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UMA SENSACIONAL MIXTAPE COM 71 MINUTOS DE MASH-UPS

O Girl Talk legalizou no último dia 15, pelo selo Illegal Art, o álbum All Day com download gratuito (gostamos muito!). O petardo traz uma colagem competentemente mixada de hits do pop e de grandes clássicos. Abre com “War Pigs”, do Black Sabbath, em fusão com um hip hop que diz “get out away, bitch” e, sem perceber, você é surpreendido pela MIA. A música segue com outro hip hop e… tchanan! Toca Ramones!!! Blitzkrieg Bop.

Calma, calma! Esta ainda é a primeira faixa, Oh No. Ainda faltam 11.

Rola, então, um desfile de samples de Beyoncé, Black Eyed Peas, Cindy Lauper, Depeche Mode, Jackson 5, Justin Bieber, Ke$ha, Kylie Minogue, Lady GaGa, Led Zeppelin, Muse, New Order, Radiohead, Rage Against The Machine, Rolling Stones, Supergrass, T-Rex, U2, entre outros, não necessariamente nessa ordem, encerrando com John Lennon e a eterna Imagine. Acredite: ficou legal.

Tem rock, pop, dance, hip hop e uns metais de ska. Tem novidade e clássico. Tem mainstream e underground. É indie e, ao mesmo tempo, está completamente inserido na moda dos mash-ups. All Day é a nossa cara e, claro, um forte candidato a disco do ano, apesar de que, de autoral, ele só tem a ideia. All Day é uma sensacional mixtape com 71 minutos de puro mash-up.

Gregg Gillis traz neste sábado (20) seu projeto Girlk Talk ao Brasil, no festival Planeta Terra, que terá atrações como Phoenix (que também está em All Day, com 1901), Smashing Pumpkins, Hot Chip, Empire Of The Sun, Mika, Of Montreal e outros. Quem sobreviver ao Planeta Terra verá. E ainda poderá contar depois.

Faixas de ALL DAY:

1. Oh No
2. Let It Out
3. That’s Right
4. Jump on Stage
5. This Is the Remix
6. On and On
7. Get It Get It
8. Down for the Count
9. Make Me Wanna
10. Steady Shock
11. Triple Double
12. Every Day

Espalhe: http://wp.me/pdGj4-GN

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Mas então… Depois de uma longa ausência, a gente vai tentar retomar os trabalhos por aqui, em doses homeopáticas.

Aí, vem aquela veeelha questão: sobre o quê escrever? Sobre a volta do STP? Ou talvez sobre o #KakáBadBoy? Ou CALA BOCA GALVAO? Ah, o festival SWU, ex-Woodstock Brasil, que já anunciou até postos de venda, mas não o valor do ingresso! Não, não! Fernanda Gentil e o cego! Não. Nada disso! Vou ser original e escrever sobre o nada. NOT!

Eyjafjallajokull: o islandês do ano

Bom, como a gente é mais indie que você, esta volta será com um comentário sobre uma parceria que tem tudo pra ser fail. É que o Antony Hegarty, líder do Antony & The Johnsons, revelou ao NME que o próximo disco deles Swanlights, fará dueto com a segunda islandesa mais famosa do mundo, a cantora Björk (o islandês mais famoso em 2010, todos sabemos, é o impronunciável vulcão Eyjafjallajokull, que parou a Europa durante dias; a Björk ultimamente não tem conseguido fazer mais de cinco pessoas pararem).

Se você tiver tempo de sobra, ouça a faixa Flétta e volte aqui pra contar o que achou. Porque, por aqui, ninguém pretende perder tempo com a faixa que promete ser a mais xarope da década. Não ouvi e não gostei. Mas o post ainda não acabou. Na verdade, a parte interessante começa aqui: o disco novo do A&TJ sai oficialmente no dia 11 de outubro, de forma independente, acompanhado de um livro com 144 páginas de fotos, textos, pinturas e colagens. Isso, sim, deve ser interessante.

No Tim Festival de 2007, Björk apresentou-se logo depois do A&TJ. Na época, um dos GARIS fez considerações no site O Martelo.

Jogue no ventilador: http://wp.me/pdGj4-Gf

Nesta madrugada de quarta para quinta-feira, a partir de 0h30, dentro do Fiz MTV, a premiére televisiva do curta-doc Yes, we have Kombis, produzido pela crew Eu e Os Meus, da nossa GARI Natalia Weber e grande elenco (ok! Nem tããão grande…).

O curta fala sobre a vida no subúrbio carioca: Avenida Brasil, Igreja da Penha, Bonsucesso e Mercadão de Madureira, mostrados por um ângulo bem diferente do que se fosse feito pela Regina Casé. Ou seja: cerveja! Pra completar, você vê antes aqui:

Mas ver pela TV – esse maravilhoso tubinho de raios catódicos – tem uma vibe muito mais bacana. Eu vou assistir! Partiu?

Tuíte: http://wp.me/pdGj4-FJ

Madrugada de sábado pra domingo começando e o GARI aqui… em casa! Fazer o quê, né? Montei um mixtape e espero que curtam:

O setlist é o seguinte:

1. 3Oh!3 – Richman
2. Chew Lips – Salt Air (Suds and Soda Clash Up)
3. Cut Copy – Lights and Music
4. Marina and The Diamonds – Hollywood (French Soler remix)
5. Depeche Mode – Dream On
6. The Gossip – Pop Goes The World
7. MSTRKRFT feat. Freeway – 1000 Cigarettes
8. Cage The Elephant – Lotus
9. White Stripes – Seven Nation Army (Tim Deluxe Bootleg remix)
10. Justice – DVNO (Sunshine Brothers mix)
11. Pet Shop Boys – Love Etc. (Beautiful Dub)
12. Friendly Fires – On Board
13. Hot Chip – Take It In
14. Moby – Natural Blues (Mike D remix)

Tuíte-nos: http://wp.me/pdGj4-FF

Direto do blog Bloody Pop:

Sim, o Beirut vem ao Brasil e a turnê vai passar por 3 cidades (Salvador, São Paulo e Rio de Janeiro) em 5 datas, quem informa é o Uol. Os soteropolitanos verão Zach Condon e sua trupe nos dias 04 e 05 de setembro no Teatro Castro Alves, parte do Panorama Percussivo Mnudial[sic]. No Rio, os show acontecem no Teatro Oi Casa Grande nos dias 08 e 09. A turnê aparentemente termina na capital paulista no dia 11 no Via Funchal, mas como o boato original ainda falava em Recife e por esses dias rolará por lá o No Ar Coquetel Molotov, eu não descartaria a possibilidade.

Pra entrar no clima, você pode acessar o site do Beirut e baixar gratuitamente a faixa nova (valeu, filopucpos!), A Sunday Smile, do disco The Flying Club Cup (gravadora Ba Da Bing!, 2007). É só clicar. Não precisa nem se cadastrar, nem nada. A seguir, a faixa que estava na abertura da série Capitu, da TV Globo, e fez a fama dos caras por aqui. A música se chama Elephant Gun e o clipe é sensacional:

Enquanto não acaba, sigam-nos os bons!

Como fazer um webhit? Era a pergunta que eu me fiz logo após fazer upload do meu vídeo no Youtube, o “Como fazer uma monografia pseudointelectual” (é, aparentemente agora é junto). Aqui no Lixeira eu já discorria sobre a dificuldade de emplacar um vídeo no mundo cibernético, regido pela mão-invisível do viral, com um vídeo de quase 10 min, de conteúdo altamente segmentado e nenhuma criança bêbada, tartaruga tarada, acidente tosco e celebridade em situação embaraçosa no seu conteúdo.

Pois bem, nós mandamos o vídeo no Youtube no começo de março e começamos uma forte divulgação boca-a-boca virtual. Utilizamos Twitter, Orkut, MSN, blog, mandamos e-mails pra pessoas que iam se interessar pelo tema. A cada feedback positivo, a gente pedia pra repassar pros amigos. Nosso vídeo conseguiu, em 2 meses, 2.000 views. Uma marca boa, mas nós queríamos mais.

Ficamos encafifadas, pensando em tudo que poderia fazer o vídeo decolar. Mandamos para os professores divulgar. Alguns realmente o fizeram. Pensamos em sair em jornais de DA, pensamos em pessoas de influência, mas os e-mails que mandei pro Marcelo Tas e pro Kibeloco não surtiram efeito algum.

Nesse meio tempo as pessoas que viam o vídeo sempre elogiavam a iniciativa. E era isso que nos fazia continuar a divulgação.

Eis que minha amiga Priscila teve a grandíssima idéia de mandar um release pra Megazine. Tudo a ver, espaço jovem, falando sobre educação. seria uma pauta coerente. Mas não deveria ser qualquer release, um release da produtora, a grande “Eu&OsMeus Produções”, que, por enquanto, só existe naquela logo do pôster. E um release profissa, completo, com direito a opinião de uma professora da UFF, entusiasta do curta, pra dar uma credibilidade. Com o e-mail da repórter responsável nas mãos, enviei o treco e não esperei mais nada. E lá vem a Priscila: “Como assim você só mandou? Release só funciona com follow-up!” (pra quem desconhece os termos jornalísticos, é a prática de ligar pro repórter e confirmar o recebimento do e-mail. O que é chato pra ambas as partes). Eu num quis fazer follow-up de coisíssima nenhuma, eu sou uma pseudo-jornalista com vergonha de falar ao telefone (sério!), e o nosso vídeo é um vídeo no Youtube! Desde quando vamos fazer alarde assim para um vídeo no Youtube?

Mas o coração de mãe fala mais forte, e eu fiquei com culpa de não ter feito o bendito follow-up. Eis que o universo resolveu conspirar a favor poucos dias depois. Escutem essa, crianças e pessoas discrentes: advinhem quem me manda um scrap no orkut querendo apurar uma matéria sobre jovens que gostam de coisas retrô? Ela mesma, a tal repórter da Megazine, que me achou na comunitade “Atari Lovers”! Foi a deixa pra eu tomar coragem, passar a mão no telefone e ligar pra criatura! Falei que amava Atari, mas que não tinha um tem uns 10 anos, e que, falando nisso, mandei um release sobre um filme, você viu? Monografia pseudointelectual?… “Ah, vi sim, vou ver aqui, levar pra reunião de pauta…” Depois disso, mais umas semanas de silêncio. É, achamos que não o povo (quer dizer, O Globo) não gostou.

Corta pra eu almoçando com a galera do trabalho. Telefone toca de um número privado. Era a repórter, querendo fazer a matéria com a nossa “produtora”. E eu “ahn?” Ferrou, que produtora, cara pálida? A única coisa que podemos falar, é do vídeo em si. “Onde poderia ser a entrevista? Onde fica a produtora de vocês? Um lugar, com a ilha de edição?” Ilha de edição??? Você quer dizer o laptop do meu pai com Vegas 8.0 versão trial (já expirada) instalado? Ferrou… Aí eu mando a seguinte pérola: “Aqui, é que nosso vídeo foi feito de forma muito artesanal. Pode ser na ECO (Escola de Comunicação da UFRJ, onde minhas amigas se formaram e onde pegamos TODOS os referenciais do filme)?” Beleza, fechamos pro dia seguinte. Conhece o Laguinho? “Claro, estudei lá!”

Ih, tá no papo! Esperando no Laguinho (ponto de encontro muito conhecido de quem estuda lá), nós percebemos que a nossa repórter era uma ex-ECOína que sabia muito bem da pseudice que a gente estava falando. E o papo transcorreu muito bem, com muitos “lembra daquele professor? Nossa, que maaala!!” e nossas críticas contundentes aos pseudos que dificultam tudo pra nós.

Não sem antes tirar um milhão de fotos com um fotógrafo pau da vida com a luz ruim daquela tarde nublada. Sem nenhum objeto pra ilustrar a cena, nós começamos a fazer mil palhaçadas pra câmera, fingindo que tava maquiando, filmando com a mão, observando o ângulo. E toma clique! E muda de lugar! E vai pra lá! E começamos a fazer cara de intelectual… e eis que ele manda a gente se dependurar pra fora da grade daquela varanda (pra quem não conhece o Laguinho, é um local aberto em uma construção do século retrasado, mais baixa. Do corredor aberto pro plano daquele jardim de inverno, devíamos estar a 4 metros de um senhor estabaco). Minha amiga Mariana tem medo de altura, Priscila estava de saia e eu de vestido, e pra chegar onde ele queria a gente tinha que pular uma grade alta. T-u-d-o pela ARTE!

Sem falar nos alunos todos, olhando, olhando…

E depois? Depois ficamos esperando aquela semana passar pra ver o resultado. E pouco antes recebo um e-mail da repórter, dizendo que só iria sair na oooutraaa edição. Fiquei com medo até de divulgar… vai que a pauta caía? Mas, terça-feira, dia 28 de abril, lá estávamos nós, fazendo cara de intelectual e divulgando nosso trabalho…

O próximo passo? Sei lá! Continuamos aguardando a mão-invisível virótica da internet se mover a nosso favor…
Nós no jornalão, clique pra ver maior.

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Nós na versão online.

A dupla MGMT, uma das sensações do rock recente,  está processando o presidente francês Nicolas Sarkozy por uso abusivo da música Kids.

Sarko” – bastante criticado na França por sua política conservadora – tem mostrado, por outro lado, uma vida pessoal “pra frentex”. Alem de ser casado com a cantora-modelo-bonitona Carla Bruni, parece estar antenado às novidades ao escolher a música do MGMT para ser trilha de divulgação do congresso anual do seu partido, a União por um Movimento Popular (UMP). No entanto, a canção do álbum Oracular Spetacular ( ótima estréia em disco da dupla formada por Andrew Vanwyngarden e Ben Goldwasser: ficou com a segunda posição na fenomenal lista da Lixeira de 2008) foi utilizada sem permissão para promover a reunião que aconteceu em janeiro. Foram publicados na internet dois vídeos com a canção.

Quando a UMP admitiu ter utilizado o tema sem autorização, ofereceu à banda 1 euro pela violação dos direitos de autor, proposta considerada “um insulto” pelos rapazes do Brooklyn, bairro localizado na cidade de Nova Iorque. O MGMT luta agora por uma recompensa “justa” no tribunal. “A oferta desrespeita os direitos dos artistas e autores. Trata-se de uma violação de propriedade intelectual”, alegou a advogada Isabelle Wekstein.

Não são raros os casos de violação de direitos autorais por políticos. John MCcain, candidato republicano que perdeu as eleições americanas do ano passado para Barack Obama, por exemplo, foi acusado por diversas bandas – entre elas o Foo Fighters – por uso de canções sem autorização.