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Imagine o seguinte: você tem uma banda de rock famosa e lança, em 1985, um single que se tornaria um dos maiores clássicos de todos os tempos – aquele que quando toca a introdução, todo mundo cantarola. Aí, 26 anos depois, a galera “descobre” que sua letra é ofensiva e decide banir sua música da programação de todas as rádios de um dos maiores países do mundo.

Viagem? Não, não!

Isso aconteceu em janeiro deste ano, com a música “Money for Nothing”, do Dire Straits.

Depois de escutar a faixa na CHOZ-FM, no ano passado, um ouvinte mala reclamou no Canadian Broadcast Standards Council (CBSC) – órgão regulador -, que, por sua vez, considerou a letra muito ofensiva para todas as emissoras canadenses, porque a palavra faggot (veado) aparecia três escandalosas vezes. Resultado: baniram a música das rádios.

Até que setembro chegou e… o banimento foi suspenso. #todascomemora

Dire Straits - Money for Nothing

Um famoso radialista canadense, chamado Alan Cross, declarou à revista Rolling Stone: “Isso nos fez parecer imbecis aos olhos dos nossos colegas ao redor do mundo. Falei com a galera dos Estados Unidos e do Reino Unido e o pessoal ficou tipo, ‘O que há de errado com seu povo? Não entenderam? Isso é uma piada. Uma sátira. Vocês não conseguiram compreender o contexto?”

Vexame, né? “Money for Nothing” é uma das faixas do álbum “Brothers in Arms” (1985) e rendeu ao Dire Straits um Grammy.

Tuíte e facebúque: > Censura por nada” href=”http://wp.me/pdGj4-Hg” target=”_blank”>http://wp.me/pdGj4-Hg

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Finalmente uma novidade da alcova de Jack e Meg White. Tudo bem que não é assim um álbum novo, mas a dupla mais bacana de Detroit vai lançar um documentário sobre a etapa canadense da turnê Icky Thump, que rolou em 2007 (ano passado o Jack se dedicou ao Raconteurs e atualmente também divide o seu tempo com o Dead Weather). O projeto ainda não tem nome, nem previsão de lançamento, mas promete. Foi lá no Canadá que o White Stripes proporcionou um momento inesquecível pra quem curte a banda: um show de uma nota só. Tudo bem que o pessoal saiu sem entender nada. Mas é claro que os fãs já fizeram ficar famoso como “o show mais rápido do mundo”. É. Deve ter sido. Percebam a decepção da multidão (tem câmeras de TV e tudo em volta) gritando “one more note”:

De acordo com Jack White – a metade falante da dupla –, a ideia surgiu de repente. Diz que ele falou pro pessoal pegar a câmera na mão, mesmo, sem muita perfumaria e gravar simplesmente tudo. Não. Não se trata de um reality show e o guitarrista faz questão de deixar claro que odeia esse tipo de programa, porque “é ridículo”. No caso do doc, não é ridículo porque “mostra como é o processo criativo e como as coisas acontecem na turnê”, na justificativa do próprio Jack, que acrescenta: “É muito mais do que o registro de um show. Eu e Meg nos esforçamos demais para dar ao público o que achamos ser o melhor de nós”.

E se você acha que é tudo balela, por causa do vídeo acima, entenda: foi tudo uma brincadeirinha e que rendeu uma divulgação enorme. Também no Canadá eles tomaram um busão só pra tocar a fofinha música-para-colônia-de-férias Wheels On The Bus e a clássica Hotel Yorba, que não é deles, mas é um daqueles covers que fizeram mais sucesso quando regravado:

Muuuita ansiedade pra ver esse doc! E eu amo o YouTube!!!