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Se você é indie e está lendo isso aqui assim, distraidamente, peço que fique sentadinho em frente ao computador e leia até o final. Não corra, não ande. Fique parado.

Sabe o Friendly Fires, que vai abrir o show do Blur no Hyde Park, em Londres? Pois é… Tava eu aqui fazendo minha ronda diária e boing! bumm! tschak! Me deparei com isso:

friendlycalypso

Tipo: os caras disseram pro NME que o segundo disco deles, ainda sem previsão de lançamento, vai ter samba, calypso e música brasileira. É pra ficar com medo ou não? Claro que sim, né? Principalmente porque eles não dizem o que consideram “música brasileira”. Pode ser Cansei de Ser Sexy, Ivete Sangalo ou até mesmo a Stéfhany. Para! Box pra comentar Stéfhany:

1. “siúmes” deve fazer muito mais mal que ciúme;
2. “rasão” é algo meio irracional (com direito ao verso: “ontem eu passei por mim”);
3. Crosfox é webhit!

Bom, mas, voltando ao Friendly Fires, de acordo com o vocalista Ed MacFarlane, a banda segue o curso natural das coisas, já que o single Jump in The Pool, do disco de estreia Friendly Fires (2008), não tem a tradicional levada 4/4 (compasso quaternário, presente em praticamente tudo o que se toca de rock, pop e derivados), traz elementos percussivos e é uma canção tipicamente brasileira. =O

Ó só:

Nesta mesma lógica: se você compuser um disco usando gaita de foles, castanholas, um sintetizador, uma cítara e uns tambores, meu querido, provavelmente vai ficar una mierda, mas em compensação provavelmente seu disco será a nova trilha sonora da ONU. Afe!

Aproveitando o assunto Blur,  vale comentar uma notícia sobre outro projeto de Damon Albarn, o Gorillaz. A banda virtual  – que faz uma paródia do cenário pop mundial através de macacos animados – lançará um documentário chamado Bananaz. O mais legal é que o filme sobre os bastidores do projeto terá  uma estréia online amanhã,  dia 20 de abril.

O doc ficará disponível para streaming no site Babelgum.  Detalhes da transmissão e o trailer de Bananaz no link.

SHOW DO BLUR SERÁ PARA OS NÃO-PRECONCEITUOSOS

Conforme prometido, vamos ver a seguir quais são as quatro bandas que tocarão no segundo dia de show do Blur (3 de julho) marcado para o Hyde Park, em Londres.

VAMPIRE WEEKEND

Sétimo lugar entre os melhores singles de 2008, com A-Punk, e 15º com o disco de estreia, Vampire Weekend. Ou seja, nós curtimos o som (a Spin curte mais que a gente e os considerou a melhor banda de 2008). Além disso, nem tem muito o que dizer sobre o quarteto novaiorquino. Melhor ouvir. A apresentação abaixo mostra este single citado sendo tocado ao vivo no Late Show, do “Zé Graça” David Letterman (um Jô Soares gringo, alto e magro), que mostra o vinil dos caras e diz: “Olha o tamanho deste CD!”

AMADOU & MARIAM

Sim, Amadou & Mariam são uma dupla (até possuem uma banda de apoio, ms o nome não chega a batizar uma banda inteira, como Belle & Sebastian, que tem sete integrantes – nenhuma Belle e nenhum Sebastian) de uma país africano chamado Mali. Trata-se de uma ex-colônia francesa, do tamanho do estado do Pará, que hoje, sete anos após o fim de uma ditadura, amarga a 168ª posição dentre os 179 países avaliados pela ONU para o cálculo do Índice de Desenvolvimento Humano. Amadou Bagayoko e Mariam Doumbia nasceram na capital, Bamako, e fazem um som influenciado pela música tribal, pelas batidas afros e por sonoridades pops e eletrônicas, tudo isso cantado em francês. Fica, no mínimo, interessante. Ouça no MySpace. Mas só no vídeo a seguir você ouve a faixa Masiteladi inteira. Quem souber onde baixa, me avisa!

FLORENCE AND THE MACHINE

O site tem um visual bem clean e fofinho. A vocal, Florence, tem um jeitinho todo peculiar de cantar (gritar?), que muito lembra… Björk. A diferença é que os músicos (ou “a máquina”) que acompanham a Florence tocam música, com direito a ritmo e harmonia. Um luxo, né? Além da islandesa, vez ou outra o estilo da Florence me remete à Cat Power também. E por aí vai. Dá pra ouvir quatro faixas aqui.

DEERHOOF

O quarteto baseado na Califórnia conta com três norteamericanos e uma japonesa: a vocalista e baixista Satomi Matsuzaki. Vocalista e baixista no papel, porque os quatro costumam mudar muito de instrumentos. Nem sempre são John Dieterich e Ed Rodriguez que estão nas guitarras, nem Greg Saunier que toca bateria. E eles conquistaram nossos corações – que brega! – com a liberação so single Offend Maggie para download gratuito. Esta faixa, aliás, não está no MySpace deles, que, visualmente, me causou desconforto. Ô, coisinha esquisita esse layout! Não sei se é viagem minha, mas de vez em quando o som deles lembra o Kooks. De vez em quando não lembra. hauahauahaua Agora sei que eu tô viajando… Eu, hein!

E aqui as bandas que vão abrir o show do Blur no dia 2 de julho, no Hyde Park.

blurSerão ao menos três showzassos. Dois deles no clássico Hyde Park, marcados para os dias 2 e 3 de julho, em pleno verão londrino. Os felizardos poderão conferir a reunião do fantástico Blur e, na case do Damon Albarn, Graham Coxon e companhia vêm ainda Foals, Crystal Castles, Friendly Fires e Hypnotic Brass Ensemble (todos no dia 2) e Vampire Weekend, Amadou & Mariam, Florence And The Machine e Deerhoof (dia 3).

Quem me dera… Já sei que não vou, mas vou lamentar por muito tempo não poder assistir a isso. “Será fenomenal. A galera esperou muito tempo pra ver a reunião do Blur e ser convidado pra tocar lá é gratificante”, disse Ezra Koening, líder do Vampire Weekend, ao NME.com. E completou: “Será a primeira vez que eu verei o Blur ao vivo e estou eufórico”.

Antes do Hyde Park, o Blur se encontra no dia 26 de junho pra levar um som na arena Manchester MEN, com abertur do Klaxons e do Florence and The Machine.

Bom, mas todo mundo vai dar essa notícia e a gente precisa ter nosso diferencial, né? E o diferencial é apresentar as bandas que estão na mala que o Blur vai levar pro Hyde Park. Hoje vamos ver quem estará no primeiro dia.

FOALS

Passou por aqui ano passado. Era bem pouco falada no Brasil e o Bernardo, que viu o show, me disse que foi sensacional. Apareceram com a faixa Cassius em 10º lugar entre os melhores singles de 2008, na Fenomenal lista LIXEIRA DO POP. Já o disco Antidotes abocanhou a 25ª posição na lista de álbuns. Precisa dizer mais? Não, né? Melhor ouvir.

CRYSTAL CASTLES

Antes de abrir pro Blur, a dupla canadense (de Toronto) que traz o vocal de Alice Glass e os instrumentos e produção de Ethan Kath toca sexta agora (17) no festival do Vale Coachella; depois tem o TBA, em São Francisco/EUA (6/6), o Bonaroo, em Manchester/EUA (12/6) e o Sonar, em Barcelona (20/6), só pra citar os mais famosinhos. Ano passado eles já haviam tocado em Glastonburry e caído na estrada, abrindo os shows do Nine Inch Nails. Isso mesmo tendo nas costas uma acusação de plágio. O duo teria se apropriado de um sample de Atari (o videogame) e usado na faixa Insecticon. É que o sample foi disponibilizado sob uma licença Creative Common e o Crystal Castles aproveitou pra tirar uma grana. Não deve ter sido por mal, mesmo porque eles curtem reler outros artistas, como quando remixaram o single Atlantis to Interzone, do Klaxons. Uma última curiosidade: sim, o nome é inspirado no Palácio de Cristal, da She-Ra. Eis o perfil no MySpace.

FRIENDLY FIRES

Também estão escalados para Coachella (19/4), depois tocam, entre outros lugares, no Academy de Manchester (27/4), de Leeds (5/5) e Bristol (23/5), além do clássico Forum, em Londres (15/5), e nos festivais T in The Park (11/7), Benacassim (19/7) e Carling Weekend, em Reading (28/8) e Leeds (30/8), com um show no Creamfields, em Liverpool (29/8), no meio. E olha que eu só listei os shows mais relevantes do trio brtiânico até o final de agosto. Vão participar dos maiores festivais de verão da Inglaterra e isso significa que são a banda da moda na terra da rainha. Então, todo mundo ouvindo agora o punk/disco house do Friendly Fires. Pode até não te agradar, mas vale a pena conhecer, pra não ficar deslocado nas conversas de canto de boate.

HYPNOTIC BRASS ENSEMBLE

Direto de Chicago, esta big band formada por nove integrantes (alguém precisa lotar o palco, né?) mistura hip hop e jazz em jam sessions que prometem ser sensacionais. E, apesar de serem de uma cidade grande, os conterrâneos de Barack Obama dificilmente encontrariam ao acaso e em tão pouco tempo (começaram em 2004) tanta gente a fim de levar o mesmo som junto. Então, é quase tudo em família. Dos nove músicos, oito (OITO!) são filhos do veterano Phil Cohran. Nem precisa dizer que é uma senhora sonzeira, envolvente pra caramba, capaz de afastar o mau-humor de qualquer um. Duvida? Então dá um confere. E bem tem um blog, o SaravaClub*, que já pediu a vinda deles e até colocou a discografia pra download, mas parece que foi retirada do ar. Corra atrás, compre, cate ou baixe.

Amanhã a gente conta quem como é o som das outras quatro bandas que vão tocar com o Blur no Hyde Park.

Se ontem a gente lamentou o fim da comunidade Discografias, no Orkut, hoje é o dia de comemorar o lançamento do novo álbum do líder do Babyshambles Pete Doherty. Grace/Wastelands é o nome do aguardadíssimo petardo solo do ex-Libertine, que acabou de ser lançado e pode ser ouvido (mas não baixado) na íntegra no MySpace.

pete-dohertyConforme já contamos aqui nesta LIXEIRA, Pete chamou o guitarrista Graham Coxon, do Blur, para tocar em quase todas as faixas – exceto em Broken Love Song. Além disso, convocou seus companheiros de Babyshambles: o guitarrista Mik Whitnall, o baixista Drew McConnell e o baterista Adam Ficek, todos do Babyshambles, participaram do álbum.

E não é só isso! O petardo foi gravado no Estúdio Olympic, de Londres, e teve a produção de Stephen Street, que traz no currículo obras-primas como Meat Is Murder (1985) e The Queen Is Dead (86), dos Smiths; Everybody Else Is Doing It, So Why Can’t We? (92), que marcou a estréia do Cranberries; Parklife (94), The Great Escape (95) e Blur (97), claro, do Blur; Employment (2005) e Yours Truly, Angry Mob (07), do Kaiser Chiefs.

No ano de 2007, o produtor também trabalhou com Pete Doherty. Street foi responsável pelo segundo disco do Babyshambles, Shotter’s Nation, que alcançou o quinto lugar na parada inglesa.

Bom, né? A gente tá ainda naquela fase de ouvir bastante pra escrever sobre depois, mas a avaliação é bastante positiva. Ao que tudo indica, Pete se livrou mesmo das drogas pesadas que ameaçavam seu trabalho e agora se dedica exclusivamente à fazer músicas – o que sempre fez muito bem.

NÃO EXISTE PREVISÃO DE LANÇAMENTO DO DISCO NO BRASIL. E já está nas lojas lá de fora. Tem como não lamentar o fim da Discografias? Tem como não amar a existência de redes P2P?

De acordo com o site NME.com, vai se chamar Grace/Wastelands (algo do tipo Graça/Ruínas) o aguardado disco solo do líder do Babyshambles.

Como já informamos no início desta semana, o álbum de 12 faixas terá participações dos companheiros de Babyshambles e do guitarrista do Blur, Graham Coxon. Além disso, a produção fica por conta do competente Stephen Street. Clique aqui para saber os detalhes.

Carreira, agora, só a musical. Será?

Carreira, agora, só a musical. Será?

Coincidência ou não, dois dias depois do reaparecimento artístico de Amy Winehouse, que anunciou a volta aos estúdios para breve, o amiguinho dela Pete Doherty reaparecerá. Desta vez no semanário britânico New Musical Express, que chega às bancas amanhã.

Em uma entrevista exclusiva, que teve alguns trechos antecipados pelo site NME.com, Pete marcou para o dia 9 de março o lançamento do seu aguardado disco solo. Uma semana antes, as rádios da Inglaterra começarão a executar o single Last Of The English Roses, que será a segunda das 12 faixas do álbum.

O líder do Babyshambles conta que chamou o guitarrista Graham Coxon, do Blur, para tocar em quase todas as músicas – exceto em Broken Love Song. O curioso é que se trata de um disco solo, mas nem por isso os companheiros de banda tiveram sossego. O guitarrista Mik Whitnall, o baixista Drew McConnell e o baterista Adam Ficek, todos do Babyshambles, participaram do álbum.

só love

CARLzinho e Buchecha: só love, só love

Na entrevista ao NME, ao que tudo indica, Pete Doherty não comenta sobre sua relação – que já foi de ódio e, ao que tudo indica, atualmente é de paz e amor – com o guitarrista Carl Barât, com quem tocava no Libertines, nem sobre os boatos que dão conta de um revival do próprio Libertines.

O DISCO PROMETE

O álbum de Pete Doherty foi gravado no Estúdio Olympic, de Londres, e teve a produção de Stephen Street, que traz no currículo obras-primas como Meat Is Murder (1985) e The Queen Is Dead (86), dos Smiths; Everybody Else Is Doing It, So Why Can’t We? (92), que marcou a estréia do Cranberries; Parklife (94), The Great Escape (95) e Blur (97), claro, do Blur; Employment (2005) e Yours Truly, Angry Mob (07), do Kaiser Chiefs.

No ano de 2007, o produtor também trabalhou com Pete Doherty. Street foi responsável pelo segundo disco do Babyshambles, Shotter’s Nation, que alcançou o quinto lugar na parada inglesa. O mais recente grande feito de Stephen Street foi ter feito o disco de estréia da banda indie inglesa The Courteeners, St. Jude, escalar no ano passado o ranking e chegar ao quarto lugar. Ou seja, se depender do produtor, será um sucesso.

Assim que vazar, a gente ouve  e te conta. Aliás, já ouviram Tonight, do Franz? Bom pacarái! Ainda esta semana a gente comenta.

As faixas do disco solo do Pete Doherty são:

1. Arcadie
2. Last Of The English Roses
3. 1939 Returning
4. A Little Death Around The Eyes
5. Salome
6. Through The Looking Glass
7. Sweet By And By
8. Palace Of Bone
9. Sheepskin Tearaway
10. Broken Love Song
11. New Love Grows On Trees
12. Lady, Don’t Fall Backwards

Dia do Amigo

Publicado: 20/julho/2008 em Rock
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E meus melhores amigos gostam do Blur, que em eu. Entonces, lá vai uma apresentação fodástica em 1999, na Wembley Arena. A música? Song 2, claro!

Woo-hoo!