Posts com Tag ‘FarOFF’

A badalada festa Bootie desembarca hoje pela primeira vez na América do Sul. A cidade escolhida é Brasília. A “balada”, reconhecida por ser a maior do mundo especializada em mash-ups, já passou por Paris, Nova Iorque, São Francisco, Los Angeles, Berlim, Boston, Munique, Pequim, Hong Kong, Munique, Chicago, Brisbane e Copenhaguen. Bacana, né?

Vai ter FarOFF (que é local, com fama internacional)…

… o muso da MTV João Brasil…

… o carioca Lucio K…

… além dos DJs que tocam nas festas mais maneiras da night brasiliense: Pop e Vitão Milionário (Indiecent Music), Barata (Criolina) e Cookie Valentino (Cansei de Ser Cult), além do coletivo de VJs Desconstrução, performance do grupo Circênicos:

O melhor é que será ao ar livre, num dos lugares mais bonitos da capital do meu país </Nativus>: o Parque da Cidade.

Partiu?

SERVIÇO – Festa Bootie

Local: Parque da Cidade Sarah Kubitschek, Asa Sul, Brasília – DF
Data: Quinta (16/7), às 22h
Preço inteira:
R$ 10, até 0h; e R$ 15, após. Entrada franca para os 50 primeiros
Informações: (61)7814-1464/9984-7224
Classificação etária: 18 anos

Para ler o que já publicamos sobre mash-ups, clique aqui.

eu ainda não tenho contato com esse
Anúncios

Agora, que os dois GARIS mais novos já contaram como chegaram até aqui, vou contar como eu e o outro GARI criamos este blog. Há um ano e um mês, mais ou menos, nós dois trabalhávamos numa rádio rock dirigida lindamente pela Selma Boiron. Tudo muito bem… A gente teve a ideia de fazer um programa chamado LIXEIRA DO POP. E de onde surgiu esta ideia? De bobagens que a gente falava, basicamente comparações, tipo: “o John Mayer é o Jay Vaquer gringo”.

A Selma estranhou o nome, porque a rádio era maior sisudona no rock, mas a gente queria propor uma ironia quanto a essa cultura pop que todos os dias entope nossas goelas – ou ouvidos – de lixo, seja no rádio, na TV ou na internet. O plano era que qualquer pessoa com dois neurônios ou mais conseguisse entender isso. Descobrimos que muita gente não tem nem esses dois neurônios. Mas ficamos felizes por termos conquistado uma audiência qualificada, com capacidade de compreender tudo o que escrevemos, desde quando falamos sobre desde a prisão do banqueiro Daniel Dantas até uma prova que a TV sempre foi a real LIXEIRA DO POP.

Gostem ou não, prometemos continuar assim, ok?

Bom, mas hoje é dia de indicar downloads gratuitos e LEGAIS. Para baixar alguns, talavez seja necessário se cadastrar gratuitamente, mas são formulários rápidos. Na lista, Beirut, Empire Of The Sun, Nine Inch Nails e Placebo. Pra começar, um remix “ixpérrrto”, do Franz Ferdinand. Porque a gente adora o Franz, cara! (piada interna, não procurem entender):

Franz Ferdinand – No You Girls (RMX)
Uma das melhores faixas do disco mais novo dos escoceses, Tonight, remixada pelo Rogue Element. Combina muito com a versão eletrônica de Lucid Dreams, aquela que está no álbum. Repetindo: é eletrônica. Depois não vem, dizer que baixou pensando que fosse um puta rockão.

Beirut – My Night With The Prostitute From Marseille
A banda de Santa Fé (Novo México, EUA) ficou famosa nas rodas indies brasileiras com Elephant, tema de abertura da minissérie Capitu, da TV Globo. A faixa que eles liberaram traz o mesmo vocal hipnoticamente arrastado, num som menos etéreo e mais dançante. Bem legal!

Empire Of The Sun – Romance To Me
Pop? Indie? Psicodélico? Não importa! Som da melhor qualidade, feito pela dupla australiana que bebe de fontes como Spandau Ballet, Duran Duran e Prefab Sprout. Ouvi falar sobre eles na Rio Music Conference e gostei bastante do som. O nome da banda foi assumidamente surrupiado do romance Império do Sol, de JG Ballard, (que em 1987 virou filme sob a batuta de Steven Spielberg) que a banda conheceu quando esteve em Shangai. Este single é inédito e, por isso, não está no disco de estreia, Walking On A Dream (2008).

FAROFF – The Beatles vs LCD Soundsystem vs The Kinks
Já falamos sobre esse brasileiro que faz mash-ups sensacionais num post anterior. Agora, uma sugestão pra você baixar. Vale a pena entrar no MySpace dele e catar todos os links. Tem muuuitos downloads gratuitos pra fazer lá. E lá no MySpace tem datas de discotecagens do cara aqui por território tupiniquim.

Hungry Kids Of Hungary – Scattered Diamonds
A faixa faz parte do segundo EP do quarteto australiano, Mega Mountain (2009). O grupo, que ainda não tem nem dois anos de formação, já bomba nas rádios rock da terra-natal, com um som em que tentam misturar influências do rock inglês (hmmm… Soa colonial? Bastante. Isso é ruim? Não), dos anos 1960 pra cá.

Metric – Help I’m Alive (acoustic)
É uma banda que vale a pena conhecer. Eles já tocaram por aqui num show aberto em 2008, no festival Motomix, ao lado do Go! Team. Esta é a versão acústica da faixa que deve abrir o disco Fantasies, previsto para chegar às lojas lá de fora no dia 14 de abril. Mas não precisa esperar até lá pra matar a curiosidade. O quarteto canadense colocou dez faixas novas pros fãs ouvirem de graça no site. Numa primeira audição, me pareceu melhor que os dois discos mais recentes, Live It Out (2005) e Grow Up And Blow Away (2007).

ninjaNine Inch Nails – NIN/JA 2009
O nome sugestivo é o título do segundo EP promocional da atual turnê do Nine Inch Nails, baseada no disco The Slip (2008). O primeiro EP foi lançado no ano passado e, assim como este, trazia faixas que incluíam o NIN e as bandas que abriam os shows da excursão. Agora são duas músicas de cada grupo: Street Sweeper, Jane’s Addiction e Nine Inch Nails. Desses dois últimos surgiu o nome do petardo: NIN/JA 2009, que nada tem a ver com artes marciais. Dá pra baixar o EP e mais um monte de músicas do bandão do Trent Reznor de grátis e em alta definição. E tem mais: depois de baixar, você pode remixar (lá ensina como faz – em inglês) e enviar a sua versão pro site. Aí, os outros fãs podem ouvir e baixar. Tudo for free. E rock da melhor qualidade, sem frescura. Ou seja, tem moral de sobra pra detonar o Chris Cornell.

Placebo – Battle For The Sun
Estreando baterista novo, com a mesma pegada irresistível de sempre e a promessa de um disco mais ensolarado. Será que os fãs vão curtir este novo Placebo? Provavelmente sim, a julgar pelo primeiro single, que também dá nome ao disco, Battle For The Sun, previsto para chegar às lojas gringas no dia 8 de junho. Só para registrar, o novo baterista se chama Steve Forrest e é californiano. O que contribui para a nossa dúvida: por que o Placebo é considerado um grupo londrino se o vocalista/guitarrista Brian Molko é belga e o baixista Stefan Olsdal é sueco? Bom, dane-se! Poderiam ser considerados sudaneses, que a gente continuaria curtindo.

School Of Seven Bells – Half Asleep
A música começa bem nesse clima mesmo, “quase adormecido”, mas fica animadinha e dá até pra dançar. O trio novaiorquino é formado pelas gêmeas Alejandra e Claudia Deheza e pelo ex-guitarrista do Secret Machines, Benjamin Curtis. A imprensa lá fora costuma dizer que o som deles é um “electro dream pop” e gosta de compará-los a My Bloody Valentine, Kate Bush e Cocteau Twins. Ficou curioso, né? Baixe aí e tire suas próprias conclusões.

Agora, com tantas dicas de downloads, nos resta desejar um ótimo fim de semana geek pra você! E aproveita enquanto é gratuito. Divirta-se!

Parabéns a todos nós, que escrevemos, lemos, comentamos e citamos o LIXEIRA DO POP por este primeiro aniversário. É… Hoje faz um ano que estamos no ar. Para comemorar, uma série de posts especiais.

E chega de conversa que todo mundo quer saber qual presente o blog aniversariante apresenta hoje. Uma coisa que eu realmente gosto é um bom mash-up, saca? Juntar, sobrepor, mixar, mesclar, samplear duas, três, centas músicas para fazer um algo completamente novo. Aliás, talvez foi por ter puxado tanto o assunto de mash-ups com o Victor que ele teve a idéia de me chamar pra cá. Bom, seja como for, eu, parte da comunidade Get Your Bootleg On, já gastei muuuuitas horas garimpando coisas legais por aí. E, catando mash-ups, eu acabei conhecendo muitas bandas legais.

A técnica começou a chamar atenção em 2004, com o trabalho do DJ Danger Mouse (não estranhou o nome? O cara é a metade mais magra do Gnarls Barkley e também produz – no currículo ele tem, por exemplo, o último e maravilhoso álbum do Beck, Modern Guilt). Ele juntou os vocais do Black Album, do Jay-Z, com uma mescla de instrumentais do White Album, dos Beatles. Formou-se então o The Grey Album, disponível para download em torrent aqui.

Um mash-up não é coisa simples de se fazer. É preciso encontrar músicas que se encaixem, ou fazer um esforço modificando o tempo, recortando, remontando e adequando os ritmos. O mash-up mais clássico é aquele em que o instrumental de uma música é colocado com os vocais de outra. Mas os mais legais são aqueles em que é tudo recortado, misturado e colado para formar algo realmente criativo e inovador. E você saberá quando um mash-up for realmente bom quando sentir falta das intervenções ao escutar uma música original. Por exemplo, meu favorito é do DJ Party Ben: Hung Up On Soul, Madonna vs. Death Cab For Cutie (sim, um mash-up sempre é apresentado como uma música versus a outra, e o novo título é uma mistura das músicas envolvidas). Pois bem, hoje eu não consigo mais ouvir Soul Meets Body do Death Cab, música utilizada no mash-up, sem cantarolar “hung up…” no refrão.

A cena mash-up lá fora é bem mais desenvolvida. As festas Bootie têm edições em NY, Los Angeles, Paris, Munique e por aí vai. No Rio de Janeiro, eu mesma já fiz uma! Ok, era uma festinha de aniversário, mas eu só toquei mash-ups e a galera curtiu… Ah, e por que “bootie”? É abreviação de bootleg, algo escamoteado, pirata, contrabandeado. No mundo dos booties, as músicas alheias são utilizadas à vontade para produzir algo completamente novo, e os downloads são abundantes pela net. Os DJs disponibilizam mesmo, o legal é distrubuir o trabalho, testar com a galera se está bom, divulgar seu nome.

Parece-me que o modo mais “fácil” ou básico de fazer um mash-up (digo isso porque é o que mais se vê por aí) é juntar os vocais de um hip-hop com alguma música rock ou pop rock. Fica ok, mas na maioria das vezes peca na falta de inovação (e é chato se você não curte hip-hop). Se uma música é hit por aí, geralmente todo mundo corre pra fazer o mash-up clássico (vocal de um + instrumental de outra) com qualquer uma que combine mais óbviamente (o tempo é semelhante, etc). Músicas pop tipo fabricação dão mash-ups corretos, mas também sem muita graça (vide o tanto de mash-up com I Kissed a Girl e Bleeding Love). Acaba como se fosse mais um remix da música de sucesso. Interessante é juntar músicas que não têm mesmo nada a ver, mas que encontram uma harmonia surpreendente. Vai do talento e da criatividade do DJ mesmo.

Eis o desfile de alguns selecionados:

Da série “separados no nascimento”, um exemplo de músicas feitas uma para a outra: Divide & Kreate juntaram Do Something, da Britney Spears com Supermassive Black Hole, do Muse.

Um exemplo de um mash-up com o “a capella” de uma e o instrumental de outra… eis Back to Virginity, do DJ Phil Retrospector, que une Like a Virgin, da Madonna, com Back To Black, da Amy Winehouse. Resultado bem interessante…

O DJ Earworm é mestre em pegar umas 20 músicas e encaixar tudinho numa só. E fica bom! Nessa ele reúne as 25 top músicas das paradas americanas em 2007 sobre a base de uma delas, Umbrella, da Rihanna. E se você ouvir algumas vezes, você decora e fica cantando elas juntas como se fossem uma música só mesmo.

Eu gosto muito desse mash-up, porque junta quatro músicas pra fazer uma completamente inédita. O ritmo formado nesse instrumental é uma aglutinação de Do You Think I’m Sexy, do Rod Stewart, Sexyback, do Justin Timberlake, e um remix de Deceptacon, do Le Tigre. Todas elas músicas contribuem nos vocais em certos momentos, mas a maior parte é tirada de Move Along, da banda All American Rejects, um poperô dessa nova leva (tenho medo de cometer algum erro grave se chamá-los de emo, mas tudo bem) até um bocado deprê no original, mas vira uma música super felizinha nessa salada.

Um tipo de mash-up muito comum é o hip-hop + música que originalmente não teria nada a ver. Juntar In Da Club, do 50 Cent, com Stayin Alive, do Bee Gees, acabou ficando bem legal.

Talento brazuca na área! FarOFF ainda tem muito arroz, feijão e farofa pra comer, mas já está despontando como um grande nome do mash-up. Radicado nos EUA, tocou na edição de março da festa Bootie NY. E isso é bem legal! Já recebi reclamações que não há mash-ups com músicas brasileiras, e isso é um crime. Esse cara já usou CSS, mas aí num vale… os DJs brasileiros têm que começar a entrar nesse negócio e usar a produção nacional. Imaginem quanta coisa legal ia rolar. Bom, essa une Beatles, Kinks, Daft Punk e LCD Soundsystem.

E pra tocar na comemoração de um ano do Lixeira! Dj Immuzikation juntou Time to Pretend, do MGMT, com One More Time, do Daft Punk, e fez uma pérola dançante.

Have fun!