Arquivo da categoria ‘Ele é fodão, mas eu sei que eu sou também’

Imagine o seguinte: você tem uma banda de rock famosa e lança, em 1985, um single que se tornaria um dos maiores clássicos de todos os tempos – aquele que quando toca a introdução, todo mundo cantarola. Aí, 26 anos depois, a galera “descobre” que sua letra é ofensiva e decide banir sua música da programação de todas as rádios de um dos maiores países do mundo.

Viagem? Não, não!

Isso aconteceu em janeiro deste ano, com a música “Money for Nothing”, do Dire Straits.

Depois de escutar a faixa na CHOZ-FM, no ano passado, um ouvinte mala reclamou no Canadian Broadcast Standards Council (CBSC) – órgão regulador -, que, por sua vez, considerou a letra muito ofensiva para todas as emissoras canadenses, porque a palavra faggot (veado) aparecia três escandalosas vezes. Resultado: baniram a música das rádios.

Até que setembro chegou e… o banimento foi suspenso. #todascomemora

Dire Straits - Money for Nothing

Um famoso radialista canadense, chamado Alan Cross, declarou à revista Rolling Stone: “Isso nos fez parecer imbecis aos olhos dos nossos colegas ao redor do mundo. Falei com a galera dos Estados Unidos e do Reino Unido e o pessoal ficou tipo, ‘O que há de errado com seu povo? Não entenderam? Isso é uma piada. Uma sátira. Vocês não conseguiram compreender o contexto?”

Vexame, né? “Money for Nothing” é uma das faixas do álbum “Brothers in Arms” (1985) e rendeu ao Dire Straits um Grammy.

Tuíte e facebúque: > Censura por nada” href=”http://wp.me/pdGj4-Hg” target=”_blank”>http://wp.me/pdGj4-Hg

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Na noite em que Brasília conheceu seu novo governador – o quinto, somente este ano – 30 mil pessoas ocuparam a área externa do Museu da República para assistir à abertura da etapa brasileira da tour Wait For Me. A capital cinquentenária está em clima de festa e o show, no último sábado (17), teve entrada franca. O passe da área vip custou R$ 13, revertidos para compra de mudas de ávores nativas do cerrado, para reflorestamento. A iniciativa faz sentido quando o artista em questão também adere à causa. Só tem um detalhe: a área vip foi projetada para tantas pessoas, que quem não pagou teve de se contentar com um palco a mais de 100 metros de distância, com um bar, uma torre de som e duas grades de isolamento na frente.

Quem assistiu à passagem da excursão Hotel (2005) por aqui vai notar que, apesar de o álbum Wait For Me (Little Idiot Records, 2009) soar etéreo demais para um show, desta vez a gig vem com mais energia. O advogado Rodrigo Machado, de 29 anos, considerou esse show “mais dançante, mais animado do que o anterior”, que ele viu no Rio. Mas gongou a vocalista Leela James, ao compará-la com a cantora Laura Dawn: “A anterior tinha uma voz hipnotizante, que esta não tem”. Leela traz, no entanto, uma espontaneidade que, até quando dá errado, dá certo. Por exemplo, quando a introdução pré-programada de Disco Lies entrou, mas a vocal deu uma vacilada, mostrou ao público que a base até poderia ser playback, mas a voz era ao vivo.

Dos sucessos da carreira, quase todos estavam no setlist: Porcelain (dedicada a Brasília), Bodyrock, Go, We Are All Made Of Stars, Why Does My Heart Feel So Bad, In My Heart, Flower, Natural Blues, In This World, Raining Again e Disco Lies. Muita gente na plateia pediu Lift Me Up e Beautiful, mas não rolaram. Das novas, a banda tocou A Seated Night (que abre os shows dessa turnê), Mistake e Pale Horses. Normalmente cada setlist inclui apenas um cover, mas em Brasília foram dois: Walk On The Wild Side, do Lou Reed, e Whole Lotta Love, do Led.

O encerramento, com jeitão de grand finale, foi ao som de Feeling So Real, que começou como bossa nova.

Fácil pra quem viu de graça falar, mas fica a dica para o pessoal de Porto Alegre (20), Curitiba (21), São Paulo (23) e Rio de Janeiro (24), que vai desembolsar entre R$ 80 e R$ 400 pela entrada. Mas vale, viu?

Setlist – Moby em Brasília (17/4)
A Seated Night
Extreme Ways
In My Heart
Mistake
Flower
Bodyrock
Go
Why Does My Heart Feel So Bad?
Pale Horses
Porcelain
We Are All Made Of Stars
Walk on the Wild Side (Lou Reed cover)
Natural Blues
Raining Again
Disco Lies
The Stars
Bis:
In This World
Honey
Whole Lotta Love (Led Zeppelin cover)
Feeling So Real
Esse texto foi publicado originalmente no blog do Rio Fanzine (e eu esqueci de pedir pra linkar pra cá… hahaha).

A rapaziada dos Strokes prometeu que este ano teria disco novo nos servidores de downloads piratas nas lojas e estão trabalhando para que isso realmente ocorra. Esta semana eles começaram as sessões de gravação no (ou seria “nos”?) Avatar Studios, em Nova Iorque, sob regência de Joe Chiccarelli.

O cara já atuou com nomes como Frank Zappa, Journey, The Shins, Mika, White Stripes, Donavon Frankenreiter, Raconteurs, Bon Jovi, Oingo Boingo, Ray Manzarek, U2, Beck, Julieta Venegas, Rufus Wainwright, Elton John, Café Tacuba, Hanson, Jamie Cullum e Björk. Traduzindo: vale rezar para nos livrar de todos os males! Porque tem muita coisa boa que ele fez. Outras, nem tanto…

Ainda sem título, o álbum será o quinto da carreira dos Strokes (quarto de estúdio) e sucede First Impressions of Earth, de 2006.

Bora jogar no ventilador? Ó: http://wp.me/pdGj4-FM

O importante é começar o ano com uma boa notícia, né? Então… Corre na boca miúda a história da volta do Soundgarden. Ok, nem é tão miúda assim, já que a própria banda publicou um comunicado no site oficial (“The 12 year break is over and school is back in session”) e o NME.com já noticiou. Mas dane-se! Bora comemorar!!!

E a comemoração não pode se restringir à volta do Soundgarden, mas à provável interrupção da bizonha carreira solo do Chris Cornell. Na boa, não dá nem pra saber direito qual dois dois acontecimentos é melhor.

A banda, um dos ícones do movimento grunge, se separou em 1997, com aquela história de incompatibilidade de gênios. Os ex-Soundgarden até já tocaram juntos depois, mas foi sempre aquela sacanagem de “não sairemos em turnê com o Soundgarden”. Novamente, quem vinha com esse papinho era o Chris Cornell.

Aliás, o vocalista tuitou ainda: “knights of the Soundtable ride again!”, num infeliz trocadilho com os “cavaleiros da távola redonda” (roudtable). Afe! Só não digo que ele é pa* no c*, porque gosto demais do Soundgarden e do Audioslave e, convenhamos, a história poderia não ser a mesma sem o Chris Cornell. Mas que ele manda mal de vez em quando, manda.

Mais:
Tuíte-nos e retuíte-nos: http://wp.me/pdGj4-EX

E achava, mesmo, que não teria ela?

morrissey_rockMorrissey agradeceu neste domingo aos fãs pelo apoio após o mal estar de ontem e pretende seguir com a turnê.

De acordo com o site Gigwise, Jonathan Ross, amigo próximo de Mozza, ele “parece OK” e está apenas “em repouso”. Ross tuitou, inclusive, que o cantor pretende dar continuidade à turnê britânica, terça agora, dia 27, no Albert Hall. Apesar disso, o site oficial de Morrissey informa que o show foi remarcado para o dia 5 de novembro.

Após desmaiar no final da primeira música, This Charming Man, o cantor de 50 anos foi retirado do palco em Swindon (Inglaterra) por sua própria equipe e deixou o local em uma ambulância. Ainda segundo o site do ex-líder dos Smiths, uma mensagem informa que o estado de saúde dele é estável, que Morrissey agradece a todas as boas vibrações e promete postar novas informações o quanto antes.

Tuite-nos ou deixe-nos (brincadeirinha): http://wp.me/pdGj4-ED

Finalmente concluído, o documentário Guidable – A verdade História do Ratos de Porão retrata em vídeo os 30 anos de carreira da banda paulista de hardcore e já está em exibição no Brasil.
Em 121 minutos, entrevistas com integrantes, ex-integrantes, amigos e personagens importantes da cena hardcore brasileira montam a biografia do grupo, disco por disco. O material se completa com vídeos e fotos inéditas do Ratos desde seu início.
O documentário mostra como a banda conseguiu superar uma série de dificuldades comuns a bandas de rock (troca de integrantes, drogas, problemas de saúde) e cativou público entre seguidores do punk, do hardcore e do metal. Também explica que a alcunha de “traidores” vem de muito antes do vocalista João Gordo ter “traído o movimento” ao tornar-se apresentador da MTV Brasil.
Divertido do começo ao fim, Guidable (termo criado pelos próprios integrantes da banda para definir confusão mental) é recomendado até para quem não é fã da banda. Só peca por ser longo (duas horas), vide a extensa carreira e discografia da banda.
E falando em carreira, cuidado aos sensíveis. O filme não tem censura alguma nas imagens e vídeos envolvendo o antigo consumo excessivo de drogas pela banda. Em determinada cena de uma turnê na Europa durante anos 90, , são mostradas montanhas de cocaína (juro) em cima de uma mesa, por exemplo.
Guidable tem a direção de Fernando Rick e Marcelo Appezzato, convidados pela própria banda, em 2006. Fernando Rick ganhou a atenção dos Ratos ao dirigir o videoclipe de “Covardia de Plantão” do disco “Homem Inimigo do Homem”.
O filme foi lançado pelo selo Black Vomit Filmes e tem sido exibido em sessões em todo o país. informações sobre a agenda podem ser conseguidas no site oficial da Black Vomit aqui. Os produtores estão agilizando as vendas até o fim do ano e parece que o filme virá com bastante material bônus divididos em dois DVDs.
Confira o trailer aqui!

Por RAFAEL LAMIM

guidable

Finalmente concluído, o documentário Guidable – A verdadeira História do Ratos de Porão retrata em vídeo os 30 anos de carreira da banda paulista de hardcore e já está em exibição no Brasil.

Em 121 minutos, entrevistas com integrantes, ex-integrantes, amigos e personagens importantes da cena hardcore brasileira montam a biografia do grupo, disco por disco. O material se completa com vídeos e fotos inéditas do Ratos desde seu início.

O documentário mostra como a banda conseguiu superar uma série de dificuldades comuns a bandas de rock (troca de integrantes, drogas, problemas de saúde) e cativou público entre seguidores do punk, do hardcore e do metal. Também explica que a alcunha de “traidores” vem de muito antes do vocalista João Gordo ter “traído o movimento” ao tornar-se apresentador da MTV Brasil.

Divertido do começo ao fim, Guidable (termo criado pelos próprios integrantes da banda para definir confusão mental e que se pronuncia “guidáble”, em português, mesmo) é recomendado até para quem não é fã da banda. Só peca por ser longo (duas horas), vide a extensa carreira e discografia da banda.

E falando em carreira, cuidado aos sensíveis. O filme não tem censura alguma nas imagens e vídeos envolvendo o antigo consumo excessivo de drogas pela banda. Em determinada cena de uma turnê na Europa durante os anos 90, são mostradas montanhas de cocaína (juro) em cima de uma mesa, por exemplo.

Guidable tem a direção de Fernando Rick e Marcelo Appezzato, convidados pela própria banda, em 2006. Fernando Rick ganhou a atenção do Ratos ao dirigir o videoclipe de Covardia de Plantão, do disco Homem Inimigo do Homem (Deckdisc, 2006).

O filme foi lançado pelo selo Black Vomit Filmes e tem sido exibido em sessões em todo o país. informações sobre a agenda podem ser conseguidas no site oficial da Black Vomit aqui. Os produtores estão agilizando as vendas até o fim do ano e parece que o filme virá com bastante material bônus divididos em dois DVDs.

Confira o trailer aqui!

Bora disseminar via Twitter: http://wp.me/pdGj4-DD

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Por MARCUS VINÍCIUS LEITE

Uma das grandes bandas do rock brasileiro na década de 80 jamais alcançou o sucesso merecido, numa daquelas grandes injustiças da história, ninguém sabe se por ironia ou por uma afronta do destino. A Escola de Escândalo, formada em 1983, é ainda hoje uma das grandes referências brasilienses no cenário do rock, embora jamais tenha alcançado a projeção que suas bandas-irmãs tiveram – Legião Urbana, Capital Inicial e Plebe Rude.

O grupo, cuja “formação clássica” era Bernardo Müller (voz), Geraldo “Geruza” Ribeiro (baixo), Luiz “Fejão” Eduardo (guitarra) e Eduardo “Balé” Raggi (bateria), foi um dos pioneiros na cena oitentista, fazendo um crossover entre o heavy metal e o punk – se é que isso existe. A banda nunca gostou de rótulos e se destacava pela brilhante cozinha de Geruza e Balé, a guitarra fenomenal de Fejão e a elegância da voz de Bernardo, que também era o responsável pelas letras da banda, outro ponto forte da Escola.

Passaram pelo grupo outros músicos locais, como Marielle Loyola, que dividia os vocais com Bernardo e, posteriormente, integrou outras duas importantes bandas brasilienses – Arte no Escuro e Volkana – e hoje está no Cores D Flores. Outros dois bateristas também fizeram parte da Escola, antes de Balé assumir as baquetas: Alessandro e Manuel Antônio Fragoso, o Totoni, que hoje trabalha como ator no Rio de Janeiro.

escola de escândalo 2

XXX

Antes de formarem o grupo, Bernardo e Geruza integravam, ao lado de Alessandro (bateria) e Jeová Stemller (guitarra) o grupo XXX, que liderou o movimento punk brasiliense ao lado da Plebe Rude no início dos anos 80 e realizou – junto com Legião Urbana, Capital Inicial, Banda 69 e a própria Plebe – a série de shows antológicos na Temporada do Teatro da ABO, em abril de 1983.

Da banda XXX, que tinha o som mais pesado entre os seus grupos contemporâneos e que mais se aproximava ao punk feito em São Paulo e no Rio, a Escola de Escândalo herdou grande parte do seu repertório inicial, como “Caneta Esferográfica” e “Menino Prodígio”.

A antiga banda de Bernardo e Geruza resolveu encerrar suas atividades quando o guitarrista Jeová saiu, devido à transferência do pai. Antes disso, o grupo conseguiu participar de um programa na televisão local, chamado “Brasília Urgente”.

Cinema

Bernardo ainda atuou no lendário filme “Ascensão e Queda de Quatro Rudes Plebeus”, dirigido por Gutje Woorthman, baterista da Plebe Rude. O filme ganhou o prêmio de um Festival de Cinema Super 8 de Brasília. Neste média-metragem, de aproximadamente 40 minutos, o jovem Bernardo, irmão de André X, da Plebe, protagonizava o vilão que roubava os plebeus no final do filme, que contava com a narração de Renato Russo. O líder da Legião Urbana também trabalhou como “ator”, fazendo o papel de um inescrupuloso empresário da Plebe.

Foi durante as apresentações no Teatro da ABO que Bernardo e Geruza conheceram Fejão, um guitarrista muito conceituado em Brasília e que tocava na banda Nirvana, liderada por Tadeu, futuro vocalista do grupo Beta Pictoris. Juntos, os três – mais o baterista Alessandro – começaram a ensaiar, trabalhando numa alquimia que refletia os gostos musicais de cada, algo que parecia impossível de ser tentado. As influências eram díspares: Van Halen, Led Zeppelin, Metallica, Echo and The Bunnymen, The Beat, Police, Talking Heads e Xtc, além de bandas de ska.

Caindo no eixo Rio-São Paulo

Naquele mesmo ano, o grupo saiu de Brasília para fazer suas primeiras apresentações no Rio de Janeiro, que há pouco tempo já tinha descoberto o rock brasiliense pelas mãos de Herbert Vianna e Os Paralamas do Sucesso. A Escola fez o circuito das danceterias e casas de rock – Circo Voador, Noites Cariocas, Parque Lage, Mamão com Açúcar. Ali, trataram logo de encaminhar demos para as rádios Fluminense e Estácio, mostrando “Luzes”, que depois veio a constar do disco “Rumores”, lançado pelo Sebo do Disco em 1985. A música passou a liderar a parada de sucessos da maldita Flu durante um bom tempo.

O pau-de-sebo Rumores contava ainda com as bandas Finis Africae, Detrito Federal e Elite Sofisticada. As duas músicas apresentadas no disco pela Escola eram “Complexos” e “Luzes”, que tiveram boa execução em Brasília e em algumas rádios do Rio. O disco foi gravado no estúdio Bemol, em Belo Horizonte, e hoje é peça de colecionador. Mesmo diante da boa repercussão do disco no eixo Rio-São Paulo, crises internas balançaram o grupo. A vocalista Mariele deixa a banda em 1986.

O namoro com uma gravadora não demorou e pelo menos duas ofereceram assinatura de contrato e a gravação de um disco. A banda, prontamente, recusou. Os quatro optaram por aguardar um momento mais oportuno para gravar seu disco.

Os amigos da Plebe e da Legião, juntamente com Herbert Vianna, pressionaram a EMI-Odeon para um contrato com a Escola. A gravadora se dispôs a colocar os quatro no Estúdio 1 e Philippe Seabra produziu as gravações para o disco, que seria lançado no formato de Mini-LP, tal qual a Plebe e a paulistana Zero haviam feito.

As cinco canções registradas eram “Atrás das palavras”, “Deuses e demônios”, “O grande vazio”, “Pérolas sem valor” e “Só mais uma canção”. Infelizmente, o disco acabou não rolando.

Pouco tempo depois disso, a banda encerrou suas atividades, para desespero dos fãs e falta de percepção das gravadoras, que ajudaram a acabar com um dos mais dignos e inteligentes grupos de rock de todos os tempos.

escola de escândalo 1

Outros rumos

Bernardo Müller, que virou economista, é hoje professor da Universidade de Brasília. Geruza tornou-se produtor de estúdio, tendo trabalhado durante muitos anos no famoso Artimanha, de propriedade do guitarrista Toninho Maia. Balé fez as malas, partiu para os Estados Unidos, onde trabalhou em artes gráficas e voltou para Brasília, onde montou a banda Resistores.

Já o guitarrista Fejão abraçou novo trabalho, mais calcado no heavy metal – com elementos do pós-punk -, liderando a banda Dungeon, que chegou a lançar um disco pelo selo Rock It!. Morreu em 1995, em Brasília, sem ver a obra do Escola reconhecida no mercado fonográfico.

Uma das pérolas da banda, a faixa “Luzes”, voltou à cena relembrada pela Plebe Rude, que regravou a canção no disco ao vivo lançado pela banda em 2000.

A Volta

Esses dias recebi um e-mail e quase cai para trás. A  Escola de Escândalo, foi reativada e vai fazer uma apresentação – ÚNICA! – no próximo dia 20 de setembro, durante o Porão do Rock. É claro que há um entrave insuperável: o guitarrista Fejão, já falecido, o mais genial instrumentista de sua geração, estará presente apenas nas mentes dos fãs. Ao que parece, pelas informações que obtive, Bernardo Müller, letrista e vocalista do lendário grupo, não topou retomar o microfone. Mas Geraldo Ribeiro, o Geruza (baixo), e Eduardo Raggi, o Balé (bateria), resolveram reativar o grupo, convocando Sylvio J., ex-Pravda, para a guitarra. Não sei vocês, leitores, mas esse show eu vou assistir.

Para Ouvir

http://www.myspace.com/escoladeescandalo

Para tuitar: http://wp.me/pdGj4-D8

Em quase duas horas de apresentação, a banda de hardcore Dead Fish levantou o Arena Futebol Clube, em Brasília, nessa sexta-feira (11). O show do grupo de Vitória (ES) contou com a ajuda de um público que respondia enérgico a cada canção executada e que deu ligeiro trabalho aos seguranças.

Moshes rolavam do começo ao fim das músicas e não foram poucas as vezes em que o vocalista Rodrigo Lima pediu que as pessoas se afastassem um pouco do palco. Apesar do notável tumulto, o show correu sem maiores complicações.

O evento foi uma realização da Mundano Produções, com o auxílio luxuoso da produtora Bloco e das bandas Brown-Há e Cassino Supernova. Aliás, o vocal da Cassino Supernova João Victor Canizares, o Gorfo, fez uma participação especial numa das canções do Dead Fish.

Os shows começaram por volta das 21h, com as bandas Machina Rad, Dissônicos, Galinha Preta e Gramofocas. Grande destaque pra essa última, que até então se mantinha ausente do circuito de shows e festivais da cidade. Se o trio de punk rock havia perdido espaço e público durante sua ausência, com certeza reconquistou tudo de volta nessa noite.

Já o Machina Rad também merece destaque por ter feito – no que me disseram ter sido o primeiro show da banda – uma apresentação muito bem executada e cativante. Mesmo sendo o primeiro grupo a se apresentar, conseguiram quebrar o gelo da noite e trazer um número razoável de pessoas para frente do palco do Arena.

A festa permaneceu cheia até o final e terminou por volta das 4h da manhã. Hoje tem mais Dead Fish, desta vez no Festival Vaca Amarela, em Goiânia, onde os capixabas são o headline do dia. Os dois GARIS de Brasília estarão lá.

Para disseminar pelo Twitter: http://wp.me/pdGj4-Cz

… Bom saber que a comunidade Discografias, no Orkut, voltou. Sim, sim! Aquela toda organizadinha, que a gente sempre amou. Bora lá, pessoal!

Ó o link: http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=6244330

Quando ameaçaram fechar a comunidade, em outubro do ano passado, escrevemos isso. Quando fecharam a comunidade, em março deste ano, anunciamos (lamentamos) assim. E, num artigo publicado pelo Jornal do Brasil, nos posicionamos assim.

Sejam benvindos de volta! Porque acabar com downloads gratuitos na web é uma missão impossível. Só os malas das gravadoras que ainda não perceberam.

Dissemine este post: http://wp.me/pdGj4-Ct

Lembra que a gente contou que o duo australiano Empire Of The Sun ia aproveitar o eclipse total do sol pra mandar um vídeo para o mundo, simultaneamente ao fenômeno? Pois eis o tal vídeo (divirtam-se, amantes de música eletrônica pop), em que eles NÃO tocam Standing On The Shore:

E lembra que os ingleses dos Arctic Monkeys também usaram a transmissão online para apresentar os sons do disco novo, Humbug, que chega dia 24? Então: