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Finalmente uma novidade da alcova de Jack e Meg White. Tudo bem que não é assim um álbum novo, mas a dupla mais bacana de Detroit vai lançar um documentário sobre a etapa canadense da turnê Icky Thump, que rolou em 2007 (ano passado o Jack se dedicou ao Raconteurs e atualmente também divide o seu tempo com o Dead Weather). O projeto ainda não tem nome, nem previsão de lançamento, mas promete. Foi lá no Canadá que o White Stripes proporcionou um momento inesquecível pra quem curte a banda: um show de uma nota só. Tudo bem que o pessoal saiu sem entender nada. Mas é claro que os fãs já fizeram ficar famoso como “o show mais rápido do mundo”. É. Deve ter sido. Percebam a decepção da multidão (tem câmeras de TV e tudo em volta) gritando “one more note”:

De acordo com Jack White – a metade falante da dupla –, a ideia surgiu de repente. Diz que ele falou pro pessoal pegar a câmera na mão, mesmo, sem muita perfumaria e gravar simplesmente tudo. Não. Não se trata de um reality show e o guitarrista faz questão de deixar claro que odeia esse tipo de programa, porque “é ridículo”. No caso do doc, não é ridículo porque “mostra como é o processo criativo e como as coisas acontecem na turnê”, na justificativa do próprio Jack, que acrescenta: “É muito mais do que o registro de um show. Eu e Meg nos esforçamos demais para dar ao público o que achamos ser o melhor de nós”.

E se você acha que é tudo balela, por causa do vídeo acima, entenda: foi tudo uma brincadeirinha e que rendeu uma divulgação enorme. Também no Canadá eles tomaram um busão só pra tocar a fofinha música-para-colônia-de-férias Wheels On The Bus e a clássica Hotel Yorba, que não é deles, mas é um daqueles covers que fizeram mais sucesso quando regravado:

Muuuita ansiedade pra ver esse doc! E eu amo o YouTube!!!

Faz quase um mês que a gente falou sobre a estreia do projeto Dead Weather, que reúne quatro dos nossos ídolos num mesmo palco e deve lançar o disco no próximo dia 9. Clique aqui para ler. Agora é a vez de mostrar o vídeo deste primeiro show, que ocorreu no Bowery Ballroom, em Nova Iorque. Com você Alison Mosshart (vocal), Dean Fertita (guitarra), Jack Lawrence (baixo) e Jack White (bateria). Eles são o Dead Weather e tocam o single Hang You From The Heavens:

A nova banda do Jack White (White Stripes e Raconteurs) se chama The Dead Weather e vai tocar hoje, pela primeira vez, num show aberto ao público, na cidade de Nova Iorque. Ao que tudo indica, será coisa linda de Deus. Como a gente não vai, vale a pena ficar de olho, porque a partir de amanhã devem pipocar vídeos no YouTube. Resta agora esperar o lançamento do disco dos caras, Horehound, previsto pro dia 9 de junho.

deadweatherNeste novo projeto, Jack White toca bateria. Junto com ele, Alison Mosshart, do Kills, no papel de compositora e vocalista; o guitarista é o Dean Fertita, do Queens of the Stone Age; no baixo Jack Lawrence, do Raconteurs e do Greenhornes. Só bandão que a equipe do LIXEIRA DO POP curte!

Alguém aí ainda duvida que o som dos caras seja bom? Se sim, então acesse agora o site do Dead Weather e ouça duas faixas da pesada, inclusive o primeiro single, Hang You from the Heavens, lançado há pouco mais de um mês. Nem sei direito qual é a melhor faixa. Ouve aí e me diz.

Esta noite eu tive um sonho. Esquisitíssimo, mas ainda assim foi um sonho. Se você mora em Niterói e tem uma banda que ensaia há mais de três meses, provavelmente vai entender 100%. Se não, pode continuar lendo, que você vai entender 95%. Tá no lucro, né?

Espaço Convés: 'point' underground de Niterói

Espaço Convés: Niterói underground

Foi assim: eu tava lá nas minhas andanças por Nikiti (eu acho) quando – oh! – vi que o U2 (!) estava entrando num lugar tipo o… Convés. Pior: pra fazer um show. Pior ainda: local v-a-z-i-o. hauahauahauahaua Juro que não estou inventando nada. Apenas relato o que me lembro.

Sei que tinha um cara que ficava do lado de fora, distribuindo singles em vinil de 12 polegadas coloridos e transparentes, com faixas comemorativas. Não lembro o que comemoravam, mas comemoravam. O esquema era o seguinte: comprou ingresso pro show, ganhou disquinho. Aí, eu que não entro em show vazio, pedi um vinil. O cara me deu dois, de tão vazio que estava. Resolvi entrar, então, pra pedir autógrafos pra banda. Nem fiquei pro show, porque ia rolar ensaio da Tijolo de Vera e eu ainda precisava ligar pro cara do estúdio pra marcar. Sorte a nossa que eu liguei pro estúdio Start (!) e o cara disse que podia marcar. Isso tipo… No meio da tarde. Aí, o cara do estúdio ainda manda essa: “Posso marcar, sim. Eles só não podem atrasar, porque depois do ensaio eu vou casar”.

E então… Dream is over. Assim mesmo, sem muita conclusão.

Capa do disco 'No Line...'

Acordei pensando em guardar isso pra mim, mas lembrei que há umas duas semanas baixei o disco novo do U2, No Line On The Horizon, mas me faltou coragem para escrever uma resenha decente. Primeiro porque eu sou fã dos caras. Segundo porque eu banquei, junto com a nossa Gari, o elogio ao disco Pop, ao comparar o single Get On Your Boots às músicas daquele álbum. Terceiro porque veio o Carnaval e me deu u-ma-pre-guiiiii-ça!

Aí, neste fim de semana eu fui ao shopping e vi que o disquinho já tava na prateleira das Lojas Americanas, por R$ 34,90 (o lançamento mundial tava marcado pra amanhã, mas tudo bem…). Olha, acho que não vale quanto pesa, não. Desculpem-me, fãs como eu, mas me decepcionei bastante. Cara, o U2 me promete reinventar o rock e me vem com esse disco que, eventualmente soa como “obra” do Roxette? Tá tirando com a minha cara, mêu? Ouvi e fiquei esperando aparecer embaixo aquela tarja do João Kleber: “Pedestre compra disco novo do U2 e toma o maior susto”.

Vamos lá! Faixa a faixa (no esquema ala a ala). Imaginem a Glenda e o Kleber Machado narrando, ok? Vem chegando o U2, com o enredo No Line On The Horizon. A comissão de frente, homônima ao enredo, poderia ter vindo no desfile de 1991, quando o enredo foi Achtung Baby, de preferência, colado à ala Mysterious Ways. A faixa (ou ala) Magnificent também soa muito 90’s. Se estivesse no Zooropa (1993), talvez até virasse single. Chega então a primeira alegoria da Acadêmicos do U2: Moment Of Surrender tem 7min20seg, que eu “editaria” em algo com uns 3min, no máximo. É meio sacal, parece coisa de Joãozinho Trinta na Beija-Flor, sabe? Exagero demais. A menos que você esteja num momento beeem zen, é impossível ouvir no carro ou no iPod, a caminho do trabalho. Dá um sono…

Soa meio antigo

Soa meio antigo

Unknown Caller é quase uma “velha-guarda” e vai mais pra trás ainda e lembra o U2 do final dos anos 80. Na real, o disco não soa como reinvenção alguma, mas como uma grande revisão da carreira dos caras, que têm aí três décadas de estrada. Em vez de relançarem faixas antigas, preferiram fazer músicas novas, aproveitando apenas a sonoridade retrô. Soa muito caça-níqueis. Chega então a ala das crianças, com I’ll Go Crazy If I Don’t Go Crazy Tonight, que soa como algo novo de fato. Nada muito sensacional. Talvez porque veio depois de tanta música com paumolecência (que, é claro, se opõe à paudurecência).

É a vez da bateria – aquela que nunca decepciona -, com a faixa que se tornou o primeiro single do álbum, Get On Your Boots, que tem um post exclusivo aqui e, claro, conta com uma batida bacana. Stand Up Comedy é praticamente o primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira. Também não decepciona, mas não tem a pegada popular da bateria. É mais nobre. Se fosse eu, colocava como segundo single fácil. A ala dos passistas chega em seguida e se chama Fez – Being Born, com direito a sampler da “bateria” com “let me in the sound, let me in the sound” como som incidental no começo da música. Parece uma vinheta, porque depois a faixa dá uma virada, parece que vem aí um Led Zeppelin, mas acaba se revelando um Roxette, com aquele tecladinho típico. Afe!

Calma, que tá acabadando. Lá vem o tripé White As Snow, que não chega a ser uma alegoria, mas vem dar uma melhorada às alas que vêm pela avenida. Som viajante, setentista. Quem chegou até aqui não vai poder reclamar de som viajante NENHUM! De repente, susto! Quando a gente menos esperava, surge a musa da escola de samba, Breathe, novinha, com muita sensualidade e competência. Pena que só apareceu no finzinho, quando o primeiro lugar já está praticamente na mão da rival, que faturou os últimos três campeonatos. Mas, pelo menos, nos dá um motivo pra acreditar. Pra fechar, a ala Cedars Of Lebanon, formada pela comunidade. Comunidade de fãs, que vão querer me bater, mas, na verdade, não passa de mais uma baladinha com pegada messiânica, ótima pros momentos do show em que o telão mostra imagens da tríade guerra-fome-peste, que é “sucesso” desde a Idade Média, pelo menos.

Show no terraço para promover disco novo

Show no terraço para promover disco novo

Bom, ouvi pouco de Robert Plant e nada de Jack White, mas se o U2 diz que está estão lá… Resta esperar que o próximo desfile seja melhor e que o os irlandeses aprendam que não dá pra prometer um Sgt. Pepper’s e apresentar um U2 Revisited. Pelo jeito, a banda se preocupou muito mais com a aparência (formatos diferentes para o álbum, show no terraço de um edifício) e esqueceu do som.

Faixas de No Line On The Horizon:
1. No Line On The Horizon
2. Magnificent
3. Moment Of Surrender
4. Unknown Caller
5. I’ll Go Crazy If I Don’t Go Crazy Tonight
6. Get On Your Boots
7. Stand Up Comedy
8. Fez – Being Born
9. White As Snow
10. Breathe
11. Cedars Of Lebanon

the-edge-inspirado

The Edge recebendo a inspiração

O guitarrista The Edge, do U2, contou para a edição deste mês da revista Rolling Stone (a gringa) que a banda se inspirou muito nos riffs de Jimmy Page e Jack White para compor as canções do próximo disco, que será lançado no dia 2 de março.

De acordo com ele, essa coisa toda surgiu quando eles gravaram o documentário It Might Get Loud (que, por aqui, poderia ganhar o título “Aumenta Que Isso Aí É Rock n’ Roll”) e passaram muito tempo com a metade macha do White Stripes e o guitarrista do Led Zeppelin.

E, por falar nele, o site do New Musical Express atribuiu ao empresário de Jimmy Page a informação de que o Led não vai entrar em turnê de jeito nenhum. O empresário Peter Mensch dissse ao NME: “Led Zeppelin acabou. Se você não os viu em 2007, perdeu”. Per-deu-play-boy!

Plant não dá mais conta do recado

3ª idade: Plant não dá mais conta do recado

Chegou-se a cogitar a possibilidade de excursionar sem Robert Plant (recentemente eleito o melhor vocalista do rock), mas, ainda segundo o empresário, “eles testaram alguns cantores (para substituir Plant), mas ninguém conseguiu. Eles não tem absolutamente nenhum plano de continuar. Zero. Francamente, gostaria que todos parassem de falar sobre isso”. Nós também, Mensch!