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nomusicdaycartazImagine se você fosse um músico escocês, que criasse um selo musical responsável por impulsionar a carreira daquele que é o segundo maior quarteto de Liverpool. Depois, você formasse uma dupla de muito sucesso na Europa. Muito mesmo. Tanto que, um belo dia, sem saber o que fazer com tanta grana (e se sentindo culpado, por talvez não achar que seu trabalho valha tanto – afinal, quantos bons músicos não morreram pobres?), resolvesse queimar um milhão de libras numa pequena ilha da Escócia. Bom, você pode dizer que jamais faria isso, mas é porque seu nome não é Bill Drummond.

O cara foi responsável por lançar ninguém menos que o Echo & The Bunnymen (aquela banda de Lips Like Sugar, The Killing Moon, Bring On The Dancing Horses e It’s Alright, entre outras – clique em cima para ver o clipe) e, em 1990, criou a dupla de eletro-rock KLF, que estourou no Velho Continente com What Time is Love?, 3 a.m. Eternal e Last Train to Trancentral. A cena dele queimando dindim faz parte de um documentário sobre a história do KLF e o traileraqui.

Mas então… Agora que você já sabe a historinha, posso dizer que esse cara, Bill Drummond, organiza há quatro anos, sempre no dia 21 de novembro (ou seja, HOJE!), o Dia Sem Música (No Music Day). Por quê? Porque ele acha que nossas músicas contemporâneas andam muito caídas. Tem muito lixo musical tocando por aí e as pessoas meio que perderam o critério: escutam qualquer coisa. Como dia 22 de novembro é o Dia de Santa Cecília, padroeira da música (conseqüentemente é o Dia do Músico), Drummond achou por bem que, se fizesse um jejum na véspera, para podermos expiar nossos pecados. Os músicos, por fazerem qualquer coisa. O público, por aceitar ouvir qualquer coisa.

cartaznapaulistaCartaz do Dia Sem Música numa esquina da Paulista

Desta vez, a cidade-sede escolhida é São Paulo. É a primeira vez que a base do Dia Sem Música fica fora da Europa (em 2005 foi Liverpool, em 2006, Londres, e no ano passado, Gretna Green, na Escócia, com direito a apoio da rádio BBC local e tudo). Dentre as ações organizadas está prevista uma espécie de blitz na Avenida Paulista, para incentivar os pedestres a desligarem tocadores de mp3 e rádios, além de usarem os celulares exclusivamente para conversar. Nada de música hoje!

O protesto anual do Dia Sem Música tem uma data para acabar: 21 de novembro de 2009. A sede ainda não foi escolhida, mas não seria nada mal que fosse uma cidade nos Estados Unidos. Aliás, uma parte muito grande o lixo musical da atualidade vem de lá.

Quem é ex-Beatle pode tudo. Ou será que não? Não é à toa que foi decaptado.

A notícia é da BBC Brasil.

RINGO STARR DIZ QUE JOGARÁ FORA CARTAS QUE RECEBER DOS FÃS

Vê se me esquece, eu cansei!

Vê se me esquece, eu cansei!

O ex-beatle Ringo Starr anunciou nesta segunda-feira que não irá mais autografar objetos enviados pelos fãs e jogará fora todas as futuras cartas que receber de seus admiradores.

Em uma mensagem gravada em vídeo e publicada na página do músico na internet, Starr afirma que não tem tempo para assinar lembrancinhas e ler as correspondências.

“Estou alertando vocês com paz e amor que eu tenho muita coisa para fazer”, disse o ex-baterista dos Beatles.

“Por favor, não enviem cartas para nenhum dos endereços que vocês têm”, disse Starr em um vídeo publicado no seu site na internet.

“Nada será assinado depois do dia 20 de outubro. Se esta for a data no envelope, a carta será jogada fora”, disse o ex-baterista dos Beatles.

Usando roupas pretas e óculos escuros, Starr disse que a mensagem era “muito séria”.

“Não assinarei mais cartas de fãs ou objetos. Nada”, afirmou o músico.

Escultura decapitada

O trabalho mais recente de Ringo Starr foi o álbum Liverpool 8, lançado em janeiro. Depois do lançamento, ele fez uma turnê internacional que incluiu os Estados Unidos e o Canadá, encerrada recentemente.

Atualmente, Starr divide seu tempo entre Los Angeles, o sul da França e sua residência britânica em Surrey, no sudoeste de Londres.

Em abril, uma escultura de Ringo feita com folhas e instalada em frente à estação de trem de Liverpool, cidade natal dos Beatles, foi decapitada por vândalos.

Há relatos de que o músico teria irritado alguns residentes quando disse ao jornalista Jonathan Ross, da BBC, que não sentia saudades de nada da cidade.