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Reza a lenda que desta vez o Nine Inch Nails ao vivo foi pro saco. Eles encerraram no último dia 10, quinta-feira passada, aquela que foi – até segunda ordem – sua última turnê, Wave Goodbye (Onda do Adeus).

No palco, além da banda, Mike Garson (ex-David Bowie e que também já trabalhou com o próprio NIN, no disco mais recente dos caras, The Fragile), o legendário Gary Numan e o guitarrista do Jane’s Addiction Dave Navarro (o JA fez recentemente uma excursão abrindo os shows do NIN, que oportunamente chamava-se NIN/JA Tour):

Já no bis, o NIN prestou um tributo ao Joy Division, com a faixa Dead Souls:

A apresentação rolou no Wiltern Theatre, em Los Angeles, durou nada menos que três horas e, logo de cara, o frontman Trent Reznor mandou um “This is it”. E você vai continuar fazendo música? Ele jura sim: “Nós não vamos excursionar nunca mais como Nine Inch Nails, mas todos continuaremos fazendo música”.

Bora tuitar? http://wp.me/pdGj4-CJ

…mas hoje faz dois anos da despedida oficial do Los Hermanos. De lá pra cá,  eles reapareceram no Just a Fest, abrindo o show do Radiohead. E mais o quê? Uma carreira solo do Camelo? Little Joy com o Amarante buscando uma carreira internacional? Não! Pra mim, não foi uma boa ideia.

Conheci a banda ouvindo Anna Júlia como quase qualquer brasileiro. Num amigo oculto, um amigo meu ganhou o primeiro CD deles. A capa com um “bate-bola” (personagem clássico de Carnaval)  me chamou atenção. Musicalmente falando, só fui conhecer mesmo no Bloco do Eu Sozinho (Abril Music, 2001) anos depois. E a partir daí foi só alegria. Pra mim, é o melhor disco deles. O que provou que dá pra fazer música de qualidade, pop mas sem ser igual a todo mundo. Me reencontrei com o primeiro álbum e vi que era excelente também. Pronto, nasceu, pra mim, uma das minhas bandas preferidas.

O estilo alternativo que cultivou vários fãs (e inimigos também, claro) faz falta nas bandas de hoje em dia.  Muitos grupos bons surgiram mas nenhum que pareça ocupar a lacuna deixada pelos barbudos. Carnaval, circo, romantismo, poesia e pop. Tudo junto em uma banda só.  Na minha opinião, uma bela mistura. Dizem que é deprê . Sinceramente , eles têm música pra todos os gostos. Pierrot, por exemplo,  é deprê?  Acho que não.

O show que marcou a despedida oficial foi uma prova de que os fãs são leais à banda. Fizeram da Fundição Progresso (Lapa, Rio de Janeiro) um cenário perfeito para a devoção. Não é nada do tipo “a religião Los Hermanos” como rolava com a Legião Urbana. Quem nunca cantou Anna Júlia alto e sem vergonha disso?  Quem nunca defendeu com unhas e dentes os Hermanos quando falavam mal? Então, essas pessoas cantaram todas as letras, enfeitaram o show e fizeram das noites de despedida, shows inesquecíveis. O DVD ta aí pra mostrar isso.

Se você sempre quis conhecer Los Hermanos, mas tinha vergonha, agora já pode. A banda acabou (será?) e é cult gostar de coisas em extinção. Agora se você é fã mesmo, infelizmente, parece que o fim é real mas nos resta ainda a esperança, os CDs, os DVDs, mp3, YouTube…

A seguir, uma playlist de fã, com os principais singles de cada disco e muitas versões ao vivo, alternativas, em animação…

capa_lhLos Hermanos (1999)
Anna Júlia
Quem Sabe?
Pierrot
Azedume
Primavera

capa_blocoBloco do Eu Sozinho (2001)
Todo Carnaval Tem Seu Fim
A Flor
Retrato Pra Iaiá
Casa Pré-Fabricada
Sentimental
Fingi na Hora Rir

capa_ventura2Ventura (2003)
Samba a Dois
O Vencedor
O Último Romance
Cara Estranho
Além do Que Se Vê

capa_44 (2005)
Paquetá
Morena
O Vento
Condicional

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