Posts com Tag ‘Brasília’

Na noite em que Brasília conheceu seu novo governador – o quinto, somente este ano – 30 mil pessoas ocuparam a área externa do Museu da República para assistir à abertura da etapa brasileira da tour Wait For Me. A capital cinquentenária está em clima de festa e o show, no último sábado (17), teve entrada franca. O passe da área vip custou R$ 13, revertidos para compra de mudas de ávores nativas do cerrado, para reflorestamento. A iniciativa faz sentido quando o artista em questão também adere à causa. Só tem um detalhe: a área vip foi projetada para tantas pessoas, que quem não pagou teve de se contentar com um palco a mais de 100 metros de distância, com um bar, uma torre de som e duas grades de isolamento na frente.

Quem assistiu à passagem da excursão Hotel (2005) por aqui vai notar que, apesar de o álbum Wait For Me (Little Idiot Records, 2009) soar etéreo demais para um show, desta vez a gig vem com mais energia. O advogado Rodrigo Machado, de 29 anos, considerou esse show “mais dançante, mais animado do que o anterior”, que ele viu no Rio. Mas gongou a vocalista Leela James, ao compará-la com a cantora Laura Dawn: “A anterior tinha uma voz hipnotizante, que esta não tem”. Leela traz, no entanto, uma espontaneidade que, até quando dá errado, dá certo. Por exemplo, quando a introdução pré-programada de Disco Lies entrou, mas a vocal deu uma vacilada, mostrou ao público que a base até poderia ser playback, mas a voz era ao vivo.

Dos sucessos da carreira, quase todos estavam no setlist: Porcelain (dedicada a Brasília), Bodyrock, Go, We Are All Made Of Stars, Why Does My Heart Feel So Bad, In My Heart, Flower, Natural Blues, In This World, Raining Again e Disco Lies. Muita gente na plateia pediu Lift Me Up e Beautiful, mas não rolaram. Das novas, a banda tocou A Seated Night (que abre os shows dessa turnê), Mistake e Pale Horses. Normalmente cada setlist inclui apenas um cover, mas em Brasília foram dois: Walk On The Wild Side, do Lou Reed, e Whole Lotta Love, do Led.

O encerramento, com jeitão de grand finale, foi ao som de Feeling So Real, que começou como bossa nova.

Fácil pra quem viu de graça falar, mas fica a dica para o pessoal de Porto Alegre (20), Curitiba (21), São Paulo (23) e Rio de Janeiro (24), que vai desembolsar entre R$ 80 e R$ 400 pela entrada. Mas vale, viu?

Setlist – Moby em Brasília (17/4)
A Seated Night
Extreme Ways
In My Heart
Mistake
Flower
Bodyrock
Go
Why Does My Heart Feel So Bad?
Pale Horses
Porcelain
We Are All Made Of Stars
Walk on the Wild Side (Lou Reed cover)
Natural Blues
Raining Again
Disco Lies
The Stars
Bis:
In This World
Honey
Whole Lotta Love (Led Zeppelin cover)
Feeling So Real
Esse texto foi publicado originalmente no blog do Rio Fanzine (e eu esqueci de pedir pra linkar pra cá… hahaha).
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porao vh3

Por MARCUS VINÍCIUS LEITE e VICTOR RIBEIRO

elmatooO nome é meio diferente, difícil de memorizar, mas também difícil de esquecer. Quando comecei a pensar em bandas latinas, lembrei logo dessa que alegrava minhas já saudosas manhãs na faculdade em 2004, e que meu irmão, Daniel Cezar era muito fã e sempre me falava … lembrei do nome Él Mató a un Policia Motorizado. Um indie rock cru e leve, com um toque de noise rock que traz guitarras distorcidas sem tirar uma grande característica do som deles: ser tranquilizante sem ser sonolento. Muito disso vem das belas melodias, cantadas em espanhol com direito ao característico sotaque portenho.

Eles são bem reconhecidos no cenário alternativo latinoamericano, inclusive já tendo passado pelo Brasil algumas vezes. Após lançar um bom álbum de estréia em 2004, a banda se dedicou a uma trilogia de EPs, que simbolizam o nascimento, a vida e a morte. Começando por Navidad de Reserva, de 2005, que traz um tom melancólico. O segundo deles, Un Millón de Euros, é tranquilo e perfeito para se ouvir em uma tarde ensolarada e desocupada, trazendo letras que falam sobre amigos, amores, viagens. Fechando o trio, vem Día de Los Muertos, lançado no ano passado, que trata do fim do mundo, e consequentemente, do fim da vida.

Casando perfeitamente distorção com melodias calmas e batidas às vezes até dançantes, Él Mató é uma banda que recomendo para qualquer hora, e que defino como aquele tipo de música que fica marcado na memória como a trilha sonora de bons momentos, aqueles que causam até vontade de voltar no tempo para viver tudo de novo.

Él Mató a un Policia Motorizado será a segunda banda a tocar amanhã, sábado, primeiro dia de shows do Porão do Rock. Veja aqui a lista completa das bandas.

PORÃO NA ARGENTINA

Como se não bastasse um grupo argentino invadir – da melhor forma possível – o Porão do Rock, o próprio festival deve tomar conta de Buenos Aires, em uma edição menor, com dez bandas (seis argentinas e quatro brasileiras) nos dias 23 e 24 de outubro.

mundolivresaOs brasileiros que vão cruzar a fronteira serão os cariocas do Autoramas, que já são badalados pela América Latina; os brasilienses do Móveis Coloniais de Acaju, que prometem fazer bonito representando a sede do festival; os pernambucanos do Mundo Livre S/A (foto), que recentemente foram elogiados pela edição argentina da revista Rolling Stone, o que gerou uma curiosidade do público; e os goianos do MqN, que já lançaram disco lá e trazem como frontman o atual presidente da Associação Brasileira de Festivais Independentes (Abrafin), Fabrício Nobre, que também acumula a função de chefão da gravadora Monstro Discos. Entre os argentinos, o conselheiro do Porão do Rock Gustavo Sá citou Los Natas e, adivinhe… El Mató A Un Policía Motorizado.

Para ouvir mais, vale uma visita ao MySpace dos caras.

Para tuitar: http://wp.me/pdGj4-Dh

porao vh3

Se hoje o dia é de debates e palestras, a programação do Porão do Rock de amanhã será voltada para o resultado deste falatório todo: a rapaziada vai praticar o que apreendeu. As cabeças falantes e pensantes vão participar dos grupos de trabalho (GTs), que serão dividios em duas etapas: das 9h ao meio-dia e das 15h às 18h. A conclusão de tudo isso a gente vai ter no sábado, quando as atas dos grupos de trabalho serão apresentadas, das 9h ao meio-dia. Depois, sim, às 16h, o rock rola nos palcos.

Os GTs servirão de base para a Rede Música Brasil (RMB) e serão divididos em quatro núcleos: circulação, comunicação, legislação e formação. Tudo com entrada franca e lá no auditório da Biblioteca Nacional.

Dissemine: http://wp.me/pdGj4-Dz

porao vh3

Não, não. O Porão do Rock não começa na tarde deste sábado, não. Começa amanhã, às 9h, com a Conferência Livre de Música. A entrada é franca e o conversê rola no auditório da Biblioteca Nacional (aquele prédio bonitão que fica no Eixo Monumental, ao lado do Museu da República, pertinho da Esplanada dos Ministérios). A programação desta quinta será a seguinte:

Mesa 1
Das 9h às 11h: A Música na Pauta de Cultura do Congresso Nacional

Na mesa: Clausem Bonifácio (presidente da ONG Porão do Rock), Alfredo Manevy (secretário-executivo do Ministério da Cultura/ministro em exercício), Luiz Fenelon (Coordenador do Projeto Controle Social do Orçamento para Cultura), Silvestre Gorgulho (secretário de Cultura do Distrito Federal), Ângelo Vanhoni (deputado federal), João Bani (sindicato dos Músicos do Rio de Janeiro), Flávio Arns (presidente da Comissão de Educação e Cultura do Senado), “KK” Mamoni Júnior (presidente da Associação Brasileira dos Empresários Artísticos), Paulo Tadeu (deputado distrital representante da Frente Parlamentar Pró-Cultura e Identidade do DF), Gustavo Anitelli (Teatro Mágico / MPB – Música Pra Baixar) e Rênio Quintas (Fórum Nacional de Música). Mediadora: professora Beatriz Sales (UnB).

Mesa 2
Das 11h20 às 13h20: Música, Internet e Comunicação

Na mesa: Diones Soares Manetti (diretor de Fomento à Economia Solidária da Secretaria Nacional de Economia Solidária do Ministério do Trabalho), José  Murilo Carvalho (coordenador nacional de Cultura Digital do Ministério da Cultura), Fred Maia (assessor especial do ministro da Cultura), Pablo Capilé (circuito Fora do Eixo), Edgar Piccino (coordenador da Casa Brasil da Presidência da República), Luis Cláudio Mesquita (coordenador nacional de Inclusão Digital / Serviço Federal de Processamento de Dados – Serpro), Patrick Tor4 (Associação Nacional das Rádios Públicas), Joaquim Carlos (Associação Nacional das Rádios Comunitárias), Sérgio Ugeda (projeto Toque no Brasil), Corinto Meffe (gerente de Inovações Tecnológicas na Secretaria de Logística e Tecnologia da Informação do Ministério do Planejamento) e Dolores Tomé (softwarer Musibraile).

Mesa 3
Das 15h30 às 18h: A Nova Economia da Música
Serão duas mesas, na verdade. Na primeira: João  Oliveira (BrasíliaTur), Gustavo Sá (diretor-executivo do Festival Porão do Rock), Beto Sales (secretário adjunto de Cultura do DF), Albertino de Souza Pereira Netto (Promotor de Justiça Adjunto – Ministério Público), Thiago Cury (Coordenador de Fomento e Difusão do Centro de Educação Musical – CEMUS/Funarte), Frederico dos Santos Soares (pesquisador do Laboratório de Sistemas e Informações Espaciais da UnB), Juliana Nolasco (Programa de Desenvolvimento da Economia da Cultura, do Ministério da Cultura). Na segunda mesa: Álvaro Nascimento (Instituto de Artes e Técnicas em Comunicação do Rio de Janeiro), Fabrício Nobre (presidente da Associação Brasileira dos Festivais Independentes – Abrafin), Linha Dura (Central Única das Favelas – Cufa do Mato Grosso), Makely Ka (Fórum Nacional de Música e Cooperativa de Música de Minas), Daniel Zen (do Acre, representante do Fórum dos Secretários Estaduais de Cultura), José  Luis Herência (secretário de Políticas Culturais do Ministério da Cultura) e Maria Cláudia (secretaria de Fomento e Incentivo à Cultura do Ministério da Cultura). Mediação: Marcos Pinheiro (diretor de Comunicação da ONG Porão do Rock / Rádio Cultura FM).

Mesa 4
Das 18h30 às 20h: Bate-Papo Rede Música Brasil, Funarte e MinC
Participantes: Autoridades do Ministério da Cultura, Funarte e Rede Música Brasil. Mediador: Cacá Machado (Funarte)

Pra tuitar: http://wp.me/pdGj4-D4

porao vh3

Por MARCUS VINÍCIUS LEITE

Uma das grandes bandas do rock brasileiro na década de 80 jamais alcançou o sucesso merecido, numa daquelas grandes injustiças da história, ninguém sabe se por ironia ou por uma afronta do destino. A Escola de Escândalo, formada em 1983, é ainda hoje uma das grandes referências brasilienses no cenário do rock, embora jamais tenha alcançado a projeção que suas bandas-irmãs tiveram – Legião Urbana, Capital Inicial e Plebe Rude.

O grupo, cuja “formação clássica” era Bernardo Müller (voz), Geraldo “Geruza” Ribeiro (baixo), Luiz “Fejão” Eduardo (guitarra) e Eduardo “Balé” Raggi (bateria), foi um dos pioneiros na cena oitentista, fazendo um crossover entre o heavy metal e o punk – se é que isso existe. A banda nunca gostou de rótulos e se destacava pela brilhante cozinha de Geruza e Balé, a guitarra fenomenal de Fejão e a elegância da voz de Bernardo, que também era o responsável pelas letras da banda, outro ponto forte da Escola.

Passaram pelo grupo outros músicos locais, como Marielle Loyola, que dividia os vocais com Bernardo e, posteriormente, integrou outras duas importantes bandas brasilienses – Arte no Escuro e Volkana – e hoje está no Cores D Flores. Outros dois bateristas também fizeram parte da Escola, antes de Balé assumir as baquetas: Alessandro e Manuel Antônio Fragoso, o Totoni, que hoje trabalha como ator no Rio de Janeiro.

escola de escândalo 2

XXX

Antes de formarem o grupo, Bernardo e Geruza integravam, ao lado de Alessandro (bateria) e Jeová Stemller (guitarra) o grupo XXX, que liderou o movimento punk brasiliense ao lado da Plebe Rude no início dos anos 80 e realizou – junto com Legião Urbana, Capital Inicial, Banda 69 e a própria Plebe – a série de shows antológicos na Temporada do Teatro da ABO, em abril de 1983.

Da banda XXX, que tinha o som mais pesado entre os seus grupos contemporâneos e que mais se aproximava ao punk feito em São Paulo e no Rio, a Escola de Escândalo herdou grande parte do seu repertório inicial, como “Caneta Esferográfica” e “Menino Prodígio”.

A antiga banda de Bernardo e Geruza resolveu encerrar suas atividades quando o guitarrista Jeová saiu, devido à transferência do pai. Antes disso, o grupo conseguiu participar de um programa na televisão local, chamado “Brasília Urgente”.

Cinema

Bernardo ainda atuou no lendário filme “Ascensão e Queda de Quatro Rudes Plebeus”, dirigido por Gutje Woorthman, baterista da Plebe Rude. O filme ganhou o prêmio de um Festival de Cinema Super 8 de Brasília. Neste média-metragem, de aproximadamente 40 minutos, o jovem Bernardo, irmão de André X, da Plebe, protagonizava o vilão que roubava os plebeus no final do filme, que contava com a narração de Renato Russo. O líder da Legião Urbana também trabalhou como “ator”, fazendo o papel de um inescrupuloso empresário da Plebe.

Foi durante as apresentações no Teatro da ABO que Bernardo e Geruza conheceram Fejão, um guitarrista muito conceituado em Brasília e que tocava na banda Nirvana, liderada por Tadeu, futuro vocalista do grupo Beta Pictoris. Juntos, os três – mais o baterista Alessandro – começaram a ensaiar, trabalhando numa alquimia que refletia os gostos musicais de cada, algo que parecia impossível de ser tentado. As influências eram díspares: Van Halen, Led Zeppelin, Metallica, Echo and The Bunnymen, The Beat, Police, Talking Heads e Xtc, além de bandas de ska.

Caindo no eixo Rio-São Paulo

Naquele mesmo ano, o grupo saiu de Brasília para fazer suas primeiras apresentações no Rio de Janeiro, que há pouco tempo já tinha descoberto o rock brasiliense pelas mãos de Herbert Vianna e Os Paralamas do Sucesso. A Escola fez o circuito das danceterias e casas de rock – Circo Voador, Noites Cariocas, Parque Lage, Mamão com Açúcar. Ali, trataram logo de encaminhar demos para as rádios Fluminense e Estácio, mostrando “Luzes”, que depois veio a constar do disco “Rumores”, lançado pelo Sebo do Disco em 1985. A música passou a liderar a parada de sucessos da maldita Flu durante um bom tempo.

O pau-de-sebo Rumores contava ainda com as bandas Finis Africae, Detrito Federal e Elite Sofisticada. As duas músicas apresentadas no disco pela Escola eram “Complexos” e “Luzes”, que tiveram boa execução em Brasília e em algumas rádios do Rio. O disco foi gravado no estúdio Bemol, em Belo Horizonte, e hoje é peça de colecionador. Mesmo diante da boa repercussão do disco no eixo Rio-São Paulo, crises internas balançaram o grupo. A vocalista Mariele deixa a banda em 1986.

O namoro com uma gravadora não demorou e pelo menos duas ofereceram assinatura de contrato e a gravação de um disco. A banda, prontamente, recusou. Os quatro optaram por aguardar um momento mais oportuno para gravar seu disco.

Os amigos da Plebe e da Legião, juntamente com Herbert Vianna, pressionaram a EMI-Odeon para um contrato com a Escola. A gravadora se dispôs a colocar os quatro no Estúdio 1 e Philippe Seabra produziu as gravações para o disco, que seria lançado no formato de Mini-LP, tal qual a Plebe e a paulistana Zero haviam feito.

As cinco canções registradas eram “Atrás das palavras”, “Deuses e demônios”, “O grande vazio”, “Pérolas sem valor” e “Só mais uma canção”. Infelizmente, o disco acabou não rolando.

Pouco tempo depois disso, a banda encerrou suas atividades, para desespero dos fãs e falta de percepção das gravadoras, que ajudaram a acabar com um dos mais dignos e inteligentes grupos de rock de todos os tempos.

escola de escândalo 1

Outros rumos

Bernardo Müller, que virou economista, é hoje professor da Universidade de Brasília. Geruza tornou-se produtor de estúdio, tendo trabalhado durante muitos anos no famoso Artimanha, de propriedade do guitarrista Toninho Maia. Balé fez as malas, partiu para os Estados Unidos, onde trabalhou em artes gráficas e voltou para Brasília, onde montou a banda Resistores.

Já o guitarrista Fejão abraçou novo trabalho, mais calcado no heavy metal – com elementos do pós-punk -, liderando a banda Dungeon, que chegou a lançar um disco pelo selo Rock It!. Morreu em 1995, em Brasília, sem ver a obra do Escola reconhecida no mercado fonográfico.

Uma das pérolas da banda, a faixa “Luzes”, voltou à cena relembrada pela Plebe Rude, que regravou a canção no disco ao vivo lançado pela banda em 2000.

A Volta

Esses dias recebi um e-mail e quase cai para trás. A  Escola de Escândalo, foi reativada e vai fazer uma apresentação – ÚNICA! – no próximo dia 20 de setembro, durante o Porão do Rock. É claro que há um entrave insuperável: o guitarrista Fejão, já falecido, o mais genial instrumentista de sua geração, estará presente apenas nas mentes dos fãs. Ao que parece, pelas informações que obtive, Bernardo Müller, letrista e vocalista do lendário grupo, não topou retomar o microfone. Mas Geraldo Ribeiro, o Geruza (baixo), e Eduardo Raggi, o Balé (bateria), resolveram reativar o grupo, convocando Sylvio J., ex-Pravda, para a guitarra. Não sei vocês, leitores, mas esse show eu vou assistir.

Para Ouvir

http://www.myspace.com/escoladeescandalo

Para tuitar: http://wp.me/pdGj4-D8

Em quase duas horas de apresentação, a banda de hardcore Dead Fish levantou o Arena Futebol Clube, em Brasília, nessa sexta-feira (11). O show do grupo de Vitória (ES) contou com a ajuda de um público que respondia enérgico a cada canção executada e que deu ligeiro trabalho aos seguranças.

Moshes rolavam do começo ao fim das músicas e não foram poucas as vezes em que o vocalista Rodrigo Lima pediu que as pessoas se afastassem um pouco do palco. Apesar do notável tumulto, o show correu sem maiores complicações.

O evento foi uma realização da Mundano Produções, com o auxílio luxuoso da produtora Bloco e das bandas Brown-Há e Cassino Supernova. Aliás, o vocal da Cassino Supernova João Victor Canizares, o Gorfo, fez uma participação especial numa das canções do Dead Fish.

Os shows começaram por volta das 21h, com as bandas Machina Rad, Dissônicos, Galinha Preta e Gramofocas. Grande destaque pra essa última, que até então se mantinha ausente do circuito de shows e festivais da cidade. Se o trio de punk rock havia perdido espaço e público durante sua ausência, com certeza reconquistou tudo de volta nessa noite.

Já o Machina Rad também merece destaque por ter feito – no que me disseram ter sido o primeiro show da banda – uma apresentação muito bem executada e cativante. Mesmo sendo o primeiro grupo a se apresentar, conseguiram quebrar o gelo da noite e trazer um número razoável de pessoas para frente do palco do Arena.

A festa permaneceu cheia até o final e terminou por volta das 4h da manhã. Hoje tem mais Dead Fish, desta vez no Festival Vaca Amarela, em Goiânia, onde os capixabas são o headline do dia. Os dois GARIS de Brasília estarão lá.

Para disseminar pelo Twitter: http://wp.me/pdGj4-Cz

E aí? Saudades das nossas resenhas? Pois preparamos duas pro seu fim de semana. Uma para sexta e outra para sábado.

Haviam me falado que a banda era boa e tal, mas sabe aquelas coisas que a gente só acredita vendo? Pois é. Foi o que aconteceu comigo ao ver a rapaziada da Gloom (GO) no palco do Landscape, em Brasília, no último dia 6.

gloom1Quando o show começou, comentei com alguém que a vocalista Niela me lembrava – afe! – a Mallu Magalhães. Felizmente era apenas uma primeira impressão, que, diga-se, não ficou. Uma vozinha que faz milagres no palco, junto com sua guitarra… Me remeteu à Fernanda Takai, por quem eu tenho uma admiração absurda. Do oito ao oitenta somente nas notas iniciais.

Não. Não lembro os nomes das músicas que tocaram, muito menos a ordem. Estava conhecendo ali a banda Gloom, que faz um som cheio de grooves e intervenções que não nos permitem rotulá-los, com um animadíssimo duo de sopro (com nome de dupla sertanoja: Yuri e Iann), que nos remete aos negões que acompanham Amy Winehouse. Tudo bem que eles são branquinhos, não usam terno, pedem cerveja o tempo todo, mas são muito animados. Daqueles que tocam fogo no puteiro, mesmo.

A banda traz ainda o sintetizador, o teclado e o vocal do Davi, o baixo e a voz do Goiaba e a bateria do Rodrigo.

gloom2Como já escrevi, rotular a banda é difícil, mas posso dizer que as músicas trazem elementos desde aquele sambão de raiz até as batidas mais hypadas dessa onda de misturar rock com música eletrônica, passando pelo ska, pelo indie e até pelo pop de Michael Jackson (ok, isso já nos cansou). Algumas pessoas falaram que a Gloom remete muito ao Rio de Janeiro. É. Pode ser. Sou carioca, criado lá, cheguei a Brasília há dois meses e acho que não me remete muito ao Rio porque não tem bandas assim lá.

Talvez o bom ska do Madame Machado, o indie sensacional do Rockz, os experimentalismos regionais do Manacá, a malemolência de João Brasil… tudo isso junto.

O show da Gloom durou uns espetaculares quarenta minutos (talvez mais), com direito ao segurança da casa vindo dizer que precisavam encerrar o show, mas ainda podiam tocar mais uma. Encerraram com um cover de “Billie Jean”, com Yuri (ou seria Iann? Duplas sempre me confundem) imitando o MJ. Você vê uma performance gravada no pub Bolshoi, em Goiânia, a seguir.

Uma pena é que o MySpace deles só tem três músicas. Bom, mas se você quiser curtir, basta acessar www.myspace.com/bandagloom e/ou dar um voadão hoje no Festival Vaca Amarela, em Goiânia Rock City.

Para twittar: http://wp.me/pdGj4-Cv

Juro que vi montes deste cartaz pregados na UnB:

DSC00224Tipo… Anunciar solo de bateria é estratégia pra que? Pro pessoal chegar mais tarde, é? Porque putz! Chaaato demais!

Quer twittar? Então, ó: http://wp.me/pdGj4-C1

autoramasAgora é oficial. Em entrevista no final da noite desta sexta-feira (24) ao programa Cult 22, da rádio Cultura FM, de Brasília (diga-se de passagem, uma rádio boa demais!) Gustavo Sá, conselheiro do Porão do Rock, confirmou para os dias 15 e 16 de agosto as seletivas para esta 11ª edição do festival, marcada para 18, 19 e 20 de setembro.

Para as seletivas, ainda dá tempo de inscrever sua banda no site do Porão, que voltou ao ar. O Gustavo, aliás, avisa que tanto as bandas que nunca tocaram quanto as que já se apresentaram no festival precisam se cadastrar no portal, mas somente aqueles que forem virgens de Porão do Rock conseguirão suas vagas assim. Além dos grupos que buscam uma vaga no festival mais concorrido do DF, Gustavo confirmou as apresentações de Krisiun e Ratos de Porão, no dia 15, e Autoramas (foto acima) e Raimundos (!), dia 16. As seletivas rolam num dos cartões-postais mais belos da capital: a Torre de TV. E o melhor: com entrada franca. “Só que pra ver as bandas grandes o pessoal vai ter de assistir à seletiva inteira, porque a gente vai botar uma abrindo e outra fechando cada dia, pra garantir que o público vai prestigiar as bandas de brasília também”, avisa Gustavo.

Antes disso, já neste sábado (25), rola mais uma edição do Pílulas Porão do Rock, que promete esquentar a cena com os shows de Nação Zumbi (leu o post anterior, né?), Móveis Coloniais de Acaju (que estão com disco novo nas prateleiras reais e virtuais) e Gilbertos Come Bacon. Veja o serviço no final deste post.

FESTIVAL SERÁ DIVIDO EM TRÊS DIAS

MUSEPoraodoRockO Festival Porão do Rock já se estabeleceu como um dos mais concorridos – e mais respeitados – do país. Se, no ano passado, a organização gastou uma grana para trazer o Suicidal Tendencies (EUA) e o Muse (Inglaterra) (ao lado, foto do show no festival do ano passado), desta vez a ideia é focar mais na cena brasiliense e entrar na festa pelo cinquentenário da capital.

Para o dia 18 de setembro, Gustavo anunciou palestras, oficinas e workshops. Os shows continuarão concentrados em dois dias (19 e 20). Os organizadores (e todos nós, também) ainda sonham com a possibilidade de realizar o Porão 2009 na Esplanada dos Ministérios, sem a cobrança de ingressos. Falta “apenas” fechar patrocínios para isso e/ou conseguir o que é mais difícil: o apoio do Governo do DF. Como os patrocínios podem surgir em cima da hora e o GDF ainda não deu nenhuma resposta, existe, sim, esperança.

ALÉM DA BACIA PLATINA

Outra novidade é que também está confirmada a realização do Porão do Rock na Argentina. Com ou sem gripe suína, os hermanos vão curtir o som de dez bandas (seis argentinas e quatro brasileiras) nos dias 23 e 24 de outubro.

mundolivresaSerá em Buenos e os brasileiros que vão cruzar a fronteira serão os cariocas do Autoramas, que já são badalados pela América Latina; os brasilienses do Móveis Coloniais de Acaju, que prometem fazer bonito representando a sede do festival; os pernambucanos do Mundo Livre S/A (foto), que recentemente foram elogiados pela edição argentina da revista Rolling Stone, o que gerou uma curiosidade do público; e os goianos do MqN, que já lançaram disco lá e trazem como frontman o atual presidente da Associação Brasileira de Festivais Independentes (Abrafin), Fabrício Nobre, que também acumula a função de chefão da gravadora Monstro Discos. Entre os argentinos, Gustavo Sá citou Los Natas e El Mató A Un Policía Motorizado.

Todos ao Porão!

SERVIÇO – Pílulas Porão do Rock

Shows: Gilbertos Com Bacon, Móveis Coloniais de Acaju e Nação Zumbi
Data: sábado (25 de julho), às 22h
Local: Arena Futebol Clube – Setor de Clubes Esportivos Sul (SCES), Tc, 3, em frente à AABB
Ingressos: R$ 20 antecipado (consulte pontos de venda no site) e R$ 25 na hora
Infos: (61) 3224-9401
Classificação: 16 anos

A badalada festa Bootie desembarca hoje pela primeira vez na América do Sul. A cidade escolhida é Brasília. A “balada”, reconhecida por ser a maior do mundo especializada em mash-ups, já passou por Paris, Nova Iorque, São Francisco, Los Angeles, Berlim, Boston, Munique, Pequim, Hong Kong, Munique, Chicago, Brisbane e Copenhaguen. Bacana, né?

Vai ter FarOFF (que é local, com fama internacional)…

… o muso da MTV João Brasil…

… o carioca Lucio K…

… além dos DJs que tocam nas festas mais maneiras da night brasiliense: Pop e Vitão Milionário (Indiecent Music), Barata (Criolina) e Cookie Valentino (Cansei de Ser Cult), além do coletivo de VJs Desconstrução, performance do grupo Circênicos:

O melhor é que será ao ar livre, num dos lugares mais bonitos da capital do meu país </Nativus>: o Parque da Cidade.

Partiu?

SERVIÇO – Festa Bootie

Local: Parque da Cidade Sarah Kubitschek, Asa Sul, Brasília – DF
Data: Quinta (16/7), às 22h
Preço inteira:
R$ 10, até 0h; e R$ 15, após. Entrada franca para os 50 primeiros
Informações: (61)7814-1464/9984-7224
Classificação etária: 18 anos

Para ler o que já publicamos sobre mash-ups, clique aqui.

eu ainda não tenho contato com esse