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Madrugada de sábado pra domingo começando e o GARI aqui… em casa! Fazer o quê, né? Montei um mixtape e espero que curtam:

O setlist é o seguinte:

1. 3Oh!3 – Richman
2. Chew Lips – Salt Air (Suds and Soda Clash Up)
3. Cut Copy – Lights and Music
4. Marina and The Diamonds – Hollywood (French Soler remix)
5. Depeche Mode – Dream On
6. The Gossip – Pop Goes The World
7. MSTRKRFT feat. Freeway – 1000 Cigarettes
8. Cage The Elephant – Lotus
9. White Stripes – Seven Nation Army (Tim Deluxe Bootleg remix)
10. Justice – DVNO (Sunshine Brothers mix)
11. Pet Shop Boys – Love Etc. (Beautiful Dub)
12. Friendly Fires – On Board
13. Hot Chip – Take It In
14. Moby – Natural Blues (Mike D remix)

Tuíte-nos: http://wp.me/pdGj4-FF

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…já tá na rede o primeiro single do novo álbum dos Arctic Monkeys, Hambug, a ser lançado no dia 25 de agosto. A faixa se chama Crying Lightning. A gente, que “adora o Franz” [interna], se amarrou.

Perfect Symmetry

Perfect Symmetry

O trio inglês (Tim Rice-Oxley, no baixo, na guitarra e no vocal, Richard Hughes, na bateria e Tom Chaplin no vocal e na guitarra) lançou oficialmente na última segunda-feira (13) o disco Perfect Symmetry (Island Records), nas lojas da Europa. Trata-se de um petardo muito bem produzido, com sons maduros e que mostra uma evolução considerável na sonoridade da banda que passeava entre o modismo do indie rock e a melancolia do Coldplay.

Desta vez, arriscaram mais e deu certo. Por quê beber da fonte da banda de Chris Martin (Somewhere Only We Know, do disco de estréia Hopes and Fears, de 2004) se o U2 ainda está aí pra influenciar? Por quê apostar num som que parece Strokes (Is it Any Wonder?, do segundo álbum, Under the Iron Sea, de 2006) se você pode criar algo tão bom quanto?


Spiralling (radio edit)

Provavelmente foi nisso que eles pensaram quando decidiram fazer de Spiralling o single de lançamento, distribuído por alguns dias gratuitamente no site da banda. O som, animadíssimo, não lembrava de forma alguma aquela banda que, quando passou pelo Brasil, fazia sucesso com Crystal Ball. Em compensação, pras pistas, me parece melhor até que o já citado Is it Any Wonder?. A versão “álbum” de Spiralling, inclusive, soa tão boa e tão “pista” quanto a do single, apesar de ter 51 segundos de música a mais. Na verdade, parece que são duas músicas diferentes, já que a versão completa não fica parecendo a “radio edit com mais instrumentais”. Isso é ótimo!

Claro que Spiralling faz as honras da casa e abre o CD, que logo depois baixa o bpm ao som de Lovers Are Losing, que, assim como Black Burning Heart, tocaria mole em qualquer lounge descolado na noitada. Da safra influenciada pelo U2, podemos citar a faixa-título, que é bem pop, You Don’t See Me, que é mais lentinha, com uma bateria calma, uma percussão de leve e um vocal que é a cara do Bono. Como eu gosto dos irlandeses, achei ótimo! O legal é que antes a gente ouvia algumas coisas do Keane e pensava: “é o Coldplay?” e agora pensamos: “parece U2, mas tem personalidade diferente; quem será?” Pretend That You’re Alone segue a mesma linha mais tranqüila.


Lovers Are Losing

Além de Spiralling, há outras duas faixas mais animadinhas – mas não tanto quanto ela: Better Than This, Again & Again, ambas com palminhas, e ainda You Haven’t Told Me Anything, que parece boa pra pistas alternativas, como a da Casa da Matriz, no Rio (mais precisamente aos sábados).

E, se o Keane decidiu agradar a todos os gostos dessa vez, é claro que rolam umas baladinhas lentinhas, que lembram os dois discos anteriores. Uma é Playing Along e a outra é Love is The End, que, adivinhe, fecha competentemente o CD.

Eis a lista de faixas do álbum Perfect Symmetry, previsto pra chegar às prateleiras brasileiras somente no dia 28 de outubro, mas disponível desde o dia 7 na internet:

1. Spiralling
2. Lovers are Losing
3. Better Than This
4. You Haven’t Told Me Anything
5. Perfect Symmetry
6. You Don’t See Me
7. Again & Again
8. Playing Along
9. Pretend That You’re Alone
10. Black Burning Heart
11. Love is The End

Sim, Lucas, você errou!

É claro que tinha um GARI lá na exibição do Arctic Monkeys At The Apollo, que rolou na noite de ontem no cinema Odeon, no Rio. Em sessão única, os cariocas puderam ver o que só quem foi aos cinemas em Londres, Luxemburgo e Barcelona viu. Não só assistiram, como também bateram palmas, deram gritinhos, cantaram juntos… Um show!

Uma grande fila se formou por volta das 20h na Cinelândia, mas a sala só foi aberta 50 minutos depois. Fila digna da já tradicional Maratona de Cinema, que rola no mesmo lugar toda a primeira sexta-feira do mês e atrai basicamente o mesmo público que apareceu ontem.

Somente a parte de baixo do cinema estava aberta e, quando resolveram liberar a parte de cima, rolou uma pequena correria. Todos acomodados, hora de começar o filme. Não sem antes o pessoal do MovieMobz se apresentar e ser aplaudido por ter conseguido incluir o Rio de Janeiro na lista de quatro cidades onde o filme passou nesta terça-feira. Eles anunciaram ainda que dia 29 de outubro vai rolar uma segunda chance. O cinema – também no Rio – será escolhido por votação popular no próprio site do MovieMobz. Democrático, não?

Assim que o filme começou, com Brianstorm, single de lançamento do disco mais recente do Arctic Monkeys, Favourite Worst Nightmare (2007), rolaram aplausos, gritinhos, todo mundo cantando e até uns (meninos e meninas) mais exaltados gritando “gostoso!” quando o voalista Alex Turner aparecia. Quando a música acabou, mais aplausos e um coro de “aumenta, aumenta”. O pessoal do cinema aumentou o volume gradativamente até o início da quarta música, I Bet You Look Good On The Dance Floor, quando, aí, sim, ficou parecendo um show de rock.

Curioso é que foi muito difícil ouvir os aplausos do filme, porque a platéia do cinema parecia que estava lá, ao vivo, na fila do gargarejo.

Uma surpresa do filme foi o auxílio luxuoso do vocalista/guitarrista do Rascals, Miles Kane, que já havia tocado a guitarra de 505 durante a tour européia do Arctic Monkeys. Naquela época surgiu uma parceria entre ele e o líder do Arctic Monkeys, Alex Turner, que resultou num ótimo projeto paralelo chamado Last Shadow Puppets, que estreou oficialmente agora em 2008, com o lançamento do petardo The Age Of The Understatment. Kane tocou duas do Arctic Monkeys: Plastic Tramp (lado B do single Fluorescent Adolescent) e 505, lógico.

O final do filme todo mundo já sabe: eles tocam If You Were There, Beware, deixam o palco, as luzes apagam e sobem os créditos.

E, subvertendo aquela lógica jornalística da pirâmide invertida, agora, sim, o lide: a grande sacada do filme é a edição. A linguagem é muito rápida e lembra muito um videoclipe. Parece um especial da MTV. Deve incomodar a quem mão está acostumado, mas agrada bastante a massa dos fãs do Arctic Monkeys, que tem menos de 20 anos. Pra quem perdeu e quiser ver no dia 29, um aviso: prepare-se para um show e não para um filme, porque as pessoas “interagem”, conversam e fazem fotos dentro do cinema. Comportamento que fariam alguns ex-professores meus da faculdade arrancarem os cabelos. Mas é maneiro!

Para saber detalhes do filme e a lista de músicas, clique aqui.

E, sim, estávamos com preguiça de postar a programação do Tim Festival 2008, que rola daqui a menos de três semanas. Aí, o Crisper, do blog Oh, my rock!, resolveu publicar. E nós resolvemos copiar. Com link, os highlights (pra gente):

SÃO PAULO – AUDITÓRIO IBIRAPUERA
21/10 – 20h30 Noite de Gala: Sonny Rollins
22/10 – 20h30 Sophisticated Ladies: Carla Bley / Stacey Kent / Esperanza Spalding
23/10 – 20h30 Bossa Mod: Marcelo Camelo / Paul Weller
24/10 – 20h30 The Cats: Bill Frisell / Tomasz Stanko / Enrico Pieranunzi
25/10 – 11h Ao ar livre: Sonny Rollins
25/10 – 20h30 Rosa Passos

SÃO PAULO – ARENA DE EVENTOS (PARQUE DO IBIRAPUERA)
22/10 – 21h Brilhando no Escuro: Kanye West
23/10 – 21h Novas Raves: The Gossip / Klaxons / Neon Neon
24/10 – 19h Tim Festa: Dan Deacon / DJ Yoda / Sany Pitbull / Música Magneta / Junior Boys / Gogol Bordello / Switch / Leandro HBL Video Artista / Database
25/10 – 21h Ponte Brooklyn: Cérebro Eletrônico / MGMT / The National

RIO DE JANEIRO – MARINA DA GLÓRIA

Come with me, come with me!

Klaxons: 'Come with me, come with me!'

23/10 – 20h Noite de Gala: Rosa Passos
23/10 – 21h Noite de Gala: Sonny Rollins
24/10 – 20h Sophisticated Ladies: Carla Bley / Stacey Kent / Esperanza Spalding
24/10 – 21h Brilhando no Escuro: Kanye West
24/10 – 22h Ponte Brooklyn: The National / MGMT
25/10 – 1h Tim no Tim: Instituto apresenta “Tim Maia Racional”
25/10 – 20h The Cats: Bill Frisell / Tomasz Stanko / Enrico Pieranunzi
25/10 – 21h Novas Raves: The Gossip / Klaxons / Neon Neon
25/10 – 22h Bossa Mod: Marcelo Camelo / Paul Weller
26/10 – 1h Tim Festa: Dan Deacon / DJ Yoda / Sany Pitbull / Música Magneta / Junior Boys / Gogol Bordello / Switch / Leandro HBL Video Artista / Database

Vitória Teatro UFES
25/10 – 20h30 Stacey Kent / Carla Bley
26/10 – 20h30 Siba / Gogol Bordello
27/10 – 20h30 The National / MGMT

EVENTO MOVIEMOBZ
ARCTIC MONKEYS AT THE APOLLO

Lançamento do novo DVD da banda, em Estréia simultânea mundial

Somente NA TERÇA (14/10) às 21h
Cinema Odeon BR: Praça Floriano 7, Cinelândia, Rio de Janeiro – RJ
Preço Único (todas os dias): R$10,00
580 lugares

Já falamos sobre esse filme num post anterior, com direito a trailer e faixa pra download.

Simian

Simian Mobile Disco = James Ford + James Anthony Shaw

Foi com essa palavra de ordem (ok, deveria ser frase de ordem, mas alguém convencionou que tudo deveria ser palavra; então tá) que a gravadora Wichita Recordings lançou uma coletânea virtual só com indies. A dica estava no site do New Musical Express. Confira a lista de faixas do arquivo, com destaque para o som eletrônico do Simian Mobile Disco, para uma aventura industrial de Peter Bjorn & John, para a porrada do The Bronx e para o riff do Les Savy Fav, que lembra muuuito Sonic Youth:

1. Those Dancing Days – Tasty Boy
2. Lovvers – Human Hair
3. Sky Larkin – Molten
4. Los Campesinos! – How I Taught Myself to Scream
5. The Bronx – Knifeman
6. Les Savy Fav – Meet Me in the Dollar Bin
7. Conor Oberst – I Dont Want To Die (In The Hospital)
8. Peter Moren – Tell Me In Time
9. Greg Weeks – Burn The Margins
10. Euros Childs – Saving Up To Get Married
11. Meg Baird – Maiden in the Moor Lay
12. The Dodos – Paint The Rust
13. Peter Bjorn & John – Inland Empire
14. Simian Mobile Disco – I Got This Down (Invisible Conga People Mix)
15. Her Space Holiday – The Year In Review

Pra baixar, basta clicar aqui, preencher com seu e-mail e acessar o link que eles mandarão pra lá.

De um amigo que cobre a Série B do Campeonato Goiano: “É futebol indie“.

E aí? Curte ficar descobrindo bandas novas no MySpace? A gente, por aqui, se amarra.

Então, seguem dicas de boas bandas gringas novas que estão rolando por lá (depois fazemos uma lista das brazucas, tá?):

The Days num momento “pintou sujeira!”

The Days: pop / rock / alternativa, do Reino Unido
Pop rock indie muito, muito legal. Lembra Libertines, mas não soa como uma cópia.

Cold Hands: parece nu-metal emo. Mas não é

Cold Hands: indie / rock / new wave, do Tennessee, EUA
Passeia entre estilos e adere à onda new rave, com músicas ideais para festas. Já pra pista!

Anton Mink: blasé cool

Anton Mink: rock / indie / alternativa, de Kentucky, EUA
O vocal, feminino, lembra a Karen O., do Yeah Yeah Yeahs, e o jeitão dance pop metidão soa como brit pop. É a evolução do Cansei de Ser Sexy. Sacou?

Skank Sinatra: electro / house / big beat, do Reino Unido
Já vale pelo trocaralho do cadilho. É o batidão do Sinatra. Som eletrônico, que em alguns momentos resvala no rock. Voltemos à pista!

Zoot Woman: não é o Echo & The Bunnymen disfarçado

Zoot Woman: alternativa / pop / eletrônica, de Londres, RU
Infelizemente não está no MySpace a ótima versão que eles fizeram para “Das Model / The Model”, do Kraftwerk, mas tá valendo. Já sacou a onda, né? Som novo com ótimas influências de Kraftwerk, Joy Division, Soft Cell, Depeche Mode… Já gostei!

Tinha mais duas indicações, mas vou deixar pra outro dia, só pra poder atualizar mais aqui. Mesmo porque estes links aí já são suficientes para te divertir durante este fim de semana.

Aproveite o rock. E aproveite também pra ir tomar um solzinho e ativar sua vitamina D, pra não ficar velho logo. Eu tô indo.

Valeu!

Ouvi falar em Rufus Wainwright por ocasião de sua vinda ao Brasil em maio (dia 7 no Rio, dia 9 em Sampa, dia 11 em BH e dia 13 em Brasília). Muita gente falando bem. Aí, joguei no Google e descobri que o cantor indie de 34 foi estuprado aos 14, no Hyde Park, em Londres, e só escapou porque fingiu um ataque epiléptico. Aos 25 (segundo a confiabilíssima Wikipedia, “ainda na adolescência”), assumiu publicamente sua homossexualidade na revista Rolling Stone e o disco mais bem sucedido da carreira dele é Release The Stars, lançado em maio do ano passado e que alcançou o número 2 da parada britânica.

Aí, fui ouvir o bendito disco. Na boa: as faixas ímpares não são exatamente muuuuuuito boas, mas são legaizinhas e muito superiores às faixas pares, com exceção de Slideshow, que soa como faixa ímpar.

Se os demais discos forem assim, tenho uma sugestão para o Rufus: lançar um The Best Of Odd Songs (O Melhor das Canções Ímpares). Acho que seria sucesso! Pense nisso, rapaz…

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