante NENHUM! De repente, susto! Quando a gente menos esperava, surge a musa da escola de samba, Breathe, novinha, com muita sensualidade e competência. Pena que só apareceu no finzinho, quando o primeiro lugar já está praticamente na mão da rival, que faturou os últimos três campeonatos. Mas, pelo menos, nos dá um motivo pra acreditar. Pra fechar, a ala Cedars Of Lebanon, formada pela comunidade. Comunidade de fãs, que vão querer me bater, mas, na verdade, não passa de mais uma baladinha com pegada messiânica, ótima pros momentos do show em que o telão mostra imagens da tríade guerra-fome-peste, que é “sucesso” desde a Idade Média, pelo menos.

Show no terraço para promover disco novo

Show no terraço para promover disco novo

Bom, ouvi pouco de Robert Plant e nada de Jack White, mas se o U2 diz que está estão lá… Resta esperar que o próximo desfile seja melhor e que o os irlandeses aprendam que não dá pra prometer um Sgt. Pepper’s e apresentar um U2 Revisited. Pelo jeito, a banda se preocupou muito mais com a aparência (formatos diferentes para o álbum, show no terraço de um edifício) e esqueceu do som.

Faixas de No Line On The Horizon:
1. No Line On The Horizon
2. Magnificent
3. Moment Of Surrender
4. Unknown Caller
5. I’ll Go Crazy If I Don’t Go Crazy Tonight
6. Get On Your Boots
7. Stand Up Comedy
8. Fez – Being Born
9. White As Snow
10. Breathe
11. Cedars Of Lebanon

Falar de guerra? Agora não, querida… coloca aquelas botas, vai!*

E é assim que o U2 vai em seu primeiro single, Get On Your Boots: com muito elogios à beleza de sua interlocutora num canto oriental, mudanças de ritmo, batida agitadinha, riff nervoso. Acima de tudo, a música tem aquele momento que eu, particularmente, chamo de momento POP: aquele momento em que a música se eleva, aqueles trechinhos que te fazem querer voltar exatamente naquela parte e ouvir só ela várias vezes seguidas. Ou seja, pra mim, o U2 did it again.

Segunda-feira foi o primeiro dia de disponibilização dessa faixa, primeiro na rádio estatal irlandesa RTE e depois gratuitamente no site oficial. O álbum, No Line On The Horizon, deve sair em março. Os meninos (ok, tios?) de Dublin sempre privilegiam a pátria-mãe nos lançamentos.

Eu acho que a gente é suspeito, por que somos pelo menos dois Garis que curtem o Pop (contrarios à tendência mundial que afetas os fãs do U2 e os fazem dizer “eca” pro pobre álbum de 1997). GOYB lembra aquela época sim, e pra gente isso não é ruim. Rola por aí nos fóruns da vida que é uma “Mofo versão 2009 sintetizada”.

E até a chinfra de não querer falar de conflito na nova música vem nessa intenção de “fazer algo novo”. Mas sei lá, pra mim, dizer claramente que não tá falando de guerra é trazer a tona o assunto. Coisas do U2 que a gente entende.

A gente está procurando as influências de  Led Zepellin e Jack White, nomes dados como influência pra esse novo CD. Espere… a bateria de vez em quando lembra Meg White! E é, a guitarra do refrão lembra o Jack White e o Jimmy Page. Com essas novas bandinhas dançantes trazendo a moda, quem sabe o pessoal não ache tão ruim o novo single ter essa levada agora. Se até o Bono para de vez em quando de falar de guerra, os fãs podiam para de reclamar e ir dançar, né?

Packshot

Capa de "No Line On The Horizon" prova: para o U2, a igualdade é (em tons de) cinza

Recomendo a leitura do educacional post de Jamari França aqui. Fala que o álbum é descrito como tendo guitarras pesadas, trance, electro, e que a banda proclama que fez um álbum radical e sem compromissos que nenhum outro músico jamais conseguiu. Mais uma vez, coisas de U2 que a gente entende. Quem põe no show um limão gigantesco que não passa na entrada do Maracanã merece ser chamado de megalômano e pretensioso.

Pra mim dizer que vai revolucionar tudo é que nem a Veja fazendo matéria anunciando que vai “finalmente revelar a verdade por trás” de alguma coisa. Deixa que a gente ver se embarca nessa primeiro…

*Será que essas botas que o Bono gosta são do estilo militar? Fica a pergunta…