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Há 35 anos a banda The Wings, que Paul McCartney formou com a então mulher Linda após o fim dos Beatles, lançava um single que até hoje encanta admiradores do bom rock. O riff da guitarra é marcante, o vocal é marcante, a virada da bateria é marcante. Eu, pelo menos, não me canso de ouvir. E juro que me emociono cada vez que ouço. Que nem esses brasileiros sortudos que viram o Macca chamar o Dave Grohl pra levar este som há um ano e uma semana, em Liverpool:

Band On The Run, uma parceria do ex-Beatle com Linda, tem o mesmo nome do disco lançado no finalzinho de 1973. Disco este que, nos EUA, alcançou o topo das paradas e foi o mais vendido de 1974, recebendo naquele ano o certificado de platina tripla (3 milhões de cópias vendidas). Inteiramente gravado na Nigéria, o álbum rendeu o Grammy de melhor performance de vocal pop de um grupo, em 1975, estava em 75º lugar na lista dos 100 melhores discos britânicos de todos os tempos da respeitada revista Q e em 418ª posição no ranking dos 500 melhores álbuns de sempre da revista Rolling Stone.

O single Band On The Run não fez por menos: no dia 8 de junho de 1974 alcançou o topo da lista pop dos EUA e ficou lá, quietinho, sem ninguém incomodar, durante nada menos que 13 semanas. O compacto havia sido lançado em abril na França e nos EUA e naquele mês na Inglaterra. De cara, foi “disco de ouro”, com mais de 500 mil cópias vendidas. Além disso, ano passado a música apareceu, como você vê acima, no game Guitar Hero: World Tour. Diz aí: quanta grana Sir Paul McCartney já não colocou debaixo do colchão só com esta música, hein?

É claro que várias bandas fizeram e ainda fazem cover desta faixa, mas a versão que aparentemente mais agradou Macca (vide o primeiro e o terceiro vídeos deste post) foi feita pelo Foo Fighters para a coletânea Radio 1. Established 1967, lançada em 2007 para comemorar os 40 anos da Radio 1, da BBC (aliás, recomendo o download; trata-se de um álbum duplo, com versões ótimas e outras nem tanto, mas que valem a pena ouvir).

Termino, então, com o vídeo da canção original. Deleite-se e boa semana! The Wings, Band On The Run.

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Bono – o criador -, que nunca reclamou de um pernilongo atrapalhando seu sono, disse que Chris Martin – a criatura – era um punheteiro… hauahuahaua. Juro! Palavras dele. Em rede nacional no Reino Unido. De acordo com a Folha Online:

A entrevista com Bono foi ao ar no dia 27 e, segundo o “Daily Mail”, no mesmo dia seis reclamações foram recebidas pela rede. Na manhã daquele dia, Bono, em entrevista na Radio 1 para a DJ Jo Whiley chamou Martin de uma palavra vulgar que quer dizer “masturbador”.

A DJ imediatamente pediu que Bono se desculpasse. Ele o fez, mas complementou dizendo que Martin tinha um caráter cretino e que os comentários eram uma brincadeira.

Diz que perguntaram se o líder do U2 considerava Martin tão bom músico quanto Paul McCartney. Queriam que respondesse o que, né? Ele falou que Chris Martin até era bom de melodia, mas também é um wanker (vocábulo censurado no Reino Unido). Ou seja, as atitudes paunocu do vocalista do Coldplay tiraram até o Bono do sério. E olha que o Martin é o maior Bono wannabe. Shame on you Chris Martin!

Ah, bom lembrar que o disco novo do U2, No Line On The Horizon, está bem fraquinho e o Bono, marqueteiro do jeito que é, precisa aproveitar qualquer espaço pra aparecer na mídia e dizer que o disco é revolucionário e tal. Então, vale tudo, fia! Até baixaria com o seu imitador de luxo, mister Martin. Nós somos contra divulgar este tipo de baixaria, mas como o alvo era o Chris Martin, abrimos uma exceção.

O frontman do Coldplay, aliás, ainda não comentou o insulto. A última postagem no blog da banda é das oito e pouca da noite do próprio dia 27 de fevereiro, mas passa longe de tratar do assunto.

MAS ADMITE CHUPADA. UI!

Tô nem ai, tô nem ai

Tô nem aí, tô nem aí

Vimos esta semana no site do New Musical Express: o Chris Martin jurou de pés juntos que foi ele quem escreveu Viva La Vida e qualquer semelhança com um solo do Satriani ou a linha vocal de uma banda indie é mera coincidência. Bom, achamos natural ele negar. Já era até esperado, inclusive (leia abaixo VIVA LA VIDA). Ah, ele também disse que, devido às acusações de plágio – coitado – a banda teve uma briga feia e quase acabou.

Não escrevemos aqui porque achávamos que poderia surgir algo mais… interessante. Na mosca! O vocalista do Coldplay deu uma entrevista ontem para a Radio 1, da BBC, e admitiu que uma das melhores canções da banda, Shiver, lançada em 2000, é “chupada” de Jeff Buckley. Como o Chris não aparece pra dar só uma declaração bombástica (a exemplo de: “não plagiei” / “a banda quase acabou”), ele aproveitou pra dizer que os shows que estão rolando em Londres poderiam ser muito melhores e, numa escala de zero a dez, deu nota três para as atrações desta semana.

VIVA LA VIDA

Make music fair

Make music fair

Não precisamos dizer que não acreditamos no Chris Martin. Até achamos que, a exemplo do que fez ontem, daqui a uns dez anos – ou quando o Coldplay finalmente acabar (finalmente pra ele, ok? – leia sobre o fim da banda a seguir), ele virá a público e contará toda a verdade. Seja na Radio 1, seja no Silvio Santos, seja na Márcia. Um dia a verdade aparecerá. Enquanto isso, vamos vivendo la vida.

Em tempo: a música é ótima, o disco do Coldplay está bem bacana e faz jus às sete indicações ao Grammy. Só podia rolar um cadinho mais de sinceridade, mas entendemos que admitir um plágio antes de ganhar o Grammy é um senhor tiro no pé. Esperemos a premiação.

FIM DO COLDPLAY? PERGUNTE AOS GALLAGHER

Ninguém deve torcer tanto pelo fim do Coldplay quanto o próprio Chris Martin. O cara adora espalhar por aí que a banda está próxima do fim, que a banda quase acabou, que em breve o grupo vai se separar… O que é isso? Jogada de marketing? Chris, isso é coisa de moleque e nem pega bem uma pessoa da sua idade ficar fazendo isso. Se continuar assim, o fim do Coldplay será algo do tipo “fim de Sandy & Junior”, com direito a tour de despedida, muita grana no bolso e os fãs é que se danem.

Noel Gallagher + Chris Martin

BFF: Noel Gallagher + Chris Martin

Sério! Achamos que alguém deveria perguntar aos irmãos Gallagher o que eles pensam sobre o fim do Coldplay, o plágio de Viva La Vida e a chupada de Shiver. Seria, sem dúvida a melhor análise dos casos. Detalhe é que o Noel é (ou era; não sei) amiguinho do Chris Martin e já havia até brigado com o Liam por causa dessa amizade. Que lindo! O lance é que, de uns tempos pra cá, o Noel anda concordando muito com o Liam. E o Liam acha o Chris Martin um grande babaca. Sem problemas, pensamos o mesmo sobre ele. Peraí! Sobre “ele” quem: o Liam ou o Chris? Hmmm… os dois, dependendo da ocasião. Aliás, veja Noel e Chris Martin tocando Yellow:

nomusicdaycartazImagine se você fosse um músico escocês, que criasse um selo musical responsável por impulsionar a carreira daquele que é o segundo maior quarteto de Liverpool. Depois, você formasse uma dupla de muito sucesso na Europa. Muito mesmo. Tanto que, um belo dia, sem saber o que fazer com tanta grana (e se sentindo culpado, por talvez não achar que seu trabalho valha tanto – afinal, quantos bons músicos não morreram pobres?), resolvesse queimar um milhão de libras numa pequena ilha da Escócia. Bom, você pode dizer que jamais faria isso, mas é porque seu nome não é Bill Drummond.

O cara foi responsável por lançar ninguém menos que o Echo & The Bunnymen (aquela banda de Lips Like Sugar, The Killing Moon, Bring On The Dancing Horses e It’s Alright, entre outras – clique em cima para ver o clipe) e, em 1990, criou a dupla de eletro-rock KLF, que estourou no Velho Continente com What Time is Love?, 3 a.m. Eternal e Last Train to Trancentral. A cena dele queimando dindim faz parte de um documentário sobre a história do KLF e o traileraqui.

Mas então… Agora que você já sabe a historinha, posso dizer que esse cara, Bill Drummond, organiza há quatro anos, sempre no dia 21 de novembro (ou seja, HOJE!), o Dia Sem Música (No Music Day). Por quê? Porque ele acha que nossas músicas contemporâneas andam muito caídas. Tem muito lixo musical tocando por aí e as pessoas meio que perderam o critério: escutam qualquer coisa. Como dia 22 de novembro é o Dia de Santa Cecília, padroeira da música (conseqüentemente é o Dia do Músico), Drummond achou por bem que, se fizesse um jejum na véspera, para podermos expiar nossos pecados. Os músicos, por fazerem qualquer coisa. O público, por aceitar ouvir qualquer coisa.

cartaznapaulistaCartaz do Dia Sem Música numa esquina da Paulista

Desta vez, a cidade-sede escolhida é São Paulo. É a primeira vez que a base do Dia Sem Música fica fora da Europa (em 2005 foi Liverpool, em 2006, Londres, e no ano passado, Gretna Green, na Escócia, com direito a apoio da rádio BBC local e tudo). Dentre as ações organizadas está prevista uma espécie de blitz na Avenida Paulista, para incentivar os pedestres a desligarem tocadores de mp3 e rádios, além de usarem os celulares exclusivamente para conversar. Nada de música hoje!

O protesto anual do Dia Sem Música tem uma data para acabar: 21 de novembro de 2009. A sede ainda não foi escolhida, mas não seria nada mal que fosse uma cidade nos Estados Unidos. Aliás, uma parte muito grande o lixo musical da atualidade vem de lá.

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Começou com os Rolling Stones, terminou com Shakira – e os fãs de música pensaram que ele nunca mais voltaria na era do YouTube e do MP3 player.

É este o primeiro parágrafo da reportagem publicada hoje pelo diário britânico The Times, confirmando oficialmente para o ano que vem o retorno do programa que, entre janeiro de 1964 e julho de 2006, apresentou os principais lançamentos musicais internacionais e se tornou referência para toda a cultura musical, goste ou não de quem tocava lá.

Rolling Stones no TOTP, em 1971

O Top Of The Pops voltará reformulado. Afinal, saiu do ar porque não fazia mais sentido um programa “lançar” músicas que já haviam vazado na internet. Fato é que todo mundo sentiu uma tremenda falta do programa, principalmente os músicos. Até Noel Gallagher pediu a volta do programa (em 1995, ele e Liam, deixaram o TOTP numa saia justíssima: tinham de dublar a música Roll With It, cantada por Liam; tudo bem, se o Liam não ressolvesse tocar guitarra, enquanto o Noel fazia de conta que estava cantando, com a voz do irmão). Dentre as mudanças, está o fim da chamada “regra dos três minutos”, que estabelecia o tamanho máximo das músicas apresentadas.

Oasis dulam Roll With It no TOTP (24/8/1995)

Uma fonte da indústria fonográfica disse ao Times que a grande jogada será o programa investir em material exclusivo, que possa ser postado no YouTube e compartilhado no mundo inteiro. A mesma pessoa acredita no óbvio: esta será a única chance de retorno do TOTP. É que algo tão clássico não pode ficar indo e voltando. Se a reestréia não der certo, melhor enterrá-lo e partir pra outra. Claro que torcemos pelo sucesso do programa que já recebeu em seu palco bandas nas quais a gente se amarra, como The Coral, .

Ainda segundo o Times, Mark Cooper, responsável pela área de entretenimento musical da TV BBC, disse que o TOTP voltará como um serviço público.

Bem-vindo de volta, TOTP!

Em 1983 os Smiths fizeram história no TOTP com esta
performance de This Charming Man. Muitos consideram
a apresentação um momento mágico do programa


CURISIDADES DO TOP OF THE POPS

Primeiro programa 1º de janeiro de 1964
Primeiro show
Rolling Stones, com a música I Wanna Be Your Man
Último show
Shakira, com Hips Don’t Lie
Canção-tema mais conhecida Whole Lotta Love, do Led Zeppelin, é a mais famosa das 9 músicas-temas do programa e nunca foi executada ao vivo naquele palco (será que o Led se reuniria novamente pra isso?)
Quem mais compareceu Cliff Richard, mais de 150 vezes
Maior número de seguranças R. Kelly, 43
Canção mais curta Super Furry Animals, com Do or Die, 95 segundos
Maior número de pessoas no palco Fat Les, na música Jerusalem, 75pessoas

ATUALIZADA EM 30 DE JULHO

E aí? Vamos nos empenhar em furar o G1 e o iG com os posts sobre coisas bacanas?

Post publicado por esta LIXEIRA DO POP no domingo, dia 27 de julho.

Reportagem da BBC publicada pelo G1 hoje, dia 29 de julho.
Reportagem da BBC publicada pelo iG, também no dia 29.

Até as fotos escolhidas são as mesmas. Valeu, Bernardo, pelo toque!

Clique para ver o furo do quadro e o furo do Ronaldo (opa!).

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Cérebro de quem só pensa “naquilo”

Uma reportagem da BBC reproduzida pelo Globo On traz os resultados de uma pesquisa realizada por pesquisadores de uma universidade da Pensilvânia, EUA. O título da matéria já dá a dica do fracasso: Ato sexual ideal dura de 3 a 13 minutos, diz estudo. A seguir, trechos da reportagem (em itálico) e os nossos comentários.

O estudo, publicado na revista Journal of Sexual Medicine, afirma que um ato sexual “adequado” dura entre três e sete minutos; um “desejável”, de sete a 13 minutos; um “curto demais”, de um a dois minutos; e um “muito longo”, de dez a 30 minutos.

Assim… Uma rapidinha de um ou dois minutos não pode ser chamada de sexo. É, no máximo, um pensamento mais safadinho. E como assim “ato sexual adequado”? Passou de sete minutos o ato é inadequado? Mas vamos continuar…

“Infelizmente, a cultura popular atual reforçou estereótipos a respeito das atividades sexuais”, acrescenta o estudo. “E muitos homens e mulheres parecem acreditar na fantasia de um pênis enorme, ereções duras como uma rocha e relações que duram a noite toda”, afirmam os autores da pesquisa.

Tipo: vamos imaginar o contrário. O ideal, então, seria um pinto pequeno, ereções flácidas (sic) e relações que caibam nos dez minutos do cafezinho, para poder voltar a trabalhar depois. Ok! Continuemos.

Pesquisas anteriores indicavam que uma grande porcentagem de homens e mulheres gostaria que a relação sexual durasse 30 minutos ou mais.

Traduzindo: pesquisas anteriores foram feitas com pessoas de verdade e não com robôs.

“Com essa pesquisa, esperamos dissipar estas fantasias e encorajar homens e mulheres com informações realistas a respeito de relações sexuais aceitáveis, evitando decepções e problemas sexuais”, acrescentou o pesquisador. O estudo também poderá ajudar no tratamento de pessoas que já têm problemas sexuais.

Mesmo porque qualquer trepadinha de dez minutos pode ser a grande transa da sua vida.

Sem mais para o momento, porque a gente só pensa… naquiiilo.