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moveis_coloniais_de_acajuEis que diretamente de Brasília surge o mais novo álbum do Móveis Coloniais de Acaju. A maior banda-revelação do país (pelo menos em número: DEZ integrantes) lança o seu ska e o seu swing em C_MPL_TE (Trama, 2009). Primeiramente , foi disponibilizado virtualmente pelo TramaVirtual mas por motivos do além, a dificuldade era tanta que tive que recorrer aos métodos alternativos para ter acesso a obra (leia-se comunidade Discografias (O Retorno)). Mas valeu a pena.

O trabalho produzido por Carlos Miranda (jurado do programa Astros, do SBT) traz um cuidado maior com a sonoridade da banda. É inegável que a qualidade técnica é melhor que no Idem (2005) mas, particularmente, não achei tão bom, musicalmente falando.  Apesar de manter o groove e as letras que cativaram os fãs antenados e que não ligam para a grande mídia, ainda faltou algo. Tipo Sazon, sabe? Mas vale a pena comprar, baixar ou ir ao show sem mesmo conhecer o CD ou a banda. Você não vai se arrepender. Destaque para as faixas Sem Palavras, Lista de Casamento e Cão–guia . Realmente são músicas boas e farão sucesso nos shows.

Falando nisso, amanhã, sábado (6), tem show de lançamento de C_MPL_TE em terras cariocas. A performance do Móveis faz parte das atrações do Viradão Cultural do Rio e rola no Circo Voador (Rua dos Arcos, s/n, Lapa), a partir das 22h, com ingressos a R$ 40 (inteira) e só para maiores. Eu já tô com o meu aqui na mão. E você?

Faixas de C_MPL_TE:

moveis_c_mpl_te11. Adeus
2. Lista de Casamento
3. O Tempo
4. Cão Guia
5. Descomplica
6. Café com Leite
7. Pra Manter ou Mudar (A do Piano)
8. Bem Natural
9. Falso Retrato (U-hu)
10. Cheia de Manha
11. Sem Palavras
12. Indiferença

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O GARI aqui foi ontem ao Circo Voador, no Rio de Janeiro, assistir ao show do Bloc Party. Como todos esperavam, foi um showzasso! Como nem todos esperavam, foi ao vivo. Conseguiram se redimir muito bem do mico pago no mês passado, durante a premiação da MTV Brasil.

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Diferente daquela aura de falsidade fria que o playback conferiu aos caras no VMB, desta vez a apresentação foi bastante visceral. A gente percebia que o quarteto estava ali. O vocal e a guitarra de Kele Okereke sofria intervenções de samples, sintetizadores e pedais, ao vivo. Bem como a guitarra de Russell Lissack, que fazia os riffs mais “eletrônicos”. O tímido Gordon Moakes, com seu baixo discreto, foi o que menos apareceu, já que o batera Matt Tong parecia ser daqueles tímidos que gostam de parecer enturmados. O “figurino” dele, se é que se pode chamar uma samba-canção de figurino, provocou risos na platéia.

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O show começou pouco depois das 23h, com o Kele Okereke falando, em português: “Olá. Nôs sômos os Bloc Party”. A primeira música, Hunting For Witches, foi uma das três faixas do disco A Weekend In The City, lançado no ano passado e considerado o mais fraco dos três álbuns da banda, apesar de ter outros dois singles muito bons, que também estavam no repertório do show: The Prayer e Song For Clay (Disappear Here).

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Do disco de estréia, Silent Alarm (2005), foram oito faixas e do recém-lançado Intimacy, o Bloc Party tocou sete músicas. Entre elas, os hits que tocaram nas pistas das festas mais hypadas dos últimos três anos, Banquet e Helicopter. Esta, aliás, encerrou o primeiro bis, de forma caoticamente organizada. Explico! Quando a banda abandonou o palco pela primeira vez, voltou para o bis e informou que nem sempre eles voltavam, mas enfim… Tocaram quatro músicas e, na hora que iam sair, viram o palco ser invadidor por umas 20 pessoas. Uma confusão! Minutos antes, logo no começo de Helicopter (veja o vídeo a seguir), Kele Okereke já havia se livrado de um fã mais exaltado que derrubara o microfone.

E não é que depois de toda essa confusão o Bloc Party ainda voltou para uma segundo bis? Dessa vez, com duas faixas que não estavam no repertório: Price of Gas e She’s Hearing Voices, que encerrou o show. Neste encerramento, aliás, o Kele teve o auxílio luxuoso de uma fã que fez uma dancinha digna de uma “Mama África”. “Rendia um clipe”, observou o DJ-radialista-produtor-etc José Roberto Mahr.

Claro que o público também invadiu o palco neste, que foi o final de verdade. No vídeo acima, o vocalista Kele Okereke, faz jus ao ditado de que “o artista deve estar onde o povo está” e se joga no meio do público, antes que o pessoal invadisse opalco novamente. Olha só quanta gente em cima do palco! Isso lembrou o show dos Stooges no Claro Q É Rock de 2005.

Já passava de meia-noite e meia quando a festa acabou e o fôlego do público também. Ou não? O importante é que eles conseguiram tirar a má impressão e mostraram que sabem mandar bem. Que voltem logo ao Brasil!

Eis o setlist.

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Para ver as fotos e o setlist em tamano maior, é só clicar em cima das imagens.

E a “Marcha”, que foi proibida, hein!?

Bom, o pessoal do Circo Voador mostra como fazer a marcha legalize.