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Quarta-feira, 15 de julho, naquela taaaarde vazia em Brasília, ligo o rádio. Cultura FM, Executiva, Antena 1, Jovem Pan, Transamérica. Epa! O que é isso? Transamérica com showzinho ao vivo a uma e pouca da tarde?

NX Zero no ar. Pensei seriamente em desligar, mas o papo dos caras era bacana e as músicas ao vivo têm uma pegada muito boa. Não encontraram ainda a fórmula da Coca-cola, é verdade, mas podem estar no caminho. Por que não? Acho que o que mais me impressionou no repertório, além da qualidade musical – que eu desconhecia -, foi o cover de Use Somebody, do Kings Of Leon, que eles citaram como influência e apontaram como um “clássico do futuro”. Ficou bem maneira. Acreditem. Vi aqui que a faixa está nos setlists da turnê.

Depois teve o pessoal do Glória, que mudou um pouco de estilo e está mais interessante, com duas vozes: uma normal e outra tipo a do Eric, da Maldita. E, desse jeito, mandaram muito bem não só as músicas próprias, mas também o cover de Admirável Chip Novo, da Pitty.

Fui procurar registros na web e achei o show da Fresno, que foi na véspera. Muito bom também. Talvez o melhor dos três que eu ouvi. Dessa leva emo, a Fresno é a minha favorita, mas confesso que nunca parei pra ouvir um disco deles, também. A quem interessar possa, o cover que eles fizeram foi de Billie Jean, do MJ.

É curioso como tudo é tão plástico, que o disco cheira a falsidade. E isso é muito ruim para esses caras.  Se bem que alguns veteranos também andam lançando discos caidíssimos, mas fazem shows sensacionais.

Um amigo me “apresentou” à Fresno através da faixa Milonga. Não sei nem de que disco é e estou com preguiça de procurar. O que vale dizer é que a composição flerta com uma sonoridade mais eletrônica e ficou bem interessante. Agora, quinta (16), 19h47min, a Fresno está ao vivo no Show MTV.

Mas qual é o problema dessas bandas? É que essas musiquinhas sentimentais que tocam na rádio, com temática corna, só fazem a cabeça de quem está naquela fase de descobrir a vida, descobrir o amor. Pra gente, soa meio ridículo tudo isso.

Fato é que há quem goste e os caras descobriram este filão. E aí, são mais felizes do que muuuitos músicos que não se curvam a nada e precisam trabalhar em mil lugares, enquanto a música fica em segundo plano e, aos poucos, vão ficando frustrados e largam suas bandas. É importante ter uma relação boa com o mercado. Inegável que essa galera encontrou bons produtores e bons marketeiros também.

E não são infelizes. Você ouve as músicas de um show promocional desses (costuma render entre seis e dez faixas) e percebe que há composições muito boas, que poderiam rolar, tranquilamente, numa rádio rock alternativa. Ou seja, palmas pra eles. Palmas e gritinhos, se você for menina (ou se, mesmo não sendo, curtir; vá saber!), porque eles também investem no apelo visual: tatuagens, roupas, cortes de cabelo, piercings e alargadores…

Além da música, da boa administração das carreiras e do cuidado com o visual, outro aspecto admirável nestes grupos emos (pelo menos os que eu conheço – que somam aí ao menos uma dezena) é que os caras são extremamente profissionais. Não fazem mil exigências, cumprem com muita competência a parte deles nos eventos e não dão a menor dor de cabeça com bebedeiras nem drogas. Só o que dá problema é mulherada, mas são ossos do ofício. Não é à toa que têm shows marcados de norte a sul, de leste a oeste do país, com agendas que muitos veteranos sonhariam ter.

A pergunta que não quer calar: eles são rock? Sim. São. É o novo rock, sem muitos excessos (infelizmente a maior parte dos nossos ídolos morreram em decorrência destes excessos, como drogas injetáveis, inaláveis, tragáveis, bebidas, remédios, compulsão, sexo… uma pena) e inserido nesse contexto mercadológico. Isso é ruim? Não. Em todas as gerações tivemos artistas de rock incríveis que, em maior ou menor proporção, se renderam ao mercado sem perder o prestígio. E todos deram certo: Beatles, Roberto Carlos, Clash, Titãs, U2 e poderia citar mais um monte. E é este apelo comercial que faz o rock permanecer na mídia, já que dá pra contar nos dedos da mão o número de veículos de comunicação que abrem espaço para os alternativos e/ou independentes.

Então, encerrando esta semana do rock [que – não sei se perceberam – a gente falou de rock nas entrelinhas, porque ninguém merece ficar sendo massacrado com um assunto só (recentemente fizemos isso com o MJ; precisamos respirar, né?)], desejamos muito sucesso pra essa rapaziada nova e também para quem está do outro lado, investindo numa linha mais experimental e menos comercial.

Para quem acha que tudo o que toca no Faustão ou na Jovem Pan é lixo, uma dica: se liga, mané!

O rock sempre foi POP(ular) e sempre teve esse lance de uma banda ser mais comercial e a outra ser mais experimental. O ideal é que de vez em quando estas duas pontas se unam e façam shows, programas de TV, coletâneas…

Chega de segregação no rock! A atitude rock sempre foi de aglomerar e não de separar as pessoas. De colocar o som alto, juntar a galera e celebrar o rock’n roll.

Viva o rock!

E, numa típica conversa de boteco hi-tech (chat do MSN), eu tava conversando com um amigo aqui dos GARIS e comentava que hoje existe almanaque para todos os gostos. Além, do clássico Almanaque Abril, tem dos anos 70, 80, 90, do Samba, do Pensamento, da Jovem Guarda, dos Seriados, da TV Globo, do Fusca e até – vejam só 😮 – do Harry Potter.

Bom, então, queremos fazer o Almanaque da TV Brasileira nos Anos 90 e Início dos Anos 00 (nome enorme; parece título de pesquisa acadêmica). Porque a TV brasileira dessa época foi exatamente a LIXEIRA da nossa cultura POP. Trocadilho tosco, digno do post.

O tempo em que a TV foi invadida pelos 0900… Em que outra época a Gretchen loira Lady Lu – lembra? – aparecia cheia de homens de orientação sexual duvidosa domingo no Gugu – lembra? –, junto com o Viny Vinnie Viny Vinni (sei lá!) – esse você lembra: Heloísa já mexeu a cadeira pra ele, a Tiazinhafoi pra e a Lady Lu vai pra ele e pro resto da galera, né? Ó:

Foi em 2002 que Mariana Kupfer, que é… ahnnn… é… (bom, eu ainda não sei o que ela é. Só sei que os melhores anos da vida dela foram junto com o pessoal do Pânico, na rádio Jovem Pan. Ela brigou com o povo e acabou sendo substituída pela ex-BBB Sabrina Sato, que se mostrou muito melhor) Enfim, em 2002 ela foi ao É Show (beeelo nome!), que a Adriane Galisteu apresentava na TV Record, para se lançar como cantora e mostrar o anel (da linha de jóias que ela também estava lançando). Afe!

Aliás… Adriane Galisteu (de amarelo) junto com seu “conjunto” Meia Soquete, no sempre pertinente Chacrinha (“Todo mundo: miaaaaaau”).

E o programa Fantasia, da TVS do SBT, que também nos rendeu boas pérolas? Aqui vamos homenageá-lo com uma da “gênia” Carla Perez (que, recentemente, anunciou que, se o filme pornô feito com Cumpaiuóxitom fizer alguma referência a ela, “vai botar a boca no trombone” – ui!):

Aí, eu pergunto: quem é você, Carla Perez, para dar um esporro desse em alguém? Cuidado que o “Flavinho” te mostra o… “trombone”.

E se você acha que, nas manhãs da Globo a Ana Maria Braga de vez em quando perde a noção, é porque não lembra dela nas tardes da Record:

E, também na Record, tinha o Ratinho com seu show de horrores:

Pra terminar, tenha náuseas acompanhando o chroma key do fundo desse programa, onde está escrito “190 Urgente”:

A TV brasileira dos anos 90 merece ou não merece um tributo à altura?