Arquivo da categoria ‘Missão: impossível’

Veja isso:

Agora isso (Jornal Nacional, em 27/7/2009):

E isso, a partir de 1 min e 12 seg, debaixo da bancada (Jornal da Globo, também em 27/7/2009):

Errar é humano, mas um erro de uma das maiores emissoras de TV do mundo sempre vai chamar mais atenção.

A Cler Oliveira, editora do Hit Na Rede, e o Carlos Lopes, editor de O Martelo, viram badalados filmes sobre Kurt Cobain e, em seus devidos blogs, deixaram suas impressões. Nós aproveitamos pra destacar um trecho de cada:

Carlos Lopes gostou de Retrato de Uma Ausência (About a Son), de A. J. Schnack

Não se toca a música do Nirvana (segundo as palavras de Cobain, a banda que misturou “o som pesadão do Black Sabbath, com baladas pop e a música dos Beatles”) e a única vez na qual as fotos (em preto e branco) da banda são exibidas é no final, para dar por encerrada a via crúcis de depoimentos, sinceros e exagerados do sujeito que fugiu da minúscula Aberdeen (Washington), na qual o pai contava toras de árvores suicidadas, para a úmida Seattle, cidade que Cobain sempre amou odiar. Texto completo em O Martelo.

Cler Oliveira não gostou de Last Days, de Gus Van Sant

O filme abusa do silêncio, das sequências longas, dos planos muito abertos, da licença poética para criar um emaranhado de cenas que saem do nada para lugar nenhum. Van Sant esquece que Kurt , além de emblemático e problemático era também carismático. Mesmo há algumas horas de cometer o suicídio  ele merecia algo mais impactante.  É no mínimo constrangedor dizer que eu estava esperando pela morte do cara achando que esta seria a melhor cena do filme. Não foi. Texto completo no Hit Na Rede.

Não vi e acho que nenhum dos GARIS DO POP viu nenhum dos dois filmes. Precisamos providenciar isso para breve.

Veja:

Agora acesse o blog Hit Na Rede e leia um post sensacional sobre os artistas gringos que tentam falar em português e, muitas vezes, além de não se fazerem entender, ainda suscitam aquele sentimento de vergonha alheia.

Os últimos minutos da rádio Antena 1 no Rio de Janeiro foram marcados pelo alto astral e elegância. Dizem que desde cedo as locutoras não deixaram a bola cair e eternizaram o domingo, 31 de maio, na lembrança dos ouvintes. Só escutei mesmo os últimos 15 minutos. A última faixa a rolar no ar (a rádio segue na internet: www.antena1rio.com.br) foi um medley dos Beatles, que, segundo a locutora, é a música mais pedida da história da Antena 1.

Virou meia-noite… Silêncio durante poucos segundos e entra a Nativa FM no ar, com uma programação light. Quem ligava o rádio naquela hora seria capaz de acreditar que a Antena 1 continuava no ar. Pelo menos até o primeiro pagode. Fim da música, discursinho rápido de apresentação da nova frequência. Objetividade e respeito pela rádio que acabou. Música.

Já nos 96,5 FM a Tupi entrava no ar com todo aquele reverb de AM. Olha, vai ser duro ouvir uma rádio em FM daquele jeito. Porque a própria CBN, que fez isso primeiro aqui no Rio, se adaptou e entrou em FM com jeito de FM. A Tupi entrou como AM, mesmo e dane-se. Como se não bastasse, ainda colocou um discurso dizendo que estavam todos muito orgulhosos e tal. Sinceramente, dá pra pensar que é uma boa a rádio poder pegar nos celulares e tocadores de mp3. No mais, não dá pra um radialista sentir orgulho de uma emissora que ocupa duas frequências, mas só tem uma equipe. Além disso, entrou no ar e precisou detonar uma rádio histórica.

Sabe que os gringos são capazes de fazer qualquer coisa – e quando eu digo QUALQUER COISA é qualquer coisa mesmo! – pra ajudar entidades beneficentes. Pois bem. Ontem à noite, o produtor Mark Ronson fazia um DJ set em prol de uma instituição que cuida de crianças com câncer, tocando músicas da sua grande amiga Lily Allen, Strokes, Jay-Z, Sly And The Family Stone e tal, quando de repente…

bethdittoSim, senhores! Quando a cantora Beth Ditto, vocalista do Gossip, subiu ao palco, se agarrou num ferro e fez um número de pole dance (não sabe o que é? Clique aqui). Repetindo: toda esta exuberância da foto aí em cima fez um número de pole dance em prol das crianças com câncer. Imagina…

Aqui no Brasil não tem isso; os gordos e feios são oprimidos. A gente, que não é gordo, nem feio, mas é solidário, lamenta de verdade!

ATUALIZAÇÃO:
Só pra não perder o gancho: dica de leitura no G1.

Como fazer um webhit? Era a pergunta que eu me fiz logo após fazer upload do meu vídeo no Youtube, o “Como fazer uma monografia pseudointelectual” (é, aparentemente agora é junto). Aqui no Lixeira eu já discorria sobre a dificuldade de emplacar um vídeo no mundo cibernético, regido pela mão-invisível do viral, com um vídeo de quase 10 min, de conteúdo altamente segmentado e nenhuma criança bêbada, tartaruga tarada, acidente tosco e celebridade em situação embaraçosa no seu conteúdo.

Pois bem, nós mandamos o vídeo no Youtube no começo de março e começamos uma forte divulgação boca-a-boca virtual. Utilizamos Twitter, Orkut, MSN, blog, mandamos e-mails pra pessoas que iam se interessar pelo tema. A cada feedback positivo, a gente pedia pra repassar pros amigos. Nosso vídeo conseguiu, em 2 meses, 2.000 views. Uma marca boa, mas nós queríamos mais.

Ficamos encafifadas, pensando em tudo que poderia fazer o vídeo decolar. Mandamos para os professores divulgar. Alguns realmente o fizeram. Pensamos em sair em jornais de DA, pensamos em pessoas de influência, mas os e-mails que mandei pro Marcelo Tas e pro Kibeloco não surtiram efeito algum.

Nesse meio tempo as pessoas que viam o vídeo sempre elogiavam a iniciativa. E era isso que nos fazia continuar a divulgação.

Eis que minha amiga Priscila teve a grandíssima idéia de mandar um release pra Megazine. Tudo a ver, espaço jovem, falando sobre educação. seria uma pauta coerente. Mas não deveria ser qualquer release, um release da produtora, a grande “Eu&OsMeus Produções”, que, por enquanto, só existe naquela logo do pôster. E um release profissa, completo, com direito a opinião de uma professora da UFF, entusiasta do curta, pra dar uma credibilidade. Com o e-mail da repórter responsável nas mãos, enviei o treco e não esperei mais nada. E lá vem a Priscila: “Como assim você só mandou? Release só funciona com follow-up!” (pra quem desconhece os termos jornalísticos, é a prática de ligar pro repórter e confirmar o recebimento do e-mail. O que é chato pra ambas as partes). Eu num quis fazer follow-up de coisíssima nenhuma, eu sou uma pseudo-jornalista com vergonha de falar ao telefone (sério!), e o nosso vídeo é um vídeo no Youtube! Desde quando vamos fazer alarde assim para um vídeo no Youtube?

Mas o coração de mãe fala mais forte, e eu fiquei com culpa de não ter feito o bendito follow-up. Eis que o universo resolveu conspirar a favor poucos dias depois. Escutem essa, crianças e pessoas discrentes: advinhem quem me manda um scrap no orkut querendo apurar uma matéria sobre jovens que gostam de coisas retrô? Ela mesma, a tal repórter da Megazine, que me achou na comunitade “Atari Lovers”! Foi a deixa pra eu tomar coragem, passar a mão no telefone e ligar pra criatura! Falei que amava Atari, mas que não tinha um tem uns 10 anos, e que, falando nisso, mandei um release sobre um filme, você viu? Monografia pseudointelectual?… “Ah, vi sim, vou ver aqui, levar pra reunião de pauta…” Depois disso, mais umas semanas de silêncio. É, achamos que não o povo (quer dizer, O Globo) não gostou.

Corta pra eu almoçando com a galera do trabalho. Telefone toca de um número privado. Era a repórter, querendo fazer a matéria com a nossa “produtora”. E eu “ahn?” Ferrou, que produtora, cara pálida? A única coisa que podemos falar, é do vídeo em si. “Onde poderia ser a entrevista? Onde fica a produtora de vocês? Um lugar, com a ilha de edição?” Ilha de edição??? Você quer dizer o laptop do meu pai com Vegas 8.0 versão trial (já expirada) instalado? Ferrou… Aí eu mando a seguinte pérola: “Aqui, é que nosso vídeo foi feito de forma muito artesanal. Pode ser na ECO (Escola de Comunicação da UFRJ, onde minhas amigas se formaram e onde pegamos TODOS os referenciais do filme)?” Beleza, fechamos pro dia seguinte. Conhece o Laguinho? “Claro, estudei lá!”

Ih, tá no papo! Esperando no Laguinho (ponto de encontro muito conhecido de quem estuda lá), nós percebemos que a nossa repórter era uma ex-ECOína que sabia muito bem da pseudice que a gente estava falando. E o papo transcorreu muito bem, com muitos “lembra daquele professor? Nossa, que maaala!!” e nossas críticas contundentes aos pseudos que dificultam tudo pra nós.

Não sem antes tirar um milhão de fotos com um fotógrafo pau da vida com a luz ruim daquela tarde nublada. Sem nenhum objeto pra ilustrar a cena, nós começamos a fazer mil palhaçadas pra câmera, fingindo que tava maquiando, filmando com a mão, observando o ângulo. E toma clique! E muda de lugar! E vai pra lá! E começamos a fazer cara de intelectual… e eis que ele manda a gente se dependurar pra fora da grade daquela varanda (pra quem não conhece o Laguinho, é um local aberto em uma construção do século retrasado, mais baixa. Do corredor aberto pro plano daquele jardim de inverno, devíamos estar a 4 metros de um senhor estabaco). Minha amiga Mariana tem medo de altura, Priscila estava de saia e eu de vestido, e pra chegar onde ele queria a gente tinha que pular uma grade alta. T-u-d-o pela ARTE!

Sem falar nos alunos todos, olhando, olhando…

E depois? Depois ficamos esperando aquela semana passar pra ver o resultado. E pouco antes recebo um e-mail da repórter, dizendo que só iria sair na oooutraaa edição. Fiquei com medo até de divulgar… vai que a pauta caía? Mas, terça-feira, dia 28 de abril, lá estávamos nós, fazendo cara de intelectual e divulgando nosso trabalho…

O próximo passo? Sei lá! Continuamos aguardando a mão-invisível virótica da internet se mover a nosso favor…
Nós no jornalão, clique pra ver maior.

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Nós na versão online.

O nosso freak favorito desde que Britney deixou os cabelos crescer, Mr. Michael Jackson, anunciou na última semana que pretendia fazer o show mais sensacional que o mundo já viu. Para isso, ele queria contar com  animais selvagens como um elefante, uma pantera, além de macacos e papagaios, durante as 50 apresentações caça-níquel marcadas para julho deste ano na O2 Arena em Londres.

Os protestos contra a decisão do Wacko Jacko não tardaram. O PETA, grupo que luta pelo direito dos animais, já se posicionou contra o grupo que luta pelo direito dos animais, já se posiciou contra o grupo que luta pelo direito dos animais, já se posicionou contra o cantor alegando que os animais pertencem à Africa e não devem estar no palco em meio a fãs gritando, luzes fortes e explosões.

A entidade completou dizendo que “Michael deve aprender a deixar animais exóticos em paz”., já que o cantor, quando vivia o auge de sua popularidade, criou o rancho Neverland, onde contava com um parque de diversão e um zoológico particular.

O antigo rei do pop afirmou, no entanto, que fará o possível para utilizar animais no show e ver seus sonhos de um espetáculo sem precedentes na história se realizar.

bicicletas_sp3Enquanto o mundo se une contra o aquecimento global, apontando a substituição de veículos movidos a combustíveis fósseis por bicicletas, a prefeitura do Rio, que desde o dia 5 de janeiro (estreia efetiva da administração Eduardo Paes) está causando com seus choques de ordem, anda na contramão.

Nesta segunda (ontem), por exemplo, os fiscais da secretaria de Ordem Pública recolheram bicicletas que estavam presas a postes nos bairros do Catete e Flamengo, na Zona Sul. Acredite se quiser: dentre as bicicletas recolhidas e levadas para o depósito da Companhia de Limpeza Urbana (Comlurb), estavam cinco usadas exclusivamente para entregas em domicílio. Ou seja, a prefeitura, que não instala bicicletários pela cidade e reconhece a carência deste tipo de estrutura, parece preferir que a locomoção das pessoas seja feita em carros ou motos, que ajudam a poluir o ar, além de não oferecerem nenhuma vantagem do ponto de vista do condicionamento físico.

Estas operações do Choque de Ordem, aliás, já foram classificadas de marketeira. Um texto equilibrado sobre o assunto foi postado no blog Nepôsts. Trata-se de um assunto polêmico e bastante abrangente, já que as ações da prefeitura compreendem desde a apreensão de bicicletas até a derrubada de imóveis irregulares, passando pelo recolhimento da população de rua e a detenção de pessoas que urinam nas ruas.

bicicletas_sp4

Na véspera deste recolhimento, ocorreu em São Paulo a 2ª Pedalada Pelada (ou World Naked Bike Ride, no título oficial, em inglês), para chamar a atenção do poder público para a necessidade de se criar uma infraestrutura capaz de permitir que as pessoas que quiserem levar uma vida mais  saudável – e menos poluente – possam usar a bicicleta para ir estudar, trabalhar e se divertir. Sobre isso, o grande Tom Leão escreveu em fevereiro, no blog dele, Na Cova do Leão.

As fotos que ilustram este post foram feitas durante a manifestação de domingo e estão no blog Ecologia Urbana.

A segunda-feira começou com uma notícia ruim pra todos nós, que gostamos de música: a comunidade Discografias e suas correlatas encerraram suas atividades no Orkut. Eu li a notícia na Folha Online e não acreditei. Fui até a comunidade, onde encontrei o seguinte comunicado, assinado pela “Moderação” (grifos deles):

Informamos a todos os membros da comunidade “Discografias” e relacionadas (Trilhas Sonoras de Filmes, Trilhas Sonoras de Novelas, Coletâneas (V.A.), Pedidos, Dicas/Dúvidas e Índice Geral), que encerramos as atividades devido às ameaças que estamos sofrendo da APCM e outros orgãos de defesa dos direitos autorais.

Nosso trabalho foi árduo para manter as comunidades organizadas, sem auferir nenhum tipo de vantagem financeira com elas, somente com o intuito de contribuir de alguma forma para a cultura e entretenimento.

Não é com o fechamento desta comunidade e outras equivalentes que as gravadoras irão aumentar seus lucros.

Muitos artistas perderão seus meios de divulgação.

Milhares de membros terão que procurar outras atividades no Orkut que não seja o download de músicas e afins. O número de sites e blogs de conteúdo similar, mais programas como eMule, limewire, de torrents e outros P2P, cresce em progressão geométrica.

Perdem eles, perdemos todos, mas enfim, tudo em nome do dinheiro das grandes corporações. Nada em nome da cultura.

Tais entidades de defesa dos direitos autorais, como a R.I.A.A. nos Estados Unidos e APCM no Brasil, que é a representante legal de:

UNIVERSAL MUSIC DO BRASIL LTDA.;
WARNER MUSIC BRASIL LTDA.;
SONY – BMG BRASIL LTDA.;
SIGLA – SISTEMA GLOBO DE GRAVAÇÕES AUDIO VISUAIS LTDA;
EMI MUSIC LTDA.;
COLUMBIA PICTURES INDUSTRIES INC.;
DISNEY ENTERPRISES INC.;
METRO-GOLDWYN-MAYER STUDIOS INC.;
PARAMOUNT PICTURES CORPORATION;
TWENTIETH CENTURY FOX FILM CORPORATION;
UNIVERSAL CITY STUDIOS INC.;
WARNER BROS.;
UNITED ARTISTS PICTURES INC.;
UNITED ARTISTS CORPORATION;
UBV – UNIÃO BRASILEIRA DE VÍDEO E ASSOCIADAS

Sendo ainda representante de IFPI – International Federation of the Phonographic Industry e MPA – Motion Picture Association no Brasil, se dizem “sem fins lucrativos”, vamos acreditar nisso, né gente? Como todos acreditam nas histórias da carochinha.

Portanto, deixamos aqui os dados de contato do orgão responsável pelo fechamento das comunidades e de um de seus representantes:

APCM – ANTI-PIRATARIA CINEMA E MÚSICA
RUA HADDOCK LOBO, 585SÃO PAULOSP – BRAZIL
INTERNET ANTI-PIRACY UNIT
Telefone: +55 (11) 3061-1990x244
e-mail: anti-piracy@apcm.org.br
=>Bruno Henrique Tarelov: btarelov@apcm.org.br
Fone: 55 11 30611990 ramal 238
Fax: 55 11 30611221

Agradecemos a todos que de um jeito ou de outro, colaboraram para que nossas comunidades fossem tão populares. Valeu, gente!

O anúncio sobre o fechamento havia rolado no ano passado. Bom, é lamentável, porque, excluindo bandas como U2, discos novos chegam ao Brasil meses depois de serem lançados. Já quem curte músicas mais antigas, tá ferrado, porque as gravadoras já tiraram boa parte de seus “flashbacks” e “clássicos” do catálogo, em nome da economia. E você sabe por quê, mesmo com os órgãos oficiais e as gravadoras sendo contra os downloads gratuitos, o iTunes, maior serviço de venda de música digital, não chegou ao Brasil ainda? Simplesmente porque no Brasil não seria possível vender uma faixa a R$ 1,99 ou R$ 2,99, como ocorre em dezenas de outros países. É que aqui tem tanta gente querendo abocanhar o direito autoral que corria o risco de DUAS faixas custarem mais caro que um CD físico inteiro.

Mas esta censura à Discografias não há de ser nada. Há sites como Torrent Reactor e The Pirate Bay, sobre os quais nenhuma entidade brasileira tem a menor ingerência. Basta baixar um software de arquivos torrent e correr pro abraço. Agora mesmo eu estou fazendo o download do quase-documentário Rude Boy, que mostra uma boa parte da turnê do Clash bem no começo dos anos 80, bem no auge da carreira, e nos “apresenta” o roadie da banda, o garoto que dá nome ao filme e foi homenageado na faixa Rudie Can’t Fail, do clássico álbum London Calling (1979). O filme já é raro na Europa, o que torna praticamente impossível encontrá-lo por aqui. E aí? Qual a solução? Morre-se sem assistir? É ruim!

Só uma última consideração: lá na segunda metade dos anos 90 surgiu o ameaçador Napster. Durante anos a RIAA tentou derrubá-lo, até que conseguiu. Mas ele já havia feito escola e ninguém mais conseguiria deter as trocas de arquivos. E estamos falando de uma rede praticamente toda discada. Hoje, mais de dez anos depois, a banda larga só facilitou a nossa vida. A indústria da música tem mil possibilidades de ganhar dinheiro sem depender majoritariamente da venda de discos. O problema é que a indústria convencional e a burocracia SEMPRE estarão atrás das novas tecnologias, pelo simples fato de serem conservadoras demais e só aceitarem o novo quando estão “derrotadas”. Talvez a presença regular de um moleque de 16 anos num conselho de uma gravadora melhorasse isso.

A gente tenta não falar o tempo todo sobre ela, mas sabe como é, né? A Amy É a popstar do momento. Britney passou. Madonna já não choca. Michael Jackson faliu. O Prince desapareceu. Nos resta a Amy, que, segundo o tablóide britânico The Sun, vai se mudar… para a Jamaica. JAMAICA!!! Imagina que ela vai fazer miséria lá, né?

Quem? Eu?

Quem? Eu?

Diz que ela vai gravar o terceiro disco na terra de Bob. As sessões no estúdio devem custar dezenas de milhares de libras (que valem mais do que dólares e euros – se bobear, “valem mais do que ouro”).

De acordo com o diário sensacionalista, Amy, que está na ilha de Santa Lucia, no Caribe, desde o Natal, avisou ao pessoal da Island Records que não quer voltar à Inglaterra. Uma fonte do jornal afirma que “Amy está curtindo a vida em Santa Lucia e não quer que isso termine. Ela parece bem e se sente bem e teme as más influências que estão em Londres, só esperando que ela volte. Ela está escrevendo um monte de letras pro novo disco e disse aos chefes que quer se mandar para a Jamaica para gravá-lo”.

Aí, o pessoal da gravadora está de mãos atadas, já que em Londres as drogas chegam à Amy; a Jamaica, por sua vez, é o paraíso do crack, da cocaína e da maconha. Uma situação do tipo: na Jamaica o bicho pega, em Londres o bicho come. Como tem drogas às pencas nos dois lugares, acho que o que pesou mesmo foi o fato de o corno-mala do Blake Fielder-Civil não irá importuná-la no país de Marley.

Para nossa querida Amy, uma frase atribuída, claro, ao Rei do Reggae: “Sou louco porque vivo em um mundo que não merece minha lucidez”.

E não seria lindo vê-la cantando junto com os Wailers? E um dia a Amy podia vir fazer uma figuração em Copa (atenção aos contundentes depoimentos de Simone, Milton e Baby – que na época ainda era Consuelo):

Uma prévia pra vocês: Um mash-up do DJ Michmash com “Rehab” da Amy e “Exodus” do Bob Marley. Acha interessante a mistura?