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Direto do Vírgula, por Vic Matos:

Depois de oito meses na ilha de Santa Lucia, no Caribe, Amy Winehouse fez um retorno emocionado à Inglaterra. A cantora foi fotografada aos prantos ao chegar no aeroporto de Gatwick, próximo à Londres, na manhã desta segunda-feira (13).

Um representante da cantora disse ao Daily Mail: “Ela está muito feliz de estar de volta e mal pode esperar para encontrar a família e os amigos.”

Alguns sites divulgaram que a gravadora de Amy não estaria muito feliz com a decisão da cantora de voltar para sua terra. Isso tudo por causa do bom dinheiro empregado na gravação de seu novo CD em Santa Lucia.

Amy passou o último dia no Caribe passeando pela praia com seus cães adotivos. Por enquanto nada foi divulgado sobre um retorno da cantora à ilha.

Na foto ao lado, Amy aparece chegando no aeroporto com uma aparência bem melhor que a de quando chegou no Caribe.

É verdade!

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Nem tinha muito o que inventar no título. O lance é que na madrugada de sexta (15) para sábado (16), três quartos do Libertines — os vocalistas/guitarristas Pete(r) Doherty e Carl Barat, além do batera Gary Powell — se juntaram para uma pequena apresentação no Rhythm Factory, em Londres. Foi um tributo a Johnny Sedassy, agente do Libertines, Babyshambles e da carreira solo de Pete Doherty, dono da casa de shows, que morreu de câncer no último dia 16 de março.

Antes do Libertines, o Babyshambles subiu ao palco e mandou I Wish, Killamangiro, Delivery, UnStookietitled, Back From The Dead, Baddie’s Boogie e Albion. Aí, plateia gritando, aquela coisa… O pessoal do Babyshambles saiu de fininho (só ficou o baixista Drew McConnell) e, de repente… What a Waster soou nos amplis, Carl Barat e Pete Doherty dividiram o microfone e só então os fãs acreditaram: o Libertines estava ali, fazendo um show histórico e, pelo menos até agora, único.

Depois rolaram Up The Bracket, What Katy Did e Can’t Stand Me Now:



E, pra fechar o setlist, Time For Heroes e Death On The Stairs:


Foi isso. Infelizmente os vídeos não estão completos, mas dá pra curtir.

Depois que eles saíram, parte do Babyshambles ainda voltou e encerrou com Pipedown e Fuck Forever. Existem, é claro, muitos boatos sobre a reunião definitiva do Libertines, que não tocava junto desde 2004, mas parece que os caras não estão muito a fim, não. O site Future London Underground conta que alguém teria oferecido ao Libertines 1 milhão de libras (cerca de R$ 3.180.000) para eles fazerem uma turnê, mas os caras não quiseram. Pelo menos não são mercenários, como um monte de outras bandas.

Bom, mas já que estamos aqui e o post tá gigante, mesmo, lá vai um vídeo do Keane junto com o Pete Doherty fazendo cover de Karma Chameleon, do Culture Club, no programa My Taratata, da TV francesa:

E a quem interessar possa: Boy George saiu da cadeia no último dia 11, porque se comportou direitinho.

A queridíssima Selma Boiron indicou o vídeo que a Mara publicou no blog Mente que Bloga, num post que dizia assim:

É emocionante! as pessoas foram convocadas a aparecer na Trafalgar Square – Londres, sem saber o motivo (quem sai de casa sem motivo? eu não teria ido e me arrependido!) e foram surpreendidas com os microfones…

eu amo Hey, Jude, e sempre lembro de um documentário sobre os Beatles que vi há muito tempo, onde o Paul dizia da sua emoção ao cantar essa música, pois ele estava escrevendo, e o Lennon do nada adicionou o lindo verso “don´t carry the world upon our shoulder”. Ele disse que foi uma frase tão tocante que toda vez que os Beatles apresentavam essa música, nesse trecho os dois se olhavam… não é lindo?

Fica a lição… não carregue o mundo nos seus ombros!

Tá dado o recado! (Ou, como diria o cara do Kibeloco: ficadica)

SHOW DO BLUR SERÁ PARA OS NÃO-PRECONCEITUOSOS

Conforme prometido, vamos ver a seguir quais são as quatro bandas que tocarão no segundo dia de show do Blur (3 de julho) marcado para o Hyde Park, em Londres.

VAMPIRE WEEKEND

Sétimo lugar entre os melhores singles de 2008, com A-Punk, e 15º com o disco de estreia, Vampire Weekend. Ou seja, nós curtimos o som (a Spin curte mais que a gente e os considerou a melhor banda de 2008). Além disso, nem tem muito o que dizer sobre o quarteto novaiorquino. Melhor ouvir. A apresentação abaixo mostra este single citado sendo tocado ao vivo no Late Show, do “Zé Graça” David Letterman (um Jô Soares gringo, alto e magro), que mostra o vinil dos caras e diz: “Olha o tamanho deste CD!”

AMADOU & MARIAM

Sim, Amadou & Mariam são uma dupla (até possuem uma banda de apoio, ms o nome não chega a batizar uma banda inteira, como Belle & Sebastian, que tem sete integrantes – nenhuma Belle e nenhum Sebastian) de uma país africano chamado Mali. Trata-se de uma ex-colônia francesa, do tamanho do estado do Pará, que hoje, sete anos após o fim de uma ditadura, amarga a 168ª posição dentre os 179 países avaliados pela ONU para o cálculo do Índice de Desenvolvimento Humano. Amadou Bagayoko e Mariam Doumbia nasceram na capital, Bamako, e fazem um som influenciado pela música tribal, pelas batidas afros e por sonoridades pops e eletrônicas, tudo isso cantado em francês. Fica, no mínimo, interessante. Ouça no MySpace. Mas só no vídeo a seguir você ouve a faixa Masiteladi inteira. Quem souber onde baixa, me avisa!

FLORENCE AND THE MACHINE

O site tem um visual bem clean e fofinho. A vocal, Florence, tem um jeitinho todo peculiar de cantar (gritar?), que muito lembra… Björk. A diferença é que os músicos (ou “a máquina”) que acompanham a Florence tocam música, com direito a ritmo e harmonia. Um luxo, né? Além da islandesa, vez ou outra o estilo da Florence me remete à Cat Power também. E por aí vai. Dá pra ouvir quatro faixas aqui.

DEERHOOF

O quarteto baseado na Califórnia conta com três norteamericanos e uma japonesa: a vocalista e baixista Satomi Matsuzaki. Vocalista e baixista no papel, porque os quatro costumam mudar muito de instrumentos. Nem sempre são John Dieterich e Ed Rodriguez que estão nas guitarras, nem Greg Saunier que toca bateria. E eles conquistaram nossos corações – que brega! – com a liberação so single Offend Maggie para download gratuito. Esta faixa, aliás, não está no MySpace deles, que, visualmente, me causou desconforto. Ô, coisinha esquisita esse layout! Não sei se é viagem minha, mas de vez em quando o som deles lembra o Kooks. De vez em quando não lembra. hauahauahaua Agora sei que eu tô viajando… Eu, hein!

E aqui as bandas que vão abrir o show do Blur no dia 2 de julho, no Hyde Park.

blurSerão ao menos três showzassos. Dois deles no clássico Hyde Park, marcados para os dias 2 e 3 de julho, em pleno verão londrino. Os felizardos poderão conferir a reunião do fantástico Blur e, na case do Damon Albarn, Graham Coxon e companhia vêm ainda Foals, Crystal Castles, Friendly Fires e Hypnotic Brass Ensemble (todos no dia 2) e Vampire Weekend, Amadou & Mariam, Florence And The Machine e Deerhoof (dia 3).

Quem me dera… Já sei que não vou, mas vou lamentar por muito tempo não poder assistir a isso. “Será fenomenal. A galera esperou muito tempo pra ver a reunião do Blur e ser convidado pra tocar lá é gratificante”, disse Ezra Koening, líder do Vampire Weekend, ao NME.com. E completou: “Será a primeira vez que eu verei o Blur ao vivo e estou eufórico”.

Antes do Hyde Park, o Blur se encontra no dia 26 de junho pra levar um som na arena Manchester MEN, com abertur do Klaxons e do Florence and The Machine.

Bom, mas todo mundo vai dar essa notícia e a gente precisa ter nosso diferencial, né? E o diferencial é apresentar as bandas que estão na mala que o Blur vai levar pro Hyde Park. Hoje vamos ver quem estará no primeiro dia.

FOALS

Passou por aqui ano passado. Era bem pouco falada no Brasil e o Bernardo, que viu o show, me disse que foi sensacional. Apareceram com a faixa Cassius em 10º lugar entre os melhores singles de 2008, na Fenomenal lista LIXEIRA DO POP. Já o disco Antidotes abocanhou a 25ª posição na lista de álbuns. Precisa dizer mais? Não, né? Melhor ouvir.

CRYSTAL CASTLES

Antes de abrir pro Blur, a dupla canadense (de Toronto) que traz o vocal de Alice Glass e os instrumentos e produção de Ethan Kath toca sexta agora (17) no festival do Vale Coachella; depois tem o TBA, em São Francisco/EUA (6/6), o Bonaroo, em Manchester/EUA (12/6) e o Sonar, em Barcelona (20/6), só pra citar os mais famosinhos. Ano passado eles já haviam tocado em Glastonburry e caído na estrada, abrindo os shows do Nine Inch Nails. Isso mesmo tendo nas costas uma acusação de plágio. O duo teria se apropriado de um sample de Atari (o videogame) e usado na faixa Insecticon. É que o sample foi disponibilizado sob uma licença Creative Common e o Crystal Castles aproveitou pra tirar uma grana. Não deve ter sido por mal, mesmo porque eles curtem reler outros artistas, como quando remixaram o single Atlantis to Interzone, do Klaxons. Uma última curiosidade: sim, o nome é inspirado no Palácio de Cristal, da She-Ra. Eis o perfil no MySpace.

FRIENDLY FIRES

Também estão escalados para Coachella (19/4), depois tocam, entre outros lugares, no Academy de Manchester (27/4), de Leeds (5/5) e Bristol (23/5), além do clássico Forum, em Londres (15/5), e nos festivais T in The Park (11/7), Benacassim (19/7) e Carling Weekend, em Reading (28/8) e Leeds (30/8), com um show no Creamfields, em Liverpool (29/8), no meio. E olha que eu só listei os shows mais relevantes do trio brtiânico até o final de agosto. Vão participar dos maiores festivais de verão da Inglaterra e isso significa que são a banda da moda na terra da rainha. Então, todo mundo ouvindo agora o punk/disco house do Friendly Fires. Pode até não te agradar, mas vale a pena conhecer, pra não ficar deslocado nas conversas de canto de boate.

HYPNOTIC BRASS ENSEMBLE

Direto de Chicago, esta big band formada por nove integrantes (alguém precisa lotar o palco, né?) mistura hip hop e jazz em jam sessions que prometem ser sensacionais. E, apesar de serem de uma cidade grande, os conterrâneos de Barack Obama dificilmente encontrariam ao acaso e em tão pouco tempo (começaram em 2004) tanta gente a fim de levar o mesmo som junto. Então, é quase tudo em família. Dos nove músicos, oito (OITO!) são filhos do veterano Phil Cohran. Nem precisa dizer que é uma senhora sonzeira, envolvente pra caramba, capaz de afastar o mau-humor de qualquer um. Duvida? Então dá um confere. E bem tem um blog, o SaravaClub*, que já pediu a vinda deles e até colocou a discografia pra download, mas parece que foi retirada do ar. Corra atrás, compre, cate ou baixe.

Amanhã a gente conta quem como é o som das outras quatro bandas que vão tocar com o Blur no Hyde Park.

nomusicdaycartazImagine se você fosse um músico escocês, que criasse um selo musical responsável por impulsionar a carreira daquele que é o segundo maior quarteto de Liverpool. Depois, você formasse uma dupla de muito sucesso na Europa. Muito mesmo. Tanto que, um belo dia, sem saber o que fazer com tanta grana (e se sentindo culpado, por talvez não achar que seu trabalho valha tanto – afinal, quantos bons músicos não morreram pobres?), resolvesse queimar um milhão de libras numa pequena ilha da Escócia. Bom, você pode dizer que jamais faria isso, mas é porque seu nome não é Bill Drummond.

O cara foi responsável por lançar ninguém menos que o Echo & The Bunnymen (aquela banda de Lips Like Sugar, The Killing Moon, Bring On The Dancing Horses e It’s Alright, entre outras – clique em cima para ver o clipe) e, em 1990, criou a dupla de eletro-rock KLF, que estourou no Velho Continente com What Time is Love?, 3 a.m. Eternal e Last Train to Trancentral. A cena dele queimando dindim faz parte de um documentário sobre a história do KLF e o traileraqui.

Mas então… Agora que você já sabe a historinha, posso dizer que esse cara, Bill Drummond, organiza há quatro anos, sempre no dia 21 de novembro (ou seja, HOJE!), o Dia Sem Música (No Music Day). Por quê? Porque ele acha que nossas músicas contemporâneas andam muito caídas. Tem muito lixo musical tocando por aí e as pessoas meio que perderam o critério: escutam qualquer coisa. Como dia 22 de novembro é o Dia de Santa Cecília, padroeira da música (conseqüentemente é o Dia do Músico), Drummond achou por bem que, se fizesse um jejum na véspera, para podermos expiar nossos pecados. Os músicos, por fazerem qualquer coisa. O público, por aceitar ouvir qualquer coisa.

cartaznapaulistaCartaz do Dia Sem Música numa esquina da Paulista

Desta vez, a cidade-sede escolhida é São Paulo. É a primeira vez que a base do Dia Sem Música fica fora da Europa (em 2005 foi Liverpool, em 2006, Londres, e no ano passado, Gretna Green, na Escócia, com direito a apoio da rádio BBC local e tudo). Dentre as ações organizadas está prevista uma espécie de blitz na Avenida Paulista, para incentivar os pedestres a desligarem tocadores de mp3 e rádios, além de usarem os celulares exclusivamente para conversar. Nada de música hoje!

O protesto anual do Dia Sem Música tem uma data para acabar: 21 de novembro de 2009. A sede ainda não foi escolhida, mas não seria nada mal que fosse uma cidade nos Estados Unidos. Aliás, uma parte muito grande o lixo musical da atualidade vem de lá.