Arquivo da categoria ‘Oê oê oê, eu sou mais indie que você’

A rapaziada dos Strokes prometeu que este ano teria disco novo nos servidores de downloads piratas nas lojas e estão trabalhando para que isso realmente ocorra. Esta semana eles começaram as sessões de gravação no (ou seria “nos”?) Avatar Studios, em Nova Iorque, sob regência de Joe Chiccarelli.

O cara já atuou com nomes como Frank Zappa, Journey, The Shins, Mika, White Stripes, Donavon Frankenreiter, Raconteurs, Bon Jovi, Oingo Boingo, Ray Manzarek, U2, Beck, Julieta Venegas, Rufus Wainwright, Elton John, Café Tacuba, Hanson, Jamie Cullum e Björk. Traduzindo: vale rezar para nos livrar de todos os males! Porque tem muita coisa boa que ele fez. Outras, nem tanto…

Ainda sem título, o álbum será o quinto da carreira dos Strokes (quarto de estúdio) e sucede First Impressions of Earth, de 2006.

Bora jogar no ventilador? Ó: http://wp.me/pdGj4-FM

A rapaziada gente fina (muito 80’s isso) do Moptop marcou para o dia 26 de outubro, muito conhecido por aí como “segunda-feira que vem”, a gravação do novo clipe, Contramão, faixa do álbum Como se Comportar (Universal, 2008), que você confere a seguir, no extinto Código MTV:

O esquema é o seguinte: a gravação rola a partir das 20h, na Drinkeria Maldita em Copa (rua Aires Saldanha 98A, atrás da antiga Help) e quem quiser ir precisa ter 18 anos ou mais, mandar um e-mail para moptopclipe@gmail.com e, claro, tem que estar no Rio. O Moptop, aliás, tocou no fim de semana inaugural da Drinkeria, no dia 2 de maio, com direito a casa lotada, em plena noite de chuva. Eu fui, junto com outro GARI, e posso dizer que foi sensacional. Duvida? Então, dá uma olhada:

Tuíte-nos: http://wp.me/pdGj4-Eh

Toque no Brasil tem a difícil missão de tirar bandas independentes do gueto e levá-las para turnês

porao vh3

O músico paulistano Sérgio Ugeda explicou na última quinta-feira o que será o site Toque no Brasil, criado por ele. Trata-se de uma rede social baseada na premissa punk do “faça você mesmo” e que pretende colocar em contato direto músicos, produtores e contratantes em todo o país. O portal, parceria de Sérgio com o Fora do Eixo (FDE) e a Associação Brasileira de Festivais Independentes (Abrafin) entra oficialmente no ar em fevereiro de 2010, quando ocorre o festival Grito Rock. Até lá, estará disponível um mapa do Google, em que os internautas poderão se cadastrar e mostrar em que lugar do país estão, que tipo de música ouvem e que lugares frequentam.

Durante a conferência sobre internet e o mercado de música independente no festival Porão do Rock, em Brasília, Sérgio explicou que o objetivo central do Toque no Brasil é criar circuitos de turnês, “porque as bandas nacionais lançam discos e não sabem o que fazer depois. Não sabem onde tocar”. Na América do Norte, na Europa e até mesmo nos vizinhos latinoamericanos – como Argentina e Chile – existe a cultura da turnê. “No Brasil isso não acontece porque os shows não se baseiam em relações profissionais, mas em relações políticas e não dá pra fazer isso 20 dias por mês. Esse é o Brasil”, justificou Ugeda.

A ideia do “faça você mesmo” leva em consideração o fato de que ninguém dará mais importância para uma banda do que o próprio músico. Há poucos exemplos de bandas independentes que conseguiram se tornar comercialmente viáveis, como Móveis Coloniais de Acaju e Teatro Mágico, mas, de acordo com Sérgio, não são modelos a serem seguidos, porque são casos muito pontuais e não se enquadram num cenário mais geral.

A proposta do site é criar circuitos de turnês. Funcionará assim: a banda resolve fazer, por exemplo, uma turnê do Rio de Janeiro para Goiânia. Dispara, então, um alerta e os donos de casas de shows e produtores recebem esta mensagem. Aí, podem aprovar ou recusar o pedido do grupo. Assim que o contratante tomar a decisão, a banda recebe um aviso. Além disso, os músicos saem do Rio, por exemplo, e fazem shows no Rio, Juiz de Fora, Uberlândia e Goiânia. Na volta, se apresentam em Brasília, Belo Horizonte e Ouro Preto, por exemplo.

O processo todo será acompanhado pela equipe do site. Uma semana antes de cada apresentação o grupo e o contratante deverão informar, por e-mail, se está tudo correndo bem. Após o show, a banda vai atribuir uma qualificação ao contratante, que, por sua vez, também dará uma nota aos músicos, a exemplo do que já ocorre em portais como Mercado Livre. “Assim, atitudes de má fé e sacanagens em geral serão divulgadas”, espera Ugeda.

A exemplo do americano Sonic Beat, o Toque no Brasil vai começar oficialmente suas atividades voltando-se para festivais de rock independentes. Os objetivos são: tornar-se referência para inscrições em festivais em todo país já em 2010 e criar um modelo de turnê. Sérgio dá a dica: “Crie um projeto com antecedência e disciplina; aí, comece a correr atrás. O Toque no Brasil será parte deste processo”, conclui.

MinC chama população para debater direitos autorais

Ainda no Porão do Rock foi anunciado que o Ministério da Cultura (MinC) está formulando uma nova proposta para pagamentos de direitos autorais, que deve ser divulgada até novembro. Assim que a proposta for apresentada, será levada à consulta pública e ficará disponível durante dois meses para receber opiniões.

A discussão sobre direitos de autor e cultura, em geral, já ocorre há algum tempo numa plataforma criada pelo próprio MinC, no portal Cultura Digital. É uma rede social baseada em cinco eixos fundamentais: memória digital, economia da cultura no ambiente digital, infovia digital (discussão sobre a infraestrutura de transmissão de dados; por exemplo: universalização da banda larga), arte na era digital e comunicação digital (língua, mídia e convergência).

O MinC planeja ainda para novembro um seminário internacional para tirar as diretrizes da proposta que irá para consulta pública.

E aí? Saudades das nossas resenhas? Pois preparamos duas pro seu fim de semana. Uma para sexta e outra para sábado.

Haviam me falado que a banda era boa e tal, mas sabe aquelas coisas que a gente só acredita vendo? Pois é. Foi o que aconteceu comigo ao ver a rapaziada da Gloom (GO) no palco do Landscape, em Brasília, no último dia 6.

gloom1Quando o show começou, comentei com alguém que a vocalista Niela me lembrava – afe! – a Mallu Magalhães. Felizmente era apenas uma primeira impressão, que, diga-se, não ficou. Uma vozinha que faz milagres no palco, junto com sua guitarra… Me remeteu à Fernanda Takai, por quem eu tenho uma admiração absurda. Do oito ao oitenta somente nas notas iniciais.

Não. Não lembro os nomes das músicas que tocaram, muito menos a ordem. Estava conhecendo ali a banda Gloom, que faz um som cheio de grooves e intervenções que não nos permitem rotulá-los, com um animadíssimo duo de sopro (com nome de dupla sertanoja: Yuri e Iann), que nos remete aos negões que acompanham Amy Winehouse. Tudo bem que eles são branquinhos, não usam terno, pedem cerveja o tempo todo, mas são muito animados. Daqueles que tocam fogo no puteiro, mesmo.

A banda traz ainda o sintetizador, o teclado e o vocal do Davi, o baixo e a voz do Goiaba e a bateria do Rodrigo.

gloom2Como já escrevi, rotular a banda é difícil, mas posso dizer que as músicas trazem elementos desde aquele sambão de raiz até as batidas mais hypadas dessa onda de misturar rock com música eletrônica, passando pelo ska, pelo indie e até pelo pop de Michael Jackson (ok, isso já nos cansou). Algumas pessoas falaram que a Gloom remete muito ao Rio de Janeiro. É. Pode ser. Sou carioca, criado lá, cheguei a Brasília há dois meses e acho que não me remete muito ao Rio porque não tem bandas assim lá.

Talvez o bom ska do Madame Machado, o indie sensacional do Rockz, os experimentalismos regionais do Manacá, a malemolência de João Brasil… tudo isso junto.

O show da Gloom durou uns espetaculares quarenta minutos (talvez mais), com direito ao segurança da casa vindo dizer que precisavam encerrar o show, mas ainda podiam tocar mais uma. Encerraram com um cover de “Billie Jean”, com Yuri (ou seria Iann? Duplas sempre me confundem) imitando o MJ. Você vê uma performance gravada no pub Bolshoi, em Goiânia, a seguir.

Uma pena é que o MySpace deles só tem três músicas. Bom, mas se você quiser curtir, basta acessar www.myspace.com/bandagloom e/ou dar um voadão hoje no Festival Vaca Amarela, em Goiânia Rock City.

Para twittar: http://wp.me/pdGj4-Cv

É que o intrépido pessoal da Fósforo Cultural abriu a votação para escolher qual será o cartaz da 8ª edição do hypado festival Vaca Amarela. As artes foram feitas pelo pessoal da cena goiana, mesmo, mas as identidades ficarão ocultas até o fim da votação, que dará o prêmio de mil reais ao vencedor. Eis os finalistas (clique sobre as imagens para ampliar):

Printvaca02vaca03

Agora, que você já escolheu seu cartaz preferido do Vaca Amarela 2009, tem até o dia 7 de agosto para votar aqui. A festança está marcada para rolar de 10 a 13 de setembro. Os shows serão nos dias 11 (sexta-feira) e 12 (sábado), no Martim Cererê. Dentre as atrações confirmadas, Dead Fish e Canastra. Bacana, né?

Está na rede o vídeo de Crying Lightning:

Treinando pro show de logo mais!!!

Your past times
Consisted of the strange
And twisted and deranged
And I love that little game you had called
Crying Lightning
And how you like to aggravate
The ice cream man on rainy afternoons

Chegou, finalmente, a sua vez, fã dos Arctic Monkeys! O bandão de Alex Turner (o homem mais cool do mundo, pelo menos para a NME) anunciou para esta quinta-feira (30 de julho) uma premiére de algumas faixas do terceiro álbum, Hambug, a ser lançado daqui a quase um mês, no dia 25 de agosto.

Certamente eles tocarão Crying Lightning, que é o primeiro single do disco novo e já está há semanas no repertório da turnê deles.

O show online terá transmissão gratuita para os fãs, a partir das “9.00pm GMT”, o que, nas minhas contas aqui dá 17h (horário de Brasília). Para ver a apresentação, você, fã, deve acessar o site Transmission (dããã). Enquanto o som ao vivo não vem, dá pra ver um traillerzinho legal lá.

O Muse marcou para 14 de setembro o lançamento do quinto álbum de estúdio, The Resistance. A data foi estrategicamente escolhida para preceder a volta do bandão de Matt Bellamy às arenas de shows. De acordo com o semanário britânico New Musical Express, o Muse agendou sete shows em arenas do Reino Unido e da Irlanda, incluindo dois shows na Arena O2 (aquela onde o Led se reuniu em 2007).

The Resistance foi inteiramente gravado na Itália e sucede Black Holes And Revelations (Warner, 2006), que trazia esta faixa aí:

No ano passado o Muse passou pelo Brasil, com a turnê do DVD H.A.A.R.P (Warner, 2008).

Finalmente uma novidade da alcova de Jack e Meg White. Tudo bem que não é assim um álbum novo, mas a dupla mais bacana de Detroit vai lançar um documentário sobre a etapa canadense da turnê Icky Thump, que rolou em 2007 (ano passado o Jack se dedicou ao Raconteurs e atualmente também divide o seu tempo com o Dead Weather). O projeto ainda não tem nome, nem previsão de lançamento, mas promete. Foi lá no Canadá que o White Stripes proporcionou um momento inesquecível pra quem curte a banda: um show de uma nota só. Tudo bem que o pessoal saiu sem entender nada. Mas é claro que os fãs já fizeram ficar famoso como “o show mais rápido do mundo”. É. Deve ter sido. Percebam a decepção da multidão (tem câmeras de TV e tudo em volta) gritando “one more note”:

De acordo com Jack White – a metade falante da dupla –, a ideia surgiu de repente. Diz que ele falou pro pessoal pegar a câmera na mão, mesmo, sem muita perfumaria e gravar simplesmente tudo. Não. Não se trata de um reality show e o guitarrista faz questão de deixar claro que odeia esse tipo de programa, porque “é ridículo”. No caso do doc, não é ridículo porque “mostra como é o processo criativo e como as coisas acontecem na turnê”, na justificativa do próprio Jack, que acrescenta: “É muito mais do que o registro de um show. Eu e Meg nos esforçamos demais para dar ao público o que achamos ser o melhor de nós”.

E se você acha que é tudo balela, por causa do vídeo acima, entenda: foi tudo uma brincadeirinha e que rendeu uma divulgação enorme. Também no Canadá eles tomaram um busão só pra tocar a fofinha música-para-colônia-de-férias Wheels On The Bus e a clássica Hotel Yorba, que não é deles, mas é um daqueles covers que fizeram mais sucesso quando regravado:

Muuuita ansiedade pra ver esse doc! E eu amo o YouTube!!!

moveis_coloniais_de_acajuEis que diretamente de Brasília surge o mais novo álbum do Móveis Coloniais de Acaju. A maior banda-revelação do país (pelo menos em número: DEZ integrantes) lança o seu ska e o seu swing em C_MPL_TE (Trama, 2009). Primeiramente , foi disponibilizado virtualmente pelo TramaVirtual mas por motivos do além, a dificuldade era tanta que tive que recorrer aos métodos alternativos para ter acesso a obra (leia-se comunidade Discografias (O Retorno)). Mas valeu a pena.

O trabalho produzido por Carlos Miranda (jurado do programa Astros, do SBT) traz um cuidado maior com a sonoridade da banda. É inegável que a qualidade técnica é melhor que no Idem (2005) mas, particularmente, não achei tão bom, musicalmente falando.  Apesar de manter o groove e as letras que cativaram os fãs antenados e que não ligam para a grande mídia, ainda faltou algo. Tipo Sazon, sabe? Mas vale a pena comprar, baixar ou ir ao show sem mesmo conhecer o CD ou a banda. Você não vai se arrepender. Destaque para as faixas Sem Palavras, Lista de Casamento e Cão–guia . Realmente são músicas boas e farão sucesso nos shows.

Falando nisso, amanhã, sábado (6), tem show de lançamento de C_MPL_TE em terras cariocas. A performance do Móveis faz parte das atrações do Viradão Cultural do Rio e rola no Circo Voador (Rua dos Arcos, s/n, Lapa), a partir das 22h, com ingressos a R$ 40 (inteira) e só para maiores. Eu já tô com o meu aqui na mão. E você?

Faixas de C_MPL_TE:

moveis_c_mpl_te11. Adeus
2. Lista de Casamento
3. O Tempo
4. Cão Guia
5. Descomplica
6. Café com Leite
7. Pra Manter ou Mudar (A do Piano)
8. Bem Natural
9. Falso Retrato (U-hu)
10. Cheia de Manha
11. Sem Palavras
12. Indiferença