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Logo mais, a partir das 19h, os roqueiros de Nikit se encontrarão no Espaço Convés, foco de resistência alternativa na cidade há 13 anos, para uma grande festa em homenagem ao Dia Mundial do Rock.  O evento “Araribóia Rock Apresenta” terá como atração as bandas niteroienses Tereza, Starlla, Prosaico e Tijolo de Vera, além dos cariocas d’Os Abreus.
Será a volta da Tijolo de Vera (foto ao lado) aos palcos da terra dos papa-goiabas. Desde setembro de 2008 que eles não tocam na cidade-natal. Neste tempo, fizeram shows no Rio de Janeiro e entraram em estúdio. O show do quinteto marcará o lançamento do single Dois +2, com três faixas (Dois Palmos, Armas Brancas e Estamira) e que promete dar uma demonstração do que será o CD de estreia, Quem Acredita Em Simetria?

Os Abreus (foto ao lado), aproveitam este primeiro show Niterói para lançar o seu disco, homônimo. Nos intervalos, DJ Uno, e o videogame-sensação Guitar Hero de graça pra rapaziada se divertir.
Os dez primeiros pagantes ganham um kit surpresa do coletivo. No evento haverá uma banquinha bacana com venda de CDs, camisetas, adesivos e bottons de bandas e do Araribóia Rock.
SERVIÇO – Araribóia Rock Apresenta

Shows
: Os Abreus (RJ), Tereza, Starlla, Prosaico e Tijolo de Vera (nos intervalos, DJ Uno)
Extra: game Guitar Hero no telão, liberado
Data: sábado (18 de julho), das 19h às 02h
Local: Espaço Convés – Rua Coronel Tamarindo 137, Gragoatá, Niterói – RJ
Informações: (21) 3026-6321 e arariboiarock@gmail.com
Ingressos: R$ 10 (nome na lista) / R$ 15 (sem lista)
Classificação: 18 anos

Quarta-feira, 15 de julho, naquela taaaarde vazia em Brasília, ligo o rádio. Cultura FM, Executiva, Antena 1, Jovem Pan, Transamérica. Epa! O que é isso? Transamérica com showzinho ao vivo a uma e pouca da tarde?

NX Zero no ar. Pensei seriamente em desligar, mas o papo dos caras era bacana e as músicas ao vivo têm uma pegada muito boa. Não encontraram ainda a fórmula da Coca-cola, é verdade, mas podem estar no caminho. Por que não? Acho que o que mais me impressionou no repertório, além da qualidade musical – que eu desconhecia -, foi o cover de Use Somebody, do Kings Of Leon, que eles citaram como influência e apontaram como um “clássico do futuro”. Ficou bem maneira. Acreditem. Vi aqui que a faixa está nos setlists da turnê.

Depois teve o pessoal do Glória, que mudou um pouco de estilo e está mais interessante, com duas vozes: uma normal e outra tipo a do Eric, da Maldita. E, desse jeito, mandaram muito bem não só as músicas próprias, mas também o cover de Admirável Chip Novo, da Pitty.

Fui procurar registros na web e achei o show da Fresno, que foi na véspera. Muito bom também. Talvez o melhor dos três que eu ouvi. Dessa leva emo, a Fresno é a minha favorita, mas confesso que nunca parei pra ouvir um disco deles, também. A quem interessar possa, o cover que eles fizeram foi de Billie Jean, do MJ.

É curioso como tudo é tão plástico, que o disco cheira a falsidade. E isso é muito ruim para esses caras.  Se bem que alguns veteranos também andam lançando discos caidíssimos, mas fazem shows sensacionais.

Um amigo me “apresentou” à Fresno através da faixa Milonga. Não sei nem de que disco é e estou com preguiça de procurar. O que vale dizer é que a composição flerta com uma sonoridade mais eletrônica e ficou bem interessante. Agora, quinta (16), 19h47min, a Fresno está ao vivo no Show MTV.

Mas qual é o problema dessas bandas? É que essas musiquinhas sentimentais que tocam na rádio, com temática corna, só fazem a cabeça de quem está naquela fase de descobrir a vida, descobrir o amor. Pra gente, soa meio ridículo tudo isso.

Fato é que há quem goste e os caras descobriram este filão. E aí, são mais felizes do que muuuitos músicos que não se curvam a nada e precisam trabalhar em mil lugares, enquanto a música fica em segundo plano e, aos poucos, vão ficando frustrados e largam suas bandas. É importante ter uma relação boa com o mercado. Inegável que essa galera encontrou bons produtores e bons marketeiros também.

E não são infelizes. Você ouve as músicas de um show promocional desses (costuma render entre seis e dez faixas) e percebe que há composições muito boas, que poderiam rolar, tranquilamente, numa rádio rock alternativa. Ou seja, palmas pra eles. Palmas e gritinhos, se você for menina (ou se, mesmo não sendo, curtir; vá saber!), porque eles também investem no apelo visual: tatuagens, roupas, cortes de cabelo, piercings e alargadores…

Além da música, da boa administração das carreiras e do cuidado com o visual, outro aspecto admirável nestes grupos emos (pelo menos os que eu conheço – que somam aí ao menos uma dezena) é que os caras são extremamente profissionais. Não fazem mil exigências, cumprem com muita competência a parte deles nos eventos e não dão a menor dor de cabeça com bebedeiras nem drogas. Só o que dá problema é mulherada, mas são ossos do ofício. Não é à toa que têm shows marcados de norte a sul, de leste a oeste do país, com agendas que muitos veteranos sonhariam ter.

A pergunta que não quer calar: eles são rock? Sim. São. É o novo rock, sem muitos excessos (infelizmente a maior parte dos nossos ídolos morreram em decorrência destes excessos, como drogas injetáveis, inaláveis, tragáveis, bebidas, remédios, compulsão, sexo… uma pena) e inserido nesse contexto mercadológico. Isso é ruim? Não. Em todas as gerações tivemos artistas de rock incríveis que, em maior ou menor proporção, se renderam ao mercado sem perder o prestígio. E todos deram certo: Beatles, Roberto Carlos, Clash, Titãs, U2 e poderia citar mais um monte. E é este apelo comercial que faz o rock permanecer na mídia, já que dá pra contar nos dedos da mão o número de veículos de comunicação que abrem espaço para os alternativos e/ou independentes.

Então, encerrando esta semana do rock [que – não sei se perceberam – a gente falou de rock nas entrelinhas, porque ninguém merece ficar sendo massacrado com um assunto só (recentemente fizemos isso com o MJ; precisamos respirar, né?)], desejamos muito sucesso pra essa rapaziada nova e também para quem está do outro lado, investindo numa linha mais experimental e menos comercial.

Para quem acha que tudo o que toca no Faustão ou na Jovem Pan é lixo, uma dica: se liga, mané!

O rock sempre foi POP(ular) e sempre teve esse lance de uma banda ser mais comercial e a outra ser mais experimental. O ideal é que de vez em quando estas duas pontas se unam e façam shows, programas de TV, coletâneas…

Chega de segregação no rock! A atitude rock sempre foi de aglomerar e não de separar as pessoas. De colocar o som alto, juntar a galera e celebrar o rock’n roll.

Viva o rock!