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E aí? Saudades das nossas resenhas? Pois preparamos duas pro seu fim de semana. Uma para sexta e outra para sábado.

Haviam me falado que a banda era boa e tal, mas sabe aquelas coisas que a gente só acredita vendo? Pois é. Foi o que aconteceu comigo ao ver a rapaziada da Gloom (GO) no palco do Landscape, em Brasília, no último dia 6.

gloom1Quando o show começou, comentei com alguém que a vocalista Niela me lembrava – afe! – a Mallu Magalhães. Felizmente era apenas uma primeira impressão, que, diga-se, não ficou. Uma vozinha que faz milagres no palco, junto com sua guitarra… Me remeteu à Fernanda Takai, por quem eu tenho uma admiração absurda. Do oito ao oitenta somente nas notas iniciais.

Não. Não lembro os nomes das músicas que tocaram, muito menos a ordem. Estava conhecendo ali a banda Gloom, que faz um som cheio de grooves e intervenções que não nos permitem rotulá-los, com um animadíssimo duo de sopro (com nome de dupla sertanoja: Yuri e Iann), que nos remete aos negões que acompanham Amy Winehouse. Tudo bem que eles são branquinhos, não usam terno, pedem cerveja o tempo todo, mas são muito animados. Daqueles que tocam fogo no puteiro, mesmo.

A banda traz ainda o sintetizador, o teclado e o vocal do Davi, o baixo e a voz do Goiaba e a bateria do Rodrigo.

gloom2Como já escrevi, rotular a banda é difícil, mas posso dizer que as músicas trazem elementos desde aquele sambão de raiz até as batidas mais hypadas dessa onda de misturar rock com música eletrônica, passando pelo ska, pelo indie e até pelo pop de Michael Jackson (ok, isso já nos cansou). Algumas pessoas falaram que a Gloom remete muito ao Rio de Janeiro. É. Pode ser. Sou carioca, criado lá, cheguei a Brasília há dois meses e acho que não me remete muito ao Rio porque não tem bandas assim lá.

Talvez o bom ska do Madame Machado, o indie sensacional do Rockz, os experimentalismos regionais do Manacá, a malemolência de João Brasil… tudo isso junto.

O show da Gloom durou uns espetaculares quarenta minutos (talvez mais), com direito ao segurança da casa vindo dizer que precisavam encerrar o show, mas ainda podiam tocar mais uma. Encerraram com um cover de “Billie Jean”, com Yuri (ou seria Iann? Duplas sempre me confundem) imitando o MJ. Você vê uma performance gravada no pub Bolshoi, em Goiânia, a seguir.

Uma pena é que o MySpace deles só tem três músicas. Bom, mas se você quiser curtir, basta acessar www.myspace.com/bandagloom e/ou dar um voadão hoje no Festival Vaca Amarela, em Goiânia Rock City.

Para twittar: http://wp.me/pdGj4-Cv

Sucesso profissional é difícil. Sucesso na vida amorosa, ô… Sucesso é coisa que todo mundo quer, e com a internet e a democratização dos meios de produção, todo mundo tem vontade de emplacar um sucesso. A era prevista por Andy Warhol chegou: dá pra todo mundo ter 15 minutos de fama… Mas como conquistar o seu? Estaremos todos à mercê das regras ocultas da viralização cibernética? Porque uns blogs são muito acessados, enquanto outros – muitas vezes com maior qualidade – são levados ao ostracismo?

Tipo, quão bom é o blog do Eri Johnson? Complicado…

Vamos ver o que tem se tornado webhit hoje em dia… O menino David doidão depois do dentista, a pobre tartaruga copulando com um tênis, o garotinho de 1 ano gritando “Gol do Santos”. O que as pessoas que postaram esses vídeos fizeram? Somente passaram para seus amigos, que movidos de profundo interesse repassaram pra outros amigos e aí a coisa vai, vai e toma proporções absurdas. A fama vem mas sempre haverá um novo webhit nos próximos dias.

Tenho pensado em como forjar um webhit quando eu mesma coloquei um vídeo no Youtube. De cara, minhas pretensões cairam na real: o tema é segmentado demais, nem todo mundo acha graça/entende, não tem nenhum bebê ou animal fazendo palhaçada (apesar de ter um cachorro medroso!). Estamos fazendo o máximo na divulgação e contando com a ajuda das pessoas para indicar e repassar, mas ainda não atingimos o ponto de desequilíbrio, se um dia o atingiremos… No fim das contas, nós nos divertimos muito nas gravações, e ainda rimos bastante quando vemos o querido videozinho.

Mas e você? É, você! Vai que você acha engraçado! É, sei lá! Ficou interessado? Aviso que é uma produção mambembe e humilde… mas faz graça com os pseudo-intelectuais acadêmicos! Maneiro né? Quer ver? Quer ver??? Ah, legal! Vou mostrar pra você! Eba!

Luciene Albuquerque (Priscila Biancovilli) é uma aluna do último período de Comunicação Social com dificuldades para escrever sua monografia. Eis que, misteriosamente, uma entidade pseudo-intelectual chamada Maria Ephigênia Bombonière (Natalia Weber) surge em sua casa para auxiliá-la nessa árdua tarefa. Com muito didatismo e vocabulário impecável, Bombonière explica o passo-a-passo de uma monografia nota 10 e guia a estudante pela sua apresentação perante os intelectuais professores responsáveis por sua avaliação.

Mais infos e curiosidades, aqui: http://monografiapseuda.blogspot.com. Reparem na trilha sonora, hein!

p.s.: Você sabia que o pai do Davis (o do dentista) tem um blog e tá tentando faturar com seu webhit? É, tem que tirar o máximo, o cara tá tentando estender seus 15 munitos para uns, sei lá, 16… O cara tá produzindo uma camisas com as frases “de efeito” (ou sob efeito, hehe). Sei não, eu num usaria uma camisa escrito “David After Dentist” (com referência ao Youtube em vermelho – que gênio!), mas vai que você gosta? Aqui.

Ele tá me xingando

"Ele tá me xingando"

Mallu Magalhães, a menina prodígio ( pra quem?) da música brasileira contemporânea ficou magoada durante sua apresentação no Festival Planeta Atlântida. Segue abaixo a matéria do site do Multishow:

Estava tudo muito bem, tudo muito bom, o popfolk rolando, violões ensolarados, até que o show de Mallu Magalhães é interrompido, por ela mesma!, no Palco Voador.

Alguém na platéia mostrava o dedo médio para a cantora, que foi de tchubaruba a tiririca em questão de segundos. Para tudo e ela fala: “Ele tá me xingando! Por que você tá me xingando?”, pergunta, incrédula.

Ficou todo mundo bobolhando. Ok. Mallu explica: “Tem um menino ali que tá mostrando o dedo médio pra mim!”, reclama, abismada, e prossegue: “Por que você tá fazendo isso? Por que você tá me xingando? O mundo é de paz! Se você não gosta, não ouve, vai pro outro palco!”, avisa.

A platéia vibra: “Ehhhhhhh!”. E ela volta a música de onde parou, como se nada tivesse acontecido, tchubaruba de novo.