A volta das bolachas: Sony-BMG vai comercializar discos de vinil no Brasil

Publicado: 13/junho/2009 em Discos nacionais, Lançamento
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A gravadora Sony-BMG, uma das maiores gravadoras do mundo – não que isso valha tanto quanto já valeu há uns tempos, parece querer resgatar a áurea época do mercado fonográfico: a empresa anunciou que voltará a comercializar discos de vinil no Brasil.

A ideia da coleção Meu Primeiro Disco é  relançar títulos raros, que só podiam ser encontrados em sebos e fizeram história na Sony, BMG e seus respectivos selos como os primeiros trabalhos de Chico Science e Engenheiros do Hawaii.

O preço médio dos novos lançamentos da Sony será de  “salgados”  R$ 90. De acordo com a gravadora o valor é justificável já que o produto virá com o CD original, também remasterizado, além de um texto falando sobre o disco, clipping de matérias da época e as letras das músicas.

Uma dúvida minha: onde serão produzidos tais LPs? A Sony possui uma fábrica no país ou recorrerá  à Polysom, único local onde ainda são geradas as bolachas em território nacional?

A fábrica que fica em Belford Roxo, na Baixada Fluminense, pelo que sei, foi adquirida pela Decksic – corrijam-me se estiver enganado.

Bem, eles que são empresários já devem ter bolado algum esquema para essa produção. De qualquer forma, me parece uma decisão interessante. As gravadoras – que hoje são dinossauros imersos em uma lógica de mercado mesozóica – precisam buscar alternativas, nichos de mercado e multiplicar a oferta de produtos, visto que o CD se tornou pouco atraente com a popularização do mp3.

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comentários
  1. Victor disse:

    Muito interessante isso. Talvez seja a grande jogada das gravadoras esse lance de trazer o vinil de volta, já que o CD e o mp3 não conseguem ter as mesmas propriedades sonoras que o discão. O problema é que, mais uma vez, os executivos acreditam que vão recuperar suas perdas com uma coleção de discos vendidos a R$ 90 cada. Se o preço não influenciasse nas vendas, os CDs a R$ 9,99 nas já teriam esgotado em todas as lojas de departamentos. Só resta saber se mais uma vez as gravadoras vão remar contra a correnteza, pra depois ficarem reclamando por aí. Vamos começar a limpar a poeira que encobre nosso toca-discos e aguardar as cenas dos próximos capítulos.

  2. selma disse:

    E o perrengue pra comprar ‘agulha’, como fica?? E ainda existe alguém q conserte pick ups??

  3. clenio disse:

    acho legal essa ideia de Lps de volta e tbem retomadas de fabricas estarem voltando com os pedidos do s velhos e famosos vinyls..
    a bolacha pra quem nao sabe e mais do que podemos imaginar!! roda clockwise,,tem uma capa maravilhosa, tem um texto agradavel, um som excelente e faz relembra os bons tempos de uma boa musica!! nao e??
    Eu nao discuto sobre era digital ou era dos bolachoes!! eu discusso a musica boa e a musica ruim,,, continua vendendo quem tem musica boa e se o cd,dvd, lp estiverem a disposicao nas pratileiras!! compra quem preferir o que gosta. No caso da europa que sexiste os formatos para todos os gostos, portanto va a uma loja na inglaterra, holanda, alemanha, e voce vai ver que tem para todos,,,todos sao felizes.. quem gosta de cd compra,quem gosta da bolacha e feliz.
    O engacado que durante o tempo que morei em Londres eu nunca vi nenhum comentario sobre o paradeiro do vinyl ou sobre a morte das pick ups,, continua uma legenda viva e talvez mais renascente do que nunca. Viva las agulhas, viva las bolachas. Eu estou felizerrimo, estou aqui no Brasil tirando pedidos para prensar vinyls… quem se interessar em prensar vinyls ou discutir sobr o assunto acima… porfavor e so entrar em contato no meu email : Lpgringo@hotmail.com

  4. Eric rock disse:

    DISCO DE VINIL, nunca morrera, nos Estados Unidos existem hoje cerca de 12 fabricas, uma inclusive foi aberta recentemente. Claro que jamais tomara o lugar do CD, mp3, Slot ou outra forma de musica digital, mas fara um barulho legal e tera seu nicho respeitado. O preco acima eh estupido e sem razao. Em U.S.A. um Lp pode ser fabricado por U$1.20 (1 dolar e 20 centavos)sem capa. No Brazil parece que a unica alternativa eh a Polysom, mesmo assim o preco que os independentes estao vendo Compactos e Albums, eh bem abaixo do que a Multis estao querendo, num pais de 3* mundo querer explorar assim eh como assaltar o favelado. Sou amante do Vinil, coleciono os velhos e bons comapctos e LPs. Mas com essa volta pela procura muita gente ta querendo tirar vantagem, vejam no Ebay e Mercado livre, gente querendo R$100 ou ate $1.000 num LP, eh ridiculo, mas se tem alguem que paga… desejo longa vida ao Vinil no Brazil e no mundo.

  5. marco aurelio disse:

    gostaria de vender e saber qual e otipo de vinil que tenho ele nao e o grande nem o pequeno e o medio e grosso e so musicas antigas a capa e um papel bem fino

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