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Mas então… Depois de uma longa ausência, a gente vai tentar retomar os trabalhos por aqui, em doses homeopáticas.

Aí, vem aquela veeelha questão: sobre o quê escrever? Sobre a volta do STP? Ou talvez sobre o #KakáBadBoy? Ou CALA BOCA GALVAO? Ah, o festival SWU, ex-Woodstock Brasil, que já anunciou até postos de venda, mas não o valor do ingresso! Não, não! Fernanda Gentil e o cego! Não. Nada disso! Vou ser original e escrever sobre o nada. NOT!

Eyjafjallajokull: o islandês do ano

Bom, como a gente é mais indie que você, esta volta será com um comentário sobre uma parceria que tem tudo pra ser fail. É que o Antony Hegarty, líder do Antony & The Johnsons, revelou ao NME que o próximo disco deles Swanlights, fará dueto com a segunda islandesa mais famosa do mundo, a cantora Björk (o islandês mais famoso em 2010, todos sabemos, é o impronunciável vulcão Eyjafjallajokull, que parou a Europa durante dias; a Björk ultimamente não tem conseguido fazer mais de cinco pessoas pararem).

Se você tiver tempo de sobra, ouça a faixa Flétta e volte aqui pra contar o que achou. Porque, por aqui, ninguém pretende perder tempo com a faixa que promete ser a mais xarope da década. Não ouvi e não gostei. Mas o post ainda não acabou. Na verdade, a parte interessante começa aqui: o disco novo do A&TJ sai oficialmente no dia 11 de outubro, de forma independente, acompanhado de um livro com 144 páginas de fotos, textos, pinturas e colagens. Isso, sim, deve ser interessante.

No Tim Festival de 2007, Björk apresentou-se logo depois do A&TJ. Na época, um dos GARIS fez considerações no site O Martelo.

Jogue no ventilador: http://wp.me/pdGj4-Gf

O importante é começar o ano com uma boa notícia, né? Então… Corre na boca miúda a história da volta do Soundgarden. Ok, nem é tão miúda assim, já que a própria banda publicou um comunicado no site oficial (“The 12 year break is over and school is back in session”) e o NME.com já noticiou. Mas dane-se! Bora comemorar!!!

E a comemoração não pode se restringir à volta do Soundgarden, mas à provável interrupção da bizonha carreira solo do Chris Cornell. Na boa, não dá nem pra saber direito qual dois dois acontecimentos é melhor.

A banda, um dos ícones do movimento grunge, se separou em 1997, com aquela história de incompatibilidade de gênios. Os ex-Soundgarden até já tocaram juntos depois, mas foi sempre aquela sacanagem de “não sairemos em turnê com o Soundgarden”. Novamente, quem vinha com esse papinho era o Chris Cornell.

Aliás, o vocalista tuitou ainda: “knights of the Soundtable ride again!”, num infeliz trocadilho com os “cavaleiros da távola redonda” (roudtable). Afe! Só não digo que ele é pa* no c*, porque gosto demais do Soundgarden e do Audioslave e, convenhamos, a história poderia não ser a mesma sem o Chris Cornell. Mas que ele manda mal de vez em quando, manda.

Mais:
Tuíte-nos e retuíte-nos: http://wp.me/pdGj4-EX

E achava, mesmo, que não teria ela?

O cantor Morrissey passou mal no início de um show na noite deste sábado, em Swindon, na Inglaterra. Mozza não chegou nem a cantar a primeira música toda e desmaiou. O estado de saúde dele é considerável estável e a turnê está cancelada.

morrissey

Testemunhas relataram ao jornal The Telegraph que o cantor entrou no palco no início da noite e saudou a plateia: “Boa noite… provavelmente” . Durante a canção de abertura, a clássica This Charming Man, da época dos Smiths, ele desmaiou e precisou ser carregado pela sua própria equipe.

Espectadores disseram que Morrissey entrou no palco meio perdidão, tremendo e, quando a música se aproximava do fim, ele ajoelhou e desmaiou no palco.

“As luzes apagaram, ele foi tirado do palco e então a banda saiu”, contou uma testemunha. “Após 25 minutos de espera, uma pessoa da equipe informou que Morrisey deixara o prédio, seriamente doente”, acrescentou.

Morrissey, que está no meio de uma turnê mundial, já havia cancelado alguns shows este ano, por motivo de saúde.

“Somente após as 21h (19h horário de Brasília) nós recebemos um chamado informando que um homem de 50 anos de idade sofreu um problema respiratório e estava inconsciente” , disse um portavoz do serviço de emergência. “Quando o socorro chegou, encontrou o paciente consciente, mas ainda passando mal. Foram dados os primeiros-socorros e levaram-no para o Great Western Hospital”.

De acordo com o hospital, Morrissey foi internado, passou por uma bateria de exames e seu estado de saúde é considerado “estável” . Torcemos pela rápida recuperação desse nosso ídolo.

Esta notícia foi descaradamente inspirada (se é que você me entende) no Gigwise e no NME.com.

COLETÂNEA SERÁ LANÇADA NESTA SEGUNDA

A coletânea de lados-b Swords, que já estava prevista para começar a circular nesta segunda-feira, dia 26, deve chegar mesmo às prateleiras do Reino Unido na data prevista. Já as lojas dos EUA só devem ter os discos a partir do dia 3 de novembro. As faixas do disco são:

1. Good Looking Man About Town
2. Don’t Make Fun of Daddy’s Voice
3. If You Don’t Like Me, Don’t Look At Me
4. Ganglord
5. My Dearest Love
6. The Never-Played Symphonies
7. Sweetie-Pie
8. Christian Dior
9. Shame Is the Name
10. Munich Air Disaster 1958
11. I Knew I Was Next
12. It’s Hard to Walk Tall When You’re Small
13. Teenage Dad on His Estate
14. Children in Pieces
15. Friday Mourning
16. My Life Is a Succession of People Saying Goodbye
17. Drive-In Saturday
18. Because of My Poor Education

Tuíte: http://wp.me/pdGj4-Ep

*Livremente traduzido do NME.com

Paul McCartney contou para o NME.com que ele está doido para botar as músicas dos Beatles para download na rede.

O trabalho dos Fab Four tem estado fora dos serviços oficiais de download [porque no 4shared e no Torrent não faltam opções], mas o baixista e compositor disse que ele e a banda têm fome de disponibilizar tudo online – e culpou a gravadora EMI pela demora.

“Nós tivemos problemas com os downloads no iTunes – bem, não o iTunes, a EMI era o problema -, que nós gostaríamos de disponibilizar porque há muitas pessoas que querem nossas músicas”, explica McCartney.

De qualquer maneira, o legendário sugeriu que a banda tomasse conta da parada toda, inclusive para evitar problemas com o novo jogo The Beatles: Rock Band, que chega hoje ao mercado.

“Acho que já superamos [os problemas com download] porque agora qualquer mulambo pode fazer isso no Rock Band”, disse. “Sempre curti isso, quando você pensa que já viu de tudo nessa vida de ó meu Deus, o mundo gira de repente e tudo muda”.

O Beatle acrescentou que sua maior pontuação no jogo atualmente é… “zero”, porque ele ainda não jogou. Dããã.

“Nem tentei”, admitiu. “Quando você pega uma demonstração, a molecada joga e eu fico naquela de ‘Céus, isso parece cabuloso!'”

A entrevista com Paul McCartney está no NME desta semana, numa edição especial dedicada aos Beatles, que chega também hoje às bancas do Reino Unido, com nada menos que treze opções de capa. Cada uma com uma capa de disco dos rapazes de Liverpool. E ainda vem com um CD de versões. Eu quero!!!

E também hoje será lançado o catálogo dos Beatles digitalmente remasterizado. Tem muito fã que tá com vontade de quebrar uma guitarra na cabeça de alguém por causa disso.

Bora twittar? http://wp.me/pdGj4-Cp

Chegou, finalmente, a sua vez, fã dos Arctic Monkeys! O bandão de Alex Turner (o homem mais cool do mundo, pelo menos para a NME) anunciou para esta quinta-feira (30 de julho) uma premiére de algumas faixas do terceiro álbum, Hambug, a ser lançado daqui a quase um mês, no dia 25 de agosto.

Certamente eles tocarão Crying Lightning, que é o primeiro single do disco novo e já está há semanas no repertório da turnê deles.

O show online terá transmissão gratuita para os fãs, a partir das “9.00pm GMT”, o que, nas minhas contas aqui dá 17h (horário de Brasília). Para ver a apresentação, você, fã, deve acessar o site Transmission (dããã). Enquanto o som ao vivo não vem, dá pra ver um traillerzinho legal lá.

blurSerão ao menos três showzassos. Dois deles no clássico Hyde Park, marcados para os dias 2 e 3 de julho, em pleno verão londrino. Os felizardos poderão conferir a reunião do fantástico Blur e, na case do Damon Albarn, Graham Coxon e companhia vêm ainda Foals, Crystal Castles, Friendly Fires e Hypnotic Brass Ensemble (todos no dia 2) e Vampire Weekend, Amadou & Mariam, Florence And The Machine e Deerhoof (dia 3).

Quem me dera… Já sei que não vou, mas vou lamentar por muito tempo não poder assistir a isso. “Será fenomenal. A galera esperou muito tempo pra ver a reunião do Blur e ser convidado pra tocar lá é gratificante”, disse Ezra Koening, líder do Vampire Weekend, ao NME.com. E completou: “Será a primeira vez que eu verei o Blur ao vivo e estou eufórico”.

Antes do Hyde Park, o Blur se encontra no dia 26 de junho pra levar um som na arena Manchester MEN, com abertur do Klaxons e do Florence and The Machine.

Bom, mas todo mundo vai dar essa notícia e a gente precisa ter nosso diferencial, né? E o diferencial é apresentar as bandas que estão na mala que o Blur vai levar pro Hyde Park. Hoje vamos ver quem estará no primeiro dia.

FOALS

Passou por aqui ano passado. Era bem pouco falada no Brasil e o Bernardo, que viu o show, me disse que foi sensacional. Apareceram com a faixa Cassius em 10º lugar entre os melhores singles de 2008, na Fenomenal lista LIXEIRA DO POP. Já o disco Antidotes abocanhou a 25ª posição na lista de álbuns. Precisa dizer mais? Não, né? Melhor ouvir.

CRYSTAL CASTLES

Antes de abrir pro Blur, a dupla canadense (de Toronto) que traz o vocal de Alice Glass e os instrumentos e produção de Ethan Kath toca sexta agora (17) no festival do Vale Coachella; depois tem o TBA, em São Francisco/EUA (6/6), o Bonaroo, em Manchester/EUA (12/6) e o Sonar, em Barcelona (20/6), só pra citar os mais famosinhos. Ano passado eles já haviam tocado em Glastonburry e caído na estrada, abrindo os shows do Nine Inch Nails. Isso mesmo tendo nas costas uma acusação de plágio. O duo teria se apropriado de um sample de Atari (o videogame) e usado na faixa Insecticon. É que o sample foi disponibilizado sob uma licença Creative Common e o Crystal Castles aproveitou pra tirar uma grana. Não deve ter sido por mal, mesmo porque eles curtem reler outros artistas, como quando remixaram o single Atlantis to Interzone, do Klaxons. Uma última curiosidade: sim, o nome é inspirado no Palácio de Cristal, da She-Ra. Eis o perfil no MySpace.

FRIENDLY FIRES

Também estão escalados para Coachella (19/4), depois tocam, entre outros lugares, no Academy de Manchester (27/4), de Leeds (5/5) e Bristol (23/5), além do clássico Forum, em Londres (15/5), e nos festivais T in The Park (11/7), Benacassim (19/7) e Carling Weekend, em Reading (28/8) e Leeds (30/8), com um show no Creamfields, em Liverpool (29/8), no meio. E olha que eu só listei os shows mais relevantes do trio brtiânico até o final de agosto. Vão participar dos maiores festivais de verão da Inglaterra e isso significa que são a banda da moda na terra da rainha. Então, todo mundo ouvindo agora o punk/disco house do Friendly Fires. Pode até não te agradar, mas vale a pena conhecer, pra não ficar deslocado nas conversas de canto de boate.

HYPNOTIC BRASS ENSEMBLE

Direto de Chicago, esta big band formada por nove integrantes (alguém precisa lotar o palco, né?) mistura hip hop e jazz em jam sessions que prometem ser sensacionais. E, apesar de serem de uma cidade grande, os conterrâneos de Barack Obama dificilmente encontrariam ao acaso e em tão pouco tempo (começaram em 2004) tanta gente a fim de levar o mesmo som junto. Então, é quase tudo em família. Dos nove músicos, oito (OITO!) são filhos do veterano Phil Cohran. Nem precisa dizer que é uma senhora sonzeira, envolvente pra caramba, capaz de afastar o mau-humor de qualquer um. Duvida? Então dá um confere. E bem tem um blog, o SaravaClub*, que já pediu a vinda deles e até colocou a discografia pra download, mas parece que foi retirada do ar. Corra atrás, compre, cate ou baixe.

Amanhã a gente conta quem como é o som das outras quatro bandas que vão tocar com o Blur no Hyde Park.

O semanário britânico New Musical Express elaborou uma lista com as oito vozes mais estranhas da música. São eles:

8 ) Antony Hegarty: O líder do Antony and The Johnsons não é só estranho de voz; saca só o visual; parece uma tiazona gorda. Nada contra as gordas; nem contra as tiazonas.


7) Jello Biafra: a voz do grupo punk-hardcore Dead Kennedys também não fica muito atrás no quesito excentricidade.

6) Joanna Newsom: Nunca tinha parado para ouvir Joanna Newsom. Fui olhar esse vídeo e durante a introdução, ela começa a falar toda fofa. Pensei: O que tem de excêntrico na voz dela? Bem, foi só começar a cantar para perceber.

5) Geddy Lee (Rush): Geddy Lee é uma clássica voz estranha. Tão clássica que já me acostumei a ela, mas lembro quando meu pai ouvia Rush em casa quando eu era criança. Podia jurar que era uma mulher cantando.

4) Stuart Staples: o vocalista doTindersticks faz um estilo meio “latin lover”: Muitos susurros, um olhar 43 aqui, uma piscadela de olho ali; a voz é quase inaudível.  Sou mais o Chris Issak.

3) Alec Ounsworth (Clap Your Hands Say Yeah): Fico tentando imaginar quando ouviram ele cantar e disseram: Nossa, você é perfeito para esta banda!

2) Morrissey: Moz é outra voz bizarra que o povo já acostumou.
1) Gary Numan: Eu adoro a música Down in The Park, mas na voz de Dave Grohl.

Com todo respeito ao povo da NME, mas uma lista com as vozes estranhas sem a presença de Billy Corgan (Smashing Pumpkins), Bjork e Bob Dylan não pode ser séria…

Carreira, agora, só a musical. Será?

Carreira, agora, só a musical. Será?

Coincidência ou não, dois dias depois do reaparecimento artístico de Amy Winehouse, que anunciou a volta aos estúdios para breve, o amiguinho dela Pete Doherty reaparecerá. Desta vez no semanário britânico New Musical Express, que chega às bancas amanhã.

Em uma entrevista exclusiva, que teve alguns trechos antecipados pelo site NME.com, Pete marcou para o dia 9 de março o lançamento do seu aguardado disco solo. Uma semana antes, as rádios da Inglaterra começarão a executar o single Last Of The English Roses, que será a segunda das 12 faixas do álbum.

O líder do Babyshambles conta que chamou o guitarrista Graham Coxon, do Blur, para tocar em quase todas as músicas – exceto em Broken Love Song. O curioso é que se trata de um disco solo, mas nem por isso os companheiros de banda tiveram sossego. O guitarrista Mik Whitnall, o baixista Drew McConnell e o baterista Adam Ficek, todos do Babyshambles, participaram do álbum.

só love

CARLzinho e Buchecha: só love, só love

Na entrevista ao NME, ao que tudo indica, Pete Doherty não comenta sobre sua relação – que já foi de ódio e, ao que tudo indica, atualmente é de paz e amor – com o guitarrista Carl Barât, com quem tocava no Libertines, nem sobre os boatos que dão conta de um revival do próprio Libertines.

O DISCO PROMETE

O álbum de Pete Doherty foi gravado no Estúdio Olympic, de Londres, e teve a produção de Stephen Street, que traz no currículo obras-primas como Meat Is Murder (1985) e The Queen Is Dead (86), dos Smiths; Everybody Else Is Doing It, So Why Can’t We? (92), que marcou a estréia do Cranberries; Parklife (94), The Great Escape (95) e Blur (97), claro, do Blur; Employment (2005) e Yours Truly, Angry Mob (07), do Kaiser Chiefs.

No ano de 2007, o produtor também trabalhou com Pete Doherty. Street foi responsável pelo segundo disco do Babyshambles, Shotter’s Nation, que alcançou o quinto lugar na parada inglesa. O mais recente grande feito de Stephen Street foi ter feito o disco de estréia da banda indie inglesa The Courteeners, St. Jude, escalar no ano passado o ranking e chegar ao quarto lugar. Ou seja, se depender do produtor, será um sucesso.

Assim que vazar, a gente ouve  e te conta. Aliás, já ouviram Tonight, do Franz? Bom pacarái! Ainda esta semana a gente comenta.

As faixas do disco solo do Pete Doherty são:

1. Arcadie
2. Last Of The English Roses
3. 1939 Returning
4. A Little Death Around The Eyes
5. Salome
6. Through The Looking Glass
7. Sweet By And By
8. Palace Of Bone
9. Sheepskin Tearaway
10. Broken Love Song
11. New Love Grows On Trees
12. Lady, Don’t Fall Backwards

Só ficou o Ralf

Só ficou o Ralf

Pois é, pessoal. O flautista Florian Schneider, co-fundador e um dos dois integrantes da formação clássica do Kraftwerk, anunciou sua saída da banda. Agora, o único membro da formação notável (1975-87) ainda na banda é o tecladista Ralf Hütter.

O fim da parceria que completaria 40 anos em 2010 foi anunciado no site da banda, mas ninguém explicou o motivo da saída de Florian. O New Musical Express especula que ele pretenda focar na carreira solo.

No próximo mês de março o Kraftwerk volta ao Brasil para abrir os shows do Radiohead, no Rio (20/3) e em São Paulo (22/3). Esta é a terceira vez que o Kraftwerk vem ao Brasil. A primeira foi em 1998, no extinto Free Jazz Festival, e a segunda foi em 2004, no Tim Festival.

KRAFT… O QUÊ?

O Kraftwerk surgiu oficialmente em 1970, como uma dupla e fazia parte da cena experimental denominada Krautrock (em que kraut significa “pessoa alemã”). Durante os cinco primeiros anos, Florian tocava flauta, sintetizador e violino elétrico, enquanto Ralf tocava teclado e sintetizador. A banda era um quinteto, mas a rotatividade dos demais integrantes era alta. Em 1974 o Kraftwerk lançou aquele que seria seu maior sucesso: o álbum Autobahn, que trazia faixatítulo em 22 minutos de pura viagem sonora. O som ganhou várias versões (mais curtas, claro). A do videoclipe, por exemplo, tem 8min25seg:

O sucesso de Autobahn foi tão grande que a banda formada para a turnê do disco, em 1975, se estabeleceu como “a formação clássica” do Kraftwerk. Além de Florian e Ralf, entraram Wolfgang Flür e Karl Bartos, como percussionistas eletrônicos. Uma observação pessoal: meu pai tinha este disco em vinil e colocava pra tocar quando eu tinha, sei lá, uns dois ou três anos de idade. Cresci sob esta influência. Um dia deu ladrão lá em casa e o safado levou o vinil.


Com Autobahn, o Karftwerk deu início a uma seqüência de álbuns que entraram para a história da música pelo pioneirismo e ainda hoje influenciam o som de muitas bandas: Radio-Activity (1975), Trans-Europe Express (1977) e The Man Machine (1979). Dizem que eles influenciaram para o bem e para o mal: sem o Kraftwerk, talvez não existisse o Hot Chip (humpf!), mas também talvez não existissem o hip hop e o funk (eba!). Depois disso, a coisa foi ficando morna, até a turnê do disco Electric Café (1986), em 1987, quando a banda praticamente encerrou as atividades, para voltar somente no final dos anos 90, quando retomou a turnê e em seguida lançou o single inédito Expo 2000. Em 2005 veio o disco ao vivo Minimum-Maximum, que rendeu aos caras o Grammy de melhor álbum de música eletrônica. E, por falar em Hot Chip, o lançamento mais recente do Kraftwerk foram os singles Aerodynamik e La Form, remixados pelo quinteto inglês:

Noel Gallagher – que costuma criticar negativamente quase todas as bandas atuais – elogiou a dupla brasileira The Outs. O duo fez a versão favorita dos irmãos Gallagher para a música Bag It Up, em uma competição realizada pela Big Brother Recordings e pelo semanário NME.
 
Bag It Up faz parte do novo álbum do Oasis, Dig Out your Soul, e, como prêmio pela versão ” que pegou o coração da canção”, segundo Noel, os brazucas Dennis e Tiago poderão conferir um show da banda de Manchester em qualquer lugar do mundo com todas as despesas pagas, além de receber uma caixa luxuosa do novo trabalho do grupo inglês.