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7430672Se você pretende baixar ou passar adiante algum arquivo de áudio neste fim de semana, leia primeiro este post. É que uma mãe de família chamada Jammie Thomas-Rasset (foto), de 32 anos, foi condenada a pagar US$ 1,9 milhão (mais de R$ 3,7 milhões) por ter compartilhado pela internet – pasmem – duas dúzias de arquivos músicais, dentre eles, canções do Green Day e da Sheryl Crow.

A decisão do júri de Minnesota (EUA) favorece, claro, um grupo de gravadoras (Sony, BMI, Universal e Warner) e foi considerada “ridícula” pela ré – e por nós aqui desta LIXEIRA DO POP também. Jammie, que tem quatro filhos, acrescentou: “Sou uma mãe, com pouca grana, então não vou me preoucupar com isso agora” e não deixou claro se vai recorrer da sentença. A sempre inoportuna Associação Americana da Indústria das Gravadoras (RIAA) ainda quer mais. De acordo com o órgão, a moça teria feito upload ilegal de mais de 1.700 músicas para o software de compartilhamento de arquivos KaZaA. Detalhe: este é apenas um dos mais de 30 mil processos por direitos autorais movidos pela RIAA.

Jammie alega que só fez isso porque é muito fã de música. Só tem que é a segunda vez que a RIAA leva esta mesma dona pra Justiça.  O julgamento anterior acabou sem veredito. Sapequinha essa Jammie também, né? Custava dar um tempo?

Fato é que a gente sempre repete aqui: as gravadoras perderam o controle e vão afundar numa crise sem precedentes, porque nunca se adaptam ao mercado. Sempre esperam que o mercado se adapte a elas. O problema é que a internet democratizou a produção cultural de tal forma que é praticamente impossível você produzir algo somente seu. Palavra de ordem no mundo digital neste começo de século: compartilhar. Mais cedo ou mais tarde eles entenderão isso. Ao que tudo indica, será mais tarde. A propósito, parece que o colunista de TV do UOL, Ricardo Feltrin (Ooops!), concorda com a gente:

Terminamos com perguntas:

1 – Essa grana TEM de ir TODA para os artistas, uma vez que o debate é em torno de DIREITOS AUTORAIS e não do lucro das gravadoras. Você acha que os artistas vão ganhar dinheiro com estas indenizações?
2 – Onde é que arranjaram essas músicas tão caras, gente? 24 faixas a quase US$ 2 milhões?
3 – Como faz agora, que a mãe de família não pode pagar a multa?
4 – Quando é que as gravadoras vão se tocar que o modelo de negócios de 20 anos atrás já não se aplica mais?

green-dayÉ, pessoal. Pra fechar bem a semana, a notícia que vem de um executivo da divisão brasileira da Warner Music, gravadora dos caras: a nova turnê dos Green Day, que começa no dia 4 de junho, em Hollywood, deve chegar à América do Sul no início de 2010 e o Brasil está no roteiro. Antes, passará pela Europa.

O repertório terá como base o recém-lançado 21st Century Breakdown, oitavo álbum de carreira do power-trio californiano. O disco, aliás, merece uma resenha por aqui. São 18 faixas, divididas em três atos, tipo uma peça de teatro. A pegada é bem parecida com a de American Idiot (2004). Ou seja, um punk beeem pop, quase emo, radiofônico pra caramba e com bons refrões.

Quem assina a produção é o Butch Vig, que se consagrou ao produzir o clássico Nevermind (1991), do Nirvana. Eles estão divulgando o terceiro single, 21 Guns. Antes lançaram, nesta ordem, Know Your Enemy e a faixa-título, 21st Century Breakdown.

O Green Day está na estrada há 21 anos e já vendeu 13 milhões de discos. Vambora curtir então Know Your Enemy ao vivo no estúdio Abbey Road (a música demora a começar, porque rola uma vinheta e uma entrevistinha antes, mas vale a pena):

Bom fim de semana!