Show do Radiohead foi “do caralho!”

Publicado: 22/março/2009 em Festival, Plantão
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Por RODRIGO BAPTISTA, fã de Radiohead

O dia 20 de março de 2009 preencheu o coração dos cariocas fãs de Radiohead, Kraftwerk e Los Hermanos. O primeiro estreou nos palcos brasileiros com direito ao repertório completo da atual turnê, além de Creep (uma espécie de Anna Júlia, ou seria Pierrot dos Los Hermanos?).

O quinteto britânico da cidade universitária Oxford apresentou um setlist irrepreensível. Claro que os fãs adorariam ouvir outros sons como High and Dry, Fake Plastic Trees, Lucky, aliás, acho que os fãs ficariam amarradões em ouvir todas as músicas da banda formada por Thom Yorke (vocais, guitarras, piano – com uma bandeira do Tibet – e dançinhas estranhas), Ed O´Brien (guitarras, percussão e efeitos eletrônicos), Johnny Greenwood (guitarra, teclados, percussão, sintetizadores, harmônica, xilofone), Colin Greenwood (guitarra e palminhas), Phil Selway (bateria) se assim ela fizesse. Olha só o setlist:

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O GARI que escreve esta resenha também é fã de Los Hermanos e curtiu o show, mas o som baixo, o eco ouvido na arquibancada e a ansiedade pelo show do Radiohead não lhe permitiram prestar tanta atenção ao show de retorno dos barbudinhos. Se quiser saber mais sobre a apresentação da banda carioca, leia o texto do GARI Maurício.

Já a performance do Kraftwerk foi bastante interessante do ponto de vista visual. O grupo apresentou diversas músicas consideradas clássicas pelos fãs, mas o show pareceu datado, e o gari aqui ficou torcendo pra acabar logo e começar a banda de Thom Yorke. Uma visão menos enfadonha sobre a vinda dos homens-robô, você encontra na resenha do GARI Victor.

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Quando os cinco rapazes estranhos entraram no palco, a galera foi à loucura. Afinal, desde o lançamento do primeiro álbum Pablo Honey em 1993, que os brasileiros sonham em conferir um dos grupos mais criativos de sua geração ao vivo. Os caras têm a capacidade de alternar momentos extremamente pops a sonoridades de deixar músicos do rock progressivo com inveja.

Eles abriram o show com 15 step, música do mais recente trabalho, In Rainbows (2007), álbum que foi a base do show. Thom Yorke é um daqueles vocalistas que consegue dominar o público mesmo sem se esforçar muito. Ele oscila entre a melancolia das baladas “radioheadianas” e dançinhas nervosas no melhor estilo Ian Curtis.

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A partir das primeiras notas de Airbag, música que abre Ok Computer, disco considerado a obra prima do Radiohead, o público brasileiro mostrou que tem as letras na ponta da língua e cantou junto quase todas as músicas da apresentação.

Destaco a música Nude, talvez a performance vocal mais sexy de Thom Yorke, Karma Police, No Surprises, Bodysnatchers e Idioteque – som comum em boates alternativas do Rio.

A banda se mostrou afinada e afiadíssima. Os integrantes deixaram o palco e voltaram para o primeiro bis quando mandaram a delicada Videotape e clássicos como Paranoid Android e Just, ponto alto da apresentação para o GARI aqui.

No segundo bis, foi a vez de – entre outras – Creep, música que os tornou famosos mundialmente e que – apesar de não fazer parte do repertório atual precisava constar no set-list  do primeiro show em terras brasileiras.

Durante o show, Ed O´Brien resumiu muito bem – num português com sotaque britânico – o sentimento dos fãs: “Bom pra caralho!”.

MAIS!!!

Eles são robôs, cara!
Eles sabem fazer carnavais melhores
Setlists
As fotos usadas neste post eu encontrei neste Flickr
E os vídeos do Radiohead estão aqui

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comentários
  1. […] Show do Radiohead foi do caralho – Depois desse título eu tenho que entrar nos méritos da explicação? […]

  2. Luiz Fernando disse:

    Porra vitor…gari é sacanagem….e uma pergunta. Los Hermanos é q porra afinal….rock, pop, pop rock?…..emo disse q é Rock colegial….uhauhauhuhauh

    Abração mlk!

  3. alerib disse:

    Pena que não teve No surprises aqui em SP. Mas, de resto, o tracklist foi incrível. Os caras foram generosos depois de tanto tempo para aportarem por aqui.

  4. […] pessoas que comentaram os shows: superoito , crítica construtiva , lixeira sobre Radiohead , lixeira sobre Kraftwerk , rthibes , jade gola , lúcio ribeiro […]

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