Arquivo da categoria ‘Se fosse no Tibete…’

Acredite! O texto a seguir está no site do TJMT:

De acordo com os autos, o primeiro réu teria promovido uma festa na casa dele, na qual serviu bebida alcoólica, com a presença de cinco adolescentes e dos outros dois co-réus. Uma das menores teria sido encaminhada ao hospital da cidade por ingestão excessiva de bebida alcoólica. Na festa, outra menor teria recebido R$ 5,00 para fazer strip-tease. No recurso, os réus sustentaram que não teria sido comprovada a exploração sexual, visto que os menores teriam consciência de sua conduta. Por fim, alegaram que não teriam praticado o crime de corrupção de menores, uma vez que a adolescente já estaria corrompida, não havendo o que corromper.

=O

O pior é que isso é sério. Muito sério!

Dissemine (e disseMikey): http://wp.me/pdGj4-EH

O recesso do Senado Federal acabou na sexta-feira, dia 31/7, pelo menos de acordo com a Constituição Federal. Bom, mas sabemos que o forte ali no Congresso não é exatamente respeitar a Carta Magna, né? Felizmente ainda há bons parlamentares. São poucos, bem poucos, mas existem. Então, os escândalos devem continuar hoje, mas o trabalho, que é bom, só amanhã. Ou depois. Se fosse no Tibete…

Agora, vejamos um filme DE FICÇÃO sobre o que se passa nos bastidores do Poder. Qualquer semelhança com a realidade é mera coincidência.

A Cler Oliveira, editora do Hit Na Rede, e o Carlos Lopes, editor de O Martelo, viram badalados filmes sobre Kurt Cobain e, em seus devidos blogs, deixaram suas impressões. Nós aproveitamos pra destacar um trecho de cada:

Carlos Lopes gostou de Retrato de Uma Ausência (About a Son), de A. J. Schnack

Não se toca a música do Nirvana (segundo as palavras de Cobain, a banda que misturou “o som pesadão do Black Sabbath, com baladas pop e a música dos Beatles”) e a única vez na qual as fotos (em preto e branco) da banda são exibidas é no final, para dar por encerrada a via crúcis de depoimentos, sinceros e exagerados do sujeito que fugiu da minúscula Aberdeen (Washington), na qual o pai contava toras de árvores suicidadas, para a úmida Seattle, cidade que Cobain sempre amou odiar. Texto completo em O Martelo.

Cler Oliveira não gostou de Last Days, de Gus Van Sant

O filme abusa do silêncio, das sequências longas, dos planos muito abertos, da licença poética para criar um emaranhado de cenas que saem do nada para lugar nenhum. Van Sant esquece que Kurt , além de emblemático e problemático era também carismático. Mesmo há algumas horas de cometer o suicídio  ele merecia algo mais impactante.  É no mínimo constrangedor dizer que eu estava esperando pela morte do cara achando que esta seria a melhor cena do filme. Não foi. Texto completo no Hit Na Rede.

Não vi e acho que nenhum dos GARIS DO POP viu nenhum dos dois filmes. Precisamos providenciar isso para breve.

7430672Se você pretende baixar ou passar adiante algum arquivo de áudio neste fim de semana, leia primeiro este post. É que uma mãe de família chamada Jammie Thomas-Rasset (foto), de 32 anos, foi condenada a pagar US$ 1,9 milhão (mais de R$ 3,7 milhões) por ter compartilhado pela internet – pasmem – duas dúzias de arquivos músicais, dentre eles, canções do Green Day e da Sheryl Crow.

A decisão do júri de Minnesota (EUA) favorece, claro, um grupo de gravadoras (Sony, BMI, Universal e Warner) e foi considerada “ridícula” pela ré – e por nós aqui desta LIXEIRA DO POP também. Jammie, que tem quatro filhos, acrescentou: “Sou uma mãe, com pouca grana, então não vou me preoucupar com isso agora” e não deixou claro se vai recorrer da sentença. A sempre inoportuna Associação Americana da Indústria das Gravadoras (RIAA) ainda quer mais. De acordo com o órgão, a moça teria feito upload ilegal de mais de 1.700 músicas para o software de compartilhamento de arquivos KaZaA. Detalhe: este é apenas um dos mais de 30 mil processos por direitos autorais movidos pela RIAA.

Jammie alega que só fez isso porque é muito fã de música. Só tem que é a segunda vez que a RIAA leva esta mesma dona pra Justiça.  O julgamento anterior acabou sem veredito. Sapequinha essa Jammie também, né? Custava dar um tempo?

Fato é que a gente sempre repete aqui: as gravadoras perderam o controle e vão afundar numa crise sem precedentes, porque nunca se adaptam ao mercado. Sempre esperam que o mercado se adapte a elas. O problema é que a internet democratizou a produção cultural de tal forma que é praticamente impossível você produzir algo somente seu. Palavra de ordem no mundo digital neste começo de século: compartilhar. Mais cedo ou mais tarde eles entenderão isso. Ao que tudo indica, será mais tarde. A propósito, parece que o colunista de TV do UOL, Ricardo Feltrin (Ooops!), concorda com a gente:

Terminamos com perguntas:

1 – Essa grana TEM de ir TODA para os artistas, uma vez que o debate é em torno de DIREITOS AUTORAIS e não do lucro das gravadoras. Você acha que os artistas vão ganhar dinheiro com estas indenizações?
2 – Onde é que arranjaram essas músicas tão caras, gente? 24 faixas a quase US$ 2 milhões?
3 – Como faz agora, que a mãe de família não pode pagar a multa?
4 – Quando é que as gravadoras vão se tocar que o modelo de negócios de 20 anos atrás já não se aplica mais?

Tá no ar

Publicado: 10/junho/2009 em Plantão, Se fosse no Tibete...
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A SulAmérica Paradiso FM entrou hoje no ar, nos 95,7 MHz carioca. Até agora, me parece uma rádio customizada, com a cota-master da seguradora, mas sem tantas informações sobre o trânsito quanto a matriz paulistana.

E nem fomos nós quem estabelecemos a data, mesmo porque cag*mos para efemérides como essas (preferimos aniversários musicais). Mas assim… O Terra publicou uma reportagem toda descoladinha, escrita pelo Claudio R.S. Pucci, com umas tiradas legais e devidamente editada por nós:

Os Nerds contra-atacam. E comemoram um dia só deles

Os Nerds contra-atacam. E comemoram um dia só deles

A todos aqueles que seguem os preceitos jedis, que sabem o que é a Nebulosa de Mutara e conhecem a fisiologia kriptoniana como ninguém, rejubilem-se! Um bando de espanhóis em 2006 fixou o 25 de maio como o Dia do Orgulho Nerd, em homenagem ao lançamento de Guerra nas Estrelas – Uma Nova Esperança, em 1977. Todos sabem o que o filme significou e as portas que abriu unindo aventura de capa-e-espada, filosofia mitológica de Joseph Campbell e efeitos especiais de primeira qualidade. Criou não só um universo próprio, como também uma legião de fanáticos.

Por enquanto não existe parada nerd, mesmo porque desconfiamos que os geeks não vão querer deixar a frente da tela do computador para ir para as ruas.

Muita coisa mudou no mundo geek: Bill Gates, Steve Jobs, Quentin Tarantino, Kevin Smith e muitos outros estão aí para provar a teoria. Aquele mundo estranho de gente de roupas coladas e máscaras invadiu as telonas e blockbusters com X-Men, Homem-Aranha, Batman, Jornada nas Estrelas, 300 de Esparta, Superman e Arquivo X. Os filmes baseados em vídeo-games também fazem a alegria da molecada e enchem os bolsos dos produtores de dinheiro. Sem falar nos reality shows como As Gostosas e os Geeks e comédias geniais como The Big Bang Theory, na TV, mostrando que nerd não morde, pelo contrário.

Pesquisas também já mostraram que o nerd é melhor amante, que tem mais papo e até mesmo, em um estudo de 2008, que possue [sic] melhor esperma por ser mais saudável e não “se ligar” em drogas.

Os criadores do Dia do Orgulho Nerd chegaram a lançar um manifesto que exige direitos como o de não sair de casa, o de se manter virgem, o de não gostar de futebol e ainda o de dominar o mundo. Entre os deveres há o de tentar ser mais nerd do que qualquer um, nunca deixar de entrar em uma discussão de assuntos nerds, assistir a qualquer filme nerd na noite de estreia ou comprar qualquer livro nerd antes de todo mundo.

Em tempo: parece que, desde 2001, no dia 25, também comemora-se o Dia da Toalha, homenageando o livro “O Guia dos Mochileiros das Galáxias”, de Douglas Adams, clássica obra literária nerd. Portanto, “não entre em pânico” (quem é nerd sabe do que estou falando).

Bom, eu não sei do que ele está falando. =( Mas vejam: tenho certeza que muitos amigos meus e muitos leitores deste blog entenderam. Manifestem-se, seus nerds! Afinal, hoje é o seu dia (que dia mais feliz!!) e o espaço para comentários está aberto.

O CQC voltou a ser exibido esta semana e trouxe a estreia de um quadro muito bom, chamado “Fala na Cara”. Os repórteres Felipe Andreoli e Oscar Filho pegam pessoas na rua e perguntam o que elas acham de alguma personalidade. A pessoa fala e aí eles colocam o sujeito frente a frente com a tal personalidade, pra ver até que ponto o povo mantém a opinião.

Difícil, né? Ainda mais quando a personalidade em questão é o Paulo Maluf:

É ou não é engraçado ver o pessoal recuando nas opiniões, apertando a mão e abraçando o Maluf? Que, por sinal, é um daqueles políticos classicões, que tem sempre uma resposta boa na ponta da língua. Saudade do Brizola!

Dizem que c* de bêbado não tem dono mas alguns fazem questão de demonstrar quem é o proprietário do seu… errr… buraco. Nesse Carnaval o mole da vez foi dado pelo ex-jogador do São Paulo e da seleção Raí. O galã bobeu e demonstrou que não passou o carnaval em branco. Ele veio ao rio e pintou o sete de verde e rosa ao declarar o seu amor e deixar bem claro que é sãopaulino “desde criancinha”.

Ééé, Raí… Como dizem no vídeo : “bambiou , dançou”.

A dupla MGMT, uma das sensações do rock recente,  está processando o presidente francês Nicolas Sarkozy por uso abusivo da música Kids.

Sarko” – bastante criticado na França por sua política conservadora – tem mostrado, por outro lado, uma vida pessoal “pra frentex”. Alem de ser casado com a cantora-modelo-bonitona Carla Bruni, parece estar antenado às novidades ao escolher a música do MGMT para ser trilha de divulgação do congresso anual do seu partido, a União por um Movimento Popular (UMP). No entanto, a canção do álbum Oracular Spetacular ( ótima estréia em disco da dupla formada por Andrew Vanwyngarden e Ben Goldwasser: ficou com a segunda posição na fenomenal lista da Lixeira de 2008) foi utilizada sem permissão para promover a reunião que aconteceu em janeiro. Foram publicados na internet dois vídeos com a canção.

Quando a UMP admitiu ter utilizado o tema sem autorização, ofereceu à banda 1 euro pela violação dos direitos de autor, proposta considerada “um insulto” pelos rapazes do Brooklyn, bairro localizado na cidade de Nova Iorque. O MGMT luta agora por uma recompensa “justa” no tribunal. “A oferta desrespeita os direitos dos artistas e autores. Trata-se de uma violação de propriedade intelectual”, alegou a advogada Isabelle Wekstein.

Não são raros os casos de violação de direitos autorais por políticos. John MCcain, candidato republicano que perdeu as eleições americanas do ano passado para Barack Obama, por exemplo, foi acusado por diversas bandas – entre elas o Foo Fighters – por uso de canções sem autorização.

A banda britânica Prodigy, que estourou mundialmente na metade dos anos noventa ao misturar rock com música eletrônica a um visual “clubber”, revelou – com dez anos de atraso – que em 1999 fez a trilha sonora de Uranus Experiment, o primeiro filme pornô realizado na ausência de gravidade.

O longa-metragem adulto foi rodado num avião usado para treinar astronautas e simular a gravidade encontrada fora do Planeta Terra. A banda contou essa e outras histórias curiosas para publicações inglesas. O objetivo? Divulgar o novo disco do grupo, Invaders Must Die, que sai em 23 de fevereiro.