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Carlos Lopes, por vezes, comentou em seu programa Puro Metal, na Venenosa FM: “Se o Chacrinha tinha as chacretes e o Bolinha, as boletes, então o Puro Metal tem as metaletes”. Pois é. Quem conhece o homem d’O Martelo sabe em que tom ele costuma falar este tipo de coisa.

Mas assim… Várias bandas tem aquelas menininhas que não fazem nem backing vocal. Elas só estão ali pra fazer dancinhas e divertir a rapaziada. Tipo a Madonna faz, sabe? Mas tem os grupos que aproveitam isso tudo pra fazer piada. E é claro que são esses caras que a gente prefere. O 3oh!3, por exemplo (atenção para a performance das ThreeEtes em cima do touro):

Que tal mais dois, então?


Ah, vai… Essa edição especial do Magal é sensacional! Os créditos no final são ótimos também.

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Por Rodrigo Baptista

Qual é o futuro da música? Essa pergunta aparece todos os dias nos jornais. Depois da morte de Michael Jackson, que, aliás, reviveu no mercado fonográfico vendendo cerca de 800 mil CDs em uma semana, – mais do que vendera na última década – ouvi e li muitos comentários sobre o fim dos grandes astros.

Alguns críticos apontam a morte do Wacko Jacko como o símbolo maior da nova fase da indústria musical, aquela em que não teremos mais quase-unanimidades como ele ou Roberto Carlos, que comemorou seus 50 anos de carreira no último fim de semana no Maracanã.

Na era digital da música – dizem os críticos – não há espaço para Beatles ou Rolling Stones, mas para artistas locais ou sub-celebridades instantâneas como Susan Boyle, as quais esqueceremos em uma semana ou menos. Nosso background cultural dificilmente terá semelhanças.

Será mesmo? O Arctic Monkeys é uma banda surgida já no ambiente digital. Ok, talvez não seja o melhor exemplo de popularidade, pois atingem um nicho específico, mas chegaram a tocar com alguma frequência no “pop-dial” carioca.

Não sei aonde vão chegar os rapazes de Sheffield – apesar de não acreditar que irão muito longe – mas o mesmo deve ter sido dito também sobre os Beatles em sua fase iê-iê-iê, sem querer comparar, mas já comparando.

Acho difícil pela própria configuração da indústria musical, realmente, que tenhamos as tais quase-unanimidades como Michael Jackson, Madonna, Beatles, Rolling Stones ou Roberto Carlos, para ficar no Brasil.

Vivemos na era dos downloads, na qual podemos baixar músicas e deletar sem muita preocupação. Podemos criar nossas próprias playlists. Podemos ouvir bandas do norte do sudoeste da Finlândia ou mesmo os clássicos, como vender milhões de cópias como antes? A pergunta da indústria deve ser transformada em motivação na constante busca por novos formatos e novas mídias, na eterna busca pelos anseios do mercado e, para sair dessa esfera mercadológica, na vital busca por novos artistas de qualidade.

Porque, se há algo em comum entre Beatles, Michael Jackson ou Roberto Carlos – independentemente do gosto pessoal ou do gênero – é a qualidade. Mesmo com nuances na carreira, o que é natural, eles criaram músicas eternas. Um punhado de sons hoje clássicos, não só porque muito venderam, mas porque tinham qualidade para vencer o tempo.

Os artistas continuam se manifestando sobre a morte de Michael Jackson:

M.I.A.: “MiCHAEL JACKSON. As primeiras palavras que eu falei. O futuro vai ser um saco!”.
Lily Allen: “Michael Jackson está morto? Nem fudendo!”.
Pete Wentz: “Nunca senti isso em minha vida. Se é verdade, que descanse em paz. A última lenda.”
Mark Hoppus (Blink 182): “Primeiro álbum que eu comprei foi Thriller. Com o dinheiro do meu aniversário. No cassete. Para o meu walkman novinho em folha. Verdade. Descanse em paz”.

Veja mais declarações aqui.

Não consigo parar de chorar por causa dessa triste notícia. Sempre admirei Michael Jackson. O mundo perdeu um dos melhores, mas sua música viverá para sempre! Mando meu coração aos seus três filhos e família. Deus abençoe.



Após uma semana bem mais ou menos, em… “ritmo de festa”, esta LIXEIRA DO POP volta a ser atualizada pra valer. E o mais legal é que, logo na semana em que menos produzimos, o pessoal dos comentários resolveu ressuscitar posts antigos, mandar a gente pra cruz e fazer renascer antigas discussões. Agora quero meu chocolate!

Eis um vídeo enviado pela nossa querida Selma Boiron. Preste muita atenção ao “momento Madonna”, que eu achei o mais engraçado, devido à reação dos outros caras:

Boa semana para todos!

Parabéns a todos nós, que escrevemos, lemos, comentamos e citamos o LIXEIRA DO POP por este primeiro aniversário. É… Hoje faz um ano que estamos no ar. Para comemorar, uma série de posts especiais.

E chega de conversa que todo mundo quer saber qual presente o blog aniversariante apresenta hoje. Uma coisa que eu realmente gosto é um bom mash-up, saca? Juntar, sobrepor, mixar, mesclar, samplear duas, três, centas músicas para fazer um algo completamente novo. Aliás, talvez foi por ter puxado tanto o assunto de mash-ups com o Victor que ele teve a idéia de me chamar pra cá. Bom, seja como for, eu, parte da comunidade Get Your Bootleg On, já gastei muuuuitas horas garimpando coisas legais por aí. E, catando mash-ups, eu acabei conhecendo muitas bandas legais.

A técnica começou a chamar atenção em 2004, com o trabalho do DJ Danger Mouse (não estranhou o nome? O cara é a metade mais magra do Gnarls Barkley e também produz – no currículo ele tem, por exemplo, o último e maravilhoso álbum do Beck, Modern Guilt). Ele juntou os vocais do Black Album, do Jay-Z, com uma mescla de instrumentais do White Album, dos Beatles. Formou-se então o The Grey Album, disponível para download em torrent aqui.

Um mash-up não é coisa simples de se fazer. É preciso encontrar músicas que se encaixem, ou fazer um esforço modificando o tempo, recortando, remontando e adequando os ritmos. O mash-up mais clássico é aquele em que o instrumental de uma música é colocado com os vocais de outra. Mas os mais legais são aqueles em que é tudo recortado, misturado e colado para formar algo realmente criativo e inovador. E você saberá quando um mash-up for realmente bom quando sentir falta das intervenções ao escutar uma música original. Por exemplo, meu favorito é do DJ Party Ben: Hung Up On Soul, Madonna vs. Death Cab For Cutie (sim, um mash-up sempre é apresentado como uma música versus a outra, e o novo título é uma mistura das músicas envolvidas). Pois bem, hoje eu não consigo mais ouvir Soul Meets Body do Death Cab, música utilizada no mash-up, sem cantarolar “hung up…” no refrão.

A cena mash-up lá fora é bem mais desenvolvida. As festas Bootie têm edições em NY, Los Angeles, Paris, Munique e por aí vai. No Rio de Janeiro, eu mesma já fiz uma! Ok, era uma festinha de aniversário, mas eu só toquei mash-ups e a galera curtiu… Ah, e por que “bootie”? É abreviação de bootleg, algo escamoteado, pirata, contrabandeado. No mundo dos booties, as músicas alheias são utilizadas à vontade para produzir algo completamente novo, e os downloads são abundantes pela net. Os DJs disponibilizam mesmo, o legal é distrubuir o trabalho, testar com a galera se está bom, divulgar seu nome.

Parece-me que o modo mais “fácil” ou básico de fazer um mash-up (digo isso porque é o que mais se vê por aí) é juntar os vocais de um hip-hop com alguma música rock ou pop rock. Fica ok, mas na maioria das vezes peca na falta de inovação (e é chato se você não curte hip-hop). Se uma música é hit por aí, geralmente todo mundo corre pra fazer o mash-up clássico (vocal de um + instrumental de outra) com qualquer uma que combine mais óbviamente (o tempo é semelhante, etc). Músicas pop tipo fabricação dão mash-ups corretos, mas também sem muita graça (vide o tanto de mash-up com I Kissed a Girl e Bleeding Love). Acaba como se fosse mais um remix da música de sucesso. Interessante é juntar músicas que não têm mesmo nada a ver, mas que encontram uma harmonia surpreendente. Vai do talento e da criatividade do DJ mesmo.

Eis o desfile de alguns selecionados:

Da série “separados no nascimento”, um exemplo de músicas feitas uma para a outra: Divide & Kreate juntaram Do Something, da Britney Spears com Supermassive Black Hole, do Muse.

Um exemplo de um mash-up com o “a capella” de uma e o instrumental de outra… eis Back to Virginity, do DJ Phil Retrospector, que une Like a Virgin, da Madonna, com Back To Black, da Amy Winehouse. Resultado bem interessante…

O DJ Earworm é mestre em pegar umas 20 músicas e encaixar tudinho numa só. E fica bom! Nessa ele reúne as 25 top músicas das paradas americanas em 2007 sobre a base de uma delas, Umbrella, da Rihanna. E se você ouvir algumas vezes, você decora e fica cantando elas juntas como se fossem uma música só mesmo.

Eu gosto muito desse mash-up, porque junta quatro músicas pra fazer uma completamente inédita. O ritmo formado nesse instrumental é uma aglutinação de Do You Think I’m Sexy, do Rod Stewart, Sexyback, do Justin Timberlake, e um remix de Deceptacon, do Le Tigre. Todas elas músicas contribuem nos vocais em certos momentos, mas a maior parte é tirada de Move Along, da banda All American Rejects, um poperô dessa nova leva (tenho medo de cometer algum erro grave se chamá-los de emo, mas tudo bem) até um bocado deprê no original, mas vira uma música super felizinha nessa salada.

Um tipo de mash-up muito comum é o hip-hop + música que originalmente não teria nada a ver. Juntar In Da Club, do 50 Cent, com Stayin Alive, do Bee Gees, acabou ficando bem legal.

Talento brazuca na área! FarOFF ainda tem muito arroz, feijão e farofa pra comer, mas já está despontando como um grande nome do mash-up. Radicado nos EUA, tocou na edição de março da festa Bootie NY. E isso é bem legal! Já recebi reclamações que não há mash-ups com músicas brasileiras, e isso é um crime. Esse cara já usou CSS, mas aí num vale… os DJs brasileiros têm que começar a entrar nesse negócio e usar a produção nacional. Imaginem quanta coisa legal ia rolar. Bom, essa une Beatles, Kinks, Daft Punk e LCD Soundsystem.

E pra tocar na comemoração de um ano do Lixeira! Dj Immuzikation juntou Time to Pretend, do MGMT, com One More Time, do Daft Punk, e fez uma pérola dançante.

Have fun!

Estandarte

Estandarte

Eu não curto Carnaval. Mas recebi por e-mail email (reforma ortográfica!) do Rafa Maia e compartilho com vocês o samba do bloco Imprensa Que Eu Gamo. Trata-se de um famoso bloco carnavalesco aqui do Rio, formado por profissionais da imprensa – daí o trocadilho.

Como jornalista trabalha nos dias de folia, o jeito foi botar o bloco na rua antes. Então, a quem interessar possa, o Imprensa Que Eu Gamo sai neste sábado, dia 7, em Laranjeiras. A concentração é ao meio-dia, no Mercadinho São José e a saída, às 14h.

Eis o samba:

No Carnaval do Imprensa, quem dá ordem é o Rei Momo
(Barack Obama, Osama Bin Laden, Elton John, Madonna, Jesus, Cícero do Capela e mendigos da Cinelândia)

O Imprensa vem lançar a utopia
Manchetes para este Carnaval
Que bom se não fosse fantasia
Rei Momo editor do meu jornal

Obama toma um porre com Osama
E seu Fidel saiu chamando o Raul
Nós vamos mandar “paz” pra Bagdá
A Zona Norte abraçou a Zona Sul

Que papo é esse? Cada um no seu quadrado?
No Mercadinho, “tamu junto e misturado”
Que maravilha, pode aplaudir
Ô abre alas, nosso bloco vem aí

A chuva cai, mas não inunda
Nada de crise, cerveja abunda
Até o Lula é meu leitor
Não tem mais choque e meu Rio é só amor

Imprensa que eu Gamo, e como!
Em Laranjeiras quem dá ordem é o Rei Momo
Sarney de novo, mas que mancada
Lá em Brasília tá faltando sapatada

É a gente tentando trazer o melhor do lixo pop pra vocês, em primeira mão! Descobri que o novo clip do U2, da música Get On Your Boots, pintou por aí. E como nós tínhamos falado dessa música… No Youtube, retiraram por violação e blá blá blá. Vamos ver se eu consigo por outro método…

Grrrrr… o WordPress não colabora! Tenta aqui. Ou aqui.

O diretor é Alex Courtes, que já trabalhou com eles em Vertigo, City Of Blinding Lights e também dirigiu o acachapante Seven Nation Army, dos White Stripes. Fica a pergunta: porque resolveram fazer um clipe tão… kitsch (pra não dizer brega).

Bom, se bem que isso vai muito de gosto… Mas fui com a opinião do blog “Cegos, Surdos e Loucos”, que disse:

Eu pessoalmente achei que cairia melhor num clipe do Falcão – afinal, só faltou um girassol pendurado na camisa do Bono Vox.

Basicamente a banda toca no espaço (o mundo não é o bastante para o U2) e várias imagens em profusão – mulheres (de botas!), bocas, caveiras, bigodes, Davi de Michelângelo, maçãs-do-amor, Virgem Maria enrolada na bandeira dos EUA, coisas do tipo… e com iluminação avermelhada! Exercício de Teoria da Percepção pra vocês: sentido é coisa que importa? Reflitamos.

Eu particularmente acho meio complicada essa fórmula de clipe “banda + imagens ao fundo”. E não adianta ser o maior dos diretores. Olha só esse “comercial de perfume” que o Luc Besson dirigiu (não é piada não, é véro!):

Só não gostei da Folha Online falando mal do Pop. Porque esse é um blog cujos garis não têm nada contra o Pop, poxa! Sobre GOYB, aqui, dizem que “a canção conta com pitadas eletrônicas, mas está longe de qualquer música de “Pop”, lançamento desastroso de 1997“. Ah, maldade!

Paul Stanley não cai nunca do salto

Paul Stanley não cai nunca do salto

O bandão de Paul Stanley e Gene Simmons vai trazer a turnê Alive/35 (que comemora os 35 anos de carreira) a palcos tupiniquins. Serão dois shows: dia 7 de abril no Anhembi, na Paulicéia, e dia 8 na Praça da Apoteose, no Rio. Em São Paulo, os ingressos – inteiros – vão custar de R$ 170 a R$ 350 e começam a ser vendidos no próximo dia 12. Já no Rio, NADA de informações.

Essa coisa assim meio perdida te lembra alguma coisa? Seria o prenúncio de um caos? Uma grande confusão? Ou seria pane no sistema? Um perrengue daqueles para os fãs? Dificuldades de conseguir ingressos antecipados? Vexame público? E será que vai sobrar ingresso pra caramba depois?

Pois então… Se isso acontecer, NÃO será mera coincidência, já que a produtora do show do Kiss é a famooosa Time For Fun, que trouxe a Madonna ao Brasil há um mês e meio.

Só nos resta desejar boa sorte aos fãs.

Se a crise é global, nada mais justo que o jornalismo da TV Globo para avaliar de que forma a sociedade se prepara para enfrentá-la, com a Bolsa oscilando mais que o tempo e a grande onda de desemprego. Nesta sexta, o repórter Márcio Canuto entrou ao vivo no SPTV, com fãs da Madonna que estavam na fila do Morumbi. Veja só a declaração do fã que perdeu o emprego pra ir ao show:

Sério: até merece o tapa na cara que o Canuto lhe deu. Se fosse no Tibete, duvido que ficasse só no tapa. De qualquer forma, tapa na cara é MARA!

O mais engraçado é que no vídeo que está no site do SPTV eles cortaram essa parte… Na verdade, o YouTube é que é MARA!

Bom final de semana pra todo mundo 😉