Arquivo da categoria ‘fundo da lixeira’

Enquanto não saem os prometidos posts sobre os festivais Porão do Rock e Vaca Amarela, bora matar a saudade?

Pra tuitar: http://wp.me/pdGj4-GD

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Na faculdade de jornalismo – o que para o STF não tem mais valor algum – aprendemos através da experiência passada por professores e embasamento teórico a nos preocuparmos  constantemente com questões como ética e cuidado com as fontes. Sabemos, pelo menos teoricamente, que devemos ouvir vários lados da história e duvidarmos sempre das declarações com o objetivo de descobrir aquilo que existe de mais próximo da verdade,  prestando desta forma um bom serviço à sociedade. É importante que tenhamos em mente que ninguém sabe de tudo e é fundamental buscarmos fontes alternativas e questionarmos sempre. É óbvio que há problemas como o tempo de produção, o que muitas vezes  pode atrapalhar a apuração da matéria, mas isso não justifica aceitar tudo que é dito como se verdade fosse. Alguns por ego ou ingenuidade, no entanto, esquecem dessas lições.

 Recentemente, ou não tanto assim já que faz mais de um mês, a Revita Época publicou uma matéria desvendando a história por trás do nome da banda brasiliense Móveis Coloniais de Acaju. A publicação só se deu ao trabalho, enretanto, porque caiu numa pegadinha criada pelo grupo. Para dar uma valorizada  na origem do nome, os rapazes inventaram um factóide  – o que é muito comum no universo musical – envolvendo índios da Ilha de Bananal e ingleses, a chamada por eles de ” A Revolta de Acaju”.

Leia a matéria da revista explicando a história:

http://www.moveiscoloniaisdeacaju.com.br/pagina/945

A rapaziada carioca do site Galo Frito, que já havia lançado os vídeos hilários da Dança do Lula e Dança do Obama, strikes again e me aparece com a Aprenda a dançar com o Sarney:

E se você não viu ainda…


Boa semana a todos!

Depois do Belchior, agora o mundo da música se mobiliza para encontrar o famosíssimo vocalista James Allan, do Glasvegas, que desapareceu do mapa semana passada.

Ok. Não é exatamente o muuundo da música, mas a meia dúzia de pessoas que sabem que Glasvegas é uma banda escocesa de rock alternativo, formada em 2003.

Ok. Não foi exatamente um desaparecimento do mapa. A banda – que está causando entre os leitores do NME com esta história – deu a notícia do sumisso e tal… Mas disse que tem falado com James Allan por E-MAIL e TELEFONE CELULAR. Eu mesmo fico meses falando com alguns bons amigos só por e-mail e telefone. E ninguém nunca foi pra mídia fazer bagunça pra dizer que eu estava desaparecido. Outro detalhe: o cara passou os últimos seis mese sem um celular. Descolou um agora, só pra “desaparecer”.

E ok. Ele foi visto pela última vez numa reunião da banda em Boston, na última sexta, dia 11.

Ou seja… Leave James Allan Alone, porque o cara só quis tirar o fim de semana de folga e, só por causa disso, neguim tá tentando criar uma comoção. Vejam, não duvido de nada, mas acho que qualquer semelhança com o caso Belchior NÃO é mera coincidência. É pura cópia pirateada, mal feita. Quero só ver se ele vai ser encontrado numa caverna na Croácia!

Vale a máxima do Zé Simão: “o Belchior tava desaparecido desde 1976, mas só foram dar falta dele agora”.

Vale também tuitar: http://wp.me/pdGj4-CN

Nem tem muito o que comentar… É meio chato no início, mas a segunda parte do Hino Nacional da Vanusa é algo que merece muito ser apreciado. E a terceira parte (sim, o dela teeem terceira parte) também:

E no final, o pessoal se falando é muito: “Pelamordedeus, alguém para essa doida!” Tem palmas “no meio” do Hino, porque o povo pensou que tivesse acabado. Percebam que o Hino pra ela só termina na terceira parte porque, né?, o pessoal interrompe e agradece, porque se não rolasse isso, ia virar uma suíte progressiva. Constrangimento total! O mais curioso é que NINGUÉM ri. Eu acho que riria tanto que seria expulso.

Bora relembrar outros bêbados famosinhos?

Má mudomadifissu meeesmo!

E então, BrTurbo é… é o que? É site? Sapinhow

Se eu pudesse eu matarrrrra mil!

Balangô aquela sucuri assim… Aquela cabeçona cô de abróba

Bibi bibi bibi bibi bibi

Pra twittar: http://wp.me/pdGj4-BF

Artigo Resposta a um pulha, publicado na revista Cruzeiro

Artigo "Resposta a um pulha", publicado na revista Cruzeiro

Pois é. Concordem ou não, o Brizola foi um grande fazedor de política e o debate – desculpem a redundância – político perdeu muito com a morte dele. Por isso, espero que o Maluf não morra tão cedo, porque esta nova geração de políticos não sabe manter o debate. Sei lá, o Brizola, o ACM, o Covas, o Ulisses e o Enéas morreram e o Dornelles sumiu. Resta quem? Maluf, Sarney e o Quércia. Mais alguém?

Não, né?

Pois bem. Não vamos entrar em discussões filosóficas, se Fulano era de extrema direita, direita, centro-direita, centro, centro-esquerda, esquerda ou extrema esquerda. Em discussão, apenas a oratória. A capacidade do cara te convencer que ele está certo e de, na eleição seguinte, sempre conquistar uma quantidade expressiva de votos. Todos os citados acima tinham/têm esta capacidade e isso é algo que está desaparecendo da política, infelizmente. Isso dava “graça” a uma coisa que, para muitos, é chata e inútil.

Vejamos, por exemplo, dois trechos do debate que ocorreu na TV Bandeirantes em 1989, entre os candidatos a presidente da República. Notem o nível do bate-boca, o sangue frio do Maluf e a capacidade do Brizola falar e ninguém conseguir interrompê-lo:

Quando voltou do intervalo, Marília Gabriela cometeu um daqueles deslizes para os quais os professores da faculdade sempre nos alertam. Foi o calor do momento:

Então, faz falta gente assim. Não por ser o Brizola, o Maluf ou o Enéas, mas por dar um ao debate político um ar que os americanos definiriam como “sexy” (não encontrei um termo em português que conseguisse traduzir apropriadamente).

Eis um outro exemplo de um politicão desses ainda vivo, que deixou o Heródoto Barbeiro numa situação bem parecida com a da Gabi, com direito a uma palhinha do Brizola:


Nossos comerciais, por favor!

A Lixeira do Pop conta com bastante assunto mainstream, afinal, chama mais a nossa e a vossa atenção o que anda em evidência na cultura pop mundial contemporânea. Mas, para nos redmidir um pouco e prestar um serviço à cultura pop mundial ( atenção à megalomania), vamos tentar – vez por outra – utilizar esta seção fundo da lixeira  para resgatar o que ficou esquecido na montanha de lixo e luxo da música pop-rock-alternativa.

Para abrir os trabalhos, o post de hoje é dedicado à banda Módulo 1000.

-Má que porra é essa?

Trata-se de um grupo de rock brasileiro que seguiu por uma vertente psicodélica-experimental nos anos 1970. Ok, isso nem é tanto mérito, já que quase todo mundo embarcou nesta viagem.  O lance é que a banda carioca, formada por Luiz Paulo (órgão, piano e vocal), Eduardo (baixo), Daniel (guitarra) e Candinho (bateria), não fez isso de qualquer maneira.  Os caras caprichavam na produção – mesmo com a precariedade dos equipamentos disponíveis no início dos anos 1970 por aqui.

Módulo 1000 posando pra foto

Módulo 1000 posando pra foto

O álbum Não fale com paredes (1971?), único da discografia oficial – se é que podemos chamar apenas uma bolacha  de discografia –  por exemplo, apresenta melodias, experimentações de texturas e letras pra King Crimson nenhum botar defeito. O som não é muito palatável comercialmente falando, mas pode agradar até àqueles que não são muito fãs de progressivo, como é o caso do Gari aqui. Isso porque eles acrescentaram às experimentações sonoras,  o peso de suas influências de Black Sabbath e Led Zeppelin – notadas principalmente em faixas como Metrô Mental e Lem-Ed-Ecag. O disco, no entanto, ficou esquecido nas prateleiras ( pouca gente entendeu – diriam alguns), e segue até hoje relegado ao fundo da lixeira. Ficou curioso? Aqui tem uma resenha legal e o disco pra baixar.

Não fale com as paredes: filho único de mãe solteira

Não fale com paredes: filho único de mãe solteira

O rock progressivo cheio de peso do Módulo 1000 teve origem no conjunto Código 20,  banda formada por estudantes de um colégio da  Zona Sul do Rio de Janeiro durante a década de 1960.

Após percorrer o circuito de bailes cariocas e mudar de formação algumas vezes, o grupo se consolidou em 1969, depois de assinar um contrato para shows com uma boate de São Paulo, a Catraka, e adotou o nome definitivo: Módulo 1000,  inspirado pelos módulos lunares americanos e soviéticos, muito em voga naquela época de corrida espacial.

Durante a temporada na Catraka, o Módulo  tocava o repertório de clássicos da época, como Beatles, Stones, Led Zeppelin e Hendrix.  Foi também nesse período que o grupo conseguiu uma audição na gravadora Odeon, pela qual participou de uma coletânea para bandas novas. Além do Módulo 1000, o LP contava com grupos como Som Imaginário, Tribo e Equipe Mercado.

Os tempos na Odeon também possibilitaram a participação no V Festival Internacional da Canção, em outubro de 1970. O grupo conseguiu se classificar para a final no Maracãnzinho, e os rapazes voltaram pro Rio cheios de moral.

De novo baseada no Rio, a banda participou de espetáculos alternativos como o “Aberto para Obras”, no qual  o público entrava por estreitos corredores e se via separado dos palcos por cercas de arame farpado. Descobrindo finalmente como chegar a seus lugares, as pessoas tinham que escolher entre olhar para baixo, onde estava o Módulo 1000, ou para cima, onde se encontrava O Terço. Isso tudo em meio a exposições de quadros e apresentações de teatro e arte performática. Puro surto alucinógeno.

Módulo em ação no Festival da Record (1969)

Módulo em ação no Festival da Record (1969)

Posteriormente, o grupo teve a chance de gravar um LP pela Top Tape. A banda gozou de liberdade total, mas o resultado acabou não agradando aos interesses comerciais do selo. Em 1971 ( alguns apontam 1972, outros até 1970), saiu Não fale com paredes com uma bem trabalhada arte gráfica distribuída numa capa tripla . O disco não vendeu nada, mas o grupo seguiu se apresentando e compondo suas peças psicodélicas até 73. Só que por falta de perspectiva e dinheiro, os integrantes se separaram e tocaram outros projetos. Luiz Paulo e Candinho, por exemplo, se juntaram a Fernando Gama (baixo), ex-Veludo Elétrico, e formaram o mitológico Vímana. Pouco depois Lulu Santos (guitarra) completou a formação que participou dos festivais Banana Progressiva e Hollywood Rock, em 1975. Quando o grupo lançou em 1977 um compacto pela Som Livre, “Zebra”, Candinho já havia sido substituído por Lobão, e Ritchie Court – aquele mesmo da Menina Veneno –  havia assumido a flauta e vocais.

Se fizer uma busca pela internet, provavelmente vai encontrar algumas páginas com resenhas e comentários apaixonados sobre a banda, sempre elevando o álbum Não fale com paredes  à categoria de “obra-prima” do hard-prog-psych-rock brasileiro.

 

 

E quando a gente já achava que Michael Jackson estava à beira da morte, eis que ele ela aquilo ressurge.

michael_jacksonÉ claro que tá uma tensão danada pra saber o que o Rei do Pop (claro, gente! Ainda é “rei” porque, apesar de tudo, o título é vitalício, né?) vai falar na entrevista coletiva marcada para as 16h, em Londres (13h horário de Brasília). O assunto principal, pelo menos, todos já sabem qual é: Wacko Jacko dará os detalhes da temporada de verão (meio do ano) que ele fará na O2 Arena, também em London.

O frisson fica pelo fato de que estes serão os únicos shows do Michael em 2009. O último single dele, Hold My Hand, foi lançado em meados do ano passado, em parceria com o rapper Akon, que estaria ainda produzindo o disco que marcaria A VOLTA de Michael Jackson – e ainda não tem previsão de lançamento. Eis o single:

Pra quem não lembra, a O2 Arena é um tradicional local de shows e foi muuuito falada pela nossa imprensa no final de 2007, quando recebeu o famigerado show de reunião do Led Zeppelin, que até recentemente rendia boatos de que a banda preparava uma volta. Nenhum fã aceitava que os vovôs só queriam garantir uma herança gorducha pra deixar pros netinhos.

Pete Townshend revelou à imprensa britânica o que todo mundo já sabia: a banda The Who não existe mais. Ele acredita que mesmo se apresentando ao lado de Roger Daltrey sob o clássico nome, não é possível considerar que a banda exista após a morte de John Entwistle ( 1944-2002):

“Eu costumava fazer parte de uma banda chamada The Who. Hoje em dia ela vive apenas em nossos sonhos. Sou um compositor e guitarrista que – se criar as coisas certas – posso subir no palco com meu velho amigo Roger Daltrey e evocar a velha mágica do Who nos sonhos da platéia”, explicou Pete.

Evocando a mágica

Evocando a mágica

O que o  Townshend “revelou”, na verdade, não é novidade para boa parte dos fãs do Who. Muitos defendem que desde a morte do baterista Keith Moon, em 1978, o que se viu foi um bando de músicos aproveitando  a fama do legendário grupo para somar mais uma grana aos seus cofres particulares.

Sem o baterista da formação clássica, a banda lançou os fracos Face Dances (1981) e It’s Hard (1982), ; e, em 2006, já sem Entwistle,  colocou nas lojas Endless Wire, álbum que estreou bem nas paradas de sucesso graças à marca The Who, alcançando de cara a sétima colocação da Billboard, mas que passa longe dos melhores momentos dos britânicos.

Eu já sabia

"Eu já sabia"

A dupla MGMT, uma das sensações do rock recente,  está processando o presidente francês Nicolas Sarkozy por uso abusivo da música Kids.

Sarko” – bastante criticado na França por sua política conservadora – tem mostrado, por outro lado, uma vida pessoal “pra frentex”. Alem de ser casado com a cantora-modelo-bonitona Carla Bruni, parece estar antenado às novidades ao escolher a música do MGMT para ser trilha de divulgação do congresso anual do seu partido, a União por um Movimento Popular (UMP). No entanto, a canção do álbum Oracular Spetacular ( ótima estréia em disco da dupla formada por Andrew Vanwyngarden e Ben Goldwasser: ficou com a segunda posição na fenomenal lista da Lixeira de 2008) foi utilizada sem permissão para promover a reunião que aconteceu em janeiro. Foram publicados na internet dois vídeos com a canção.

Quando a UMP admitiu ter utilizado o tema sem autorização, ofereceu à banda 1 euro pela violação dos direitos de autor, proposta considerada “um insulto” pelos rapazes do Brooklyn, bairro localizado na cidade de Nova Iorque. O MGMT luta agora por uma recompensa “justa” no tribunal. “A oferta desrespeita os direitos dos artistas e autores. Trata-se de uma violação de propriedade intelectual”, alegou a advogada Isabelle Wekstein.

Não são raros os casos de violação de direitos autorais por políticos. John MCcain, candidato republicano que perdeu as eleições americanas do ano passado para Barack Obama, por exemplo, foi acusado por diversas bandas – entre elas o Foo Fighters – por uso de canções sem autorização.