Arquivo da categoria ‘Aniversário’

Há 15 anos, Chico Science e Nação Zumbi lançavam o agora clássico do rock brasileiro “Da Lama ao Caos”, álbum que apontava para o futuro e para a globalização musical sem esquecer das raízes nacionais.

O fato e o ato de misturar “estrangeirismos” à canção nacional não tinha nada de original, mas a maneira como os elementos foram combinados – coco, maracatu, ciranda, samba, rock, eletrônico, cultura pop e regional – possibilitou a existência de um marco criativo-significativo para o então indefinido rock dos anos 1990.

Para saber mais é só acessar ótimos textos e críticas aqui, aqui  e aqui.

Faltou dar parabéns e desejar um futuro melhor para o Chris Cornell. Ele apaga hoje 45 velinhas, com a mesma cara dos tempos do Soundgarden – e aí se vão uns 15 anos. Então, registramos nossas felicitações. Se você quiser fazer isso “pessoalmente”, corre lá pro Twitter do Cornell. Feliz aniversário, Chris Cornell!

Há 35 anos a banda The Wings, que Paul McCartney formou com a então mulher Linda após o fim dos Beatles, lançava um single que até hoje encanta admiradores do bom rock. O riff da guitarra é marcante, o vocal é marcante, a virada da bateria é marcante. Eu, pelo menos, não me canso de ouvir. E juro que me emociono cada vez que ouço. Que nem esses brasileiros sortudos que viram o Macca chamar o Dave Grohl pra levar este som há um ano e uma semana, em Liverpool:

Band On The Run, uma parceria do ex-Beatle com Linda, tem o mesmo nome do disco lançado no finalzinho de 1973. Disco este que, nos EUA, alcançou o topo das paradas e foi o mais vendido de 1974, recebendo naquele ano o certificado de platina tripla (3 milhões de cópias vendidas). Inteiramente gravado na Nigéria, o álbum rendeu o Grammy de melhor performance de vocal pop de um grupo, em 1975, estava em 75º lugar na lista dos 100 melhores discos britânicos de todos os tempos da respeitada revista Q e em 418ª posição no ranking dos 500 melhores álbuns de sempre da revista Rolling Stone.

O single Band On The Run não fez por menos: no dia 8 de junho de 1974 alcançou o topo da lista pop dos EUA e ficou lá, quietinho, sem ninguém incomodar, durante nada menos que 13 semanas. O compacto havia sido lançado em abril na França e nos EUA e naquele mês na Inglaterra. De cara, foi “disco de ouro”, com mais de 500 mil cópias vendidas. Além disso, ano passado a música apareceu, como você vê acima, no game Guitar Hero: World Tour. Diz aí: quanta grana Sir Paul McCartney já não colocou debaixo do colchão só com esta música, hein?

É claro que várias bandas fizeram e ainda fazem cover desta faixa, mas a versão que aparentemente mais agradou Macca (vide o primeiro e o terceiro vídeos deste post) foi feita pelo Foo Fighters para a coletânea Radio 1. Established 1967, lançada em 2007 para comemorar os 40 anos da Radio 1, da BBC (aliás, recomendo o download; trata-se de um álbum duplo, com versões ótimas e outras nem tanto, mas que valem a pena ouvir).

Termino, então, com o vídeo da canção original. Deleite-se e boa semana! The Wings, Band On The Run.

morrissey-sl122608hauahauahaua Zoação! Mas é que o Morrissey completa hoje meio século de vida e eu achei que seria tosco escrever um título chamando-o de “charming man” ou algo que fizesse referência às músicas dos Smiths ou da carreira solo do próprio Moz.

A comemoração do cinquentenário será esta noite no palco do Apollo (o mesmo onde os Arctic Monkeys gravaram o DVD ao vivo), em Manchester, cidade-natal do cara.

É, pessoal. O cara não para! Há três meses chegou às lojas o nono disco solo de estúdio, Years Of Refusal, que abre com a faixa Something Is Squeezing My Skull, cujos versos iniciais mandam o recado:

I’m doing very well
I can block out the present and the past now
I know by now you think I should
have straightened myself out
Thank you, drop dead

[Eu estou indo muito bem
Já posso apagar o presente e o passado
Acho que você agora deve estar pensando
Que eu deveria ter me endireitado.
Obrigado e morra
]

Uia! Bora dar um confere?

Alheio às polêmicas, que normalmente questionam aspectos de sua sexualidade, Morrissey costuma se declarar assexuado e consegue conquistar uma legião de novos fãs todos os anos – diria todos os dias – e, ao mesmo tempo, não decepciona aqueles que curtem o trabalho dele desde o tempo dos Smiths. Muito legal!

O pessoal do NME.com comemora o aniversário dele com uma série de trocadilhos musicais com nomes de faixas dos Smiths e do próprio Morrissey misturados a nomes de bandas. E lança um desafio: você é capaz de pensar em novos trocadilhos? Se for, escreve pra eles e pra gente também! Vamos ver o que eles pensaram:

Heaven 17 Knows I’m Miserable Now
This Charming Man O War
Will.I.Am It Was Really Nothing
Moz Def
Quiff Little Fingers
Cele-Bat For Lashes
First Of The Gang Of Four To Die
There Is A Lighthouse Family That Never Goes Out
Johnny Foreigner Marr
Swing Out Sister I’m A Poet
Stretch Out And Tom Waits
Death At One’s Elbow

Ah, vai! É divertido…

Então, parabéns aí, Moz! Muitos anos de vida e de sons maneiríssimos.

Bom fim de semana a todos e a gente volta segunda.

Hoje, dia 15, é aniversário de Gerson Conrad (1952), que se consagrou com violões de seis e 12 cordas e os acompanhamentos vocais do Secos e Molhados. Sim, senhores, nós aqui lembramos o rock brasileiro. Ok, que eles não eram exatamente rock, mas entraram assim para a história, devido às atitudes. Rola até a lenda que o Kiss copiou do Secos e Molhados (além de Gerson, contava com Ney Matogrosso e João Ricardo) a ideia de pintar o rosto.

Dizem os caras do Kiss que não, mas vá saber!

Gerson ficou no Secos e Molhados de janeiro de 1972 até o segundo semestre de 1974, naquela que ficou conhecida como a formação clássica do grupo. Os dois discos lançados neste período (os primeiros da banda) trouxeram as clássicas Amor (que você pode conferir abaixo), O Vira, Mulher Barriguda, Sangue Latino, Assim Assado, Voo, etc:

Agora, que os dois GARIS mais novos já contaram como chegaram até aqui, vou contar como eu e o outro GARI criamos este blog. Há um ano e um mês, mais ou menos, nós dois trabalhávamos numa rádio rock dirigida lindamente pela Selma Boiron. Tudo muito bem… A gente teve a ideia de fazer um programa chamado LIXEIRA DO POP. E de onde surgiu esta ideia? De bobagens que a gente falava, basicamente comparações, tipo: “o John Mayer é o Jay Vaquer gringo”.

A Selma estranhou o nome, porque a rádio era maior sisudona no rock, mas a gente queria propor uma ironia quanto a essa cultura pop que todos os dias entope nossas goelas – ou ouvidos – de lixo, seja no rádio, na TV ou na internet. O plano era que qualquer pessoa com dois neurônios ou mais conseguisse entender isso. Descobrimos que muita gente não tem nem esses dois neurônios. Mas ficamos felizes por termos conquistado uma audiência qualificada, com capacidade de compreender tudo o que escrevemos, desde quando falamos sobre desde a prisão do banqueiro Daniel Dantas até uma prova que a TV sempre foi a real LIXEIRA DO POP.

Gostem ou não, prometemos continuar assim, ok?

Bom, mas hoje é dia de indicar downloads gratuitos e LEGAIS. Para baixar alguns, talavez seja necessário se cadastrar gratuitamente, mas são formulários rápidos. Na lista, Beirut, Empire Of The Sun, Nine Inch Nails e Placebo. Pra começar, um remix “ixpérrrto”, do Franz Ferdinand. Porque a gente adora o Franz, cara! (piada interna, não procurem entender):

Franz Ferdinand – No You Girls (RMX)
Uma das melhores faixas do disco mais novo dos escoceses, Tonight, remixada pelo Rogue Element. Combina muito com a versão eletrônica de Lucid Dreams, aquela que está no álbum. Repetindo: é eletrônica. Depois não vem, dizer que baixou pensando que fosse um puta rockão.

Beirut – My Night With The Prostitute From Marseille
A banda de Santa Fé (Novo México, EUA) ficou famosa nas rodas indies brasileiras com Elephant, tema de abertura da minissérie Capitu, da TV Globo. A faixa que eles liberaram traz o mesmo vocal hipnoticamente arrastado, num som menos etéreo e mais dançante. Bem legal!

Empire Of The Sun – Romance To Me
Pop? Indie? Psicodélico? Não importa! Som da melhor qualidade, feito pela dupla australiana que bebe de fontes como Spandau Ballet, Duran Duran e Prefab Sprout. Ouvi falar sobre eles na Rio Music Conference e gostei bastante do som. O nome da banda foi assumidamente surrupiado do romance Império do Sol, de JG Ballard, (que em 1987 virou filme sob a batuta de Steven Spielberg) que a banda conheceu quando esteve em Shangai. Este single é inédito e, por isso, não está no disco de estreia, Walking On A Dream (2008).

FAROFF – The Beatles vs LCD Soundsystem vs The Kinks
Já falamos sobre esse brasileiro que faz mash-ups sensacionais num post anterior. Agora, uma sugestão pra você baixar. Vale a pena entrar no MySpace dele e catar todos os links. Tem muuuitos downloads gratuitos pra fazer lá. E lá no MySpace tem datas de discotecagens do cara aqui por território tupiniquim.

Hungry Kids Of Hungary – Scattered Diamonds
A faixa faz parte do segundo EP do quarteto australiano, Mega Mountain (2009). O grupo, que ainda não tem nem dois anos de formação, já bomba nas rádios rock da terra-natal, com um som em que tentam misturar influências do rock inglês (hmmm… Soa colonial? Bastante. Isso é ruim? Não), dos anos 1960 pra cá.

Metric – Help I’m Alive (acoustic)
É uma banda que vale a pena conhecer. Eles já tocaram por aqui num show aberto em 2008, no festival Motomix, ao lado do Go! Team. Esta é a versão acústica da faixa que deve abrir o disco Fantasies, previsto para chegar às lojas lá de fora no dia 14 de abril. Mas não precisa esperar até lá pra matar a curiosidade. O quarteto canadense colocou dez faixas novas pros fãs ouvirem de graça no site. Numa primeira audição, me pareceu melhor que os dois discos mais recentes, Live It Out (2005) e Grow Up And Blow Away (2007).

ninjaNine Inch Nails – NIN/JA 2009
O nome sugestivo é o título do segundo EP promocional da atual turnê do Nine Inch Nails, baseada no disco The Slip (2008). O primeiro EP foi lançado no ano passado e, assim como este, trazia faixas que incluíam o NIN e as bandas que abriam os shows da excursão. Agora são duas músicas de cada grupo: Street Sweeper, Jane’s Addiction e Nine Inch Nails. Desses dois últimos surgiu o nome do petardo: NIN/JA 2009, que nada tem a ver com artes marciais. Dá pra baixar o EP e mais um monte de músicas do bandão do Trent Reznor de grátis e em alta definição. E tem mais: depois de baixar, você pode remixar (lá ensina como faz – em inglês) e enviar a sua versão pro site. Aí, os outros fãs podem ouvir e baixar. Tudo for free. E rock da melhor qualidade, sem frescura. Ou seja, tem moral de sobra pra detonar o Chris Cornell.

Placebo – Battle For The Sun
Estreando baterista novo, com a mesma pegada irresistível de sempre e a promessa de um disco mais ensolarado. Será que os fãs vão curtir este novo Placebo? Provavelmente sim, a julgar pelo primeiro single, que também dá nome ao disco, Battle For The Sun, previsto para chegar às lojas gringas no dia 8 de junho. Só para registrar, o novo baterista se chama Steve Forrest e é californiano. O que contribui para a nossa dúvida: por que o Placebo é considerado um grupo londrino se o vocalista/guitarrista Brian Molko é belga e o baixista Stefan Olsdal é sueco? Bom, dane-se! Poderiam ser considerados sudaneses, que a gente continuaria curtindo.

School Of Seven Bells – Half Asleep
A música começa bem nesse clima mesmo, “quase adormecido”, mas fica animadinha e dá até pra dançar. O trio novaiorquino é formado pelas gêmeas Alejandra e Claudia Deheza e pelo ex-guitarrista do Secret Machines, Benjamin Curtis. A imprensa lá fora costuma dizer que o som deles é um “electro dream pop” e gosta de compará-los a My Bloody Valentine, Kate Bush e Cocteau Twins. Ficou curioso, né? Baixe aí e tire suas próprias conclusões.

Agora, com tantas dicas de downloads, nos resta desejar um ótimo fim de semana geek pra você! E aproveita enquanto é gratuito. Divirta-se!

Não dá pra comemorar o aniversário do LIXEIRA DO POP sem falar nelas. As nossas musas não nos deixam sem assunto. Então, vou antecipar pra hoje o post que viria só amanhã (e o de hoje, sobre downloads gratuitos, vem amanhã ou sábado; beleza?).

amytrapezistaÉ preciso reconhecer o poder de atração de audiência de dois nomes: Amy Winehouse e Britney Spears.

Como dificilmente elas aprontam juntas, poderíamos ficar dias pares falando da Wino e dias ímpares falando da Britta. Esta semana, por exemplo… A Amy transformou seu quintal num CIRCO e se tornou a diversão da vizinhança lá em London. Dá só uma olhada na cara do vizinho safadão. Depois o corno do Blake Fielder-Civil vai ficar irado por ter sido corno one more time.

Já a Britney, tava lá, fazendo um show da turnê CIRCUS (coincidências non eczisten!), quando, do nada, a doida desejou um “maaaarry Christmaaaaas” (feeeeeeeeliz Nata-al). Juro! O vídeo não me deixa mentir:

Um ano falando nelas e nós, que quase não gostamos de teorias da conspiração, chegamos a uma conclusão: Wino e Britta são a mesma pessoa. Tipo Clark Kent e Superman. Bruce Wayne e Batman. Corvo e Repórter Vesgo. Felipe Ricotta e Kiabbo. Fofão e Patropi (ok, peguei pesado agora). Mas é isso: são a mesma pessoa. E se alguém tiver prova do contrário, manda pra gente, porque por enquanto nós acreditamos nisso.

Opa, e ai, tudo bem? Eu sou Maurício, tenho 22 anos e não faço jornalismo. Na verdade, nem trabalho com comunicação. Eu tô aqui mais porque eu tenho uma banda e sou apaixonado por música.

Eu acompanho o blog desde o início, praticamente desde o nascimento. Conheci o LIXEIRA através do Victor. Mesmo com assuntos interessantes, nunca tive o hábito de ler blogs, comentar neles muito menos, mas, por achar despojado, dei algumas dicas pro LIXEIRA. A primeira vez que escrevi mesmo foi quando fui convidado a fazer a resenha do CD do Sepultura, já que fui a dois shows deles além de indicar a “Dança do Quadrado” e comentar em alguns posts. E assim me tornei íntimo deste blog.  Finalmente, no dia 14 de fevereiro me tornei um GARI, estreando oficialmente no dia 25 de fevereiro deste prezado ano.

E pra comemorar o primeiro aniversário desta simpática LIXEIRA, fui incumbido de selecionar novas bandas que apresentam algo especial, diferente das outras bandas. São 13 nomes que, mais cedo ou mais tarde, vocês podem ouvir em algum lugar e nos orgulharemos disso. E os escolhidos são:

ROCKZ
A banda é como Fênix: após ter clipe na MTV, mudar a formação e perder o status que havia conquistado, o Rockz mostra sua nova cara . Com músicas excelentes como Tô Planejando, a banda dá o gostinho da prévia do novo CD que está previsto para abril. Uma das minhas bandas preferidas. Fica a pergunta: qual é a melhor fase do Rockz? Confira em www.myspace.com/rockz1 e tire suas conclusões.

VI GERAÇÃO DA FAMÍLIA PALIM DO NORTE DA TURQUIA
A bem-humorada banda do Paraná disponibilizou uma amostra grátis do CD ¿Por que no te callas?. Além de seis músicas do novo álbum, podemos conferir uma entrevista muito divertida de 11 minutos com os caras. Muito bom! www.myspace.com/familiapalim

GANESHAS
Rock leve e gostoso de ouvir aliado a boas letras. Além da boa voz de Brenno Quadros, encontramos frases de escaleta, violão folk, piano honky-tonk , banjo e boas músicas. Vale a pena conferir em www.myspace.com/ganeshas.

MOTHERFUNK
A melhor banda de Niterói e uma das mais potentes do Rio de Janeiro, com certeza. A Mother (como seus fãs gostam de chamar) faz com maestria um som que nos leva aos anos 70 e a vontade de cantar as letras e danças suas músicas é incontrolável. Duvida? Confira em www.myspace.com/motherfunkbr

CANASTRA
A banda do Hermano Rodrigo Barba faz um som divertido, na mesma linha do “Móveis”, porém com uma pegada diferente. Destaque para Dallas. www.myspace.com/canastra

MÓVEIS COLONIAIS DE ACAJU
Os brasilienses não são tão novatos assim, ostentam em seu currículo programas de TV e turnê européia mas a novidade está no que podemos conferir no myspace dos caras. A possibilidade de ouvir dois singles do novo CD, que está previsto pra ser lançado em breve, é um motivo para pensarmos do que essa banda é capaz. Uma das minhas bandas preferidas. www.myspace.com/moveis

TIJOLO DE VERA
Vale fazer um jabá da minha banda, né? Então, lá podemos conferir vídeos e fotos além do single Dois Palmos, que estará presente no cd de estréia ainda sem previsão de data para o lançamento. Outras músicas presentes na demo da Tijolo também pode ser ouvida no site. Nos próximos dias lançaremos outro single. Vale a espera. www.myspace.com/tijolos

BENFLOS
A banda do performático Diogo Brandão mostra um som diferente e recheado de poesia. Destaque para Atentado e O Rei Está Nu. www.myspace.com/benflos

VULCA
Direto do interior de São Paulo para a MTV, a banda liderada por vocalista e compositora Mirla Salem mostra ambição com as músicas do CD de estreia Minha Vitrola. A banda mostra um pop com boas melodias e boas letras. Lá podemos conferir o clipe da música que dá o nome ao álbum. Para saber porque a banda merece voos mais altos acesse www.myspace.com/vulcasongs

CARAS DE VIDRO
Os niteroienses fazem um rock and roll como deve ser feito. A voz marcante de Filipe Pamplona causa amor e ódio entre os ouvintes mas sua performance sempre cativa. Eu acho muito bom. Destaque para a poderosa Ligando a Máquina e a radiofônica Extraterrestre Feminina. www.myspace.com/carasdevidro

BRASOV
Os sete caras da banda carioca se munem de instrumentos de sopro, percussão, guitarras elétricas, espírito retrô e nos levam às noites russas ou aos filmes B dos anos 70. Ou não. Nem eles sabem ao certo. A dica é muito válida pois a banda é muito boa. Mesmo basicamente instrumental, a banda também é famosa por tocar com Wando, recentemente. O MySpace é muito legal apesar de as melhores músicas da banda não estarem lá. www.myspace.com/sitiobrasov.

CARTOLAS
A banda gaúcha mostra um rock moderno. Antenadas nas novas tendências, as músicas mostram vigor, guitarras marcantes e uma boa voz do vocalista Luciano Preza.  A qualidade do quinteto os levou à conquista do prêmio  Claro Q É Rock em 2005. O MySpace apresenta boas músicas consideradas hits como Cara de Vilão apesar de algumas muito boas estejam de fora. www.myspace.com/cartolas

THE FEITOS
O power-trio faz um rock sem compromisso  contando as decepções amorosas com muito bom humor. Infelizmente, não se levam tão à sério fazendo com que as suas apresentações possam ser muito boas ou muito ruins. A banda divulga o CD Na cabeça da chorona (2007) no Brasil inteiro e escolheram algumas boas músicas para o MySpace. Destaque para Agora Eu Perdi O Amor Pelos Meus Dentes. www.myspace.com/thefeitos

Parabéns a todos nós, que escrevemos, lemos, comentamos e citamos o LIXEIRA DO POP por este primeiro aniversário. É… Hoje faz um ano que estamos no ar. Para comemorar, uma série de posts especiais.

E chega de conversa que todo mundo quer saber qual presente o blog aniversariante apresenta hoje. Uma coisa que eu realmente gosto é um bom mash-up, saca? Juntar, sobrepor, mixar, mesclar, samplear duas, três, centas músicas para fazer um algo completamente novo. Aliás, talvez foi por ter puxado tanto o assunto de mash-ups com o Victor que ele teve a idéia de me chamar pra cá. Bom, seja como for, eu, parte da comunidade Get Your Bootleg On, já gastei muuuuitas horas garimpando coisas legais por aí. E, catando mash-ups, eu acabei conhecendo muitas bandas legais.

A técnica começou a chamar atenção em 2004, com o trabalho do DJ Danger Mouse (não estranhou o nome? O cara é a metade mais magra do Gnarls Barkley e também produz – no currículo ele tem, por exemplo, o último e maravilhoso álbum do Beck, Modern Guilt). Ele juntou os vocais do Black Album, do Jay-Z, com uma mescla de instrumentais do White Album, dos Beatles. Formou-se então o The Grey Album, disponível para download em torrent aqui.

Um mash-up não é coisa simples de se fazer. É preciso encontrar músicas que se encaixem, ou fazer um esforço modificando o tempo, recortando, remontando e adequando os ritmos. O mash-up mais clássico é aquele em que o instrumental de uma música é colocado com os vocais de outra. Mas os mais legais são aqueles em que é tudo recortado, misturado e colado para formar algo realmente criativo e inovador. E você saberá quando um mash-up for realmente bom quando sentir falta das intervenções ao escutar uma música original. Por exemplo, meu favorito é do DJ Party Ben: Hung Up On Soul, Madonna vs. Death Cab For Cutie (sim, um mash-up sempre é apresentado como uma música versus a outra, e o novo título é uma mistura das músicas envolvidas). Pois bem, hoje eu não consigo mais ouvir Soul Meets Body do Death Cab, música utilizada no mash-up, sem cantarolar “hung up…” no refrão.

A cena mash-up lá fora é bem mais desenvolvida. As festas Bootie têm edições em NY, Los Angeles, Paris, Munique e por aí vai. No Rio de Janeiro, eu mesma já fiz uma! Ok, era uma festinha de aniversário, mas eu só toquei mash-ups e a galera curtiu… Ah, e por que “bootie”? É abreviação de bootleg, algo escamoteado, pirata, contrabandeado. No mundo dos booties, as músicas alheias são utilizadas à vontade para produzir algo completamente novo, e os downloads são abundantes pela net. Os DJs disponibilizam mesmo, o legal é distrubuir o trabalho, testar com a galera se está bom, divulgar seu nome.

Parece-me que o modo mais “fácil” ou básico de fazer um mash-up (digo isso porque é o que mais se vê por aí) é juntar os vocais de um hip-hop com alguma música rock ou pop rock. Fica ok, mas na maioria das vezes peca na falta de inovação (e é chato se você não curte hip-hop). Se uma música é hit por aí, geralmente todo mundo corre pra fazer o mash-up clássico (vocal de um + instrumental de outra) com qualquer uma que combine mais óbviamente (o tempo é semelhante, etc). Músicas pop tipo fabricação dão mash-ups corretos, mas também sem muita graça (vide o tanto de mash-up com I Kissed a Girl e Bleeding Love). Acaba como se fosse mais um remix da música de sucesso. Interessante é juntar músicas que não têm mesmo nada a ver, mas que encontram uma harmonia surpreendente. Vai do talento e da criatividade do DJ mesmo.

Eis o desfile de alguns selecionados:

Da série “separados no nascimento”, um exemplo de músicas feitas uma para a outra: Divide & Kreate juntaram Do Something, da Britney Spears com Supermassive Black Hole, do Muse.

Um exemplo de um mash-up com o “a capella” de uma e o instrumental de outra… eis Back to Virginity, do DJ Phil Retrospector, que une Like a Virgin, da Madonna, com Back To Black, da Amy Winehouse. Resultado bem interessante…

O DJ Earworm é mestre em pegar umas 20 músicas e encaixar tudinho numa só. E fica bom! Nessa ele reúne as 25 top músicas das paradas americanas em 2007 sobre a base de uma delas, Umbrella, da Rihanna. E se você ouvir algumas vezes, você decora e fica cantando elas juntas como se fossem uma música só mesmo.

Eu gosto muito desse mash-up, porque junta quatro músicas pra fazer uma completamente inédita. O ritmo formado nesse instrumental é uma aglutinação de Do You Think I’m Sexy, do Rod Stewart, Sexyback, do Justin Timberlake, e um remix de Deceptacon, do Le Tigre. Todas elas músicas contribuem nos vocais em certos momentos, mas a maior parte é tirada de Move Along, da banda All American Rejects, um poperô dessa nova leva (tenho medo de cometer algum erro grave se chamá-los de emo, mas tudo bem) até um bocado deprê no original, mas vira uma música super felizinha nessa salada.

Um tipo de mash-up muito comum é o hip-hop + música que originalmente não teria nada a ver. Juntar In Da Club, do 50 Cent, com Stayin Alive, do Bee Gees, acabou ficando bem legal.

Talento brazuca na área! FarOFF ainda tem muito arroz, feijão e farofa pra comer, mas já está despontando como um grande nome do mash-up. Radicado nos EUA, tocou na edição de março da festa Bootie NY. E isso é bem legal! Já recebi reclamações que não há mash-ups com músicas brasileiras, e isso é um crime. Esse cara já usou CSS, mas aí num vale… os DJs brasileiros têm que começar a entrar nesse negócio e usar a produção nacional. Imaginem quanta coisa legal ia rolar. Bom, essa une Beatles, Kinks, Daft Punk e LCD Soundsystem.

E pra tocar na comemoração de um ano do Lixeira! Dj Immuzikation juntou Time to Pretend, do MGMT, com One More Time, do Daft Punk, e fez uma pérola dançante.

Have fun!

E hoje também é aniversário do Damon Albarn. Nem tem muito o que explicar sobre ele. Só podemos garantir que já é um clássico do futuro. Afinal, o cara criou o Blur – que, se tudo der certo, vai mesmo voltar e fará um show aqui no Rio (custa sonhar?). Lá, ficou famoso com canções como Song 2, que ainda hoje fazem todo mundo cantar junto (uuuuuuuuhu!), There’s No Other Way e Girls And Boys, faixa esta que abria o terceiro disco da banda, Parklife (1994), que alcançou o topo da parada britânica e ficou lá entre os “dez mais” durante nada menos que dois anos. Lá vão estas + Popscene:




A banda se separou e ele formou a banda “virtual” Gorillaz, que em 2001 alcançou o 4º lugar na parada britânica de singles com Clint Eastwood. Fizeram sucesso também com Tomorrow Comes Today, Feel Good Inc. e Dare:




A sua banda mais recente, The Good The Bad And The Queen (segundo ele, o nome é uma homenagem às três coisas que pairam sobre a Inglaterra: o bom, o mau e a rainha), lançou em 2007 o autoentitulado disco de estreia. Entre as faixas, Kingdom Of Doom, Herculean e Green Fields (aqui, numa versão ao vivo):



Parabéns pro Damon Albarn, então, ué!