Posts com Tag ‘debate’

porao vh3

Se hoje o dia é de debates e palestras, a programação do Porão do Rock de amanhã será voltada para o resultado deste falatório todo: a rapaziada vai praticar o que apreendeu. As cabeças falantes e pensantes vão participar dos grupos de trabalho (GTs), que serão dividios em duas etapas: das 9h ao meio-dia e das 15h às 18h. A conclusão de tudo isso a gente vai ter no sábado, quando as atas dos grupos de trabalho serão apresentadas, das 9h ao meio-dia. Depois, sim, às 16h, o rock rola nos palcos.

Os GTs servirão de base para a Rede Música Brasil (RMB) e serão divididos em quatro núcleos: circulação, comunicação, legislação e formação. Tudo com entrada franca e lá no auditório da Biblioteca Nacional.

Dissemine: http://wp.me/pdGj4-Dz

Artigo Resposta a um pulha, publicado na revista Cruzeiro

Artigo "Resposta a um pulha", publicado na revista Cruzeiro

Pois é. Concordem ou não, o Brizola foi um grande fazedor de política e o debate – desculpem a redundância – político perdeu muito com a morte dele. Por isso, espero que o Maluf não morra tão cedo, porque esta nova geração de políticos não sabe manter o debate. Sei lá, o Brizola, o ACM, o Covas, o Ulisses e o Enéas morreram e o Dornelles sumiu. Resta quem? Maluf, Sarney e o Quércia. Mais alguém?

Não, né?

Pois bem. Não vamos entrar em discussões filosóficas, se Fulano era de extrema direita, direita, centro-direita, centro, centro-esquerda, esquerda ou extrema esquerda. Em discussão, apenas a oratória. A capacidade do cara te convencer que ele está certo e de, na eleição seguinte, sempre conquistar uma quantidade expressiva de votos. Todos os citados acima tinham/têm esta capacidade e isso é algo que está desaparecendo da política, infelizmente. Isso dava “graça” a uma coisa que, para muitos, é chata e inútil.

Vejamos, por exemplo, dois trechos do debate que ocorreu na TV Bandeirantes em 1989, entre os candidatos a presidente da República. Notem o nível do bate-boca, o sangue frio do Maluf e a capacidade do Brizola falar e ninguém conseguir interrompê-lo:

Quando voltou do intervalo, Marília Gabriela cometeu um daqueles deslizes para os quais os professores da faculdade sempre nos alertam. Foi o calor do momento:

Então, faz falta gente assim. Não por ser o Brizola, o Maluf ou o Enéas, mas por dar um ao debate político um ar que os americanos definiriam como “sexy” (não encontrei um termo em português que conseguisse traduzir apropriadamente).

Eis um outro exemplo de um politicão desses ainda vivo, que deixou o Heródoto Barbeiro numa situação bem parecida com a da Gabi, com direito a uma palhinha do Brizola:


Nossos comerciais, por favor!