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Por Rodrigo Baptista

Qual é o futuro da música? Essa pergunta aparece todos os dias nos jornais. Depois da morte de Michael Jackson, que, aliás, reviveu no mercado fonográfico vendendo cerca de 800 mil CDs em uma semana, – mais do que vendera na última década – ouvi e li muitos comentários sobre o fim dos grandes astros.

Alguns críticos apontam a morte do Wacko Jacko como o símbolo maior da nova fase da indústria musical, aquela em que não teremos mais quase-unanimidades como ele ou Roberto Carlos, que comemorou seus 50 anos de carreira no último fim de semana no Maracanã.

Na era digital da música – dizem os críticos – não há espaço para Beatles ou Rolling Stones, mas para artistas locais ou sub-celebridades instantâneas como Susan Boyle, as quais esqueceremos em uma semana ou menos. Nosso background cultural dificilmente terá semelhanças.

Será mesmo? O Arctic Monkeys é uma banda surgida já no ambiente digital. Ok, talvez não seja o melhor exemplo de popularidade, pois atingem um nicho específico, mas chegaram a tocar com alguma frequência no “pop-dial” carioca.

Não sei aonde vão chegar os rapazes de Sheffield – apesar de não acreditar que irão muito longe – mas o mesmo deve ter sido dito também sobre os Beatles em sua fase iê-iê-iê, sem querer comparar, mas já comparando.

Acho difícil pela própria configuração da indústria musical, realmente, que tenhamos as tais quase-unanimidades como Michael Jackson, Madonna, Beatles, Rolling Stones ou Roberto Carlos, para ficar no Brasil.

Vivemos na era dos downloads, na qual podemos baixar músicas e deletar sem muita preocupação. Podemos criar nossas próprias playlists. Podemos ouvir bandas do norte do sudoeste da Finlândia ou mesmo os clássicos, como vender milhões de cópias como antes? A pergunta da indústria deve ser transformada em motivação na constante busca por novos formatos e novas mídias, na eterna busca pelos anseios do mercado e, para sair dessa esfera mercadológica, na vital busca por novos artistas de qualidade.

Porque, se há algo em comum entre Beatles, Michael Jackson ou Roberto Carlos – independentemente do gosto pessoal ou do gênero – é a qualidade. Mesmo com nuances na carreira, o que é natural, eles criaram músicas eternas. Um punhado de sons hoje clássicos, não só porque muito venderam, mas porque tinham qualidade para vencer o tempo.

Indicamos a leitura do post Michael Jackson, Jim Morrison, Farrah Fawcett, no blog O Martelo, do grande Carlos Lopes – o cara que adooora uma teoria da conspiração (ou você não percebeu no título?). Tanto que sugere: “Terá Michael Jackson virado santo?”

Pra ler, clique aqui.

Agora, sim, descansemos todos em paz. Nós, até segunda-feira. Michael, para sempre.

michael_jacksonPra encerrar, as homenagens, vamos reler o que foi publicado sobre Michael Jackson neste “um ano no ar” de LIXEIRA DO POP:

30/3/2009: treta com o Peta
5/3/2009
: será que fomos nós que zicamos?
27/1/2009: Michael trabalharia num musical baseado em Thriller

Outros posts do LIXEIRA DO POP em que Michael Jackson é citado.

R.I.P. Michael Jackson!

Thriller_capaA morte de Michael Jackson fez disparar a venda de discos dele no Reino Unido e nos Estados Unidos. Como se não bastasse já ter um de seus discos no posto de mais vendido de toda a história. Ele era o cara!

A Rolling Stone fez um especial com as capas dos discos do Michael Jackson.

Os artistas continuam se manifestando sobre a morte de Michael Jackson:

M.I.A.: “MiCHAEL JACKSON. As primeiras palavras que eu falei. O futuro vai ser um saco!”.
Lily Allen: “Michael Jackson está morto? Nem fudendo!”.
Pete Wentz: “Nunca senti isso em minha vida. Se é verdade, que descanse em paz. A última lenda.”
Mark Hoppus (Blink 182): “Primeiro álbum que eu comprei foi Thriller. Com o dinheiro do meu aniversário. No cassete. Para o meu walkman novinho em folha. Verdade. Descanse em paz”.

Veja mais declarações aqui.

Não consigo parar de chorar por causa dessa triste notícia. Sempre admirei Michael Jackson. O mundo perdeu um dos melhores, mas sua música viverá para sempre! Mando meu coração aos seus três filhos e família. Deus abençoe.



A imprensa americana, que se aproveitou da mudança de cor, das cirurgias plásticas, dos casamentos e filhos, dos processos por pedofilia (bom deixar claro que Michael Jackson NUNCA foi condenado), agora se redime.

Quando o cara já tá morto é mole. Vamos dar mais valor aos nossos ídolos vivos!

De Coldplay a MC Hammer, passando por Ashton Kutcher, Britney Spears, Arnold Schwarznegger e até um dos Jonas Brothers. Todos usam o Twitter para se despedir de Michael Jackson.

É o que suspeita o jornalista Nelson Vasconcellos, do blog do Anselmo. Leia.