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Certa vez entrevistei a jornalista Cristiana Mesquita e ela me disse que, durante o tempo que cobria Venezuela para a CNN, era odiada pelo governo Chavez e também pela oposição. Isto lhe dava a certeza de que estava fazendo um bom trabalho. Sem dizer com estas palavras, pra ela, o bom trabalho jornalístico é aquele que incomoda, inquieta.

Pois bem: o pessoal do CQC registrou esta semana dois preocupantes casos de violência. O mais recente, ocorrido na noite desta quarta, dia 1º, não tem a ver com esta historinha que eu contei, mas é inaceitável. O repórter Felipe Andreolli estava cobrindo a final da Copa do Brasil, entre Internacional e Corinthians, quando foi agredido pela torcida do Colorado.

O caso mais grave também ocorreu na quarta, mas durante o dia. O repórter Danilo Gentilli foi agredido, empurrado no chão e ainda foi acusado de ter armado tudo. O problema é que as agressões (registradas pela equipe de TV) partiram dos seguranças do presidente do Senado, José Sarney, que está afundado em uma crise sem precedentes, depois de ter escondido patrimônio da Justiça Eleitoral e ter empregado ao menos uma dezena de familiares no Legislativo através dos chamados “atos secretos”. Até o mordomo da filha se deu bem nessa.

Curioso o pessoal do Sarney fazer isso mesmo após a Folha informar que o programa sofrera censura, exatamente favorável aos políticos. Ou seja, se a censura (desmentida pela Band) realmente existir, pode-se dizer que foi um “tiro no pé”.

Ao menos sabemos que o CQC incomoda. Incomoda os políticos, incomoda até a própria emissora. Bom trabalho, pessoal!

Tutty.ilustra1_02O Tutty Vasques é um dos nossos herois no colunismo de humor no jornalismo. Escreve para o Esatadão. Também lemos Zé Simão, na Folha, e Agamenon (aka Casseta&Planeta) n’O Globo. Mas o assunto aqui é a coluna do Tutty, que faz observações nem tão engraçadas, mas um tanto quanto perspicazes sobre futebol. Por exemplo, hoje:

Aí onde você mora alguém foi pra janela gritar “é campeão!”?

É uma das características mais marcantes da era Dunga: os jogadores comemoram mais que a torcida!

O próprio Galvão Bueno já não vibra como antigamente.

Mas o que o GARI aqui curtiu mesmo foi a de ontem:

Uma dúvida cruel tem tirado o sono de Lula: Joel Santana é uma pessoa comum? Desde que criou o conceito de improviso para incluir José Sarney fora dessa, o presidente anda bastante confuso a respeito. Que diabos, afinal, é uma pessoa comum? (…)

O atual treinador da Seleção da África do Sul está virando uma espécie de Lula do futebol: diz as maiores maluquices, agora em dois idiomas, e todo mundo acha o maior barato. Joel Natalino Santana, assim como o presidente da República, tem esse poder de fazer soar genial o que dito pelo Dunga ou pelo Hugo Chávez pareceria pura estupidez. “Eu não tenho currículo, tenho testamento” – ooooohhhh! “Meu time não olha para trás, só olha para frente” – uau! “Decidi privatizar a disciplina” – cacilda! “Bufana Bufana play match very good!” – é mole?!

Trata-se de um raro espécime de brasileiro básico bem sucedido. (…)

Texto completo aqui. E deixo você com o Funk do Joel. Libeeerta, deejay!

O show do Les Paul

Publicado: 30/julho/2008 em Rock
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E hoje saiu uma reportagem bem legal no Estadão. Vou colocar aqui os dois primeiros parágrafos e o resto vocês lêem no Estadão.com.br.

Sem Les Paul, é possível que jamais tivéssemos visto a guitarra elétrica – e aos 93 anos, recém-completados, ele ainda está em busca de nova sonoridade. Só poderia acontecer em Nova York. Em que outro lugar do mundo as pessoas fariam uma fila de dobrar o quarteirão para entrar numa maltrapilha casa de espetáculos de jazz, e assistir à apresentação do sujeito lembrado por ter inventado o esfregão musical, e cujos dedos estão afetados pela artrite a tal ponto que mal conseguem se mover, e que ainda faz seus shows toda noite de segunda-feira com essa idade? Mas, pensando bem, o espetáculo semanal de Les Paul no Iridium Club, um estabelecimento instalado num porão da Broadway que parece ter sido congelado em algum momento da década de 1950, é mais do que uma apresentação.

Trata-se de uma peregrinação, em que fãs da música americana do século 20 e amantes da guitarra elétrica – Paul McCartney, Jeff Beck e Keith Richards, entre outros – vêm prestar homenagem ao grande homem. Richards resumiu de maneira direta a aura que cerca o sujeito quando disse: ”Todos nós somos obrigados a admitir que, se não fosse por Les Paul, gerações de pequenos vagabundos metidos a bacanas estariam na cadeia ou então limpando privadas.”

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