Falar de guerra? Agora não, querida… coloca aquelas botas, vai!*

E é assim que o U2 vai em seu primeiro single, Get On Your Boots: com muito elogios à beleza de sua interlocutora num canto oriental, mudanças de ritmo, batida agitadinha, riff nervoso. Acima de tudo, a música tem aquele momento que eu, particularmente, chamo de momento POP: aquele momento em que a música se eleva, aqueles trechinhos que te fazem querer voltar exatamente naquela parte e ouvir só ela várias vezes seguidas. Ou seja, pra mim, o U2 did it again.

Segunda-feira foi o primeiro dia de disponibilização dessa faixa, primeiro na rádio estatal irlandesa RTE e depois gratuitamente no site oficial. O álbum, No Line On The Horizon, deve sair em março. Os meninos (ok, tios?) de Dublin sempre privilegiam a pátria-mãe nos lançamentos.

Eu acho que a gente é suspeito, por que somos pelo menos dois Garis que curtem o Pop (contrarios à tendência mundial que afetas os fãs do U2 e os fazem dizer “eca” pro pobre álbum de 1997). GOYB lembra aquela época sim, e pra gente isso não é ruim. Rola por aí nos fóruns da vida que é uma “Mofo versão 2009 sintetizada”.

E até a chinfra de não querer falar de conflito na nova música vem nessa intenção de “fazer algo novo”. Mas sei lá, pra mim, dizer claramente que não tá falando de guerra é trazer a tona o assunto. Coisas do U2 que a gente entende.

A gente está procurando as influências de  Led Zepellin e Jack White, nomes dados como influência pra esse novo CD. Espere… a bateria de vez em quando lembra Meg White! E é, a guitarra do refrão lembra o Jack White e o Jimmy Page. Com essas novas bandinhas dançantes trazendo a moda, quem sabe o pessoal não ache tão ruim o novo single ter essa levada agora. Se até o Bono para de vez em quando de falar de guerra, os fãs podiam para de reclamar e ir dançar, né?

Packshot

Capa de "No Line On The Horizon" prova: para o U2, a igualdade é (em tons de) cinza

Recomendo a leitura do educacional post de Jamari França aqui. Fala que o álbum é descrito como tendo guitarras pesadas, trance, electro, e que a banda proclama que fez um álbum radical e sem compromissos que nenhum outro músico jamais conseguiu. Mais uma vez, coisas de U2 que a gente entende. Quem põe no show um limão gigantesco que não passa na entrada do Maracanã merece ser chamado de megalômano e pretensioso.

Pra mim dizer que vai revolucionar tudo é que nem a Veja fazendo matéria anunciando que vai “finalmente revelar a verdade por trás” de alguma coisa. Deixa que a gente ver se embarca nessa primeiro…

*Será que essas botas que o Bono gosta são do estilo militar? Fica a pergunta…

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