É claro que tinha um GARI lá na exibição do Arctic Monkeys At The Apollo, que rolou na noite de ontem no cinema Odeon, no Rio. Em sessão única, os cariocas puderam ver o que só quem foi aos cinemas em Londres, Luxemburgo e Barcelona viu. Não só assistiram, como também bateram palmas, deram gritinhos, cantaram juntos… Um show!

Uma grande fila se formou por volta das 20h na Cinelândia, mas a sala só foi aberta 50 minutos depois. Fila digna da já tradicional Maratona de Cinema, que rola no mesmo lugar toda a primeira sexta-feira do mês e atrai basicamente o mesmo público que apareceu ontem.

Somente a parte de baixo do cinema estava aberta e, quando resolveram liberar a parte de cima, rolou uma pequena correria. Todos acomodados, hora de começar o filme. Não sem antes o pessoal do MovieMobz se apresentar e ser aplaudido por ter conseguido incluir o Rio de Janeiro na lista de quatro cidades onde o filme passou nesta terça-feira. Eles anunciaram ainda que dia 29 de outubro vai rolar uma segunda chance. O cinema – também no Rio – será escolhido por votação popular no próprio site do MovieMobz. Democrático, não?

Assim que o filme começou, com Brianstorm, single de lançamento do disco mais recente do Arctic Monkeys, Favourite Worst Nightmare (2007), rolaram aplausos, gritinhos, todo mundo cantando e até uns (meninos e meninas) mais exaltados gritando “gostoso!” quando o voalista Alex Turner aparecia. Quando a música acabou, mais aplausos e um coro de “aumenta, aumenta”. O pessoal do cinema aumentou o volume gradativamente até o início da quarta música, I Bet You Look Good On The Dance Floor, quando, aí, sim, ficou parecendo um show de rock.

Curioso é que foi muito difícil ouvir os aplausos do filme, porque a platéia do cinema parecia que estava lá, ao vivo, na fila do gargarejo.

Uma surpresa do filme foi o auxílio luxuoso do vocalista/guitarrista do Rascals, Miles Kane, que já havia tocado a guitarra de 505 durante a tour européia do Arctic Monkeys. Naquela época surgiu uma parceria entre ele e o líder do Arctic Monkeys, Alex Turner, que resultou num ótimo projeto paralelo chamado Last Shadow Puppets, que estreou oficialmente agora em 2008, com o lançamento do petardo The Age Of The Understatment. Kane tocou duas do Arctic Monkeys: Plastic Tramp (lado B do single Fluorescent Adolescent) e 505, lógico.

O final do filme todo mundo já sabe: eles tocam If You Were There, Beware, deixam o palco, as luzes apagam e sobem os créditos.

E, subvertendo aquela lógica jornalística da pirâmide invertida, agora, sim, o lide: a grande sacada do filme é a edição. A linguagem é muito rápida e lembra muito um videoclipe. Parece um especial da MTV. Deve incomodar a quem mão está acostumado, mas agrada bastante a massa dos fãs do Arctic Monkeys, que tem menos de 20 anos. Pra quem perdeu e quiser ver no dia 29, um aviso: prepare-se para um show e não para um filme, porque as pessoas “interagem”, conversam e fazem fotos dentro do cinema. Comportamento que fariam alguns ex-professores meus da faculdade arrancarem os cabelos. Mas é maneiro!

Para saber detalhes do filme e a lista de músicas, clique aqui.

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comentários
  1. Bap disse:

    ótima resenha.

  2. Maurício Ramos disse:

    Não só a resenha mas o filme também foi ótimo. Foi como reunir todos os seus amigos fãs de Arctic Monkeys pra ver um dvd na casa do seu amigo mais rico.

  3. […] easy friendo! que o melhor vem agora: no dia 14 de outubro, esse filme foi exibido em diversas cidades do mundo, essas de verdade e que possuem tudo o que um ser humano precisa para […]

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