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…já tá na rede o primeiro single do novo álbum dos Arctic Monkeys, Hambug, a ser lançado no dia 25 de agosto. A faixa se chama Crying Lightning. A gente, que “adora o Franz” [interna], se amarrou.

As vozes que povoam a minha cabeça me dizem que, mesmo com o cancelamento do Tim Festival, não há motivos para arrancar os cabelos, porque vem aí um novo festival de indie, new rave, eletroclash e outras coisas que gostamos, para fazer frente ao já poderoso Planeta Terra (que fica restrito a São Paulo). Se for rolar, mesmo, o Rio de Janeiro será a cidade-sede e não existe certeza sobre a realização em outras praças. Não deve ter jazz, mas nem tudo está perdido. Nomes cogitados? LCD Soundsystem, Bloc Party e outras bandas ainda inéditas por aqui. Bem que podiam incluir Fischerspooner, que ano passado fez um show quase na encolha só pra Pauliceia, e Empire Of The Sun, além de trazerem o Franz de volta. Custa nada sonhar um cadinho, né?

Agora, que os dois GARIS mais novos já contaram como chegaram até aqui, vou contar como eu e o outro GARI criamos este blog. Há um ano e um mês, mais ou menos, nós dois trabalhávamos numa rádio rock dirigida lindamente pela Selma Boiron. Tudo muito bem… A gente teve a ideia de fazer um programa chamado LIXEIRA DO POP. E de onde surgiu esta ideia? De bobagens que a gente falava, basicamente comparações, tipo: “o John Mayer é o Jay Vaquer gringo”.

A Selma estranhou o nome, porque a rádio era maior sisudona no rock, mas a gente queria propor uma ironia quanto a essa cultura pop que todos os dias entope nossas goelas – ou ouvidos – de lixo, seja no rádio, na TV ou na internet. O plano era que qualquer pessoa com dois neurônios ou mais conseguisse entender isso. Descobrimos que muita gente não tem nem esses dois neurônios. Mas ficamos felizes por termos conquistado uma audiência qualificada, com capacidade de compreender tudo o que escrevemos, desde quando falamos sobre desde a prisão do banqueiro Daniel Dantas até uma prova que a TV sempre foi a real LIXEIRA DO POP.

Gostem ou não, prometemos continuar assim, ok?

Bom, mas hoje é dia de indicar downloads gratuitos e LEGAIS. Para baixar alguns, talavez seja necessário se cadastrar gratuitamente, mas são formulários rápidos. Na lista, Beirut, Empire Of The Sun, Nine Inch Nails e Placebo. Pra começar, um remix “ixpérrrto”, do Franz Ferdinand. Porque a gente adora o Franz, cara! (piada interna, não procurem entender):

Franz Ferdinand – No You Girls (RMX)
Uma das melhores faixas do disco mais novo dos escoceses, Tonight, remixada pelo Rogue Element. Combina muito com a versão eletrônica de Lucid Dreams, aquela que está no álbum. Repetindo: é eletrônica. Depois não vem, dizer que baixou pensando que fosse um puta rockão.

Beirut – My Night With The Prostitute From Marseille
A banda de Santa Fé (Novo México, EUA) ficou famosa nas rodas indies brasileiras com Elephant, tema de abertura da minissérie Capitu, da TV Globo. A faixa que eles liberaram traz o mesmo vocal hipnoticamente arrastado, num som menos etéreo e mais dançante. Bem legal!

Empire Of The Sun – Romance To Me
Pop? Indie? Psicodélico? Não importa! Som da melhor qualidade, feito pela dupla australiana que bebe de fontes como Spandau Ballet, Duran Duran e Prefab Sprout. Ouvi falar sobre eles na Rio Music Conference e gostei bastante do som. O nome da banda foi assumidamente surrupiado do romance Império do Sol, de JG Ballard, (que em 1987 virou filme sob a batuta de Steven Spielberg) que a banda conheceu quando esteve em Shangai. Este single é inédito e, por isso, não está no disco de estreia, Walking On A Dream (2008).

FAROFF – The Beatles vs LCD Soundsystem vs The Kinks
Já falamos sobre esse brasileiro que faz mash-ups sensacionais num post anterior. Agora, uma sugestão pra você baixar. Vale a pena entrar no MySpace dele e catar todos os links. Tem muuuitos downloads gratuitos pra fazer lá. E lá no MySpace tem datas de discotecagens do cara aqui por território tupiniquim.

Hungry Kids Of Hungary – Scattered Diamonds
A faixa faz parte do segundo EP do quarteto australiano, Mega Mountain (2009). O grupo, que ainda não tem nem dois anos de formação, já bomba nas rádios rock da terra-natal, com um som em que tentam misturar influências do rock inglês (hmmm… Soa colonial? Bastante. Isso é ruim? Não), dos anos 1960 pra cá.

Metric – Help I’m Alive (acoustic)
É uma banda que vale a pena conhecer. Eles já tocaram por aqui num show aberto em 2008, no festival Motomix, ao lado do Go! Team. Esta é a versão acústica da faixa que deve abrir o disco Fantasies, previsto para chegar às lojas lá de fora no dia 14 de abril. Mas não precisa esperar até lá pra matar a curiosidade. O quarteto canadense colocou dez faixas novas pros fãs ouvirem de graça no site. Numa primeira audição, me pareceu melhor que os dois discos mais recentes, Live It Out (2005) e Grow Up And Blow Away (2007).

ninjaNine Inch Nails – NIN/JA 2009
O nome sugestivo é o título do segundo EP promocional da atual turnê do Nine Inch Nails, baseada no disco The Slip (2008). O primeiro EP foi lançado no ano passado e, assim como este, trazia faixas que incluíam o NIN e as bandas que abriam os shows da excursão. Agora são duas músicas de cada grupo: Street Sweeper, Jane’s Addiction e Nine Inch Nails. Desses dois últimos surgiu o nome do petardo: NIN/JA 2009, que nada tem a ver com artes marciais. Dá pra baixar o EP e mais um monte de músicas do bandão do Trent Reznor de grátis e em alta definição. E tem mais: depois de baixar, você pode remixar (lá ensina como faz – em inglês) e enviar a sua versão pro site. Aí, os outros fãs podem ouvir e baixar. Tudo for free. E rock da melhor qualidade, sem frescura. Ou seja, tem moral de sobra pra detonar o Chris Cornell.

Placebo – Battle For The Sun
Estreando baterista novo, com a mesma pegada irresistível de sempre e a promessa de um disco mais ensolarado. Será que os fãs vão curtir este novo Placebo? Provavelmente sim, a julgar pelo primeiro single, que também dá nome ao disco, Battle For The Sun, previsto para chegar às lojas gringas no dia 8 de junho. Só para registrar, o novo baterista se chama Steve Forrest e é californiano. O que contribui para a nossa dúvida: por que o Placebo é considerado um grupo londrino se o vocalista/guitarrista Brian Molko é belga e o baixista Stefan Olsdal é sueco? Bom, dane-se! Poderiam ser considerados sudaneses, que a gente continuaria curtindo.

School Of Seven Bells – Half Asleep
A música começa bem nesse clima mesmo, “quase adormecido”, mas fica animadinha e dá até pra dançar. O trio novaiorquino é formado pelas gêmeas Alejandra e Claudia Deheza e pelo ex-guitarrista do Secret Machines, Benjamin Curtis. A imprensa lá fora costuma dizer que o som deles é um “electro dream pop” e gosta de compará-los a My Bloody Valentine, Kate Bush e Cocteau Twins. Ficou curioso, né? Baixe aí e tire suas próprias conclusões.

Agora, com tantas dicas de downloads, nos resta desejar um ótimo fim de semana geek pra você! E aproveita enquanto é gratuito. Divirta-se!

Bom, não sei nem por onde começar.

Mais uma banda da modinha indie

Mais uma banda da modinha indie

Estava lendo o NME.com quando me deparei com esta resenha da música Pink Sabbath, de uma banda chamada Dananananaykroyd (essa da foto acima):

Just when you thought this Glasgow sixsome couldn’t get any more frenzied, they go and whip up an alt.punk racket like this. ‘Pink Sabbath’ explodes into our lives straight off the back of superb mini-LP ‘Sissy Hits’, propelling itself at breakneck speed to the top of the Tracks pack by yelping and hollering its demented heart out. It’s brilliantly noisy – check out the gargantuan combo of duelling drums and squalling riffs – and clever, catchy and effortlessly joyous to boot. Oh Danan…, if only we could say your name properly, we’d be shrieking it from the rooftops right now.

[Nota:] 9 of 10

É claro que não é a fórmula da Coca-cola, mas vale a pena dar uma ouvida pra conhecer. Clique aqui para acessar o MySpace deles e ver que Juliette & The Licks, Gossip, Subways, Kooks e os conterrâneos Franz Ferdinand são bem melhores… hehehe