Posts com Tag ‘Kraftwerk’

Se você é indie e está lendo isso aqui assim, distraidamente, peço que fique sentadinho em frente ao computador e leia até o final. Não corra, não ande. Fique parado.

Sabe o Friendly Fires, que vai abrir o show do Blur no Hyde Park, em Londres? Pois é… Tava eu aqui fazendo minha ronda diária e boing! bumm! tschak! Me deparei com isso:

friendlycalypso

Tipo: os caras disseram pro NME que o segundo disco deles, ainda sem previsão de lançamento, vai ter samba, calypso e música brasileira. É pra ficar com medo ou não? Claro que sim, né? Principalmente porque eles não dizem o que consideram “música brasileira”. Pode ser Cansei de Ser Sexy, Ivete Sangalo ou até mesmo a Stéfhany. Para! Box pra comentar Stéfhany:

1. “siúmes” deve fazer muito mais mal que ciúme;
2. “rasão” é algo meio irracional (com direito ao verso: “ontem eu passei por mim”);
3. Crosfox é webhit!

Bom, mas, voltando ao Friendly Fires, de acordo com o vocalista Ed MacFarlane, a banda segue o curso natural das coisas, já que o single Jump in The Pool, do disco de estreia Friendly Fires (2008), não tem a tradicional levada 4/4 (compasso quaternário, presente em praticamente tudo o que se toca de rock, pop e derivados), traz elementos percussivos e é uma canção tipicamente brasileira. =O

Ó só:

Nesta mesma lógica: se você compuser um disco usando gaita de foles, castanholas, um sintetizador, uma cítara e uns tambores, meu querido, provavelmente vai ficar una mierda, mas em compensação provavelmente seu disco será a nova trilha sonora da ONU. Afe!

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Por RODRIGO BAPTISTA, fã de Radiohead

O dia 20 de março de 2009 preencheu o coração dos cariocas fãs de Radiohead, Kraftwerk e Los Hermanos. O primeiro estreou nos palcos brasileiros com direito ao repertório completo da atual turnê, além de Creep (uma espécie de Anna Júlia, ou seria Pierrot dos Los Hermanos?).

O quinteto britânico da cidade universitária Oxford apresentou um setlist irrepreensível. Claro que os fãs adorariam ouvir outros sons como High and Dry, Fake Plastic Trees, Lucky, aliás, acho que os fãs ficariam amarradões em ouvir todas as músicas da banda formada por Thom Yorke (vocais, guitarras, piano – com uma bandeira do Tibet – e dançinhas estranhas), Ed O´Brien (guitarras, percussão e efeitos eletrônicos), Johnny Greenwood (guitarra, teclados, percussão, sintetizadores, harmônica, xilofone), Colin Greenwood (guitarra e palminhas), Phil Selway (bateria) se assim ela fizesse. Olha só o setlist:

radioheadsetlist

O GARI que escreve esta resenha também é fã de Los Hermanos e curtiu o show, mas o som baixo, o eco ouvido na arquibancada e a ansiedade pelo show do Radiohead não lhe permitiram prestar tanta atenção ao show de retorno dos barbudinhos. Se quiser saber mais sobre a apresentação da banda carioca, leia o texto do GARI Maurício.

Já a performance do Kraftwerk foi bastante interessante do ponto de vista visual. O grupo apresentou diversas músicas consideradas clássicas pelos fãs, mas o show pareceu datado, e o gari aqui ficou torcendo pra acabar logo e começar a banda de Thom Yorke. Uma visão menos enfadonha sobre a vinda dos homens-robô, você encontra na resenha do GARI Victor.

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Quando os cinco rapazes estranhos entraram no palco, a galera foi à loucura. Afinal, desde o lançamento do primeiro álbum Pablo Honey em 1993, que os brasileiros sonham em conferir um dos grupos mais criativos de sua geração ao vivo. Os caras têm a capacidade de alternar momentos extremamente pops a sonoridades de deixar músicos do rock progressivo com inveja.

Eles abriram o show com 15 step, música do mais recente trabalho, In Rainbows (2007), álbum que foi a base do show. Thom Yorke é um daqueles vocalistas que consegue dominar o público mesmo sem se esforçar muito. Ele oscila entre a melancolia das baladas “radioheadianas” e dançinhas nervosas no melhor estilo Ian Curtis.

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A partir das primeiras notas de Airbag, música que abre Ok Computer, disco considerado a obra prima do Radiohead, o público brasileiro mostrou que tem as letras na ponta da língua e cantou junto quase todas as músicas da apresentação.

Destaco a música Nude, talvez a performance vocal mais sexy de Thom Yorke, Karma Police, No Surprises, Bodysnatchers e Idioteque – som comum em boates alternativas do Rio.

A banda se mostrou afinada e afiadíssima. Os integrantes deixaram o palco e voltaram para o primeiro bis quando mandaram a delicada Videotape e clássicos como Paranoid Android e Just, ponto alto da apresentação para o GARI aqui.

No segundo bis, foi a vez de – entre outras – Creep, música que os tornou famosos mundialmente e que – apesar de não fazer parte do repertório atual precisava constar no set-list  do primeiro show em terras brasileiras.

Durante o show, Ed O´Brien resumiu muito bem – num português com sotaque britânico – o sentimento dos fãs: “Bom pra caralho!”.

MAIS!!!

Eles são robôs, cara!
Eles sabem fazer carnavais melhores
Setlists
As fotos usadas neste post eu encontrei neste Flickr
E os vídeos do Radiohead estão aqui

Por VICTOR RIBEIRO, fã de Kraftwerk

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Decidi ir ao show em cima da hora, por uma série de motivos. O principal era que, quando o New Order veio aqui em 2006, no dia do show eu até pensei em ir, mas achei que eles voltariam logo ao Brasil. Meses depois a banda anunciou que estava encerrando as atividades. Quando pensei nisso e lembrei que restou apenas um integrante da formação original do Kraftwerk e que, em 2004, quando eles vieram ao Tim Festival, eu ganhei ingresso e acabei não indo… Não tive escolha: provavelmente seria minha última chance de vê-los com alguém da formação clássica, tocando, por exemplo, Autobahn:

ou

Como rapadura é doce, mas não é mole, antes foi necessário encarar uma apresentação do Los Hermanos. Não que eu não goste dos barbudos. Meu problema é com o público. Eu cheguei à Marquês de Sapucaí às 16h (horário marcado para a abertura dos portões, o que ocorreu somente uma hora depois) e, no caminho para a bilheteria, passei pela entrada, onde a fila virava uma aglomeração de pessoas com aparência de Mallu Magalhães, entoando músicas dos Hermanos. Pensei: “Sujou!”.

Entrei a tempo de ouvir a excessivamente eclética discotecagem de Maurício Valladares, o cara do RoncaRonca. Teve desde Patti Smith fazendo cover do Nirvana até um sambinha lá, pasando por Jeff Buckley (que teria inspirado Fake Plastic Trees, do Radiohead). Esquisito. A cara do público do Los Hermanos. Às 18h58min as luzes apagaram, a música do DJ parou, entrou um tema instrumental e às 19h em ponto a ovação popular não deixava dúvida: Los Hermanos no palco.

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Som baixo, repertório manjado, tropeço em uma ou duas letras, desafinação do Camelo e do Amarante, apelo visual praticamente zero. Não teve bis, porque banda de abertura não faz bis. E a explicação do som baixo… Bom, de acordo com o tecladista Bruno Medina, do Los Hermanos, o volume do som durante o show deles foi mais baixo por uma imposição da organização do festival, já que eles eram, “apenas”, a banda de abertura. hauahauahauahaua Desculpem-me, fãs, mas não consegui segurar. Os caras se acham a última bolacha do pacote. Dá nisso!

No intervalo do Los Hermanos pro Kraftwerk, recebi uma ligação do Jornal do Brasil, para pegar uma opinião minha sobre o fim da comunidade Discografias, no Orkut. Alguém de lá havia lido sobre o assunto aqui no LIXEIRA. Lindo, né? Saiu hoje (clique na figura para ver grande e ler o que foi transcrito pelo repórter do JB):

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Quando as luzes apagaram novamente, o Kraftwerk entrou ao som Man Machine e, de cara, disse a que veio:

Os efeitos visuais nos telões transformaram o show com 13 músicas e que durou cerca de 1h10min num grande espetáculo. O show foi marcado pelos sucessos da fase áurea da banda – os anos 70. Claro que faltaram alguns clássicos, como Poket Calculator, Vitamin e Computer Love, de onde saiu o sample que o Coldplay usou em Talk. Mas não dava pra querer que um repertório tão curto tivesse tanta música. Teve, por exemplo, The Model, Aerodynamik, Tour de France (versão de 2003) e Trans Europa Express:

O ponto alto desses efeitos visuais foi durante a execução de We Are The Robots, quando a banda saiu e, em seu lugar, quatro robôs tipo aqueles manequins de lojas d0s anos 80 realizaram até coreografias no palco. Ótimo de ouvir, lindo de ver:

O Kraftwerk se despediu ao som de Music Non-Stop, quando se vestiram de neon (ou algo que valha). Eram tantos os elementos visuais, que nos fizeram lembrar que há um mês o mesmo lugar servira de palco para os desfiles das escolas de samba:

Se teve alguma coisa que poderia ser melhor, essa coisa é o idioma. Quem já ouviu as gravações do Kraftwerk em alemão sabe que a vibe é um pouco diferente do que a gente conhece em inglês. Eu, particularmente, prefiro as bandas cantando em sua língua original. Não só as bandas, mas as artes, em si, mudam quando você troca este elemento de identidade. Atentei pra isso quando fui ver o Eduardo Galeano recitar suas poesias. Em espanhol. Mas foi showzasso.

Em seguida o Radiohead entrou e provou por que era a atração principal. Não tenho palavras pra descrever o que eu vi. Cheguei lá conhecendo apenas os sucessos: Creep, Fake Plastic Trees, High and Dry, Paranoid Android, Karma Police e Idioteque. Não duvidava de que eles fariam um ótimo show, mas não imaginava que seria tão bom. Também usaram bastante efeitos visuais. Tudo lindo!

Posso dizer que os shows do Radiohead e do Kraftwerk valeram cada centavo. Valeram ficar uma hora e pouca em pé ouvindo Los Hermanos. Valeram pagar R$ 5 pelo copo de água.

Logo mais é a vez de São Paulo. Bom show pra vocês!

MAIS!!!

Show do Radiohead foi “do caralho!”
Eles sabem fazer carnavais melhores
Setlists
As fotos usadas neste post eu encontrei neste Flickr

Por MAURÍCIO RAMOS, fã de Los Hermanos

Uma noite histórica reuniu um reencontro, uma lenda viva e uma primeira vez. Em uma excelente atmosfera, a Praça da Apoteose recebeu gente de vários lugares do país além de cults, alternativos , playboys, celebridades , sub-celebridades e meus amigos de escola (foi muito bom revê-los).

O festival começou com o DJ Maurício Valladares, mas, por causa do engarrafamento na Ponte Rio-Niterói, não consegui curtir nada da discotecagem. Cheguei com vontade de ir ao banheiro e assim que a saciei fui para o meio da galera. Exatamente às 18h59min , o momento mais esperado pra mim: Los Hermanos. O público foi ao delírio.

Todos se sentiam fazendo parte da história. O show começou com Todo Carnaval Tem Seu Fim e foi demais. O clima de devoção estava no ar. O povo cantava em uníssino e os Hermanos demonstravam o prazer em estar no palco de novo, juntos. A empolgação dos integrantes era visível (exceto do jogador de bocha Bruno Medina, que resolveu tocar teclado). Camelo, Amarante, Bubu (o 5º elemento) e Barba mostraram a energia que é habitual nos shows. Foi uma hora de um grande show, porém estranho.

Sim, estranho. Eles tocaram todos os sucessos como O Vento , O Vencedor, Sentimental e Além do Que Se Vê mas senti falta de músicas mais lado-B, como foi prometido durante a semana. Para os que queriam curtir o momento alternativo , Cher Antoine foi um dos pontos altos do show, já que foi a primeira vez que eles tocaram a música ao vivo. Mesmo com 18 músicas no total, o show foi curto pra quem esperou dois anos por esse momento. Rolaram pedidos de “Volta, Los Hermanos” (Com a bela resposta de “Tamo aqui, uai” do Amarante) e de bis, que não foi atendido.

Excelente show apesar de burocrático. Não achei que foi de propósito. Acho que a ferrugem atrapalhou um pouco mas foi histórico pros fãs! Nota 8 (perdeu pontos pela duração , falta de lados-B e falta do bis).

O Segundo show foi o que eu menos esperava ver: Kraftwerk. Sinceramente era aquele esquema de “já que eu estou ali mesmo, eu vou ver”. Ainda bem que estava ali. Que showzasso!!! Sensacional! Usaram com maestria efeitos eletrônicos, imagens no telão e luz! Um show de produção. Me mostraram o que é música eletrônica de verdade. O visual predominantemente vermelho, os integrantes com seus laptops formando quatro figuras iguais , como se fossem produtos em série, demonstraram que a Alemanha marcou uma baita presença. E ainda terminou , ironicamente , com Music Non-Stop. Ponto pra eles! Nota 9 (só porque eu realmente não curto tanta música eletrônica).

O ponto alto da noite foi o show do Radiohead. Souberam empolgar a galera. Abriram o show com muita energia e o público foi ao delírio. O som estava muito melhor que nos outros dois shows e isso, unido com uma bela imagem de quatro câmeras que acompanhavam os integrantes e projetavam as imagens no telão além do jogo de luzes foda demais (isso pode escrever aqui? Ah , foda-se ,escrevi) fez com que o show fosse um verdadeiro espetáculo. Não sou fã do Radiohead mas foi o típico show que, mesmo não conhecendo as músicas, eu saberia que o investimento seria bem feito. Pros fãs o ponto alto foi quando tocaram músicas como Karma Police e Paranoid Android. Pra mim , foi quando tocaram Idioteque (quando todos dançaram aos movimentos epiléticos). Pra todo mundo, o melhor foi o final com Creep. Sensacional!!! Demais!!! Só faltou Fake Plastic Trees. Deram mole mas não deveram em nada. Ao contrário, abusaram do bis. Dooois?? É meio sacanagem, né? Mas mesmo assim ganharam nota 10 e mostraram que são do caralho!!!

Organização: Nota 9 . Um lugar acessível e bonito, templo do samba , a Apoteose recebeu um festival de rock e música eletrônica. Com banheiros, bares, posto médicos de fácil acesso, tudo estava nos conformes. A pontualidade dos shows e a qualidade dos sons me surpreenderam . Excelentes! Porém, também fiquei surpreso com a falta de lixeiras. Sinceramente, não lembro de ter visto nenhuma. Assim, muito lixo ficou nos cantos, infelizmente.

E hoje tem show em São Paulo e, reza a lenda, o Multishow vai transmitir tudo ao vivo.

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Show do Radiohead foi “do caralho!”
Eles são robôs, cara!

Setlists

Rolou nesta sexta, no Rio de Janeiro, e vai rolar neste domingo, em São Paulo, os shows de Los Hermanos, Kraftwerk e Radiohead, no festival Just a Fest. É claro que os GARIS foram ontem à Praça da Apoteose, no Rio, conferir as apresentações. Como um curtia mais o Los Hermanos, o outro, Kraftwerk, e o outro, Radiohead, a gente achou que seria legal mostrar diferentes pontos de vista sobre o festival.

Cada um vai descrever suas impressões sobre os três shows. Esperamos que vocês curtam esse esquema de resenha coletiva, que se tudo der certo, será publicada neste domingo, como aquecimento pro show em São Paulo.

Antes disso, vamos aos setlists:

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Foto: Alexandre Durão/AGNews/G1

LOS HERMANOS – das 19:00 às 20:20 (aproximadamente)

1. Todo Carnaval tem seu fim
2. O vencedor
3. Retrato para Iaiá
4. Último romance
5. Morena
6. Além do que se vê
7. O vento
8. Cher Antoine
9. A outra
10. Primeiro andar
11. Casa pré-fabricada
12. Deixa o verão
13. Cara estranho
14. Assim será
15. Condicional
16. Sentimental
17. Cadê teu suin?
18. A flor

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Foto: Alexandre Durão/AGNews/G1

KRAFTWERK – das 20:45 às 21:50 (aproximadamente)

1. The Man Machine
2. World of Vision
3. Numbers
4. Computerworld
5. Tour de France 2003
6. Autobahn
7. The Model
8. Showroom Dummies
9. Radio-activity
10. Trans Europa Express
11. The Robots
12. Aerodynamik
13. Music Non-Stop

radiohead_rio_lucianofaberFoto: Luciano Faber

RADIOHEAD – das 22:30 à 0:40 (aproximadamente)

1. 15 step
2. Airbag
3. There There
4. All I Need
5. Karma Police
6. Nude
7. Weird Fishes/Arpeggi
8. The National Anthem
9. The Gloaming
10. Faust Arp
11. No Surprises
12. Jigsaw Falling Into Place
13. Idioteque
14. I Might Be Wrong
15. Street Spirit (Fade Out)
16. Bodysnatchers
17. How To Disappear Completely

Bis 1
18. Videotape
19. Paranoid Android
20. House of Cards
21. Just
22. Everything In It’s Right Place

Bis 2
23. You And Whose Army?
24. Reckoner
25. Creep

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Show do Radiohead foi “do caralho!”
Eles são robôs, cara!
Eles sabem fazer carnavais melhores

Rola na boca miúda que o grupo Los Hermanos pode ser mais uma das atrações do festival Just a Fest, que acontece em março em São Paulo e Rio de Janeiro. As atrações já confirmadas do evento são Radiohead e Kraftwerk.

Rodrigo Amarante revelou recentemente, durante a turnê de sua atual banda, o Little Joy, que os barbudos estão mesmo pensando em voltar aos palcos.

Los Hermanos voltam em 2009?

Los Hermanos voltam em 2009?

Enquanto a informação não se confirma, Amarante segue divulgando o elogiado álbum do grupo que conta ainda com Fabrizio Moretti (baterista dos Strokes) e a vocalista Binki Shapiro.
Já Marcelo Camelo, divide a crítica com seu trabalho solo “Sou” e as “más línguas” com seu namoro com a “menina-prodígio” Mallu Magalhães.
Os demais integrantes, Rodrigo Barba e Bruno Medina, tocam seus projetos. O batera assumiu as baquetas da big band Canastra no lugar de Marcelo Callado; o tecladista possui uma “coluna-blog” no site G1.

Só ficou o Ralf

Só ficou o Ralf

Pois é, pessoal. O flautista Florian Schneider, co-fundador e um dos dois integrantes da formação clássica do Kraftwerk, anunciou sua saída da banda. Agora, o único membro da formação notável (1975-87) ainda na banda é o tecladista Ralf Hütter.

O fim da parceria que completaria 40 anos em 2010 foi anunciado no site da banda, mas ninguém explicou o motivo da saída de Florian. O New Musical Express especula que ele pretenda focar na carreira solo.

No próximo mês de março o Kraftwerk volta ao Brasil para abrir os shows do Radiohead, no Rio (20/3) e em São Paulo (22/3). Esta é a terceira vez que o Kraftwerk vem ao Brasil. A primeira foi em 1998, no extinto Free Jazz Festival, e a segunda foi em 2004, no Tim Festival.

KRAFT… O QUÊ?

O Kraftwerk surgiu oficialmente em 1970, como uma dupla e fazia parte da cena experimental denominada Krautrock (em que kraut significa “pessoa alemã”). Durante os cinco primeiros anos, Florian tocava flauta, sintetizador e violino elétrico, enquanto Ralf tocava teclado e sintetizador. A banda era um quinteto, mas a rotatividade dos demais integrantes era alta. Em 1974 o Kraftwerk lançou aquele que seria seu maior sucesso: o álbum Autobahn, que trazia faixatítulo em 22 minutos de pura viagem sonora. O som ganhou várias versões (mais curtas, claro). A do videoclipe, por exemplo, tem 8min25seg:

O sucesso de Autobahn foi tão grande que a banda formada para a turnê do disco, em 1975, se estabeleceu como “a formação clássica” do Kraftwerk. Além de Florian e Ralf, entraram Wolfgang Flür e Karl Bartos, como percussionistas eletrônicos. Uma observação pessoal: meu pai tinha este disco em vinil e colocava pra tocar quando eu tinha, sei lá, uns dois ou três anos de idade. Cresci sob esta influência. Um dia deu ladrão lá em casa e o safado levou o vinil.


Com Autobahn, o Karftwerk deu início a uma seqüência de álbuns que entraram para a história da música pelo pioneirismo e ainda hoje influenciam o som de muitas bandas: Radio-Activity (1975), Trans-Europe Express (1977) e The Man Machine (1979). Dizem que eles influenciaram para o bem e para o mal: sem o Kraftwerk, talvez não existisse o Hot Chip (humpf!), mas também talvez não existissem o hip hop e o funk (eba!). Depois disso, a coisa foi ficando morna, até a turnê do disco Electric Café (1986), em 1987, quando a banda praticamente encerrou as atividades, para voltar somente no final dos anos 90, quando retomou a turnê e em seguida lançou o single inédito Expo 2000. Em 2005 veio o disco ao vivo Minimum-Maximum, que rendeu aos caras o Grammy de melhor álbum de música eletrônica. E, por falar em Hot Chip, o lançamento mais recente do Kraftwerk foram os singles Aerodynamik e La Form, remixados pelo quinteto inglês:

E aí? Curte ficar descobrindo bandas novas no MySpace? A gente, por aqui, se amarra.

Então, seguem dicas de boas bandas gringas novas que estão rolando por lá (depois fazemos uma lista das brazucas, tá?):

The Days num momento “pintou sujeira!”

The Days: pop / rock / alternativa, do Reino Unido
Pop rock indie muito, muito legal. Lembra Libertines, mas não soa como uma cópia.

Cold Hands: parece nu-metal emo. Mas não é

Cold Hands: indie / rock / new wave, do Tennessee, EUA
Passeia entre estilos e adere à onda new rave, com músicas ideais para festas. Já pra pista!

Anton Mink: blasé cool

Anton Mink: rock / indie / alternativa, de Kentucky, EUA
O vocal, feminino, lembra a Karen O., do Yeah Yeah Yeahs, e o jeitão dance pop metidão soa como brit pop. É a evolução do Cansei de Ser Sexy. Sacou?

Skank Sinatra: electro / house / big beat, do Reino Unido
Já vale pelo trocaralho do cadilho. É o batidão do Sinatra. Som eletrônico, que em alguns momentos resvala no rock. Voltemos à pista!

Zoot Woman: não é o Echo & The Bunnymen disfarçado

Zoot Woman: alternativa / pop / eletrônica, de Londres, RU
Infelizemente não está no MySpace a ótima versão que eles fizeram para “Das Model / The Model”, do Kraftwerk, mas tá valendo. Já sacou a onda, né? Som novo com ótimas influências de Kraftwerk, Joy Division, Soft Cell, Depeche Mode… Já gostei!

Tinha mais duas indicações, mas vou deixar pra outro dia, só pra poder atualizar mais aqui. Mesmo porque estes links aí já são suficientes para te divertir durante este fim de semana.

Aproveite o rock. E aproveite também pra ir tomar um solzinho e ativar sua vitamina D, pra não ficar velho logo. Eu tô indo.

Valeu!