O que dizer de mais uma sexta-feira 13? Sim, é a segunda do ano, já tá virando habituè, hein! Eu nem tenho parascavedecatriafobia… Que palavra bunitinha, né? É o medo específico de sexta-feira 13. Olha, eu acho que eu tenho mais medo dessa palavra…
Bom, esta Gari que vos escreve nasceu numa sexta-feira 13. Vai saber se é por isso que eu sou um tanto gauche na vida. Mamãe diz que estava um dia muito bonito, papai diz que eu nasci ruiva que nem a Rita Lee. Não sei se antes ou depois de passar mal por ter exagerado na comemoração. Acho que antes, porque só ele acha que eu nasci ruiva. Ou seja, foi um dia felizinho. Nenhum gato preto invadiu o hospital, nenhuma cadeira caiu na cabeça de ninguém.
Dezessete anos antes, em uma outra sexta-feira 13, um cenário realmente de terror… O governo militar do Brasil assinou o Ato Institucional nº 5, que suspendeu direitos e garantias políticas, decretou estado de sítio no país e deu poderes aos militares para fechar o Congresso. Linha dura! O Ato aumentou a censura e estabeleceu a censura prévia, que se estendia à música, ao teatro e ao cinema de assuntos de caráter político e de valores imorais.
Brabeza… mais detalhes, na iniciativa multimídia do Estadão, aqui.
Apesar dos pesares, a criatividade dos artistas brasileiros foi aflorada, já que eles precisavam seguir pelas linhas subliminares-subjetivas-subversivas para quebrar a coisa pelas bases e driblar os censores tapados. Mesmo assim, a censura levou ao exílio de vários artistas e intelectuais brasileiros, como o poeta Ferreira Gullar, o diretor de teatro José Celso Martinez Corrêa, além de Caetano Veloso, Gilberto Gil e Chico Buarque…
O que mais ocorreu em sextas-feiras 13? A saber:
– Fidel Castro nasceu numa sexta-feira 13, em agosto de 1926. (Sexta-feira 13 em agosto-mês-do-desgosto!)
– Margareth Tatcher também, em outubro de 1925.
– O rapper Tupac Shakur foi assassinado na sexta-feira, 13 de setembro 1996.
– A banda de heavy metal Black Sabbath (nome de um ritual de magia negra) lançou seu primeiro álbum homônimo no dia 13 de fevereiro de 1970. Apegado à data, Ozzy “Comedor de Morcego” Osbourne escolheu aquela sexta-feira 13 para lançar o primeiro trabalho.
As origens dessa crendice popular que sexta-feira 13 dá azar vem dum emaranhando de lendas de diversas correntes mitológicas. No samba junta-se lenda nórdica com Ordem dos Templários, banquete de bruxas, crucificação de Jesus e o fato de 13 pessoas estarem à mesa na Última Ceia. Curioso? Consulte o Guia dos Curiosos
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