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*Livremente traduzido do NME.com

Paul McCartney contou para o NME.com que ele está doido para botar as músicas dos Beatles para download na rede.

O trabalho dos Fab Four tem estado fora dos serviços oficiais de download [porque no 4shared e no Torrent não faltam opções], mas o baixista e compositor disse que ele e a banda têm fome de disponibilizar tudo online – e culpou a gravadora EMI pela demora.

“Nós tivemos problemas com os downloads no iTunes – bem, não o iTunes, a EMI era o problema -, que nós gostaríamos de disponibilizar porque há muitas pessoas que querem nossas músicas”, explica McCartney.

De qualquer maneira, o legendário sugeriu que a banda tomasse conta da parada toda, inclusive para evitar problemas com o novo jogo The Beatles: Rock Band, que chega hoje ao mercado.

“Acho que já superamos [os problemas com download] porque agora qualquer mulambo pode fazer isso no Rock Band”, disse. “Sempre curti isso, quando você pensa que já viu de tudo nessa vida de ó meu Deus, o mundo gira de repente e tudo muda”.

O Beatle acrescentou que sua maior pontuação no jogo atualmente é… “zero”, porque ele ainda não jogou. Dããã.

“Nem tentei”, admitiu. “Quando você pega uma demonstração, a molecada joga e eu fico naquela de ‘Céus, isso parece cabuloso!'”

A entrevista com Paul McCartney está no NME desta semana, numa edição especial dedicada aos Beatles, que chega também hoje às bancas do Reino Unido, com nada menos que treze opções de capa. Cada uma com uma capa de disco dos rapazes de Liverpool. E ainda vem com um CD de versões. Eu quero!!!

E também hoje será lançado o catálogo dos Beatles digitalmente remasterizado. Tem muito fã que tá com vontade de quebrar uma guitarra na cabeça de alguém por causa disso.

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A nossa Gari Natalia Weber levantou uma questão a respeito do comércio de música digital que provavelmente interessa aos demais leitores aqui do LIXEIRA DO POP.

A dúvida é sobre a existência de lojas brasileiras de músicas, tipo o iTunes. Por aqui, algumas gravadoras vendem arquivos para download. Se minha memória não me engana, a primeira a fazer isso em larga escala no Brasil foi a Deck. Depois vieram Universal, SonyBMG, EMI, Trama, Biscoito Fino… Fato é que as grandes gravadoras – conhecidas como majors – tem muito dinheiro em jogo, muitos funcionários e, consequentemente, muitos diretores. E isso, de uma forma ou de outra, acaba fazendo com que todas elas sejam muito conservadoras. Uma pena.

Além das gravadoras, muitas bandas já negociam suas músicas online e, claro, foram criadas lojas virtuais para realizar este comércio. Alguns sites se destacam. Tem o Sonora, do Terra, o Megastore, do UOL, o Musig, do iG, além do iMusica, o mais especializado – provavelmente o melhor. É possível ainda comprar arquivos de áudios ou discos inteiros em sites não especializados em música. Por exemplo, Americanas.com e Submarino. Ou seja, apesar de algumas boas opções, ainda estamos muuuito longe de termos algo parecido com Amazon, Hard To Find, HMV e iTunes.

Resta esperar e torcer para que a burocracia não nos atrapalhe muito mais.

A direção da EMI mandou dizer que está fula da vida com a disseminação de uma apresentação da cantora Lily Allen fazendo cover do single Womanizer, da Britney Spears. Ela executou a música no programa de rádio do produtor Mark Ronson. É óbvio que os fãs copiaram a apresentação e distribuíram nas redes sociais. Muito mole achar este áudio em boa qualidade. Está na capa do canal do selo Parlophone (mesmo selo do Coldplay, Gorillaz e Radiohead) no Youtube (veja logo, porque a EMI tá tirando todos os vídeos do ar),  por exemplo:

Lily Allen fez este cover no último sábado, dia 13, e disse que foi assim: o Mark Ronson pediu alguma coisa que nunca tivesse tocado no programa dele e a cantora tinha a faixa no celular. Aí, pediu que o produtor comentasse e tal, mas não ripasse a música. Mark Ronson mandou ver e só restou à Lily Allen agradecê-lo por metê-la nessa confusão com a própria gravadora.

A cantora jura que só fez o cover porque realmente ama a Britney e as músicas dela. Fofa, não?

Bom, pra quem esqueceu – ou nem ficou sabendo – a Lily Allen e o Mark Ronson já foram parceiros num outro projeto: o disco Version. Nele, o produtor selecionou algumas canções para dar uma outra cara. Valerie, do Zutons, que a Amy Winehouse já tocava por aí, ganhou uma nova mixagem. Toxic, da Britney Spears (olha a Britta aí de novo!), Apply Some Pressure, do Maxïmo Park, e The Only One I Know, dos Charlatans UK, são apenas algumas das faixas que foram relidas para este disco. Outra, que acabou ganhando um clipe sensacional, com direito a participação dos pais da obra e tudo, foi Oh, My God, sonzasso do Kaiser Chiefs, que no disco do Mark Ronson foi interpretado pela Lily Allen. O clipe ficou assim: