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Nem tinha muito o que inventar no título. O lance é que na madrugada de sexta (15) para sábado (16), três quartos do Libertines — os vocalistas/guitarristas Pete(r) Doherty e Carl Barat, além do batera Gary Powell — se juntaram para uma pequena apresentação no Rhythm Factory, em Londres. Foi um tributo a Johnny Sedassy, agente do Libertines, Babyshambles e da carreira solo de Pete Doherty, dono da casa de shows, que morreu de câncer no último dia 16 de março.

Antes do Libertines, o Babyshambles subiu ao palco e mandou I Wish, Killamangiro, Delivery, UnStookietitled, Back From The Dead, Baddie’s Boogie e Albion. Aí, plateia gritando, aquela coisa… O pessoal do Babyshambles saiu de fininho (só ficou o baixista Drew McConnell) e, de repente… What a Waster soou nos amplis, Carl Barat e Pete Doherty dividiram o microfone e só então os fãs acreditaram: o Libertines estava ali, fazendo um show histórico e, pelo menos até agora, único.

Depois rolaram Up The Bracket, What Katy Did e Can’t Stand Me Now:



E, pra fechar o setlist, Time For Heroes e Death On The Stairs:


Foi isso. Infelizmente os vídeos não estão completos, mas dá pra curtir.

Depois que eles saíram, parte do Babyshambles ainda voltou e encerrou com Pipedown e Fuck Forever. Existem, é claro, muitos boatos sobre a reunião definitiva do Libertines, que não tocava junto desde 2004, mas parece que os caras não estão muito a fim, não. O site Future London Underground conta que alguém teria oferecido ao Libertines 1 milhão de libras (cerca de R$ 3.180.000) para eles fazerem uma turnê, mas os caras não quiseram. Pelo menos não são mercenários, como um monte de outras bandas.

Bom, mas já que estamos aqui e o post tá gigante, mesmo, lá vai um vídeo do Keane junto com o Pete Doherty fazendo cover de Karma Chameleon, do Culture Club, no programa My Taratata, da TV francesa:

E a quem interessar possa: Boy George saiu da cadeia no último dia 11, porque se comportou direitinho.

Perfect Symmetry

Perfect Symmetry

O trio inglês (Tim Rice-Oxley, no baixo, na guitarra e no vocal, Richard Hughes, na bateria e Tom Chaplin no vocal e na guitarra) lançou oficialmente na última segunda-feira (13) o disco Perfect Symmetry (Island Records), nas lojas da Europa. Trata-se de um petardo muito bem produzido, com sons maduros e que mostra uma evolução considerável na sonoridade da banda que passeava entre o modismo do indie rock e a melancolia do Coldplay.

Desta vez, arriscaram mais e deu certo. Por quê beber da fonte da banda de Chris Martin (Somewhere Only We Know, do disco de estréia Hopes and Fears, de 2004) se o U2 ainda está aí pra influenciar? Por quê apostar num som que parece Strokes (Is it Any Wonder?, do segundo álbum, Under the Iron Sea, de 2006) se você pode criar algo tão bom quanto?


Spiralling (radio edit)

Provavelmente foi nisso que eles pensaram quando decidiram fazer de Spiralling o single de lançamento, distribuído por alguns dias gratuitamente no site da banda. O som, animadíssimo, não lembrava de forma alguma aquela banda que, quando passou pelo Brasil, fazia sucesso com Crystal Ball. Em compensação, pras pistas, me parece melhor até que o já citado Is it Any Wonder?. A versão “álbum” de Spiralling, inclusive, soa tão boa e tão “pista” quanto a do single, apesar de ter 51 segundos de música a mais. Na verdade, parece que são duas músicas diferentes, já que a versão completa não fica parecendo a “radio edit com mais instrumentais”. Isso é ótimo!

Claro que Spiralling faz as honras da casa e abre o CD, que logo depois baixa o bpm ao som de Lovers Are Losing, que, assim como Black Burning Heart, tocaria mole em qualquer lounge descolado na noitada. Da safra influenciada pelo U2, podemos citar a faixa-título, que é bem pop, You Don’t See Me, que é mais lentinha, com uma bateria calma, uma percussão de leve e um vocal que é a cara do Bono. Como eu gosto dos irlandeses, achei ótimo! O legal é que antes a gente ouvia algumas coisas do Keane e pensava: “é o Coldplay?” e agora pensamos: “parece U2, mas tem personalidade diferente; quem será?” Pretend That You’re Alone segue a mesma linha mais tranqüila.


Lovers Are Losing

Além de Spiralling, há outras duas faixas mais animadinhas – mas não tanto quanto ela: Better Than This, Again & Again, ambas com palminhas, e ainda You Haven’t Told Me Anything, que parece boa pra pistas alternativas, como a da Casa da Matriz, no Rio (mais precisamente aos sábados).

E, se o Keane decidiu agradar a todos os gostos dessa vez, é claro que rolam umas baladinhas lentinhas, que lembram os dois discos anteriores. Uma é Playing Along e a outra é Love is The End, que, adivinhe, fecha competentemente o CD.

Eis a lista de faixas do álbum Perfect Symmetry, previsto pra chegar às prateleiras brasileiras somente no dia 28 de outubro, mas disponível desde o dia 7 na internet:

1. Spiralling
2. Lovers are Losing
3. Better Than This
4. You Haven’t Told Me Anything
5. Perfect Symmetry
6. You Don’t See Me
7. Again & Again
8. Playing Along
9. Pretend That You’re Alone
10. Black Burning Heart
11. Love is The End

Sim, Lucas, você errou!

E aí? Já ouviu o disco novo do Keane, Perfect Symmetry, lançado na última segunda lá na Inglaterra? Nós já! Na verdade, desde o vazamento, no dia 7. Mas essa parte é melhor não contar, pra não pintar sujeira. Dá uma ouvida aí no MySpace do Keane que, ainda hoje, a gente vem aqui contar o que achou. Ah, se bobear, a gente dá o link pro download do disco inteiro, se você não for bom disso… hehehe. Te interessa?

Mesmo porque o disco só sairá por aqui no dia 28. Será o penúltimo país onde o petardo será lançado, ficando à frente apenas de Taiwan. Que coisa!