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SHOW DO BLUR SERÁ PARA OS NÃO-PRECONCEITUOSOS

Conforme prometido, vamos ver a seguir quais são as quatro bandas que tocarão no segundo dia de show do Blur (3 de julho) marcado para o Hyde Park, em Londres.

VAMPIRE WEEKEND

Sétimo lugar entre os melhores singles de 2008, com A-Punk, e 15º com o disco de estreia, Vampire Weekend. Ou seja, nós curtimos o som (a Spin curte mais que a gente e os considerou a melhor banda de 2008). Além disso, nem tem muito o que dizer sobre o quarteto novaiorquino. Melhor ouvir. A apresentação abaixo mostra este single citado sendo tocado ao vivo no Late Show, do “Zé Graça” David Letterman (um Jô Soares gringo, alto e magro), que mostra o vinil dos caras e diz: “Olha o tamanho deste CD!”

AMADOU & MARIAM

Sim, Amadou & Mariam são uma dupla (até possuem uma banda de apoio, ms o nome não chega a batizar uma banda inteira, como Belle & Sebastian, que tem sete integrantes – nenhuma Belle e nenhum Sebastian) de uma país africano chamado Mali. Trata-se de uma ex-colônia francesa, do tamanho do estado do Pará, que hoje, sete anos após o fim de uma ditadura, amarga a 168ª posição dentre os 179 países avaliados pela ONU para o cálculo do Índice de Desenvolvimento Humano. Amadou Bagayoko e Mariam Doumbia nasceram na capital, Bamako, e fazem um som influenciado pela música tribal, pelas batidas afros e por sonoridades pops e eletrônicas, tudo isso cantado em francês. Fica, no mínimo, interessante. Ouça no MySpace. Mas só no vídeo a seguir você ouve a faixa Masiteladi inteira. Quem souber onde baixa, me avisa!

FLORENCE AND THE MACHINE

O site tem um visual bem clean e fofinho. A vocal, Florence, tem um jeitinho todo peculiar de cantar (gritar?), que muito lembra… Björk. A diferença é que os músicos (ou “a máquina”) que acompanham a Florence tocam música, com direito a ritmo e harmonia. Um luxo, né? Além da islandesa, vez ou outra o estilo da Florence me remete à Cat Power também. E por aí vai. Dá pra ouvir quatro faixas aqui.

DEERHOOF

O quarteto baseado na Califórnia conta com três norteamericanos e uma japonesa: a vocalista e baixista Satomi Matsuzaki. Vocalista e baixista no papel, porque os quatro costumam mudar muito de instrumentos. Nem sempre são John Dieterich e Ed Rodriguez que estão nas guitarras, nem Greg Saunier que toca bateria. E eles conquistaram nossos corações – que brega! – com a liberação so single Offend Maggie para download gratuito. Esta faixa, aliás, não está no MySpace deles, que, visualmente, me causou desconforto. Ô, coisinha esquisita esse layout! Não sei se é viagem minha, mas de vez em quando o som deles lembra o Kooks. De vez em quando não lembra. hauahauahaua Agora sei que eu tô viajando… Eu, hein!

E aqui as bandas que vão abrir o show do Blur no dia 2 de julho, no Hyde Park.

Sala de Ilusões

Enverso: Sala de Ilusões

Essa é pra quem curte pop rock. O Brunão, vocalista da banda Enverso, manda avisar que nesta quarta, dia 29, eles vão tocar ao vivo no Programa do Jô (TV Globo e Rádio CBN, após a meia-noite). O pocket-show faz parte das ações de lançamento do disco de estréia Sala de Ilusões (independente, 2008), que os caras vão colocar nas prateleiras das lojas mais hypadas a partir de novembro (já rolaram shows de lançamento em lugares como o Cine São Luiz e o Cinemathèque Jam Club, ambos no Rio de Janeiro). O disco é produzido por David Brasileiro (ex-O Surto – “que me pirou o cabeçããão…” – e Montage).

Enfim, voltando ao show no , a Enverso vai tocar duas músicas (uma na abertura e outra no quinto bloco), escolhidas pelo próprio Gordo: Tristes Versos e Piano. A primeira, com uma pegada mais pop, fala sobre solidão. A segunda, também sobre solidão, mais rock, é a faixa que encerra o disco. Trata-se de uma suíte experimental que começa em clima acústico (mais pop), entra o rockão com bateria forte e guitarra suja e termina numas batidas marcadas e um vocal em coro, que lembra aqueles bons sambas de roda. E o pior é que é boa! hehehe

No site deles, www.enverso.com, dá pra baixar gratuitamente (falaram a nossa língua, né?) o disco inteiro. É curioso notar que, como os caras são de Fortaleza (CE), só estão aparecendo agora no Sudeste, porque vieram morar no Rio e usam a cidade como base para a divulgação. No entanto, lá no Ceará, a Enverso chegou ao topo das listas de mais pedidas das rádios jovem e já tocou, por exemplo, nos festivais Ceará Music, em 2004, 2006 e 2007, à noite. Também se apresentou à noite no Piauí Pop deste ano. Ou seja, cerveja!

Clique para baixar Tristes Versos e Piano. E vejam o Programa do Jô nesta quarta. Uou!

ATUALIZAÇÃO (4 de fevereiro de 2009): O site da Enverso está temporariamente fora do ar, mas o MySpace deles tá aí mesmo: www.myspace.com/enverso .

Você não viu a entrevista (mais uma!) com o Rogério Skylab ontem no ?

Bom, ele revelou, entre outras coisas, que não trabalha mais no Banco do Brasil, mas – pasme! – continua recebendo salário, devido a um generoso acordo. O governo Lula é uma mãe! O Ozzy Osbourne brasileiro aproveita ainda para reafirmar a importância dos travestis na cultura contemporânea e aconselhou o Ronaldo a assumir que gosta de travecos. É claro que ele também cantou e tal…

Enfim, como a gente é tão fã do Skylab quanto o Gordo, lá vai a entrevista, dividida em três partes:



Aproveita pra ler também:
Fátima Bernardes Experiência
Quanto mais saúde…

Vinha um dos garis do pop andando no seu skate long shape na ladeira de descida do Museu de Arte Contemporânea, em Niterói, no sentido Praia de Icaraí, na última sexta-feira à tarde. Eis que a roda estava desregulada, o bichinho pegou a maior velocidade, se desestabilizou e… adivinhem…

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Tudo bem que quando eu me toquei do que havia ocorrido, já estava em pé, xingando porque meu óculos de sol que eu tanto gostava estava todo retorcido. Aí, o GARI aqui viu sua camiseta novinha, de exaltação ao Mensalão, toda rasgada. Percebi que meu cotovelo sangrava. Havia sangue no rosto também. Inevitável não lembrar a capa do álbum Skylab VI (2005), do louco genial Rogério Skylab.

Pensei: “Putz! Será que terei de passar alguns dias que nem o Skylab?”. Não. Não precisei. Estou aqui, quase inteiro e pronto pra outra. A exemplo do músico, eu – e o outro GARI também – sou vaso ruim. Difícil quebrar. Ainda bem.

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Bom, mas já que falamos nele, o Skylab lançou recentemente um novo disco, Skylab VII (2007). Trata-se do oitavo disco da carreira do cara que fica nervooooso. Sim: é o oitavo, mas se chama Skylab VII, porque o primeiro disco, lançado há 15 anos, se chama Fora da Grei. Os demais que receberam numeração romana, para sinalizar a fase que o músico denomina “work in progress”, que – ele jura – só vai até o número dez.

A lista de músicas deste disco já dá a dica de que o cara continua o mesmo: começa com Qual Foi o Lucro Obtido?, passa pela sintética Quanto Mais Saúde Eu Morro, a quase árabe Corpo e Membro Sem Cabeça (que cita até “o dedo mindinho do Lula”, “as pernas do Lars Grael”, “as fotos de um fotógrafo cego”, “os dentes de uma banguela”), a provocação filosófica de Eu Chupo Meu Pau, a sincera – e cruel – Hei Moço, Já Matou Uma Velhinha Hoje?, a ironia agressiva de O Primeiro Tapa É Meu e termina lá na faixa 18, O Mundo Ta Sempre Girando, composta e interpretada em parceria com Maurício Pereira (Mulheres Negras).

E dá pra baixar duas faixas desse novo disco DE GRÁTIS e legalmente, no site dele. Se você ficou curioso, clicaê e manda “salvar link como”:
1. Corpo e Membro Sem Cabeça
2. Eu Chupo Meu Pau

Pra terminar, segunda agora, dia 31/3, o Programa do Jô volta e, pra variar, certamente veremos o Skylab por lá qualquer hora. Agora, o trecho da entrevista em que ele comentou o supracitado (achei que só escreveria isso no dia em que tivesse de redigir um edital) Skylab VI: