Posts com Tag ‘mash-up’

Parabéns a todos nós, que escrevemos, lemos, comentamos e citamos o LIXEIRA DO POP por este primeiro aniversário. É… Hoje faz um ano que estamos no ar. Para comemorar, uma série de posts especiais.

E chega de conversa que todo mundo quer saber qual presente o blog aniversariante apresenta hoje. Uma coisa que eu realmente gosto é um bom mash-up, saca? Juntar, sobrepor, mixar, mesclar, samplear duas, três, centas músicas para fazer um algo completamente novo. Aliás, talvez foi por ter puxado tanto o assunto de mash-ups com o Victor que ele teve a idéia de me chamar pra cá. Bom, seja como for, eu, parte da comunidade Get Your Bootleg On, já gastei muuuuitas horas garimpando coisas legais por aí. E, catando mash-ups, eu acabei conhecendo muitas bandas legais.

A técnica começou a chamar atenção em 2004, com o trabalho do DJ Danger Mouse (não estranhou o nome? O cara é a metade mais magra do Gnarls Barkley e também produz – no currículo ele tem, por exemplo, o último e maravilhoso álbum do Beck, Modern Guilt). Ele juntou os vocais do Black Album, do Jay-Z, com uma mescla de instrumentais do White Album, dos Beatles. Formou-se então o The Grey Album, disponível para download em torrent aqui.

Um mash-up não é coisa simples de se fazer. É preciso encontrar músicas que se encaixem, ou fazer um esforço modificando o tempo, recortando, remontando e adequando os ritmos. O mash-up mais clássico é aquele em que o instrumental de uma música é colocado com os vocais de outra. Mas os mais legais são aqueles em que é tudo recortado, misturado e colado para formar algo realmente criativo e inovador. E você saberá quando um mash-up for realmente bom quando sentir falta das intervenções ao escutar uma música original. Por exemplo, meu favorito é do DJ Party Ben: Hung Up On Soul, Madonna vs. Death Cab For Cutie (sim, um mash-up sempre é apresentado como uma música versus a outra, e o novo título é uma mistura das músicas envolvidas). Pois bem, hoje eu não consigo mais ouvir Soul Meets Body do Death Cab, música utilizada no mash-up, sem cantarolar “hung up…” no refrão.

A cena mash-up lá fora é bem mais desenvolvida. As festas Bootie têm edições em NY, Los Angeles, Paris, Munique e por aí vai. No Rio de Janeiro, eu mesma já fiz uma! Ok, era uma festinha de aniversário, mas eu só toquei mash-ups e a galera curtiu… Ah, e por que “bootie”? É abreviação de bootleg, algo escamoteado, pirata, contrabandeado. No mundo dos booties, as músicas alheias são utilizadas à vontade para produzir algo completamente novo, e os downloads são abundantes pela net. Os DJs disponibilizam mesmo, o legal é distrubuir o trabalho, testar com a galera se está bom, divulgar seu nome.

Parece-me que o modo mais “fácil” ou básico de fazer um mash-up (digo isso porque é o que mais se vê por aí) é juntar os vocais de um hip-hop com alguma música rock ou pop rock. Fica ok, mas na maioria das vezes peca na falta de inovação (e é chato se você não curte hip-hop). Se uma música é hit por aí, geralmente todo mundo corre pra fazer o mash-up clássico (vocal de um + instrumental de outra) com qualquer uma que combine mais óbviamente (o tempo é semelhante, etc). Músicas pop tipo fabricação dão mash-ups corretos, mas também sem muita graça (vide o tanto de mash-up com I Kissed a Girl e Bleeding Love). Acaba como se fosse mais um remix da música de sucesso. Interessante é juntar músicas que não têm mesmo nada a ver, mas que encontram uma harmonia surpreendente. Vai do talento e da criatividade do DJ mesmo.

Eis o desfile de alguns selecionados:

Da série “separados no nascimento”, um exemplo de músicas feitas uma para a outra: Divide & Kreate juntaram Do Something, da Britney Spears com Supermassive Black Hole, do Muse.

Um exemplo de um mash-up com o “a capella” de uma e o instrumental de outra… eis Back to Virginity, do DJ Phil Retrospector, que une Like a Virgin, da Madonna, com Back To Black, da Amy Winehouse. Resultado bem interessante…

O DJ Earworm é mestre em pegar umas 20 músicas e encaixar tudinho numa só. E fica bom! Nessa ele reúne as 25 top músicas das paradas americanas em 2007 sobre a base de uma delas, Umbrella, da Rihanna. E se você ouvir algumas vezes, você decora e fica cantando elas juntas como se fossem uma música só mesmo.

Eu gosto muito desse mash-up, porque junta quatro músicas pra fazer uma completamente inédita. O ritmo formado nesse instrumental é uma aglutinação de Do You Think I’m Sexy, do Rod Stewart, Sexyback, do Justin Timberlake, e um remix de Deceptacon, do Le Tigre. Todas elas músicas contribuem nos vocais em certos momentos, mas a maior parte é tirada de Move Along, da banda All American Rejects, um poperô dessa nova leva (tenho medo de cometer algum erro grave se chamá-los de emo, mas tudo bem) até um bocado deprê no original, mas vira uma música super felizinha nessa salada.

Um tipo de mash-up muito comum é o hip-hop + música que originalmente não teria nada a ver. Juntar In Da Club, do 50 Cent, com Stayin Alive, do Bee Gees, acabou ficando bem legal.

Talento brazuca na área! FarOFF ainda tem muito arroz, feijão e farofa pra comer, mas já está despontando como um grande nome do mash-up. Radicado nos EUA, tocou na edição de março da festa Bootie NY. E isso é bem legal! Já recebi reclamações que não há mash-ups com músicas brasileiras, e isso é um crime. Esse cara já usou CSS, mas aí num vale… os DJs brasileiros têm que começar a entrar nesse negócio e usar a produção nacional. Imaginem quanta coisa legal ia rolar. Bom, essa une Beatles, Kinks, Daft Punk e LCD Soundsystem.

E pra tocar na comemoração de um ano do Lixeira! Dj Immuzikation juntou Time to Pretend, do MGMT, com One More Time, do Daft Punk, e fez uma pérola dançante.

Have fun!

A gente tenta não falar o tempo todo sobre ela, mas sabe como é, né? A Amy É a popstar do momento. Britney passou. Madonna já não choca. Michael Jackson faliu. O Prince desapareceu. Nos resta a Amy, que, segundo o tablóide britânico The Sun, vai se mudar… para a Jamaica. JAMAICA!!! Imagina que ela vai fazer miséria lá, né?

Quem? Eu?

Quem? Eu?

Diz que ela vai gravar o terceiro disco na terra de Bob. As sessões no estúdio devem custar dezenas de milhares de libras (que valem mais do que dólares e euros – se bobear, “valem mais do que ouro”).

De acordo com o diário sensacionalista, Amy, que está na ilha de Santa Lucia, no Caribe, desde o Natal, avisou ao pessoal da Island Records que não quer voltar à Inglaterra. Uma fonte do jornal afirma que “Amy está curtindo a vida em Santa Lucia e não quer que isso termine. Ela parece bem e se sente bem e teme as más influências que estão em Londres, só esperando que ela volte. Ela está escrevendo um monte de letras pro novo disco e disse aos chefes que quer se mandar para a Jamaica para gravá-lo”.

Aí, o pessoal da gravadora está de mãos atadas, já que em Londres as drogas chegam à Amy; a Jamaica, por sua vez, é o paraíso do crack, da cocaína e da maconha. Uma situação do tipo: na Jamaica o bicho pega, em Londres o bicho come. Como tem drogas às pencas nos dois lugares, acho que o que pesou mesmo foi o fato de o corno-mala do Blake Fielder-Civil não irá importuná-la no país de Marley.

Para nossa querida Amy, uma frase atribuída, claro, ao Rei do Reggae: “Sou louco porque vivo em um mundo que não merece minha lucidez”.

E não seria lindo vê-la cantando junto com os Wailers? E um dia a Amy podia vir fazer uma figuração em Copa (atenção aos contundentes depoimentos de Simone, Milton e Baby – que na época ainda era Consuelo):

Uma prévia pra vocês: Um mash-up do DJ Michmash com “Rehab” da Amy e “Exodus” do Bob Marley. Acha interessante a mistura?

Repressão

Igreja da Encruzilhada do Céu: Eu beijei uma garota e gostei e então fui pro inferno

Ok, a construção do título é tosquinha, mas é pra falar de um mash-up que está rolando pela rede, com a grudenta I Kissed a Girl, da Kate Perry, e Banquet, do Bloc Party. Aliás, a música da Kate já provoca até protestos religiosos, como este ao lado.

Nossa fonte é o blog italiano Polaroid. Clique aqui, baixe, ouça e caia na noite dentro do seu quarto ou na D-Edge (ainda rola a On The Rocks, né?), pra quem está em São Paulo, ou ainda na Casa da Matriz (festa A Maldita), pros cariocas. Partiu?

Ah, só pra não perder o gancho da música, se tudo der certo, será a nova Umbrella. Até o baixista Pete Wentz, do Fall Out Boy, se juntou ao pessoal do Cobra Satrship pra fazer uma versão, digamos, masculina, para um mixtape do FOB. Dá pra ouvir e baixar for free aqui. Pra ver o vídeo, é só dar o play: