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ozzy-osbourne-tronoAcredite: Ozzy Osbourne completa hoje 60 primaveras. Literalmente, já que o verão começa dia 21.

O Madman é, de longe, nosso personagem de reality show favorito. Bom, não dá pra contar a vida do Ozzy aqui no blog, mas dá pra resumir alguma coisa usando apenas os apelidos dele. Vejamos:

1. Pai do Heavy Metal: o cara fundou o Black Sabbath, que surgiu no meio da década de 1960, na Inglaterra, mas só ganhou este nome em 69. E esta primeira formação do Black Sabbath é também a mais clássica: Ozzy (vocal), Tony Iommi (guitarra), Geezer Buttler (baixo) e Bill Ward (bateria). A banda ofereceu uma boa opção pra quem achava que os Stones podiam ser melhores e os Beatles estavam chatinhos demais com a fase psicodélica. Reza a lenda que o nome surgiu quando os caras estavam dando um rolé (rolê, pros paulistas) na cidade-natal deles, Birmingham (Inglaterra), e viram um cinema chamado Black Sabbath, onde passava um filme de terror e pensaram: “As pessoas pagam pra ver isso? Pra sentir medo? Pode ser que dê certo”. E deu, Ozzy! Deu certo! Nove anos depois o cara deixava o grupo e seguia uma carreira solo que, podem discordar, mas é, sim, bem-sucedida: vende discos, lota shows, tem fãs fiéis de todas as idades e é uma banda obrigatória em qualquer lugar em que se toque ou fale sobre classic rock.

2. Príncipe das Trevas: a idéia de o Black Sabbath fazer músicas obscuras, como se fossem, de fato, cenas de terror, rendeu este singelo apelido.

3. Madman: o primeiro disco da carreira solo foi Blizzard of Ozz (1980) e o segundo, Diary of a Madman (1981), foi o que rendeu este apelido, pois dava a entender que era uma espécie de autobiografia.

4. Comedor de morcegos: um dos episódios mais polêmicos da história do rock, o dia em que Ozzy arrancou a dentadas a cabeça de um morcego segue sendo um mistério. O fato existiu, mas ninguém sabe ao certo como (nem por quê) ocorreu. A versão clássica diz que um fã jogou o bichinho no palco e o Ozzy, crente que se tratava de um bicho de plástico (ou de pelúcia, sei lá!), tascou-lhe uma mordida no pescoço. Resultado da parada: teve de tomar uma cacetada de vacinas e ficou cheio de seqüelas (dá pra ver até hoje, né?). Além disso, organizações de apoio aos animais fizeram protestos e vários shows foram cancelados.


Crazy Train, do disco Blizzard of Ozz, foi o primeiro single
da carreira solo do Ozzy e é um dos maiores clássicos do rock

Tá bom de apelido, né?

Ozzy voltou a ter popularidade no mundo inteiro no começo desta década, com o reality show The Osbournes, da MTV. O programa mostrava o lado humano do cara, desfazia a aura Yoko Ono que rondava a mulher Sharon e impulsionou a carreira da filha Kelly, que não se manteve. Mas, como roqueiro, o Ozzy nunca desapareceu. E tratar a Sharon como Yoko é pura sacanagem, porque a senhora Osbourne se revelou uma grande empresária. Quando a carreira do Ozzy começou a declinar (junto com o rock do mundo inteiro) em meados dos anos 90, o que ela fez? Criou o OzzFest. Nada mais era que um festival em que a banda de Ozzy recebia convidados – em geral, bandas novas na cena. Além de dar um gás na carreira do maridão, essa idéia da Sharon promoveu várias bandas bacanas.


Um molequinho de seis anos de idade, chamado
Michael, toca um trecho de
Crazy Train

O disco mais recente de Ozzy Osbourne se chama Black Rain e foi lançado em maio de 2007, sendo que o single I Don’t Wanna Stop chegou às lojas na sexta-feira 13 de abril. Trata-se de um bom disco e só prova que o sesentão aí ainda tem muuuito rock pra cantar.

Parabéns, Ozzy! E não queira parar nunca.


Abertura do show que o Ozzy fez este ano no Rio de Janeiro

nomusicdaycartazImagine se você fosse um músico escocês, que criasse um selo musical responsável por impulsionar a carreira daquele que é o segundo maior quarteto de Liverpool. Depois, você formasse uma dupla de muito sucesso na Europa. Muito mesmo. Tanto que, um belo dia, sem saber o que fazer com tanta grana (e se sentindo culpado, por talvez não achar que seu trabalho valha tanto – afinal, quantos bons músicos não morreram pobres?), resolvesse queimar um milhão de libras numa pequena ilha da Escócia. Bom, você pode dizer que jamais faria isso, mas é porque seu nome não é Bill Drummond.

O cara foi responsável por lançar ninguém menos que o Echo & The Bunnymen (aquela banda de Lips Like Sugar, The Killing Moon, Bring On The Dancing Horses e It’s Alright, entre outras – clique em cima para ver o clipe) e, em 1990, criou a dupla de eletro-rock KLF, que estourou no Velho Continente com What Time is Love?, 3 a.m. Eternal e Last Train to Trancentral. A cena dele queimando dindim faz parte de um documentário sobre a história do KLF e o traileraqui.

Mas então… Agora que você já sabe a historinha, posso dizer que esse cara, Bill Drummond, organiza há quatro anos, sempre no dia 21 de novembro (ou seja, HOJE!), o Dia Sem Música (No Music Day). Por quê? Porque ele acha que nossas músicas contemporâneas andam muito caídas. Tem muito lixo musical tocando por aí e as pessoas meio que perderam o critério: escutam qualquer coisa. Como dia 22 de novembro é o Dia de Santa Cecília, padroeira da música (conseqüentemente é o Dia do Músico), Drummond achou por bem que, se fizesse um jejum na véspera, para podermos expiar nossos pecados. Os músicos, por fazerem qualquer coisa. O público, por aceitar ouvir qualquer coisa.

cartaznapaulistaCartaz do Dia Sem Música numa esquina da Paulista

Desta vez, a cidade-sede escolhida é São Paulo. É a primeira vez que a base do Dia Sem Música fica fora da Europa (em 2005 foi Liverpool, em 2006, Londres, e no ano passado, Gretna Green, na Escócia, com direito a apoio da rádio BBC local e tudo). Dentre as ações organizadas está prevista uma espécie de blitz na Avenida Paulista, para incentivar os pedestres a desligarem tocadores de mp3 e rádios, além de usarem os celulares exclusivamente para conversar. Nada de música hoje!

O protesto anual do Dia Sem Música tem uma data para acabar: 21 de novembro de 2009. A sede ainda não foi escolhida, mas não seria nada mal que fosse uma cidade nos Estados Unidos. Aliás, uma parte muito grande o lixo musical da atualidade vem de lá.

O que Montage, Seu JorgeVanguart tem em comum? Os três foram impedidos de entrar na Inglaterra. A notícia é do G1.

Barrados no baile

Barrados no baile

Para saber por que a Rainha Elizabeth está toda-toda de McGirl, clique na figura e leia a reportagem do Estadão.